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7.5

Análise do jogo "Rabbids Go Home" para Wii escrito por Finalboss

Escrito por Finalboss, nota 7.5 de 10, enviado por marped,
[title]Coelhinho, se eu fosse como tu...[/title] Os Rabbids, insanos coelhos criados pela Ubisoft para contracenar com Rayman, ficaram instantaneamente famosos quando estrearam em Rayman Raving Rabbids em 2006, para quase todos os sistemas. Desde então eles apareceram em outros dois jogos, mas nunca havia protagonizado sua própria aventura. Essa injustiça foi finalmente desfeita com Rabbids Go Home, um título cômico e caricato que reflete com perfeição o caráter dessas figuras completamente doidas. [img]hide:aHR0cDovL2ZpbmFsYm9zcy51b2wuY29tLmJyL2ZiNC9mb3Rvcy84LzEvMjQ2NzE4LmpwZw==[/img] A história é tão louca quanto seus personagens, que um dia, ou melhor, em uma noite descobrem que são da lua, e a partir daí decidem "voltar para casa". Como? Construindo uma enorme torre vertical com tudo que eles puderem juntar. Controlando dois coelhos ??? um empurrando um carrinho de compra e outro dentro ajeitando os bagulhos ??? o jogador deverá prosseguir por dezenas de cenários coletando todo o tipo de objeto criado pelos humanos como cones, engradados, roupas, e muito mais. Seria mais fácil construir um foguete, mas o intelecto dos coelhos é um empecilho. Basicamente o jogo consiste em guiar a dupla e esse carrinho para pegar objetos marcados por um círculo branco que indicam que eles podem ser coletados. Inicialmente os níveis são bastante fáceis e mal apresentam um desafio ao jogador, mas as coisas mudam de figura mais para frente, quando os humanos começam a revidar. Nas primeiras fases, a dupla mal será atingida, exceto quando os jogadores se descuidarem e tocarem cactos ou ignorarem o alcance de cachorros acorrentados. Os humanos, sempre passivos, servem apenas para serem assustados e despidos, e ajudar a encher o carrinho com suas roupas e garrafas de refrigerante (?). Mais para frente eles passarão a atacar a dupla de coelhos e usarão até bombas para dar um basta na desordem. Outros inimigos mais letais também apresentarão um desafio a mais para os planos lunares dos Rabbids. Mas isso só será apreciado por quem conseguir atravessar os lentos e repetitivos níveis iniciais. As fases se tornam, com o tempo, mais elaboradas, oferecendo caminhos fechados por obstáculos, às vezes destrutíveis por meio do grito que os Rabbids dão. Esse grito é a única forma de ataque da dupla, usado para despir os humanos, desfazer pilhas e interagir com o cenário para fazer objetos ocultos aparecerem. Objetos suspensos podem ser derrubados atirando um Rabbid em sua direção, bastando apontar o Wii Remote e apertar o botão. Também é possível usar, em determinadas fases, uma bola d'água para destruir os cactos, atacar os cachorros e mais. Mais para frente, a dupla ganhará um item que lhe garantirá um pulo triplo, que acrescentará um elemento a mais no jogo. Uma pena que essa característica não esteja disponível mais cedo. Rabbids Go Home vem com um sistema de edição (ou seria de deformação) para seus coelhos. Tatuagens, desenhos, cores, muita coisa pode ser aplicada ou mexida. ?? possível alterar quase tudo nas criaturas, desde orelhas e olhos a tamanho e formato da cabeça, reconstruindo-os e dando-lhe formas de personagens conhecidos - dá até para transformá-los em Muppets ou coisa assim. Há também um curioso e muito hilário mini-game atrelado ao sistema. Ele é apresentado logo no início do jogo e depois retorna durante a edição. Um Rabbid pode ser sugado para dentro do Wii Remote e o jogador fica interagindo com ele, fazendo-o bater nos circuitos ao girar o controle, quicar no botão B, ou até fazê-lo sentir cócegas usando um fio solto. ?? uma das partes mais hilárias do jogo, com certeza. Visualmente, Rabbids Go Home entra naquele grupo que não surpreende, mas também não decepciona. Tudo é muito simples, mas os coelhos, sem dúvida, ainda mantêm o seu carisma. Ora eles são fofos, ora eles são horrendos, tudo depende do momento e do que você estiver fazendo com eles. Na parte de áudio, temos alguns sons impagáveis por parte dos coelhos, e algumas frases soltas dos humanos. Mas cuidado com a música tema do jogo (se é que podemos chamá-la de tema, ou sequer de música): ela pega. E vai ser difícil sair da sua cabeça. [title]Veredito[/title] Rabbids Go Home possui um início bastante lento, que pode chegar até a frustrar os jogadores mais hardcore, mas lá pela metade do jogo, as coisas mudam de figura e a dificuldade cresce quando os humanos passam a ser inimigos. As fases ganham mais bojo e será mais difícil conseguir todos os objetos nelas espalhados. Há muitas cenas hilárias, quase impagáveis, no primeiro jogo protagonizado pelos insanos coelhos da Ubisoft. Rayman pode até amado, mas os Rabbids conseguiram superar o velho personagem em termos de carisma, e sua aventura em direção à Lua mostra bastante potencial. [t2]Prós[/t2] - Mini-game dos Rabbids dentro do Wiimote é muito hilário; - Um sistema de criação bem diferente e com muitas possibilidades; - O áudio do jogo é impagável e a música tema (se é que podemos chamá-la assim) não sai da cabeça; - Há muitas cenas engraçadas com os carismáticos coelhos. [t2]Contras[/t2] - Níveis iniciais lineares e enfadonhos; - Repetitivo às vezes; - Algum componente para dois ou mais jogadores viria a calhar. [img]hide:aHR0cDovL2ZpbmFsYm9zcy51b2wuY29tLmJyL2ZiNC9mb3Rvcy82LzEvMjQ2NzE2LmpwZw==[/img]
Fonte: Finalboss
marped
Enviado por marped
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Niterói, Rio de Janeiro, Brasil
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