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7.8

Análise do jogo "Pro Evolution Soccer 2010" para PC escrito por Finalboss

Escrito por Finalboss, nota 7.8 de 10, enviado por Giordano Trabach,
FIFA 10 foi lançado no início de outubro e coletou dezenas de boas avaliações de sites especializados e revistas. De fato, o jogo é tudo que um fã de futebol deseja, oferecendo todos os principais campeonatos do mundo, seleções, interatividade com o mundo real, suporte online para 11 contra 11, e uma gameplay que, nos últimos anos, vem melhorando cada vez mais. No ano passado, a versão HD (PS3, 360) da série da EA superou e por muito a rival da Konami nas médias de notas. Este ano, FIFA 10 começou marcando seu gol logo no início do jogo, e agora o time da Konami tenta pelo menos o empate com Pro Evolution Soccer 2010. Será que vai? Assim como vem acontecendo nos últimos anos, Pro Evolution Soccer 2010 é uma sombra da série FIFA quando o assunto é licenças e atualizações de elencos. A oferta da Konami é extremamente mais modesta: são três ligas oficiais completas (italiana, francesa e holandesa), uma semi-completa (espanhola, com alguns times fictícios), uma depenada (a inglesa, com apenas três times oficiais) e equipes randômicas de vários países, incluindo o Brasil, representado pelo Internacional, que está com seu uniforme oficial. Apesar do tempo extra que a Konami teve para produção, as transferências da última janela não foram totalmente levadas em consideração, o que mostra até certo desleixo por parte da produtora. Eto'o na Internazionale? Ok. Gudjohnsen no Barça? Esse deveria estar no Monaco. E o que Nilmar a Álvaro ainda fazem no Inter de Porto Alegre? As novidades da Konami nesse quesito ficam por conta da quantidade de seleções e de times disponíveis e, pela primeira vez, a presença da Alemanha com seu kit e elenco oficiais. Em termos de modos de jogo, PES 2010 traz as mesmas ofertas do ano passado. O principal modo continua sendo a Master League, onde certamente os usuários passarão a maior parte do tempo quando estiverem sozinhos. A modalidade teve sua interface reformulada onde se pode checar rapidamente transferências, finanças e parcerias do clube, com direito a valores em moeda real. Outro modo de destaque do jogo é o Become a Legend, mas não houve mudanças drásticas com relação às versões anteriores. Você cria um jogador, assina com clubes treina, joga e aguarda uma chance de brilhar em equipes de grande porte. Mas a impressão que dá que o modo anda meio deixado de lado, só para cumprir tabela, sem maiores pretensões. O modo que recebeu melhorias foi o UEFA Champions League, com vídeos de abertura e algumas pompas. A licença veio bem a calhar, embora não preencha muito o espaço entre este e FIFA 10, mesmo com o acréscimo da Europa League, anteriormente conhecida por Copa dos Campões da UEFA. Há também torneios, ligas e tudo isso pode ser jogado dentro do "comunidade", onde usuários podem registrar seus nomes e acessar seus desempenhos em partidas e torneios internos. Por fim, temos um componente que permite jogos entre dois a quatro jogadores. ?? bastante ínfimo perto do que se pode fazer em FIFA 10, mas merece um reconhecimento pessoal, já que está bem melhor do que ano passado. Eles melhoraram os códigos das partidas em rede diminuindo bastante o lag. Queríamos apenas saber porque a versão PC ainda usa os infames Konami ID e Game ID, contrariando o que a própria Konami havia prometido. Entrando no assunto técnico, em um aspecto PES2010 não deve em nada a FIFA: a parte gráfica. Aliás, percebe-se um grande nível de detalhamento facial em atletas mais conhecidos como Henry e Rooney, principalmente se você tiver uma TV de alta definição ou estiver jogando em um monitor. Embora a torcida ainda deixe um pouco a desejar, a grama é uma das mais críveis que já vimos. A animação também bastante realista, mas infelizmente não em todos os pontos. Ainda há momentos em que os atletas parecem robóticos. Mas tradicionalmente, pelo menos até 2007, PES sempre se vangloriou de oferecer a gameplay mais autêntica do gênero. Com a chegada dessa geração, a Konami não conseguiu se fixar nessa posição, deixando a rival empatar e virar o jogo no ano passado. Com PES 2010 a empresa tenta a igualdade no marcador, e até oferece uma jobabilidade menos truncada e mais atraente que a da versão anterior, mas as diferenças são sutis demais, e somente quem realmente se aprofundou em PES 2009 as perceberá. Quem joga PES desde a era PlayStation 2, por exemplo, sabe o que significa um "Ibrahimovic vermelhinho". Geralmente na mão de um usuário habilidoso, ele é sinônimo de muitos gols fáceis, pois parar um jogador como ele e com "seta vermelha" (o que significa em grande forma) era tarefa árdua, quase impossível sem faltas e cartões, dependendo dos zagueiros à disposição. Mas agora as coisas estão muito diferentes ??? já desde o ano passado é verdade, mas é bom saber que esse aspecto perdurou. Um "Ibrahimovic vermelhinho" ainda é motivo de preocupação, mas ele não ignora a defesa como se ela fosse o nada. Ainda é possível realizar alguns poucos dribles desconcertantes com os craques, porém de uma forma mais humana e menos "maceiteira". A maior diferença da jogabilidade de PES 2010 para as vertentes da geração passada está no ritmo de jogo, já que alguns ajustes foram feitos na velocidade dos movimentos com relação ao ano passado. Os usuários ainda sentem o peso de uma bola mal passada para um zagueiro pouco habilidoso, ou de tentar fazer uma jogada rápida com outros atletas lentos. Ainda mais com a maior incidência de jogadores presos aos passes, ou seja, é difícil fazer seu atleta sair de um trilho quando a bola lhe é passada. A verdade é que tem sido mais difícil recriar suas costumeiras jogadas de ataque nessas últimas versões de PES por conta dessas mudanças. Está muito mais trabalhoso fazer um gol agora do que antes, principalmente porque os defensores levam um pouco de vantagem na hora de pressionar e impedir a finalização. Também ajuda o fato que os jogadores estão levando mais tempo para armar um bom chute. Fora dos campos, mas ainda sobre a jogabilidade, a Konami trouxe uma novidade interessante, específica para quem curte configurar sua equipe e dar uma cara nova com estratégias diferentes. Medidores de 0 a 100 indicam o quanto o usuário quer seus jogadores ataquem, defendam, façam pressão, troquem de posições, se aproximem ou se afastem de quem tem a bola e outras tarefas em campo. A diferença é simples: se o Iniesta (Barcelona) está com a bola, o Messi pode encostar para tabelar ou correr para receber um passe longo, e isso depende de uma série de fatores, incluindo sua própria configuração pessoal. Outra novidade, mas que deixa um pouco a desejar, é a prometida movimentação em 360º dos jogadores. Seja correndo ou em velocidade cadenciada (segurando o botão que limita o ritmo), os atletas andam na direção desejada, e não mais nas oito ou dezesseis "rotas" pré-determinadas. Essas duas características trouxeram opções a mais de jogo, e mudanças são sempre bem-vindas quando positivas, embora em termos de profundidade não chegue nem aos pés de FIFA 10. Quem gostava de escolher seus jogadores baseados no hexágono que resumia seus atributos (velocidade, ataque, defesa, técnica, stamina e força) terá que se contentar com uma ideia roubada de FIFA. Claro, ainda existem os atributos individuais, mas o hexágono deu lugar a um mero número, que mostra o quão bom ou ruim é aquele jogador, e esse valor varia de acordo com a posição, indicando se você o está subutilizando ou não. Henry é um jogador "88" como segundo atacante (striker). Ao colocá-lo de ponta ou [primeiro] atacante, ele fica "86". Coloque o Messi de volante e contente-se com um "68". Outro aspecto que mudou é que as estrelinhas que apresentavam habilidades únicas deram lugar a insígnias que destacam essas técnicas, mas são um pouco mais difíceis de serem compreendidas de início. Talvez o que realmente mais incomode em PES 2010 seja a quantidade de bugs. ?? verdade que as edições anteriores nunca estiveram livres dessas falhas técnicas, mas na versão deste ano elas estão mais freqüentes que de costume. Em nossos testes, testemunhamos jogadores com mal de Parkinson, rede presa no atacante e, o mais comum, falhas de colisão. Os membros dos jogadores são os objetos mais ignorados e atravessados durante as partidas, assim como as traves. A essa altura do campeonato, isso é quase imperdoável. Se serve de consolo, não vimos, pelo menos até o fechamento dessa análise, aqueles bugs grotescos de goleiros sendo perfurados por tirambaços ou largando a bola dentro de gol depois de se erguer próximo a linha. Não que isso não ocorra, mas certamente não está com a mesma frequência da demonstração que antecedeu o lançamento. [t2]A favor:[/t2] [list]A IA foi bastante elevada, principalmente com as equipes que jogam defensivamente; Novos movimentos para os jogadores mais habilidosos; O ritmo de jogo está mais coerente dessa vez; Modelos dos jogadores são bastante verossímeis.[/list] [t2]Contra:[/t2] [list]Nível de licenças, ou seja, de times e jogadores disponíveis não chega nem aos pés do concorrente; Ainda há vários times fictícios; Versão PC ainda usa Konami ID e Gamer ID, contrariando o que a empresa havia prometido; Nenhum modo de jogo novo. Times não contam com todas as transferências da última janela.[/list] [t2]Veredito:[/t2] PES 2010 ainda não é o que os fãs queriam e todos estão cansados de esperar pelo dia de glória, mas já mostra esparsos sinais de que as coisas podem melhorar no futuro. Se isso vai realmente acontecer, só o tempo dirá. A versão deste ano está melhor que a anterior, é verdade, mas ainda come poeira com relação a licenças e ofertas de modalidades do concorrente, com o jogo da Konami se limitando ao que havia em edições anteriores enquanto o da EA trouxe mais evolução. PES ainda vai ter que amargar um resultado negativo no placar por mais uma temporada.
Fonte: Finalboss
Giordano Trabach
Enviado por Giordano Trabach
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