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7.3

Análise do jogo "Operation Flashpoint: Dragon Rising" para PC escrito por Finalboss

Escrito por Finalboss, nota 7.3 de 10, enviado por Giordano Trabach,
Operation Flashpoint: Dragon Rising é um dos mais desafiadores jogos de ação e estratégia dos últimos tempos. E por desafiador entenda difícil e recompensador. O desenvolvimento levou sete anos para ser finalizado, mas isso não significa que o game veio livre de problemas técnicos visíveis, que podem, em certas partes, até minar a experiência geral, embora haja alguns meios de contorná-los. O título, produzido pela Codemasters e não pela Bohemia ??? responsável pela primeira edição e pela série ArmA ??? coloca o jogador em uma série de extensas missões onde inimigos serão combatidos com a ajuda de companheiros controlados por IA. Sua equipe, formada por, no máximo, cinco soldados (contando com você) usará vários tipos de armas de acordo com suas classes, veículos, equipamentos de alta tecnologia e mais. A trama do jogo cria um cenário onde a China invade a Rússia e cabe às novas forças aliadas expulsá-los de solo soviético. O visual de Operation Flashpoint: Dragon Rising é bem produzido e possui um acabamento bem condizente com a trama. Na maior parte do tempo, o jogador atravessará florestas, vegetação rasteira e capim alto, útil para se locomover sem ser detectado e para "snipear" de bem longe. Pequenas vilas e algumas casas espalhadas dão um toque humano ao local, excluindo, é claro, os jipes, tanques e caminhões que transitam pelas estradas de terra batida. O jogo rodou suave em nossa máquina de teste, sem slow downs, queda de frame rate, nada, nos parecendo bem otimizado. Na maior parte do jogo, os combates ocorrerão em longa distância, com o jogador e sua equipe mirando e alvejando inimigos a 200, 300 metros, ou mandando-os para os ares com granadas. Haverá alguns momentos, porém, em que os adversários podem ficar mais próximos, e nessas horas a situação fica crítica, pois eles se tornam letais. OFDR prima pela simulação da tensão desses conflitos militares, e isso pode ser bem sentido na dificuldade que ele oferece, onde um tiro certeiro por acabar com uma missão inteira. Existe um sistema de danos corporais onde o protagonista sente o efeito de tiros localizados. Ao ser atingido nos membros, o jogador não pode mais correr e qualquer ferimento faz com se sangre mortalmente. Com o tempo, ele vai perdendo os sentidos, a visão vai ficando embaçada e descolorida e é preciso tratar usando o item específico ou pedindo auxílio por meio de um sistema de comandos aos companheiros. Como líder de uma equipe e um dos motes da versão original, é possível dar ordens variadas aos outros membros como atacar, defender, executar formações, invadir prédios, usar MGs, e mais. Essa parte do jogo é uma faca de dois gumes na hora de transmitir ao jogador um senso de realidade. Em boa parte do jogo, seu esquadrão acatará e realizará rapidamente as ordens passadas, passando credibilidade. No entanto em certas ocasiões eles simplesmente perdem o senso e ignoram inimigos andando ao seu lado, passeando de jipe logo à frente e ainda ficam ficando de costas ou se defendendo do lado errado de paredes. Isso vale também para os chineses, que às vezes deixam de atacar mesmo passando ao lado dos adversários. Em outras ocasiões, e isso vale para ambos os lados da guerra, os soldados ficam presos ao cenário, e nesses casos nenhum deles realizará ação alguma até que simplesmente seja atingido. Se rastejar próximo a objetos também pode causar efeitos indesejados, como ficar preso neles ou ter sua mira "jogada" para cima. Assim como dissemos, apesar do grande ciclo de desenvolvimento, Operation Flashpoint: Dragon Rising não veio livre de bugs, e isso fica ainda mais evidente quando se está a bordo de veículos, principalmente se um dos companheiros estiver guiando. Até mesmo os inimigos são totalmente estúpidos quando atacam com seus jipes, totalmente suicidas. Após carregar um jogo salvo, tivemos que efetuar uma de nossas missões com um soldado a menos, porque eu seu lugar estavam apenas suas armas, suspensas no ar. Isso prova a falta de cuidado por parte dos produtores. ?? possível, no entanto, até passar por estes problemas sem se estressar, visto que o ambiente do jogo oferece, na maior parte do tempo, algumas opções para solução das missões. A área do game é muito extensa, e a aproximação dos pontos de interesse pode ser feita por qualquer parte, aproveitando o vasto cenário e vegetação nativa. Nesses casos, sobra menos espaço para mancadas da IA. Felizmente, há um meio para se esquivar dos problemas de inteligência artificial dos seus companheiros virtuais, que é trocando-os por pessoas. O multiplayer cooperativo permite que até quatro jogadores prossigam pelas fases do modo campanha, e ainda há algumas missões extras destrancáveis, que oferecem uma ação mais frenética que a padrão do jogo. E, como se espera de qualquer título moderno, há o componente competitivo, na forma de duas modalidades para até oito pessoas: o frenético "Annihilation", onde times se enfrentam, e o estratégico "Infiltration", onde se deve defender ou destruir um alvo. Pode parecer um número baixo de pessoas, mas cada um pode comandar uma equipe de mais quatro soldados controlados por IA, e nesse caso temos 20 contra 20 ??? o que representa uma carnificina no modo Annihilation. Uma pena que até mesmo aqui ocorram bugs visíveis que empobrecem um pouco a experiência de jogo. O fato de poder jogar as missões do modo campanha com até mais três amigos pode ser bastante útil quando levamos em conta, também, o nível de dificuldade de Operation Flashpoint: Dragon Rising. O game é qualquer coisa menos fácil, principalmente porque algumas missões podem levar quase uma hora para serem concluídas, levando em conta o tempo que se gasta para atravessar quilômetros de cenário a pé. Ao menos isso torna o jogo mais crível, embora para alguns essa perda de tempo possa parecer um pouco desnecessária ??? e poucas são as vezes que podemos usar veículos. Apesar do tempo relativamente extenso, as missões, sempre divididas entre vários objetos principais e outros tantos secundários, são bem recompensadoras, levando em conta a dificuldade. No modo normal, os vários checkpoints evitam que você refaça muitas de suas ações em caso de morte. Mas no modo "hard", embora não haja aumento no grau de dificuldade nem no comportamento dos oponentes, o jogador não terá checkpoints à disposição ??? nem as dicas na tela ??? e certamente vai querer repensar várias vezes sua estratégia. Operation Flashpoint: Dragon Rising possui uma série de bugs e glitches que entristece os fãs que esperaram longos seis anos desde seu anúncio oficial. No entanto, mesmo com tantos defeitos, a experiência no campo de batalha é fantástica e realista, oferecendo missões com vários objetivos, conflitos inteligentes e críveis ??? pelo menos enquanto a IA funcionar como se imagina. Graficamente, o título não merece um prêmio por realização tecnológica, mas rodou perfeitamente em nossa máquina sem apresentar nenhum problema mesmo nas horas de maior ação. Por fim, temos um modo cooperativo que não só oferece uma forma extra e bem mais atraente de se degustar o jogo, além de um multiplayer bastante frenético e estratégico. [t2]A favor:[/t2] [list]Game oferece um nível de realismo bastante elevado; Missões extensas e nível de dificuldade elevado, onde um tiro certeiro pode acabar com uma hora de jogo; Modo cooperativo permite a realização das missões da campanha; Modo multiplayer garante combates entre dois times com quatro jogadores, cada um controlando uma equipe com mais três soldados da CPU.[/list] [t2]Contra:[/t2] [list]Uma série de bugs na IA comprometem a experiência em alguns pontos; Dublagens meio canastronas, não ajudam muito na imersão; Glitches de colisão prendem, às vezes, os modelos.[/list] [t2]Veredito:[/t2] "Operation Flashpoint: Dragon Rising" possui uma série de bugs e glitches que entristece os fãs que esperaram longos seis anos desde seu anúncio oficial. No entanto, mesmo com tantos defeitos, a experiência no campo de batalha é fantástica e realista, oferecendo missões com vários objetivos, conflitos inteligentes e críveis ??? pelo menos enquanto a IA funcionar como se imagina. Graficamente, o título não merece um prêmio por realização tecnológica, mas rodou perfeitamente em nossa máquina sem apresentar nenhum problema mesmo nas horas de maior ação. Por fim, temos um modo cooperativo que não só oferece uma forma extra e bem mais atraente de se degustar o jogo, além de um multiplayer bastante frenético e estratégico.
Fonte: Finalboss
Giordano Trabach
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