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8.8

Análise do jogo "Need for Speed: SHIFT" para X360 escrito por Finalboss

Escrito por Finalboss, nota 8.8 de 10, enviado por marped,
?? interessante como os jogadores mais ativos tratam algumas de suas séries favoritas. Parece até que estamos falando de um irmão mais novo que vimos nascer, crescer e evoluir, ganhando novos ares e fazendo sucesso mundo a fora. Da mesma maneira que ficamos tristes em ver que uma boa série acabou perdendo seu brilho ao longo do tempo, seja lá qual tenha sido o motivo. Neste momento só nos resta torcer para que seus produtores alcancem a iluminação e possam fazer o jogo brilhar novamente. Foi assim com Need for Speed. O título teve uma estreia fantástica no 3DO e PC, se estabelecendo como uma das franquias de corrida mais promissoras da época. Mas, o tempo foi passando, algumas modas foram surgindo e seus produtores resolveram tentar algumas coisas novas que acabaram descaracterizando Need for Speed em vários aspectos. E o pior não foi isso e sim a queda perceptível em sua qualidade e acabamento. Conforme o tempo passava, tínhamos a impressão de que a série estava cada vez mais próxima de chegar a um triste desfecho, e a volta da qualidade característica não fosse mais possível de se concretizar. Felizmente essa impressão tomou outra forma com o lançamento de Need for Speed Shift. Em um momento em que ninguém mais acreditava no retorno triunfal da série, eis que a Electronic Arts é atingida por um raio milagroso, o que deu origem ao surgimento deste belo game. Shift não chega a resgatar a essência da série, que era de corridas em pistas reais e não em circuitos, sempre repletas de velocidade insana e competições acirradas. No lugar disso, temos as tradicionais corridas em circuitos, mas que contam com uma execução bem bacana e que acaba, essencialmente, remetendo à outra série conhecida: Project Gotham Racing. E como a série da Bizarre Creations não anda muito bem em termos de qualidade, é gratificante ver que Need for Speed conseguiu unir um pouco dos dois mundos de uma forma tão bacana. Qual seria então esta semelhança resgatada de PGR? Conforme comentamos antes, as corridas agora se passam basicamente dentro de circuitos fechados. Parte da ''culpa'' disso vem do apelo ao politicamente correto. Logo no início do game é mostrada a mensagem de que, se você quiser pegar o seu carro e correr feito um louco na vida real, que faça isso então no autódromo da sua cidade, de preferência com acompanhamento profissional e fazendo uso de equipamento de segurança a todo o momento. Desta forma, não é de se assustar que o game mantenha o foco em corridas dentro de circuitos do tipo, assim como manda a cartilha. Paradoxalmente, Need for Speed Shift tem foco em corridas agressivas, onde os competidores usam de ''artifícios sujos'' a todo o momento. Fazer seu oponente rodar rende pontos, assim como executar ultrapassagens perigosas e bater na traseira dos outros carros, fazendo com que estes percam o controle durante a corrida. E esta é justamente a principal semelhança com Project Gotham Racing. Todo o título é baseado na aquisição de pontos especiais, neste caso mostrado no formato de estrelas. ?? necessário adquirir estas estrelas ao longo das corridas para que novas provas sejam destrancadas - e para isso se faz necessário cumprir algumas exigências. Cada competição permite que o jogador adquira uma quantidade pré-estabelecida de estrelas. Algumas podem ser conseguidas simplesmente executando as manobras perigosas na qual citamos anteriormente, enquanto algumas demandam que certas condições sejam cumpridas durante as competições. Estas condições não são muito variadas e geralmente estão ligadas ao fato de alcançarmos dada quantidade de pontos, ou simplesmente terminar uma prova dentro de um tempo determinado pelo computador. De uma forma ou de outra, elas servem como parâmetro chave na progressão da dificuldade do game, já que é necessário que o jogador evolua constantemente dentro do game, tendo o maior domínio possível sobre as máquinas que controla. O modo carreira é dividido em vários ''Tiers'', divisões que permitem organizar melhor as diversas provas presentes no game, sempre usando como base o nível de dificuldade de cada uma. No início, somente o primeiro Tier está disponível, enquanto o segundo só pode ser acessado depois que um determinado número de estrelas seja conseguido. Diante disso fica clara a importância de o jogador evoluir nos controles de maneira progressiva, conseguindo assim executar o maior número de manobras possível, além de tentar cumprir todos os objetivos propostos. Além da luta na aquisição de estrelas, existe ainda outra diversão para os aficionados por carros. Além de conquistar as estrelas durante as corridas, os jogadores também podem conseguir alguns símbolos (badges) exclusivos por conseguirem certas façanhas dentro do game. Eles servem ainda para traçar uma espécie de perfil do jogador, já que ele é contemplado pela sua forma de jogar, seja dando prioridade à precisão de seus movimentos ou à agressividade de suas investidas durante as provas. Desta forma, o jogador vai ganhando pontos de experiência que são somados ao longo do tempo, destrancando assim novos títulos que tentam definir como é o seu estilo de jogo. Apesar da novidade, o game traz consigo alguns pequenos problemas. O Photo Mode, por exemplo, é bastante carente de opções quando comparamos a outros jogos que também oferecem a função como "WipEout HD" no PlayStation 3 e "Forza 2" para o Xbox 360. Falar dos controles é um pouco complicado. Assim que o jogador inicia o game, é feito um teste para verificar suas habilidades na direção do carro. ?? através do resultado deste teste que o game ''adapta'' os controles de acordo com as habilidades do jogador. O grande problema é que muitas vezes eles acabam ficando sensíveis demais, além do mesmo teste gerar resultados bastante diferentes para o mesmo jogador. ?? necessário então entrar no menu de opções e alterar tudo ali dentro, de forma que o game realmente se torne mais adequado ao seu estilo. A quantidade de conteúdo presente em Need for Speed Shift é bastante satisfatória. São várias pistas, todas bem interessantes e apresentando um nível de desafio na medida. As provas também são variadas, incluindo corridas entre marcas conhecidas, onde o jogador escolhe uma montadora, como a Renault, e corre contra a Mercedes, em um duelo que serve para mostrar a força de cada um dos carros. São corridas bastante difíceis, já que é necessário ter um controle bastante apurado de seu veículo. Um só deslize e o seu adversário simplesmente some no horizonte, deixando você a ver navios. O único ponto negativo em relação às provas do game fica por conta das competições de drift. Controlar o carro nestas provas não é uma tarefa muito fácil e requer treino absoluto. O problema é que às vezes é necessário passar por uma destas provas para que o modo carreira possa continuar. Graficamente o game ganhou um ''boost'' considerável em relação aos seus antecessores. O título está muito mais vivo e crível, contando com um bom nível de detalhes. O interior dos veículos foi muito bem retratado, de forma que é possível ver vários objetos presentes normalmente no cockpit de um carro de corrida, seja ele preparado para provas ou apenas um carro de passeio com poder suficiente para competir nas pistas. A sensação de velocidade é intensa, tal como as batidas. Todas as vezes que acontece um impacto muito violento, a visão do jogador no game fica turva, com poucas cores, além de apresentar alguns efeitos que embaçam e dificultam a visibilidade da pista. Tudo isso torna os impactos bastante realistas. A única coisa que deixa um pouco a desejar é a forma com que algumas texturas parecem borradas na tela. Geralmente isso acontece somente nas texturas que estão mais distantes, de maneira que o processador gráfico possa se concentrar naquilo que está mais próximo - revelando assim os detalhes das texturas na íntegra. O problema neste caso é que isso acontece com objetos que estão mais próximos, deixando o jogador em dúvida sobre a qualidade de algumas texturas. São momentos raros, mas que certamente chamam a atenção de qualquer um quando acontecem. O som dos carros é muito bom, mas a trilha sonora não é tão bacana. Ok, ela até combina com o tema proposto pelo título, mas é inegável que ela soe repetitiva em pouquíssimo tempo. Os efeitos sonoros por sua vez, fazem bem o seu papel dentro do game. Destaque obviamente vai para o ronco dos carros, bastante realista, principalmente ao utilizarmos um bom sistema de surround. Need for Speed Shift vem para reerguer o nome da série em meio ao mercado de games. O título finalmente chegou para dar um gás diante dos jogos fracos que havíamos visto antes na série, apresentando uma boa jogabilidade e quantidade satisfatória de conteúdo. Existem sim alguns pequenos problemas com os controles, mas como o título oferece inúmeras opções de configuração sob este aspecto, não chega a ser algo difícil de ser contornado com um pouco de paciência. Some a isso bons efeitos sonoros e uma sensação de velocidade embasbacante e terá um exemplo de como Need for Speed ainda tem combustível para queimar. ?? interessante como os jogadores mais ativos tratam algumas de suas séries favoritas. Parece até que estamos falando de um irmão mais novo que vimos nascer, crescer e evoluir, ganhando novos ares e fazendo sucesso mundo a fora. Da mesma maneira que ficamos tristes em ver que uma boa série acabou perdendo seu brilho ao longo do tempo, seja lá qual tenha sido o motivo. Neste momento só nos resta torcer para que seus produtores alcancem a iluminação e possam fazer o jogo brilhar novamente. Foi assim com Need for Speed. O título teve uma estreia fantástica no 3DO e PC, se estabelecendo como uma das franquias de corrida mais promissoras da época. Mas, o tempo foi passando, algumas modas foram surgindo e seus produtores resolveram tentar algumas coisas novas que acabaram descaracterizando Need for Speed em vários aspectos. E o pior não foi isso e sim a queda perceptível em sua qualidade e acabamento. Conforme o tempo passava, tínhamos a impressão de que a série estava cada vez mais próxima de chegar a um triste desfecho, e a volta da qualidade característica não fosse mais possível de se concretizar. Felizmente essa impressão tomou outra forma com o lançamento de Need for Speed Shift. Em um momento em que ninguém mais acreditava no retorno triunfal da série, eis que a Electronic Arts é atingida por um raio milagroso, o que deu origem ao surgimento deste belo game. Shift não chega a resgatar a essência da série, que era de corridas em pistas reais e não em circuitos, sempre repletas de velocidade insana e competições acirradas. No lugar disso, temos as tradicionais corridas em circuitos, mas que contam com uma execução bem bacana e que acaba, essencialmente, remetendo à outra série conhecida: Project Gotham Racing. E como a série da Bizarre Creations não anda muito bem em termos de qualidade, é gratificante ver que Need for Speed conseguiu unir um pouco dos dois mundos de uma forma tão bacana. Qual seria então esta semelhança resgatada de PGR? Conforme comentamos antes, as corridas agora se passam basicamente dentro de circuitos fechados. Parte da ''culpa'' disso vem do apelo ao politicamente correto. Logo no início do game é mostrada a mensagem de que, se você quiser pegar o seu carro e correr feito um louco na vida real, que faça isso então no autódromo da sua cidade, de preferência com acompanhamento profissional e fazendo uso de equipamento de segurança a todo o momento. Desta forma, não é de se assustar que o game mantenha o foco em corridas dentro de circuitos do tipo, assim como manda a cartilha. Paradoxalmente, Need for Speed Shift tem foco em corridas agressivas, onde os competidores usam de ''artifícios sujos'' a todo o momento. Fazer seu oponente rodar rende pontos, assim como executar ultrapassagens perigosas e bater na traseira dos outros carros, fazendo com que estes percam o controle durante a corrida. E esta é justamente a principal semelhança com Project Gotham Racing. Todo o título é baseado na aquisição de pontos especiais, neste caso mostrado no formato de estrelas. ?? necessário adquirir estas estrelas ao longo das corridas para que novas provas sejam destrancadas - e para isso se faz necessário cumprir algumas exigências. Cada competição permite que o jogador adquira uma quantidade pré-estabelecida de estrelas. Algumas podem ser conseguidas simplesmente executando as manobras perigosas na qual citamos anteriormente, enquanto algumas demandam que certas condições sejam cumpridas durante as competições. Estas condições não são muito variadas e geralmente estão ligadas ao fato de alcançarmos dada quantidade de pontos, ou simplesmente terminar uma prova dentro de um tempo determinado pelo computador. De uma forma ou de outra, elas servem como parâmetro chave na progressão da dificuldade do game, já que é necessário que o jogador evolua constantemente dentro do game, tendo o maior domínio possível sobre as máquinas que controla. O modo carreira é dividido em vários ''Tiers'', divisões que permitem organizar melhor as diversas provas presentes no game, sempre usando como base o nível de dificuldade de cada uma. No início, somente o primeiro Tier está disponível, enquanto o segundo só pode ser acessado depois que um determinado número de estrelas seja conseguido. Diante disso fica clara a importância de o jogador evoluir nos controles de maneira progressiva, conseguindo assim executar o maior número de manobras possível, além de tentar cumprir todos os objetivos propostos. Além da luta na aquisição de estrelas, existe ainda outra diversão para os aficionados por carros. Além de conquistar as estrelas durante as corridas, os jogadores também podem conseguir alguns símbolos (badges) exclusivos por conseguirem certas façanhas dentro do game. Eles servem ainda para traçar uma espécie de perfil do jogador, já que ele é contemplado pela sua forma de jogar, seja dando prioridade à precisão de seus movimentos ou à agressividade de suas investidas durante as provas. Desta forma, o jogador vai ganhando pontos de experiência que são somados ao longo do tempo, destrancando assim novos títulos que tentam definir como é o seu estilo de jogo. Apesar da novidade, o game traz consigo alguns pequenos problemas. O Photo Mode, por exemplo, é bastante carente de opções quando comparamos a outros jogos que também oferecem a função como "WipEout HD" no PlayStation 3 e "Forza 2" para o Xbox 360. Falar dos controles é um pouco complicado. Assim que o jogador inicia o game, é feito um teste para verificar suas habilidades na direção do carro. ?? através do resultado deste teste que o game ''adapta'' os controles de acordo com as habilidades do jogador. O grande problema é que muitas vezes eles acabam ficando sensíveis demais, além do mesmo teste gerar resultados bastante diferentes para o mesmo jogador. ?? necessário então entrar no menu de opções e alterar tudo ali dentro, de forma que o game realmente se torne mais adequado ao seu estilo. A quantidade de conteúdo presente em Need for Speed Shift é bastante satisfatória. São várias pistas, todas bem interessantes e apresentando um nível de desafio na medida. As provas também são variadas, incluindo corridas entre marcas conhecidas, onde o jogador escolhe uma montadora, como a Renault, e corre contra a Mercedes, em um duelo que serve para mostrar a força de cada um dos carros. São corridas bastante difíceis, já que é necessário ter um controle bastante apurado de seu veículo. Um só deslize e o seu adversário simplesmente some no horizonte, deixando você a ver navios. O único ponto negativo em relação às provas do game fica por conta das competições de drift. Controlar o carro nestas provas não é uma tarefa muito fácil e requer treino absoluto. O problema é que às vezes é necessário passar por uma destas provas para que o modo carreira possa continuar. Graficamente o game ganhou um ''boost'' considerável em relação aos seus antecessores. O título está muito mais vivo e crível, contando com um bom nível de detalhes. O interior dos veículos foi muito bem retratado, de forma que é possível ver vários objetos presentes normalmente no cockpit de um carro de corrida, seja ele preparado para provas ou apenas um carro de passeio com poder suficiente para competir nas pistas. A sensação de velocidade é intensa, tal como as batidas. Todas as vezes que acontece um impacto muito violento, a visão do jogador no game fica turva, com poucas cores, além de apresentar alguns efeitos que embaçam e dificultam a visibilidade da pista. Tudo isso torna os impactos bastante realistas. A única coisa que deixa um pouco a desejar é a forma com que algumas texturas parecem borradas na tela. Geralmente isso acontece somente nas texturas que estão mais distantes, de maneira que o processador gráfico possa se concentrar naquilo que está mais próximo - revelando assim os detalhes das texturas na íntegra. O problema neste caso é que isso acontece com objetos que estão mais próximos, deixando o jogador em dúvida sobre a qualidade de algumas texturas. São momentos raros, mas que certamente chamam a atenção de qualquer um quando acontecem. O som dos carros é muito bom, mas a trilha sonora não é tão bacana. Ok, ela até combina com o tema proposto pelo título, mas é inegável que ela soe repetitiva em pouquíssimo tempo. Os efeitos sonoros por sua vez, fazem bem o seu papel dentro do game. Destaque obviamente vai para o ronco dos carros, bastante realista, principalmente ao utilizarmos um bom sistema de surround. Need for Speed Shift vem para reerguer o nome da série em meio ao mercado de games. O título finalmente chegou para dar um gás diante dos jogos fracos que havíamos visto antes na série, apresentando uma boa jogabilidade e quantidade satisfatória de conteúdo. Existem sim alguns pequenos problemas com os controles, mas como o título oferece inúmeras opções de configuração sob este aspecto, não chega a ser algo difícil de ser contornado com um pouco de paciência. Some a isso bons efeitos sonoros e uma sensação de velocidade embasbacante e terá um exemplo de como Need for Speed ainda tem combustível para queimar. ?? interessante como os jogadores mais ativos tratam algumas de suas séries favoritas. Parece até que estamos falando de um irmão mais novo que vimos nascer, crescer e evoluir, ganhando novos ares e fazendo sucesso mundo a fora. Da mesma maneira que ficamos tristes em ver que uma boa série acabou perdendo seu brilho ao longo do tempo, seja lá qual tenha sido o motivo. Neste momento só nos resta torcer para que seus produtores alcancem a iluminação e possam fazer o jogo brilhar novamente. Foi assim com Need for Speed. O título teve uma estreia fantástica no 3DO e PC, se estabelecendo como uma das franquias de corrida mais promissoras da época. Mas, o tempo foi passando, algumas modas foram surgindo e seus produtores resolveram tentar algumas coisas novas que acabaram descaracterizando Need for Speed em vários aspectos. E o pior não foi isso e sim a queda perceptível em sua qualidade e acabamento. Conforme o tempo passava, tínhamos a impressão de que a série estava cada vez mais próxima de chegar a um triste desfecho, e a volta da qualidade característica não fosse mais possível de se concretizar. Felizmente essa impressão tomou outra forma com o lançamento de Need for Speed Shift. Em um momento em que ninguém mais acreditava no retorno triunfal da série, eis que a Electronic Arts é atingida por um raio milagroso, o que deu origem ao surgimento deste belo game. Shift não chega a resgatar a essência da série, que era de corridas em pistas reais e não em circuitos, sempre repletas de velocidade insana e competições acirradas. No lugar disso, temos as tradicionais corridas em circuitos, mas que contam com uma execução bem bacana e que acaba, essencialmente, remetendo à outra série conhecida: Project Gotham Racing. E como a série da Bizarre Creations não anda muito bem em termos de qualidade, é gratificante ver que Need for Speed conseguiu unir um pouco dos dois mundos de uma forma tão bacana. Qual seria então esta semelhança resgatada de PGR? Conforme comentamos antes, as corridas agora se passam basicamente dentro de circuitos fechados. Parte da ''culpa'' disso vem do apelo ao politicamente correto. Logo no início do game é mostrada a mensagem de que, se você quiser pegar o seu carro e correr feito um louco na vida real, que faça isso então no autódromo da sua cidade, de preferência com acompanhamento profissional e fazendo uso de equipamento de segurança a todo o momento. Desta forma, não é de se assustar que o game mantenha o foco em corridas dentro de circuitos do tipo, assim como manda a cartilha. Paradoxalmente, Need for Speed Shift tem foco em corridas agressivas, onde os competidores usam de ''artifícios sujos'' a todo o momento. Fazer seu oponente rodar rende pontos, assim como executar ultrapassagens perigosas e bater na traseira dos outros carros, fazendo com que estes percam o controle durante a corrida. E esta é justamente a principal semelhança com Project Gotham Racing. Todo o título é baseado na aquisição de pontos especiais, neste caso mostrado no formato de estrelas. ?? necessário adquirir estas estrelas ao longo das corridas para que novas provas sejam destrancadas - e para isso se faz necessário cumprir algumas exigências. Cada competição permite que o jogador adquira uma quantidade pré-estabelecida de estrelas. Algumas podem ser conseguidas simplesmente executando as manobras perigosas na qual citamos anteriormente, enquanto algumas demandam que certas condições sejam cumpridas durante as competições. Estas condições não são muito variadas e geralmente estão ligadas ao fato de alcançarmos dada quantidade de pontos, ou simplesmente terminar uma prova dentro de um tempo determinado pelo computador. De uma forma ou de outra, elas servem como parâmetro chave na progressão da dificuldade do game, já que é necessário que o jogador evolua constantemente dentro do game, tendo o maior domínio possível sobre as máquinas que controla. O modo carreira é dividido em vários ''Tiers'', divisões que permitem organizar melhor as diversas provas presentes no game, sempre usando como base o nível de dificuldade de cada uma. No início, somente o primeiro Tier está disponível, enquanto o segundo só pode ser acessado depois que um determinado número de estrelas seja conseguido. Diante disso fica clara a importância de o jogador evoluir nos controles de maneira progressiva, conseguindo assim executar o maior número de manobras possível, além de tentar cumprir todos os objetivos propostos. Além da luta na aquisição de estrelas, existe ainda outra diversão para os aficionados por carros. Além de conquistar as estrelas durante as corridas, os jogadores também podem conseguir alguns símbolos (badges) exclusivos por conseguirem certas façanhas dentro do game. Eles servem ainda para traçar uma espécie de perfil do jogador, já que ele é contemplado pela sua forma de jogar, seja dando prioridade à precisão de seus movimentos ou à agressividade de suas investidas durante as provas. Desta forma, o jogador vai ganhando pontos de experiência que são somados ao longo do tempo, destrancando assim novos títulos que tentam definir como é o seu estilo de jogo. Apesar da novidade, o game traz consigo alguns pequenos problemas. O Photo Mode, por exemplo, é bastante carente de opções quando comparamos a outros jogos que também oferecem a função como "WipEout HD" no PlayStation 3 e "Forza 2" para o Xbox 360. Falar dos controles é um pouco complicado. Assim que o jogador inicia o game, é feito um teste para verificar suas habilidades na direção do carro. ?? através do resultado deste teste que o game ''adapta'' os controles de acordo com as habilidades do jogador. O grande problema é que muitas vezes eles acabam ficando sensíveis demais, além do mesmo teste gerar resultados bastante diferentes para o mesmo jogador. ?? necessário então entrar no menu de opções e alterar tudo ali dentro, de forma que o game realmente se torne mais adequado ao seu estilo. A quantidade de conteúdo presente em Need for Speed Shift é bastante satisfatória. São várias pistas, todas bem interessantes e apresentando um nível de desafio na medida. As provas também são variadas, incluindo corridas entre marcas conhecidas, onde o jogador escolhe uma montadora, como a Renault, e corre contra a Mercedes, em um duelo que serve para mostrar a força de cada um dos carros. São corridas bastante difíceis, já que é necessário ter um controle bastante apurado de seu veículo. Um só deslize e o seu adversário simplesmente some no horizonte, deixando você a ver navios. O único ponto negativo em relação às provas do game fica por conta das competições de drift. Controlar o carro nestas provas não é uma tarefa muito fácil e requer treino absoluto. O problema é que às vezes é necessário passar por uma destas provas para que o modo carreira possa continuar. Graficamente o game ganhou um ''boost'' considerável em relação aos seus antecessores. O título está muito mais vivo e crível, contando com um bom nível de detalhes. O interior dos veículos foi muito bem retratado, de forma que é possível ver vários objetos presentes normalmente no cockpit de um carro de corrida, seja ele preparado para provas ou apenas um carro de passeio com poder suficiente para competir nas pistas. A sensação de velocidade é intensa, tal como as batidas. Todas as vezes que acontece um impacto muito violento, a visão do jogador no game fica turva, com poucas cores, além de apresentar alguns efeitos que embaçam e dificultam a visibilidade da pista. Tudo isso torna os impactos bastante realistas. A única coisa que deixa um pouco a desejar é a forma com que algumas texturas parecem borradas na tela. Geralmente isso acontece somente nas texturas que estão mais distantes, de maneira que o processador gráfico possa se concentrar naquilo que está mais próximo - revelando assim os detalhes das texturas na íntegra. O problema neste caso é que isso acontece com objetos que estão mais próximos, deixando o jogador em dúvida sobre a qualidade de algumas texturas. São momentos raros, mas que certamente chamam a atenção de qualquer um quando acontecem. O som dos carros é muito bom, mas a trilha sonora não é tão bacana. Ok, ela até combina com o tema proposto pelo título, mas é inegável que ela soe repetitiva em pouquíssimo tempo. Os efeitos sonoros por sua vez, fazem bem o seu papel dentro do game. Destaque obviamente vai para o ronco dos carros, bastante realista, principalmente ao utilizarmos um bom sistema de surround. Need for Speed Shift vem para reerguer o nome da série em meio ao mercado de games. O título finalmente chegou para dar um gás diante dos jogos fracos que havíamos visto antes na série, apresentando uma boa jogabilidade e quantidade satisfatória de conteúdo. Existem sim alguns pequenos problemas com os controles, mas como o título oferece inúmeras opções de configuração sob este aspecto, não chega a ser algo difícil de ser contornado com um pouco de paciência. Some a isso bons efeitos sonoros e uma sensação de velocidade embasbacante e terá um exemplo de como Need for Speed ainda tem combustível para queimar.
Fonte: Finalboss
marped
Enviado por marped
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Niterói, Rio de Janeiro, Brasil
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