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7.6

Análise do jogo "Marvel: Ultimate Alliance 2" para X360 escrito por Finalboss

Escrito por Finalboss, nota 7.6 de 10, enviado por Giordano Trabach,
Tudo começou com X-Men Legends, em 2004, lançado para as principais plataformas da época, o GameCube, PlayStation 2 e Xbox. Novidade na ocasião, o jogo colocava os principais personagens do eixo mutante da Marvel Comics em uma aventura com elementos de RPG, como atributos, nível de experiência, habilidades configuráveis, entre outros pontos. Com isso, a Activision estabeleceu um novo gênero com a série de jogos, que seguiu com X-Men Legends II: Rise of Apocalypse, aumentando o número de personagens jogáveis e inserindo novos elementos para os já existentes. A fórmula agradou, já que os fãs dos mutantes ??? até então ??? não tinham muitas opções de jogos que não fossem os títulos de luta da Capcom ou os terríveis games baseados em filmes. Mais tarde, a fórmula do sucesso acabou por render outro jogo, desta vez ''abusando'' um pouco mais da licença Marvel Comics, e pegando emprestado todos ??? por que não? - os personagens da editora de quadrinhos apelidada de Casa das Ideias. Produzido pela Vicarious Visions, Marvel: Ultimate Alliance foi lançado em 2006 e trouxe em seu catálogo mais de 140 personagens, entre heróis e vilões da editora. A jogabilidade principal se manteve de X-Men Legends, mas com algumas adições, ainda que mínimas. Mas o principal charme era reunir tantos personagens queridos de uma só vez, em uma saga que colocava uma aliança de heróis contra a aliança de vilões (daí, Ultimate Alliance, sacou?). O jogo foi relativamente bem recebido por crítica e público, lançado em diversos consoles e portáteis, incluído Game Boy Advanced e PSP, com direito a personagens exclusivos. Como nem tudo é perfeito, alguns fãs reclamaram de inconsistências no jogo, como personagens mortos nos quadrinhos e inexplicavelmente vivos durante o game, a mistura das linhas ''Ultimate'' e original de heróis (não tente entender este angú), e a questão de relação de poderes entre, por exemplo, uma barra de ferro e o martelo do Thor. Apenas questões básicas e licenças poéticas para se fazer um verdadeiro produto de entretenimento, sem se preocupar com pontos muito técnicos e não se prender a fanatismos. A continuação natural, Marvel: Ultimate Alliance 2 chegou para ser uma sequência ainda mais completa, com tudo o que tinha no primeiro, mantendo os principais elementos da jogabilidade, mas com boas adições e melhorias. O número de personagens aumentou, indo dos medalhões de sempre, como Homem-Aranha, Wolverine, Homem de Ferro, outros personagens que ganharam destaque recente graças ao cinema, como Deadpool e Gambit, incluindo até mesmo a participação de algumas das figuras mais obscuras do Universo Marvel, como Namorita, Speedball, Prodígio e Flama. Com isso, podemos afirmar que este já é um grande avanço em relação ao primeiro jogo, que prezava pela fama dos personagens participantes, com algumas pequenas pontas de coadjuvantes obscuros. Mas, a vasta gama de heróis (e vilões!) não é gratuita, já que ''Ultimate Alliance 2'' utiliza como base uma recente saga da Marvel Comics, que teve reflexos em todo o universo da editora, influenciando a vida do menor ao maior personagem, a ''Guerra Civil'' (''Civil War'', no original). Apesar de se basear na Guerra Civil, o jogo começa um pouco antes, relatando fatos também tirados do gibi, desta vez da saga ''Guerra Secreta'' (''Secret War''). Favor não confundir com as Guerras Secretas, da década de 80. A atual Guerra Secreta colocava um grupo de heróis selecionados por Nick Fury para invadir a Latvéria, país fictício dominado pelo Dr. Destino. Entretanto, Destino está morto (tanto nos quadrinhos, quanto no game, já que o jogo anterior culminou com a derrota do vilão). Lucia von Bardas é a atual governante do local, eleita com a ajuda do governo americano, após a queda de Destino do poder (isso te lembra alguma coisa na área do Iraque?). Tudo estaria bem, se não fosse por conta de algumas estripulias cometidas por von Bardas no governo da Latvéria. Secretamente, ela financiava tecnologia para supercriminosos através do Consertador, clássico vilão do Homem-Aranha, gênio da tecnologia. Por conta deste problema, descoberto pela inteligência da S.H.I.E.L.D., Nick Fury enviou o grupo de super-heróis secretamente ao local, sem a autorização do governo dos EUA, para depor von Bardas e assumir o controle da tecnologia utilizada para benefício dos super-vilões. A história narrada no game é fiel à original, com exceção da ausência de Daisy Johnson, uma personagem novata que aparece nos gibis, com poder de criar tremores de terra. ?? óbvio que isso não iria ficar barato, e von Bardas tem sua chance de retaliação, retornando com um ataque à Nova York. Com toda a confusão, Nick Fury desaparecido, a S.H.I.E.L.D. possui uma nova líder, Maria Hill, enquanto o governo dos EUA prepara uma nova lei para conter o enorme avanço das super-ameaças, sejam heróis ou vilões. A Lei de Registro de Super-Humanos prevê que todos os seres super-poderosos se registrem legalmente, revelando inclusive sua identidade secreta durante o cadastro, e passem a agir com o aval do governo americano, respondendo diretamente às autoridades em caso de algum problema sério, como consequências do combate ao crime (eventuais destruições ou mortes, por exemplo). A lei, entretanto, não possuia força para ser aprovada, mas logo isso é remediado. Os Novos Guerreiros, grupo de heróis liderados por Speedball, grava mais um de seus programas de reality show perseguindo vilões, Impiedosa, Homem de Cobalto, Speedfreek e Nitro. O que não esperavam era a enorme explosão causada por Nitro ao ser atacado pelo grupo. Com isso, cerca de 600 de pessoas morrem, incluindo os Novos Guerreiros (com exceção de Speedball), o produtor, o câmera do programa e dezenas de crianças que estavam na escola ao lado. Após esse desastre, onde Vingadores, X-Men e outros personagens Marvel se juntaram para ajudar, a lei de registro foi novamente levada ao Congresso Norte-Americano, onde foi apoiada por Tony Stark (o Homem de Ferro) e outros super-heróis, incluindo Reed Richards (do Quarteto Fantástico) e Bishop (dos X-Men). Obviamente, muitos personagens se opõem ao registro, como Luke Cage, Cable, Falcão e Demolidor. O grupo anti-registro e contra o governo, agora considerados criminosos, é liderador pelo Capitão América, que luta pela liberdade acima de tudo (e não somente pelos Estados Unidos, como muitos pensam). Assim, o mote da saga é a clássica chamada ''De que lado você está?'', com cada facção tendo seu líder (Homem de Ferro/pró-registro x Capitão América/anti-registro) batalhando entre si juntamente com os heróis aliados e inimigos. Nos quadrinhos, a saga ficou famosa em todo o mundo por conta do Homem-Aranha que, inicialmente, foi pró-registro e revelou sua identidade secreta em rede nacional, para comprovar seu comprometimento com a causa. A partir daí, o jogo segue de perto alguns elementos da saga, como a adição de personagens aos dois lados do conflito. Com isso, após algumas horas de jogatina, o jogador é forçado a escolher um lado da Guerra Civil e assim prosseguir a história. Se registrar ou não? Caso opte pelo ''sim'', o jogador irá combater o grupo do Capitão América e prender super-heróis rebeldes. Caso escolha o ''não'', será necessário resistir bravamente em seu esconderijo secreto e lutar contra as ofensivas do grupo liderado pelo Homem de Ferro, incluindo heróis e até vilões reformados. Se contarmos mais do que isso, podemos estragar a surpresa tanto para quem quer ler a saga nos quadrinhos, quanto para quem quer aproveitar o jogo para conhecer todos os fatos. Além de seguir fielmente uma (ou duas) grande saga dos quadrinhos, Marvel: Ultimate Alliance 2 traz mais alguns acertos, e corrige defeitos e probleminhas do primeiro jogo. Toda a jogabilidade básica foi mantida, com os quatro personagens em tela, podendo ser alternados em tempo real. A primeira melhoria está justamente neste ponto, já que agora é possível trocar os membros de seu time a qualquer momento. No jogo anterior, você só podia movimentar seu time em pontos pré-determinados, com o símbolo da S.H.I.E.L.D., no início de cada fase. Porém, apesar do número de personagens participantes ser maior, o número de jogáveis diminuiu em relação ao primeiro. E o total é ainda mais reduzido após a escolha de seu lado na guerra, já que, dependendo da sua decisão, alguns personagens ficam bloqueados para o uso. Jogando com o lado do Homem de Ferro, por exemplo, você não poderá mais utilizar o Capitão América, e vice-versa. Os combates permanecem quase intactos, também com mudanças aqui ou ali. Você controla apenas um personagem, enquanto cada um possui uma barra vermelha (energia) e azul (super-poder), cada uma reduzindo de acordo com sua progressão, apanhando ou utilizando suas habilidades. Os poderes são ativados com uma combinação entre os botões superiores e os botões da face do joystick, cada um dos quatro botões frontais ativa um poder diferente, mas inicialmente só dois estarão disponíveis, sendo necessário aumentar o nível com experiência obtida nos embates. O sistema de upgrades continua o mesmo, com possibilidades de distribuir novos pontos manualmente ou automaticamente em cada personagem. A grande inovação do combate, porém, reside na fusão de poderes. Quando apresentada, a ''fusão de personagens'' fez os jogadores torcerem o nariz para a novidade. A ideia passada era a que os personagens iriam mesmo se fundir em cena, dando lugar a um novo ser. Mas, felizmente, a tal fusão nada mais é que a combinação de poderes entre dois personagens, gerando um efeito único e devastador contra os inimigos. A possibilidade de ativar uma fusão é habilitada a partir de um certo número de combos executados. Um medidor circular no canto da tela indica quando você pode ativar a funcionalidade, entre qualquer um dos quatro personagens presentes em ação. Os efeitos são interessantes, como os que tentamos, sinta o drama. Homem-Aranha e Tempestade: A mutante cria um poderosos redemoinho, prendendo os inimigos no centro, enquanto o aracnídeo atira bolas de teia, que se misturam no vento e ficam golpeando os alvos; Homem de Ferro e Wolverine: Enquanto Tony Stark atira poderosos raios de seu propulsor, o baixinho invocado os repele com suas garras, arrastando quem estiver pelo caminho em um devastador feixe de energia. A ideia da fusão é boa e até funciona, mas tem alguns problemas quanto à repetição. O efeito da combinação Homem de Ferro/Wolverine, por exemplo, é o mesmo da combinação Capitão América/Tempestade. Fica repetitivo em alguns pontos, em uma função que era para ser variada, a fim de diferenciar um pouco a jogabilidade entre este e o primeiro jogo. Por isso, as fusões são separadas em algumas categorias, como ''guided'', que servem de ataques guiados, ou ''targeted'', perfeitos contra um alvo sozinho, como um chefe de fase. O multiplayer funciona como no anterior. Enquanto offline, seus amigos podem entrar na ação a qualquer momento, em qualquer local de um cenário, basta plugar o controle e apertar o ''start'', ficando com o comando do herói mais próximo do primeiro player. O online funciona de forma similar, mas com a possibilidade de formar uma equipe com seus amigos antes de começar a ação. O principal atrativo do jogo está no multiplayer, seja online ou offline. Fica muito mais divertido contar com parceiros reais do que com a fraca inteligência artificial do jogo que, apesar de melhorada, vai te deixar na mão em alguns momentos. A relação entre os personagens é mais uma nova adição ao sistema em geral. Cada diálogo agora tem um ''quê'' a mais de RPG, com opções de resposta variando entre agressivo, diplomático e defensivo, cada uma tem uma reação diferente em cada persnagem que você dialogar. Além do multiplayer, outros elementos que irão contribuir para a logenvidade do jogo estão nos extras. Há uma série de artworks, filmes, dossiês e outras informações para ver e rever, ler e reler. Existe ainda um sistema interno de quiz, em que uma série de perguntas são feitas baseadas no conhecimento Marvel do jogador, respondendo ao quiz é possível também desbloquear troféus/conquistas, o que é um incentivo a mais, com toda a certeza. De resto, uma polida na produção não faria mal a ninguém, e infelizmente ''Ultimate Alliance 2'' traz alguns dos mesmos problemas do primeiro título. Entre as fases há loads muito demorados, alguns chegando perto de um minuto, enquanto o tempo de carregamento para trocar os personagens de seu time no menu de admnistração beira os 10 segundos, o mesmo tempo vale para quando você opta por trocar a roupa de seu personagem, escolhendo uma ''skin'' secundária. Aliás, este é outro problema do título, pois, enquanto o primeiro trazia até quatro diferente opções de roupas para cada personagem, este possui apenas duas, a principal e a secundária. Os gráficos melhoraram. Enquanto as versões de Xbox 360 e PlayStation 3 do primeiro jogo eram meras reedições da versão de PlayStation 2 com alguns efeitos visuais a mais, ''Ultimate Alliance 2'' para o atual console da Sony e o videogame da Microsoft apresenta um visual bem diferente das versões de PlayStation 2, PSP e Wii. Entretanto, não há como esperar um ''Uncharted'' ou ''Gears of War'', conhecidos como top de linha desta geração. Os gráficos são apenas ''OK'' para o que o jogo apresenta, com muitos inimigos em tela e um ambiente totalmente destrutível. Ao menos a modelagem individual de cada personagem está boa, com detalhes mínimos bem trabalhados, como pequenos efeitos nas roupas, como a teia em alto relevo no uniforme do Homem-Aranha ou as escamas da roupa do Capitão América. A trilha sonora é bem composta, com músicas originais para cada estágio. O ponto fraco fica apenas para o trabalho de dublagem, com alguns personagens não muito inspirados em suas falas, sem a empolgação necessária para o nível épico da saga. Sabemos que na indústria dos games os produtos precisam ser acessíveis para um grande público, sem fechar muito o seu nicho. Com isso, Marvel: Ultimate Alliance 2 tem como seu principal ''defeito'' o fato de ser um excelente jogo para os fãs da Casa das Ideias, mas apenas ''mais um em meio a tantos'' para aqueles que sequer sabem quem é Steve Rogers ou Jessica Drew. Fora isso, o título apresenta uma aventura cheia de ação, com um belo sistema de multiplayer, e o melhor: uma saga inteira inspirada na mini-série ''Guerra Civil'', puxando elementos ainda de outras histórias. Mas, novamente, tal fato será um grande atrativo apenas para aqueles que acompanharam o gibi e esperem por uma retratação fiel à obra original. Com isso, o jogo se limita a um certo público, mesmo apelando para um destaque maior aos personagens que estão em voga, graças aos filmes hollywodianos, como Homem-Aranha, Deadpool, Homem de Ferro e outros. Ao menos, em relação ao primeiro, a jogabilidade ganhou boas melhorias e facilidades, o que pode agradar quem se afastou do primeiro. Vale umas boas partidas com os amigos, seja online ou localmente. Tudo começou com X-Men Legends, em 2004, lançado para as principais plataformas da época, o GameCube, PlayStation 2 e Xbox. Novidade na ocasião, o jogo colocava os principais personagens do eixo mutante da Marvel Comics em uma aventura com elementos de RPG, como atributos, nível de experiência, habilidades configuráveis, entre outros pontos. Com isso, a Activision estabeleceu um novo gênero com a série de jogos, que seguiu com X-Men Legends II: Rise of Apocalypse, aumentando o número de personagens jogáveis e inserindo novos elementos para os já existentes. A fórmula agradou, já que os fãs dos mutantes ??? até então ??? não tinham muitas opções de jogos que não fossem os títulos de luta da Capcom ou os terríveis games baseados em filmes. Mais tarde, a fórmula do sucesso acabou por render outro jogo, desta vez ''abusando'' um pouco mais da licença Marvel Comics, e pegando emprestado todos ??? por que não? - os personagens da editora de quadrinhos apelidada de Casa das Ideias. Produzido pela Vicarious Visions, Marvel: Ultimate Alliance foi lançado em 2006 e trouxe em seu catálogo mais de 140 personagens, entre heróis e vilões da editora. A jogabilidade principal se manteve de X-Men Legends, mas com algumas adições, ainda que mínimas. Mas o principal charme era reunir tantos personagens queridos de uma só vez, em uma saga que colocava uma aliança de heróis contra a aliança de vilões (daí, Ultimate Alliance, sacou?). O jogo foi relativamente bem recebido por crítica e público, lançado em diversos consoles e portáteis, incluído Game Boy Advanced e PSP, com direito a personagens exclusivos. Como nem tudo é perfeito, alguns fãs reclamaram de inconsistências no jogo, como personagens mortos nos quadrinhos e inexplicavelmente vivos durante o game, a mistura das linhas ''Ultimate'' e original de heróis (não tente entender este angú), e a questão de relação de poderes entre, por exemplo, uma barra de ferro e o martelo do Thor. Apenas questões básicas e licenças poéticas para se fazer um verdadeiro produto de entretenimento, sem se preocupar com pontos muito técnicos e não se prender a fanatismos. A continuação natural, Marvel: Ultimate Alliance 2 chegou para ser uma sequência ainda mais completa, com tudo o que tinha no primeiro, mantendo os principais elementos da jogabilidade, mas com boas adições e melhorias. O número de personagens aumentou, indo dos medalhões de sempre, como Homem-Aranha, Wolverine, Homem de Ferro, outros personagens que ganharam destaque recente graças ao cinema, como Deadpool e Gambit, incluindo até mesmo a participação de algumas das figuras mais obscuras do Universo Marvel, como Namorita, Speedball, Prodígio e Flama. Com isso, podemos afirmar que este já é um grande avanço em relação ao primeiro jogo, que prezava pela fama dos personagens participantes, com algumas pequenas pontas de coadjuvantes obscuros. Mas, a vasta gama de heróis (e vilões!) não é gratuita, já que ''Ultimate Alliance 2'' utiliza como base uma recente saga da Marvel Comics, que teve reflexos em todo o universo da editora, influenciando a vida do menor ao maior personagem, a ''Guerra Civil'' (''Civil War'', no original). Apesar de se basear na Guerra Civil, o jogo começa um pouco antes, relatando fatos também tirados do gibi, desta vez da saga ''Guerra Secreta'' (''Secret War''). Favor não confundir com as Guerras Secretas, da década de 80. A atual Guerra Secreta colocava um grupo de heróis selecionados por Nick Fury para invadir a Latvéria, país fictício dominado pelo Dr. Destino. Entretanto, Destino está morto (tanto nos quadrinhos, quanto no game, já que o jogo anterior culminou com a derrota do vilão). Lucia von Bardas é a atual governante do local, eleita com a ajuda do governo americano, após a queda de Destino do poder (isso te lembra alguma coisa na área do Iraque?). Tudo estaria bem, se não fosse por conta de algumas estripulias cometidas por von Bardas no governo da Latvéria. Secretamente, ela financiava tecnologia para supercriminosos através do Consertador, clássico vilão do Homem-Aranha, gênio da tecnologia. Por conta deste problema, descoberto pela inteligência da S.H.I.E.L.D., Nick Fury enviou o grupo de super-heróis secretamente ao local, sem a autorização do governo dos EUA, para depor von Bardas e assumir o controle da tecnologia utilizada para benefício dos super-vilões. A história narrada no game é fiel à original, com exceção da ausência de Daisy Johnson, uma personagem novata que aparece nos gibis, com poder de criar tremores de terra. ?? óbvio que isso não iria ficar barato, e von Bardas tem sua chance de retaliação, retornando com um ataque à Nova York. Com toda a confusão, Nick Fury desaparecido, a S.H.I.E.L.D. possui uma nova líder, Maria Hill, enquanto o governo dos EUA prepara uma nova lei para conter o enorme avanço das super-ameaças, sejam heróis ou vilões. A Lei de Registro de Super-Humanos prevê que todos os seres super-poderosos se registrem legalmente, revelando inclusive sua identidade secreta durante o cadastro, e passem a agir com o aval do governo americano, respondendo diretamente às autoridades em caso de algum problema sério, como consequências do combate ao crime (eventuais destruições ou mortes, por exemplo). A lei, entretanto, não possuia força para ser aprovada, mas logo isso é remediado. Os Novos Guerreiros, grupo de heróis liderados por Speedball, grava mais um de seus programas de reality show perseguindo vilões, Impiedosa, Homem de Cobalto, Speedfreek e Nitro. O que não esperavam era a enorme explosão causada por Nitro ao ser atacado pelo grupo. Com isso, cerca de 600 de pessoas morrem, incluindo os Novos Guerreiros (com exceção de Speedball), o produtor, o câmera do programa e dezenas de crianças que estavam na escola ao lado. Após esse desastre, onde Vingadores, X-Men e outros personagens Marvel se juntaram para ajudar, a lei de registro foi novamente levada ao Congresso Norte-Americano, onde foi apoiada por Tony Stark (o Homem de Ferro) e outros super-heróis, incluindo Reed Richards (do Quarteto Fantástico) e Bishop (dos X-Men). Obviamente, muitos personagens se opõem ao registro, como Luke Cage, Cable, Falcão e Demolidor. O grupo anti-registro e contra o governo, agora considerados criminosos, é liderador pelo Capitão América, que luta pela liberdade acima de tudo (e não somente pelos Estados Unidos, como muitos pensam). Assim, o mote da saga é a clássica chamada ''De que lado você está?'', com cada facção tendo seu líder (Homem de Ferro/pró-registro x Capitão América/anti-registro) batalhando entre si juntamente com os heróis aliados e inimigos. Nos quadrinhos, a saga ficou famosa em todo o mundo por conta do Homem-Aranha que, inicialmente, foi pró-registro e revelou sua identidade secreta em rede nacional, para comprovar seu comprometimento com a causa. A partir daí, o jogo segue de perto alguns elementos da saga, como a adição de personagens aos dois lados do conflito. Com isso, após algumas horas de jogatina, o jogador é forçado a escolher um lado da Guerra Civil e assim prosseguir a história. Se registrar ou não? Caso opte pelo ''sim'', o jogador irá combater o grupo do Capitão América e prender super-heróis rebeldes. Caso escolha o ''não'', será necessário resistir bravamente em seu esconderijo secreto e lutar contra as ofensivas do grupo liderado pelo Homem de Ferro, incluindo heróis e até vilões reformados. Se contarmos mais do que isso, podemos estragar a surpresa tanto para quem quer ler a saga nos quadrinhos, quanto para quem quer aproveitar o jogo para conhecer todos os fatos. Além de seguir fielmente uma (ou duas) grande saga dos quadrinhos, Marvel: Ultimate Alliance 2 traz mais alguns acertos, e corrige defeitos e probleminhas do primeiro jogo. Toda a jogabilidade básica foi mantida, com os quatro personagens em tela, podendo ser alternados em tempo real. A primeira melhoria está justamente neste ponto, já que agora é possível trocar os membros de seu time a qualquer momento. No jogo anterior, você só podia movimentar seu time em pontos pré-determinados, com o símbolo da S.H.I.E.L.D., no início de cada fase. Porém, apesar do número de personagens participantes ser maior, o número de jogáveis diminuiu em relação ao primeiro. E o total é ainda mais reduzido após a escolha de seu lado na guerra, já que, dependendo da sua decisão, alguns personagens ficam bloqueados para o uso. Jogando com o lado do Homem de Ferro, por exemplo, você não poderá mais utilizar o Capitão América, e vice-versa. Os combates permanecem quase intactos, também com mudanças aqui ou ali. Você controla apenas um personagem, enquanto cada um possui uma barra vermelha (energia) e azul (super-poder), cada uma reduzindo de acordo com sua progressão, apanhando ou utilizando suas habilidades. Os poderes são ativados com uma combinação entre os botões superiores e os botões da face do joystick, cada um dos quatro botões frontais ativa um poder diferente, mas inicialmente só dois estarão disponíveis, sendo necessário aumentar o nível com experiência obtida nos embates. O sistema de upgrades continua o mesmo, com possibilidades de distribuir novos pontos manualmente ou automaticamente em cada personagem. A grande inovação do combate, porém, reside na fusão de poderes. Quando apresentada, a ''fusão de personagens'' fez os jogadores torcerem o nariz para a novidade. A ideia passada era a que os personagens iriam mesmo se fundir em cena, dando lugar a um novo ser. Mas, felizmente, a tal fusão nada mais é que a combinação de poderes entre dois personagens, gerando um efeito único e devastador contra os inimigos. A possibilidade de ativar uma fusão é habilitada a partir de um certo número de combos executados. Um medidor circular no canto da tela indica quando você pode ativar a funcionalidade, entre qualquer um dos quatro personagens presentes em ação. Os efeitos são interessantes, como os que tentamos, sinta o drama. Homem-Aranha e Tempestade: A mutante cria um poderosos redemoinho, prendendo os inimigos no centro, enquanto o aracnídeo atira bolas de teia, que se misturam no vento e ficam golpeando os alvos; Homem de Ferro e Wolverine: Enquanto Tony Stark atira poderosos raios de seu propulsor, o baixinho invocado os repele com suas garras, arrastando quem estiver pelo caminho em um devastador feixe de energia. A ideia da fusão é boa e até funciona, mas tem alguns problemas quanto à repetição. O efeito da combinação Homem de Ferro/Wolverine, por exemplo, é o mesmo da combinação Capitão América/Tempestade. Fica repetitivo em alguns pontos, em uma função que era para ser variada, a fim de diferenciar um pouco a jogabilidade entre este e o primeiro jogo. Por isso, as fusões são separadas em algumas categorias, como ''guided'', que servem de ataques guiados, ou ''targeted'', perfeitos contra um alvo sozinho, como um chefe de fase. O multiplayer funciona como no anterior. Enquanto offline, seus amigos podem entrar na ação a qualquer momento, em qualquer local de um cenário, basta plugar o controle e apertar o ''start'', ficando com o comando do herói mais próximo do primeiro player. O online funciona de forma similar, mas com a possibilidade de formar uma equipe com seus amigos antes de começar a ação. O principal atrativo do jogo está no multiplayer, seja online ou offline. Fica muito mais divertido contar com parceiros reais do que com a fraca inteligência artificial do jogo que, apesar de melhorada, vai te deixar na mão em alguns momentos. A relação entre os personagens é mais uma nova adição ao sistema em geral. Cada diálogo agora tem um ''quê'' a mais de RPG, com opções de resposta variando entre agressivo, diplomático e defensivo, cada uma tem uma reação diferente em cada persnagem que você dialogar. Além do multiplayer, outros elementos que irão contribuir para a logenvidade do jogo estão nos extras. Há uma série de artworks, filmes, dossiês e outras informações para ver e rever, ler e reler. Existe ainda um sistema interno de quiz, em que uma série de perguntas são feitas baseadas no conhecimento Marvel do jogador, respondendo ao quiz é possível também desbloquear troféus/conquistas, o que é um incentivo a mais, com toda a certeza. De resto, uma polida na produção não faria mal a ninguém, e infelizmente ''Ultimate Alliance 2'' traz alguns dos mesmos problemas do primeiro título. Entre as fases há loads muito demorados, alguns chegando perto de um minuto, enquanto o tempo de carregamento para trocar os personagens de seu time no menu de admnistração beira os 10 segundos, o mesmo tempo vale para quando você opta por trocar a roupa de seu personagem, escolhendo uma ''skin'' secundária. Aliás, este é outro problema do título, pois, enquanto o primeiro trazia até quatro diferente opções de roupas para cada personagem, este possui apenas duas, a principal e a secundária. Os gráficos melhoraram. Enquanto as versões de Xbox 360 e PlayStation 3 do primeiro jogo eram meras reedições da versão de PlayStation 2 com alguns efeitos visuais a mais, ''Ultimate Alliance 2'' para o atual console da Sony e o videogame da Microsoft apresenta um visual bem diferente das versões de PlayStation 2, PSP e Wii. Entretanto, não há como esperar um ''Uncharted'' ou ''Gears of War'', conhecidos como top de linha desta geração. Os gráficos são apenas ''OK'' para o que o jogo apresenta, com muitos inimigos em tela e um ambiente totalmente destrutível. Ao menos a modelagem individual de cada personagem está boa, com detalhes mínimos bem trabalhados, como pequenos efeitos nas roupas, como a teia em alto relevo no uniforme do Homem-Aranha ou as escamas da roupa do Capitão América. A trilha sonora é bem composta, com músicas originais para cada estágio. O ponto fraco fica apenas para o trabalho de dublagem, com alguns personagens não muito inspirados em suas falas, sem a empolgação necessária para o nível épico da saga. Sabemos que na indústria dos games os produtos precisam ser acessíveis para um grande público, sem fechar muito o seu nicho. Com isso, Marvel: Ultimate Alliance 2 tem como seu principal ''defeito'' o fato de ser um excelente jogo para os fãs da Casa das Ideias, mas apenas ''mais um em meio a tantos'' para aqueles que sequer sabem quem é Steve Rogers ou Jessica Drew. Fora isso, o título apresenta uma aventura cheia de ação, com um belo sistema de multiplayer, e o melhor: uma saga inteira inspirada na mini-série ''Guerra Civil'', puxando elementos ainda de outras histórias. Mas, novamente, tal fato será um grande atrativo apenas para aqueles que acompanharam o gibi e esperem por uma retratação fiel à obra original. Com isso, o jogo se limita a um certo público, mesmo apelando para um destaque maior aos personagens que estão em voga, graças aos filmes hollywodianos, como Homem-Aranha, Deadpool, Homem de Ferro e outros. Ao menos, em relação ao primeiro, a jogabilidade ganhou boas melhorias e facilidades, o que pode agradar quem se afastou do primeiro. Vale umas boas partidas com os amigos, seja online ou localmente. Tudo começou com X-Men Legends, em 2004, lançado para as principais plataformas da época, o GameCube, PlayStation 2 e Xbox. Novidade na ocasião, o jogo colocava os principais personagens do eixo mutante da Marvel Comics em uma aventura com elementos de RPG, como atributos, nível de experiência, habilidades configuráveis, entre outros pontos. Com isso, a Activision estabeleceu um novo gênero com a série de jogos, que seguiu com X-Men Legends II: Rise of Apocalypse, aumentando o número de personagens jogáveis e inserindo novos elementos para os já existentes. A fórmula agradou, já que os fãs dos mutantes ??? até então ??? não tinham muitas opções de jogos que não fossem os títulos de luta da Capcom ou os terríveis games baseados em filmes. Mais tarde, a fórmula do sucesso acabou por render outro jogo, desta vez ''abusando'' um pouco mais da licença Marvel Comics, e pegando emprestado todos ??? por que não? - os personagens da editora de quadrinhos apelidada de Casa das Ideias. Produzido pela Vicarious Visions, Marvel: Ultimate Alliance foi lançado em 2006 e trouxe em seu catálogo mais de 140 personagens, entre heróis e vilões da editora. A jogabilidade principal se manteve de X-Men Legends, mas com algumas adições, ainda que mínimas. Mas o principal charme era reunir tantos personagens queridos de uma só vez, em uma saga que colocava uma aliança de heróis contra a aliança de vilões (daí, Ultimate Alliance, sacou?). O jogo foi relativamente bem recebido por crítica e público, lançado em diversos consoles e portáteis, incluído Game Boy Advanced e PSP, com direito a personagens exclusivos. Como nem tudo é perfeito, alguns fãs reclamaram de inconsistências no jogo, como personagens mortos nos quadrinhos e inexplicavelmente vivos durante o game, a mistura das linhas ''Ultimate'' e original de heróis (não tente entender este angú), e a questão de relação de poderes entre, por exemplo, uma barra de ferro e o martelo do Thor. Apenas questões básicas e licenças poéticas para se fazer um verdadeiro produto de entretenimento, sem se preocupar com pontos muito técnicos e não se prender a fanatismos. A continuação natural, Marvel: Ultimate Alliance 2 chegou para ser uma sequência ainda mais completa, com tudo o que tinha no primeiro, mantendo os principais elementos da jogabilidade, mas com boas adições e melhorias. O número de personagens aumentou, indo dos medalhões de sempre, como Homem-Aranha, Wolverine, Homem de Ferro, outros personagens que ganharam destaque recente graças ao cinema, como Deadpool e Gambit, incluindo até mesmo a participação de algumas das figuras mais obscuras do Universo Marvel, como Namorita, Speedball, Prodígio e Flama. Com isso, podemos afirmar que este já é um grande avanço em relação ao primeiro jogo, que prezava pela fama dos personagens participantes, com algumas pequenas pontas de coadjuvantes obscuros. Mas, a vasta gama de heróis (e vilões!) não é gratuita, já que ''Ultimate Alliance 2'' utiliza como base uma recente saga da Marvel Comics, que teve reflexos em todo o universo da editora, influenciando a vida do menor ao maior personagem, a ''Guerra Civil'' (''Civil War'', no original). Apesar de se basear na Guerra Civil, o jogo começa um pouco antes, relatando fatos também tirados do gibi, desta vez da saga ''Guerra Secreta'' (''Secret War''). Favor não confundir com as Guerras Secretas, da década de 80. A atual Guerra Secreta colocava um grupo de heróis selecionados por Nick Fury para invadir a Latvéria, país fictício dominado pelo Dr. Destino. Entretanto, Destino está morto (tanto nos quadrinhos, quanto no game, já que o jogo anterior culminou com a derrota do vilão). Lucia von Bardas é a atual governante do local, eleita com a ajuda do governo americano, após a queda de Destino do poder (isso te lembra alguma coisa na área do Iraque?). Tudo estaria bem, se não fosse por conta de algumas estripulias cometidas por von Bardas no governo da Latvéria. Secretamente, ela financiava tecnologia para supercriminosos através do Consertador, clássico vilão do Homem-Aranha, gênio da tecnologia. Por conta deste problema, descoberto pela inteligência da S.H.I.E.L.D., Nick Fury enviou o grupo de super-heróis secretamente ao local, sem a autorização do governo dos EUA, para depor von Bardas e assumir o controle da tecnologia utilizada para benefício dos super-vilões. A história narrada no game é fiel à original, com exceção da ausência de Daisy Johnson, uma personagem novata que aparece nos gibis, com poder de criar tremores de terra. ?? óbvio que isso não iria ficar barato, e von Bardas tem sua chance de retaliação, retornando com um ataque à Nova York. Com toda a confusão, Nick Fury desaparecido, a S.H.I.E.L.D. possui uma nova líder, Maria Hill, enquanto o governo dos EUA prepara uma nova lei para conter o enorme avanço das super-ameaças, sejam heróis ou vilões. A Lei de Registro de Super-Humanos prevê que todos os seres super-poderosos se registrem legalmente, revelando inclusive sua identidade secreta durante o cadastro, e passem a agir com o aval do governo americano, respondendo diretamente às autoridades em caso de algum problema sério, como consequências do combate ao crime (eventuais destruições ou mortes, por exemplo). A lei, entretanto, não possuia força para ser aprovada, mas logo isso é remediado. Os Novos Guerreiros, grupo de heróis liderados por Speedball, grava mais um de seus programas de reality show perseguindo vilões, Impiedosa, Homem de Cobalto, Speedfreek e Nitro. O que não esperavam era a enorme explosão causada por Nitro ao ser atacado pelo grupo. Com isso, cerca de 600 de pessoas morrem, incluindo os Novos Guerreiros (com exceção de Speedball), o produtor, o câmera do programa e dezenas de crianças que estavam na escola ao lado. Após esse desastre, onde Vingadores, X-Men e outros personagens Marvel se juntaram para ajudar, a lei de registro foi novamente levada ao Congresso Norte-Americano, onde foi apoiada por Tony Stark (o Homem de Ferro) e outros super-heróis, incluindo Reed Richards (do Quarteto Fantástico) e Bishop (dos X-Men). Obviamente, muitos personagens se opõem ao registro, como Luke Cage, Cable, Falcão e Demolidor. O grupo anti-registro e contra o governo, agora considerados criminosos, é liderador pelo Capitão América, que luta pela liberdade acima de tudo (e não somente pelos Estados Unidos, como muitos pensam). Assim, o mote da saga é a clássica chamada ''De que lado você está?'', com cada facção tendo seu líder (Homem de Ferro/pró-registro x Capitão América/anti-registro) batalhando entre si juntamente com os heróis aliados e inimigos. Nos quadrinhos, a saga ficou famosa em todo o mundo por conta do Homem-Aranha que, inicialmente, foi pró-registro e revelou sua identidade secreta em rede nacional, para comprovar seu comprometimento com a causa. A partir daí, o jogo segue de perto alguns elementos da saga, como a adição de personagens aos dois lados do conflito. Com isso, após algumas horas de jogatina, o jogador é forçado a escolher um lado da Guerra Civil e assim prosseguir a história. Se registrar ou não? Caso opte pelo ''sim'', o jogador irá combater o grupo do Capitão América e prender super-heróis rebeldes. Caso escolha o ''não'', será necessário resistir bravamente em seu esconderijo secreto e lutar contra as ofensivas do grupo liderado pelo Homem de Ferro, incluindo heróis e até vilões reformados. Se contarmos mais do que isso, podemos estragar a surpresa tanto para quem quer ler a saga nos quadrinhos, quanto para quem quer aproveitar o jogo para conhecer todos os fatos. Além de seguir fielmente uma (ou duas) grande saga dos quadrinhos, Marvel: Ultimate Alliance 2 traz mais alguns acertos, e corrige defeitos e probleminhas do primeiro jogo. Toda a jogabilidade básica foi mantida, com os quatro personagens em tela, podendo ser alternados em tempo real. A primeira melhoria está justamente neste ponto, já que agora é possível trocar os membros de seu time a qualquer momento. No jogo anterior, você só podia movimentar seu time em pontos pré-determinados, com o símbolo da S.H.I.E.L.D., no início de cada fase. Porém, apesar do número de personagens participantes ser maior, o número de jogáveis diminuiu em relação ao primeiro. E o total é ainda mais reduzido após a escolha de seu lado na guerra, já que, dependendo da sua decisão, alguns personagens ficam bloqueados para o uso. Jogando com o lado do Homem de Ferro, por exemplo, você não poderá mais utilizar o Capitão América, e vice-versa. Os combates permanecem quase intactos, também com mudanças aqui ou ali. Você controla apenas um personagem, enquanto cada um possui uma barra vermelha (energia) e azul (super-poder), cada uma reduzindo de acordo com sua progressão, apanhando ou utilizando suas habilidades. Os poderes são ativados com uma combinação entre os botões superiores e os botões da face do joystick, cada um dos quatro botões frontais ativa um poder diferente, mas inicialmente só dois estarão disponíveis, sendo necessário aumentar o nível com experiência obtida nos embates. O sistema de upgrades continua o mesmo, com possibilidades de distribuir novos pontos manualmente ou automaticamente em cada personagem. A grande inovação do combate, porém, reside na fusão de poderes. Quando apresentada, a ''fusão de personagens'' fez os jogadores torcerem o nariz para a novidade. A ideia passada era a que os personagens iriam mesmo se fundir em cena, dando lugar a um novo ser. Mas, felizmente, a tal fusão nada mais é que a combinação de poderes entre dois personagens, gerando um efeito único e devastador contra os inimigos. A possibilidade de ativar uma fusão é habilitada a partir de um certo número de combos executados. Um medidor circular no canto da tela indica quando você pode ativar a funcionalidade, entre qualquer um dos quatro personagens presentes em ação. Os efeitos são interessantes, como os que tentamos, sinta o drama. Homem-Aranha e Tempestade: A mutante cria um poderosos redemoinho, prendendo os inimigos no centro, enquanto o aracnídeo atira bolas de teia, que se misturam no vento e ficam golpeando os alvos; Homem de Ferro e Wolverine: Enquanto Tony Stark atira poderosos raios de seu propulsor, o baixinho invocado os repele com suas garras, arrastando quem estiver pelo caminho em um devastador feixe de energia. A ideia da fusão é boa e até funciona, mas tem alguns problemas quanto à repetição. O efeito da combinação Homem de Ferro/Wolverine, por exemplo, é o mesmo da combinação Capitão América/Tempestade. Fica repetitivo em alguns pontos, em uma função que era para ser variada, a fim de diferenciar um pouco a jogabilidade entre este e o primeiro jogo. Por isso, as fusões são separadas em algumas categorias, como ''guided'', que servem de ataques guiados, ou ''targeted'', perfeitos contra um alvo sozinho, como um chefe de fase. O multiplayer funciona como no anterior. Enquanto offline, seus amigos podem entrar na ação a qualquer momento, em qualquer local de um cenário, basta plugar o controle e apertar o ''start'', ficando com o comando do herói mais próximo do primeiro player. O online funciona de forma similar, mas com a possibilidade de formar uma equipe com seus amigos antes de começar a ação. O principal atrativo do jogo está no multiplayer, seja online ou offline. Fica muito mais divertido contar com parceiros reais do que com a fraca inteligência artificial do jogo que, apesar de melhorada, vai te deixar na mão em alguns momentos. A relação entre os personagens é mais uma nova adição ao sistema em geral. Cada diálogo agora tem um ''quê'' a mais de RPG, com opções de resposta variando entre agressivo, diplomático e defensivo, cada uma tem uma reação diferente em cada persnagem que você dialogar. Além do multiplayer, outros elementos que irão contribuir para a logenvidade do jogo estão nos extras. Há uma série de artworks, filmes, dossiês e outras informações para ver e rever, ler e reler. Existe ainda um sistema interno de quiz, em que uma série de perguntas são feitas baseadas no conhecimento Marvel do jogador, respondendo ao quiz é possível também desbloquear troféus/conquistas, o que é um incentivo a mais, com toda a certeza. De resto, uma polida na produção não faria mal a ninguém, e infelizmente ''Ultimate Alliance 2'' traz alguns dos mesmos problemas do primeiro título. Entre as fases há loads muito demorados, alguns chegando perto de um minuto, enquanto o tempo de carregamento para trocar os personagens de seu time no menu de admnistração beira os 10 segundos, o mesmo tempo vale para quando você opta por trocar a roupa de seu personagem, escolhendo uma ''skin'' secundária. Aliás, este é outro problema do título, pois, enquanto o primeiro trazia até quatro diferente opções de roupas para cada personagem, este possui apenas duas, a principal e a secundária. Os gráficos melhoraram. Enquanto as versões de Xbox 360 e PlayStation 3 do primeiro jogo eram meras reedições da versão de PlayStation 2 com alguns efeitos visuais a mais, ''Ultimate Alliance 2'' para o atual console da Sony e o videogame da Microsoft apresenta um visual bem diferente das versões de PlayStation 2, PSP e Wii. Entretanto, não há como esperar um ''Uncharted'' ou ''Gears of War'', conhecidos como top de linha desta geração. Os gráficos são apenas ''OK'' para o que o jogo apresenta, com muitos inimigos em tela e um ambiente totalmente destrutível. Ao menos a modelagem individual de cada personagem está boa, com detalhes mínimos bem trabalhados, como pequenos efeitos nas roupas, como a teia em alto relevo no uniforme do Homem-Aranha ou as escamas da roupa do Capitão América. A trilha sonora é bem composta, com músicas originais para cada estágio. O ponto fraco fica apenas para o trabalho de dublagem, com alguns personagens não muito inspirados em suas falas, sem a empolgação necessária para o nível épico da saga. Sabemos que na indústria dos games os produtos precisam ser acessíveis para um grande público, sem fechar muito o seu nicho. Com isso, Marvel: Ultimate Alliance 2 tem como seu principal ''defeito'' o fato de ser um excelente jogo para os fãs da Casa das Ideias, mas apenas ''mais um em meio a tantos'' para aqueles que sequer sabem quem é Steve Rogers ou Jessica Drew. Fora isso, o título apresenta uma aventura cheia de ação, com um belo sistema de multiplayer, e o melhor: uma saga inteira inspirada na mini-série ''Guerra Civil'', puxando elementos ainda de outras histórias. Mas, novamente, tal fato será um grande atrativo apenas para aqueles que acompanharam o gibi e esperem por uma retratação fiel à obra original. Com isso, o jogo se limita a um certo público, mesmo apelando para um destaque maior aos personagens que estão em voga, graças aos filmes hollywodianos, como Homem-Aranha, Deadpool, Homem de Ferro e outros. Ao menos, em relação ao primeiro, a jogabilidade ganhou boas melhorias e facilidades, o que pode agradar quem se afastou do primeiro. Vale umas boas partidas com os amigos, seja online ou localmente. [t2]A favor:[/t2] [list]O jogo mantém boa parte da jogabilidade do original, mas adiciona algumas melhorias e facilidades; Os gráficos melhoraram, como era esperado, para um verdadeiro jogo da atual geração; A adição da possibilidade de fusão de poderes foi uma ótima sacada para variar as batalhas; O enredo inspira-se em uma das melhores sagas recentes dos quadrinhos Marvel, com um enorme número de personagens participantes; Uma boa quantidade de extras e o multiplayer para até quatro pessoas faz com que a longevidade do título seja alta.[/list] [t2]Contra:[/t2] [list]Alguns jogadores menos pacientes irão desistir após algumas partidas, graças às fases relativamente grandes; Sem muitos atrativos para quem não é verdadeiramente fã dos quadrinhos Marvel; O sistema de fusão tem muitas repetições da mesma combinação, poderia ser mais variado neste sentido; Uma roupa destrancável para cada personagem, contra quatro do game anterior; Mesmo com a grande quantidade de personagens jogáveis, sempre tem espaço para mais alguns, que fizeram falta![/list] [t2]Veredito:[/t2] Sabemos que na indústria dos games os produtos precisam ser acessíveis para um grande público, sem fechar muito o seu nicho. Com isso, Marvel: Ultimate Alliance 2 tem como seu principal ''defeito'' o fato de ser um excelente jogo para os fãs da Casa das Ideias, mas apenas ''mais um em meio a tantos'' para aqueles que sequer sabem quem é Steve Rogers ou Jessica Drew. Fora isso, o título apresenta uma aventura cheia de ação, com um belo sistema de multiplayer, e o melhor: uma saga inteira inspirada na mini-série ''Guerra Civil'', puxando elementos ainda de outras histórias. Mas, novamente, tal fato será um grande atrativo apenas para aqueles que acompanharam o gibi e esperem por uma retratação fiel à obra original. Com isso, o jogo se limita a um certo público, mesmo apelando para um destaque maior aos personagens que estão em voga, graças aos filmes hollywodianos, como Homem-Aranha, Deadpool, Homem de Ferro e outros. Ao menos, em relação ao primeiro, a jogabilidade ganhou boas melhorias e facilidades, o que pode agradar quem se afastou do primeiro. Vale umas boas partidas com os amigos, seja online ou localmente.
Fonte: Finalboss
Giordano Trabach
Enviado por Giordano Trabach
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