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7.8

Análise do jogo "Kingdom Hearts 358/2 Days" para DS escrito por Finalboss

Escrito por Finalboss, nota 7.8 de 10, enviado por marped,
Kingdom Hearts é luz. Calma, esta não é uma afirmação nossa, e sim do próprio Sora, personagem principal da saga perpetuada pela Square Enix, em parceria com a Disney. O título nasceu no PlayStation 2 com ares de desconfiança, afinal o que esperar de um jogo que mesclava Pato Donald e Sephiroth? Não podia sair algo bom daí. Mas, para contrariar tudo e todos, o primeiro Kingdom Hearts foi um relativo sucesso, principalmente como nova franquia, tanto que anos depois gerou uma continuação, melhor, maior e mais bonita, com o dobro de conteúdo dos dois mundos (Final Fantasy e Disney). Por conta disso, é até óbvio que a produtora opte por continuar a saga, não só com um Kingdom Hearts III, mas também com spin-offs em plataformas "menores", literalmente. Kingdom Hearts: 358/2 Days é o segundo de uma leva de três títulos prometidos pela Square Enix aos portáteis. O primeiro, Kingdom Hearts: Coded, foi lançado para os avançados celulares japoneses em formato de capítulos baixáveis, enquanto Kingdom Hearts: Birth By Sleep está programado para o PSP, a ser lançado em breve. Os três formam o que podemos chamar de "Trilogia do meio", pois são os responsáveis por contar fatos não muito desenvolvidos nos outros capítulos da saga, mas com algumas diferenças. O tema desta análise, 358/2, por exemplo, narra o que aconteceu entre os dois primeiros capítulos da série, antes da entrada de Roxas, o "quase protagonista" do segundo jogo. Quem jogou Kingdom Hearts II se lembra bem. O game começava e você não encontrava Sora, Kairi, nem outros personagens que aprendemos a amar. A Square Enix resolveu nos apresentar Roxas, um misterioso jovem que saiu totalmente do nada e estava em lugar nenhum, quase que literalmente, em Twilight Town. Mais tarde, descobrimos que Roxas era o Nobody de Sora, quando este tinha se transformado em Heartless durante o primeiro Kingdom Hearts. Um Nobody nada mais é do que um tipo de clone negativo da pessoa que se torna Heartless. Ao pé da letra, é uma pessoa sem coração, um "zé ninguém". Ao final do game, descobrimos boa parte da verdade que envolve Roxas, mas algumas perguntas ainda ficaram no ar. ?? aí que 358/2 entra para explicar as coisas, e explicar bem. O problema disso é que o jogo fica bem limitado apenas para os fãs dos jogos antigos, fechando o cerco para novatos, que ficarão meio perdidos e desistirão de jogar após um tempo, isso se chegarem a iniciar um jogo novo. Em 358/2, Roxas, na verdade, é um Nobody membro da Organização XIII, formada por outros Nobodies, inclusive o melhor amigo de Roxas, Axel. Recém-chegado na Organização, Roxas tem uma importante missão para toda a saga, ligando todos os pontos soltos por onde ele apareceu e o motivo de sua participação em Kingdom Hearts I e II (sim, ele apareceu no primeiro). Como Sora, o jovem detém a Keyblade, poderosa arma que mistura chave e lâmina, utilizada apenas por grandes heróis. Com isso, ele é incumbido de eliminar os inimigos naturais dos Nobodies, os Heartless e, com o poder da Keyblade, coletar os corações que antes estavam aprisionados por eles. Com isso, a Organização planeja formar o Kingdom Hearts, um local onde eles poderão ter coração, ou algo no estilo. Obviamente, a história inclui ainda a participação de personagens e dos mundos da Disney, incluindo o Rei Mickey, Pete (conhecido por aqui como Bafo), e os personagens de cada localidade: Agrabah (Alladin), Halloween Town (Jack Skellington), Olympus Coliseum (Hércules), Beast's Castle (A Bela e a Fera), Wonderland (Alice), Neverland (Peter Pan). São apenas seis mundos Disney, sem adicionar nenhum novo, mas isso não chega a ser um defeito, já que a proposta do game não é trazer alguma novidade neste sentido, e sim explicar as coisas. Em termos de jogabilidade, a produção adaptou bem os comandos das versões de PlayStation 2 ao pequeno DS, mas com alguns deslizes. Primeiro, tenha em mente que os comandos lembram mais o primeiro jogo do que o segundo, repleto de ação e comandos de reação. Aqui a coisa é mais básica. Por exemplo, os botões da frente servem para pular, defender e atacar (B, Y e A). O botão X fica a cargo da navegação do menu. Os botões de ombro servem para atalhos de itens (L) e movimentação da câmera ou travar a visão em um inimigo (select e R ou duplo clique no R). Tudo ficou bem colocado, sem ter que desdobrar sua mão na hora de realizar seus ataques nas frenéticas batalhas. Para manter o jogo fiel à série principal, a Square Enix optou por não utilizar a tela sensível ao toque dentro da jogabilidade, e sim apenas para movimento de câmera. O problema está na movimentação do seu personagem, que se complica um pouco no mundo totalmente 3D, já que você dispõe apenas do direcional digital do portátil. ?? complicado no princípio e é difícil de se acostumar, prejudicando até mesmo em algumas batalhas cruciais. Outro problema que envolve a jogabilidade, mas não os comandos em si, é a forma como a história se desenrola. Enquanto estávamos acostumados com uma trama se desenvolvendo de forma comum, natural, nos outros jogos, 358/2 se baseia no conceito de missões. Controlando Roxas, você irá apenas cumprir missões para seus superiores enquanto vai descobrindo novos segredos do enredo, bem como outros personagens. Não há nada de errado em experimentar algo novo neste título, mas o estilo acabou ficando bem repetitivo e dá uma bela quebrada no ritmo, afastando este do nível de história dos outros jogos. Outro elemento não muito bem trabalhado é o sistema de grade, o "Panel", que nada mais é do que a ficha de seu personagem e as configurações que você pode fazer para suas habilidades. Pense no sistema de matérias de Final Fantasy VII. Aqui é bem parecido, com uma quantidade pré-determinada de slots (de acordo com seu nível) onde você irá adicionar itens a serem usados, magias e até habilidades, que podem ser linkadas a outras habilidades e formar alguns combos. O conceito é ótimo, mas na prática é bem confuso de entender a princípio, nada que algumas horas de jogo não resolvam. Felizmente, podemos usar a tela de toque para organizar mais rápida e precisamente este painel. Felizmente, há um modo multiplayer, algo novo para a saga Kingdom Hearts. Por outro lado, não funciona durante o modo de história, pois só é possível jogar com seus amigos por fora, em um modo separado de missões. Funciona, de forma bem divertida. O modo é para até quatro jogadores, cada um controlando um personagem da Organização XIII, incluindo Roxas e Axel, os que podem ser considerados principais na história, e Xemnas, o líder da irmandade. As missões ficam mais fáceis, além de divertidas. O multiplayer é apenas local, e é necessário que seus amigos possuam o cartucho do jogo para participar. A produção não deixou a peteca cair no quesito gráfico. Kingdom Hearts: 358/2 Days conta com o design de Tetsuya Nomura, como nos outros jogos da série, e apresenta gráficos comparáveis à versão de PS2. Todos os personagens estão bem modelados e altamente reconhecíveis. Apenas os cenários ficam um pouco atrás, com baixas texturas e design até genérico, com exceção de Twilight Town, que mantém a mesma aparência de Kingdom Hearts II. O game conta ainda com full motion videos, ou seja, sequências em CG com dublagem e legenda, um trabalho bem feito que adiciona mais conteúdo ao título. Na versão americana, todos os dubladores anteriores retornam, inclusive Christopher Lee como DiZ, David Gallagher como Riku e Haley Joel Osment como Sora. Alguns podem achar chato que a produtora tenha reaproveitado toda a trilha sonora passada, mas as músicas são tão boas que um possível conteúdo novo mal faz falta. Dando continuidade a mais uma de suas séries de sucesso, a Square Enix prossegue com a saga Kingdom Hearts em 358/2, sem experimentar muito. Com isso, a produtora fez apenas o básico, sem quase ir além, com um jogo que mantém praticamente todas as características de seus antecessores e adiciona alguns novos elementos à intricada história. A jogabilidade também se mantém fiel aos títulos passados, sem grandes mudanças, principalmente em relação ao primeiro. O título é um prato cheio para os fãs da série, que de qualquer forma ficarão contentes em poder jogar novamente nos mundos mágicos da Disney e reencontrar faces conhecidas como Axel ou Roxas, o protagonista da vez. A história não fica para trás, juntando pontas soltas entre o primeiro e o segundo jogo, bem como resgatando algumas cenas retiradas diretamente destes jogos. Entretanto, estes atrativos só serão bem vistos para os fãs de longa data, já que os novatos ficarão mais perdidos do que cego em reunião de Heartless. Afinal, não é todo mundo que se emociona ao ouvir "Sanctuary". Kingdom Hearts é luz. Calma, esta não é uma afirmação nossa, e sim do próprio Sora, personagem principal da saga perpetuada pela Square Enix, em parceria com a Disney. O título nasceu no PlayStation 2 com ares de desconfiança, afinal o que esperar de um jogo que mesclava Pato Donald e Sephiroth? Não podia sair algo bom daí. Mas, para contrariar tudo e todos, o primeiro Kingdom Hearts foi um relativo sucesso, principalmente como nova franquia, tanto que anos depois gerou uma continuação, melhor, maior e mais bonita, com o dobro de conteúdo dos dois mundos (Final Fantasy e Disney). Por conta disso, é até óbvio que a produtora opte por continuar a saga, não só com um Kingdom Hearts III, mas também com spin-offs em plataformas "menores", literalmente. Kingdom Hearts: 358/2 Days é o segundo de uma leva de três títulos prometidos pela Square Enix aos portáteis. O primeiro, Kingdom Hearts: Coded, foi lançado para os avançados celulares japoneses em formato de capítulos baixáveis, enquanto Kingdom Hearts: Birth By Sleep está programado para o PSP, a ser lançado em breve. Os três formam o que podemos chamar de "Trilogia do meio", pois são os responsáveis por contar fatos não muito desenvolvidos nos outros capítulos da saga, mas com algumas diferenças. O tema desta análise, 358/2, por exemplo, narra o que aconteceu entre os dois primeiros capítulos da série, antes da entrada de Roxas, o "quase protagonista" do segundo jogo. Quem jogou Kingdom Hearts II se lembra bem. O game começava e você não encontrava Sora, Kairi, nem outros personagens que aprendemos a amar. A Square Enix resolveu nos apresentar Roxas, um misterioso jovem que saiu totalmente do nada e estava em lugar nenhum, quase que literalmente, em Twilight Town. Mais tarde, descobrimos que Roxas era o Nobody de Sora, quando este tinha se transformado em Heartless durante o primeiro Kingdom Hearts. Um Nobody nada mais é do que um tipo de clone negativo da pessoa que se torna Heartless. Ao pé da letra, é uma pessoa sem coração, um "zé ninguém". Ao final do game, descobrimos boa parte da verdade que envolve Roxas, mas algumas perguntas ainda ficaram no ar. ?? aí que 358/2 entra para explicar as coisas, e explicar bem. O problema disso é que o jogo fica bem limitado apenas para os fãs dos jogos antigos, fechando o cerco para novatos, que ficarão meio perdidos e desistirão de jogar após um tempo, isso se chegarem a iniciar um jogo novo. Em 358/2, Roxas, na verdade, é um Nobody membro da Organização XIII, formada por outros Nobodies, inclusive o melhor amigo de Roxas, Axel. Recém-chegado na Organização, Roxas tem uma importante missão para toda a saga, ligando todos os pontos soltos por onde ele apareceu e o motivo de sua participação em Kingdom Hearts I e II (sim, ele apareceu no primeiro). Como Sora, o jovem detém a Keyblade, poderosa arma que mistura chave e lâmina, utilizada apenas por grandes heróis. Com isso, ele é incumbido de eliminar os inimigos naturais dos Nobodies, os Heartless e, com o poder da Keyblade, coletar os corações que antes estavam aprisionados por eles. Com isso, a Organização planeja formar o Kingdom Hearts, um local onde eles poderão ter coração, ou algo no estilo. Obviamente, a história inclui ainda a participação de personagens e dos mundos da Disney, incluindo o Rei Mickey, Pete (conhecido por aqui como Bafo), e os personagens de cada localidade: Agrabah (Alladin), Halloween Town (Jack Skellington), Olympus Coliseum (Hércules), Beast's Castle (A Bela e a Fera), Wonderland (Alice), Neverland (Peter Pan). São apenas seis mundos Disney, sem adicionar nenhum novo, mas isso não chega a ser um defeito, já que a proposta do game não é trazer alguma novidade neste sentido, e sim explicar as coisas. Em termos de jogabilidade, a produção adaptou bem os comandos das versões de PlayStation 2 ao pequeno DS, mas com alguns deslizes. Primeiro, tenha em mente que os comandos lembram mais o primeiro jogo do que o segundo, repleto de ação e comandos de reação. Aqui a coisa é mais básica. Por exemplo, os botões da frente servem para pular, defender e atacar (B, Y e A). O botão X fica a cargo da navegação do menu. Os botões de ombro servem para atalhos de itens (L) e movimentação da câmera ou travar a visão em um inimigo (select e R ou duplo clique no R). Tudo ficou bem colocado, sem ter que desdobrar sua mão na hora de realizar seus ataques nas frenéticas batalhas. Para manter o jogo fiel à série principal, a Square Enix optou por não utilizar a tela sensível ao toque dentro da jogabilidade, e sim apenas para movimento de câmera. O problema está na movimentação do seu personagem, que se complica um pouco no mundo totalmente 3D, já que você dispõe apenas do direcional digital do portátil. ?? complicado no princípio e é difícil de se acostumar, prejudicando até mesmo em algumas batalhas cruciais. Outro problema que envolve a jogabilidade, mas não os comandos em si, é a forma como a história se desenrola. Enquanto estávamos acostumados com uma trama se desenvolvendo de forma comum, natural, nos outros jogos, 358/2 se baseia no conceito de missões. Controlando Roxas, você irá apenas cumprir missões para seus superiores enquanto vai descobrindo novos segredos do enredo, bem como outros personagens. Não há nada de errado em experimentar algo novo neste título, mas o estilo acabou ficando bem repetitivo e dá uma bela quebrada no ritmo, afastando este do nível de história dos outros jogos. Outro elemento não muito bem trabalhado é o sistema de grade, o "Panel", que nada mais é do que a ficha de seu personagem e as configurações que você pode fazer para suas habilidades. Pense no sistema de matérias de Final Fantasy VII. Aqui é bem parecido, com uma quantidade pré-determinada de slots (de acordo com seu nível) onde você irá adicionar itens a serem usados, magias e até habilidades, que podem ser linkadas a outras habilidades e formar alguns combos. O conceito é ótimo, mas na prática é bem confuso de entender a princípio, nada que algumas horas de jogo não resolvam. Felizmente, podemos usar a tela de toque para organizar mais rápida e precisamente este painel. Felizmente, há um modo multiplayer, algo novo para a saga Kingdom Hearts. Por outro lado, não funciona durante o modo de história, pois só é possível jogar com seus amigos por fora, em um modo separado de missões. Funciona, de forma bem divertida. O modo é para até quatro jogadores, cada um controlando um personagem da Organização XIII, incluindo Roxas e Axel, os que podem ser considerados principais na história, e Xemnas, o líder da irmandade. As missões ficam mais fáceis, além de divertidas. O multiplayer é apenas local, e é necessário que seus amigos possuam o cartucho do jogo para participar. A produção não deixou a peteca cair no quesito gráfico. Kingdom Hearts: 358/2 Days conta com o design de Tetsuya Nomura, como nos outros jogos da série, e apresenta gráficos comparáveis à versão de PS2. Todos os personagens estão bem modelados e altamente reconhecíveis. Apenas os cenários ficam um pouco atrás, com baixas texturas e design até genérico, com exceção de Twilight Town, que mantém a mesma aparência de Kingdom Hearts II. O game conta ainda com full motion videos, ou seja, sequências em CG com dublagem e legenda, um trabalho bem feito que adiciona mais conteúdo ao título. Na versão americana, todos os dubladores anteriores retornam, inclusive Christopher Lee como DiZ, David Gallagher como Riku e Haley Joel Osment como Sora. Alguns podem achar chato que a produtora tenha reaproveitado toda a trilha sonora passada, mas as músicas são tão boas que um possível conteúdo novo mal faz falta. Dando continuidade a mais uma de suas séries de sucesso, a Square Enix prossegue com a saga Kingdom Hearts em 358/2, sem experimentar muito. Com isso, a produtora fez apenas o básico, sem quase ir além, com um jogo que mantém praticamente todas as características de seus antecessores e adiciona alguns novos elementos à intricada história. A jogabilidade também se mantém fiel aos títulos passados, sem grandes mudanças, principalmente em relação ao primeiro. O título é um prato cheio para os fãs da série, que de qualquer forma ficarão contentes em poder jogar novamente nos mundos mágicos da Disney e reencontrar faces conhecidas como Axel ou Roxas, o protagonista da vez. A história não fica para trás, juntando pontas soltas entre o primeiro e o segundo jogo, bem como resgatando algumas cenas retiradas diretamente destes jogos. Entretanto, estes atrativos só serão bem vistos para os fãs de longa data, já que os novatos ficarão mais perdidos do que cego em reunião de Heartless. Afinal, não é todo mundo que se emociona ao ouvir "Sanctuary". Kingdom Hearts é luz. Calma, esta não é uma afirmação nossa, e sim do próprio Sora, personagem principal da saga perpetuada pela Square Enix, em parceria com a Disney. O título nasceu no PlayStation 2 com ares de desconfiança, afinal o que esperar de um jogo que mesclava Pato Donald e Sephiroth? Não podia sair algo bom daí. Mas, para contrariar tudo e todos, o primeiro Kingdom Hearts foi um relativo sucesso, principalmente como nova franquia, tanto que anos depois gerou uma continuação, melhor, maior e mais bonita, com o dobro de conteúdo dos dois mundos (Final Fantasy e Disney). Por conta disso, é até óbvio que a produtora opte por continuar a saga, não só com um Kingdom Hearts III, mas também com spin-offs em plataformas "menores", literalmente. Kingdom Hearts: 358/2 Days é o segundo de uma leva de três títulos prometidos pela Square Enix aos portáteis. O primeiro, Kingdom Hearts: Coded, foi lançado para os avançados celulares japoneses em formato de capítulos baixáveis, enquanto Kingdom Hearts: Birth By Sleep está programado para o PSP, a ser lançado em breve. Os três formam o que podemos chamar de "Trilogia do meio", pois são os responsáveis por contar fatos não muito desenvolvidos nos outros capítulos da saga, mas com algumas diferenças. O tema desta análise, 358/2, por exemplo, narra o que aconteceu entre os dois primeiros capítulos da série, antes da entrada de Roxas, o "quase protagonista" do segundo jogo. Quem jogou Kingdom Hearts II se lembra bem. O game começava e você não encontrava Sora, Kairi, nem outros personagens que aprendemos a amar. A Square Enix resolveu nos apresentar Roxas, um misterioso jovem que saiu totalmente do nada e estava em lugar nenhum, quase que literalmente, em Twilight Town. Mais tarde, descobrimos que Roxas era o Nobody de Sora, quando este tinha se transformado em Heartless durante o primeiro Kingdom Hearts. Um Nobody nada mais é do que um tipo de clone negativo da pessoa que se torna Heartless. Ao pé da letra, é uma pessoa sem coração, um "zé ninguém". Ao final do game, descobrimos boa parte da verdade que envolve Roxas, mas algumas perguntas ainda ficaram no ar. ?? aí que 358/2 entra para explicar as coisas, e explicar bem. O problema disso é que o jogo fica bem limitado apenas para os fãs dos jogos antigos, fechando o cerco para novatos, que ficarão meio perdidos e desistirão de jogar após um tempo, isso se chegarem a iniciar um jogo novo. Em 358/2, Roxas, na verdade, é um Nobody membro da Organização XIII, formada por outros Nobodies, inclusive o melhor amigo de Roxas, Axel. Recém-chegado na Organização, Roxas tem uma importante missão para toda a saga, ligando todos os pontos soltos por onde ele apareceu e o motivo de sua participação em Kingdom Hearts I e II (sim, ele apareceu no primeiro). Como Sora, o jovem detém a Keyblade, poderosa arma que mistura chave e lâmina, utilizada apenas por grandes heróis. Com isso, ele é incumbido de eliminar os inimigos naturais dos Nobodies, os Heartless e, com o poder da Keyblade, coletar os corações que antes estavam aprisionados por eles. Com isso, a Organização planeja formar o Kingdom Hearts, um local onde eles poderão ter coração, ou algo no estilo. Obviamente, a história inclui ainda a participação de personagens e dos mundos da Disney, incluindo o Rei Mickey, Pete (conhecido por aqui como Bafo), e os personagens de cada localidade: Agrabah (Alladin), Halloween Town (Jack Skellington), Olympus Coliseum (Hércules), Beast's Castle (A Bela e a Fera), Wonderland (Alice), Neverland (Peter Pan). São apenas seis mundos Disney, sem adicionar nenhum novo, mas isso não chega a ser um defeito, já que a proposta do game não é trazer alguma novidade neste sentido, e sim explicar as coisas. Em termos de jogabilidade, a produção adaptou bem os comandos das versões de PlayStation 2 ao pequeno DS, mas com alguns deslizes. Primeiro, tenha em mente que os comandos lembram mais o primeiro jogo do que o segundo, repleto de ação e comandos de reação. Aqui a coisa é mais básica. Por exemplo, os botões da frente servem para pular, defender e atacar (B, Y e A). O botão X fica a cargo da navegação do menu. Os botões de ombro servem para atalhos de itens (L) e movimentação da câmera ou travar a visão em um inimigo (select e R ou duplo clique no R). Tudo ficou bem colocado, sem ter que desdobrar sua mão na hora de realizar seus ataques nas frenéticas batalhas. Para manter o jogo fiel à série principal, a Square Enix optou por não utilizar a tela sensível ao toque dentro da jogabilidade, e sim apenas para movimento de câmera. O problema está na movimentação do seu personagem, que se complica um pouco no mundo totalmente 3D, já que você dispõe apenas do direcional digital do portátil. ?? complicado no princípio e é difícil de se acostumar, prejudicando até mesmo em algumas batalhas cruciais. Outro problema que envolve a jogabilidade, mas não os comandos em si, é a forma como a história se desenrola. Enquanto estávamos acostumados com uma trama se desenvolvendo de forma comum, natural, nos outros jogos, 358/2 se baseia no conceito de missões. Controlando Roxas, você irá apenas cumprir missões para seus superiores enquanto vai descobrindo novos segredos do enredo, bem como outros personagens. Não há nada de errado em experimentar algo novo neste título, mas o estilo acabou ficando bem repetitivo e dá uma bela quebrada no ritmo, afastando este do nível de história dos outros jogos. Outro elemento não muito bem trabalhado é o sistema de grade, o "Panel", que nada mais é do que a ficha de seu personagem e as configurações que você pode fazer para suas habilidades. Pense no sistema de matérias de Final Fantasy VII. Aqui é bem parecido, com uma quantidade pré-determinada de slots (de acordo com seu nível) onde você irá adicionar itens a serem usados, magias e até habilidades, que podem ser linkadas a outras habilidades e formar alguns combos. O conceito é ótimo, mas na prática é bem confuso de entender a princípio, nada que algumas horas de jogo não resolvam. Felizmente, podemos usar a tela de toque para organizar mais rápida e precisamente este painel. Felizmente, há um modo multiplayer, algo novo para a saga Kingdom Hearts. Por outro lado, não funciona durante o modo de história, pois só é possível jogar com seus amigos por fora, em um modo separado de missões. Funciona, de forma bem divertida. O modo é para até quatro jogadores, cada um controlando um personagem da Organização XIII, incluindo Roxas e Axel, os que podem ser considerados principais na história, e Xemnas, o líder da irmandade. As missões ficam mais fáceis, além de divertidas. O multiplayer é apenas local, e é necessário que seus amigos possuam o cartucho do jogo para participar. A produção não deixou a peteca cair no quesito gráfico. Kingdom Hearts: 358/2 Days conta com o design de Tetsuya Nomura, como nos outros jogos da série, e apresenta gráficos comparáveis à versão de PS2. Todos os personagens estão bem modelados e altamente reconhecíveis. Apenas os cenários ficam um pouco atrás, com baixas texturas e design até genérico, com exceção de Twilight Town, que mantém a mesma aparência de Kingdom Hearts II. O game conta ainda com full motion videos, ou seja, sequências em CG com dublagem e legenda, um trabalho bem feito que adiciona mais conteúdo ao título. Na versão americana, todos os dubladores anteriores retornam, inclusive Christopher Lee como DiZ, David Gallagher como Riku e Haley Joel Osment como Sora. Alguns podem achar chato que a produtora tenha reaproveitado toda a trilha sonora passada, mas as músicas são tão boas que um possível conteúdo novo mal faz falta. Dando continuidade a mais uma de suas séries de sucesso, a Square Enix prossegue com a saga Kingdom Hearts em 358/2, sem experimentar muito. Com isso, a produtora fez apenas o básico, sem quase ir além, com um jogo que mantém praticamente todas as características de seus antecessores e adiciona alguns novos elementos à intricada história. A jogabilidade também se mantém fiel aos títulos passados, sem grandes mudanças, principalmente em relação ao primeiro. O título é um prato cheio para os fãs da série, que de qualquer forma ficarão contentes em poder jogar novamente nos mundos mágicos da Disney e reencontrar faces conhecidas como Axel ou Roxas, o protagonista da vez. A história não fica para trás, juntando pontas soltas entre o primeiro e o segundo jogo, bem como resgatando algumas cenas retiradas diretamente destes jogos. Entretanto, estes atrativos só serão bem vistos para os fãs de longa data, já que os novatos ficarão mais perdidos do que cego em reunião de Heartless. Afinal, não é todo mundo que se emociona ao ouvir "Sanctuary".
Fonte: Finalboss
marped
Enviado por marped
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Niterói, Rio de Janeiro, Brasil
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