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Análise do jogo "Gran Turismo PSP" para PSP escrito por Finalboss

Escrito por Finalboss, nota 7 de 10, enviado por marped,
Esperar muito tempo por um game pode ser perigoso. O hype muitas vezes pode ser uma armadilha, fazendo com que o consumidor nutra esperanças em cima de algo que, no fim, pode não apresentar o resultado esperado. A versão para PSP de Gran Turismo teve sua primeira data de lançamento anunciada para abril de 2005, ainda com o nome de Gran Turismo 4 Mobile. Apesar do anúncio, o título nunca foi lançado no mercado, tirando as esperanças daqueles que aguardavam o game de corrida no portátil. Após muito tempo de espera, finalmente pudemos contemplar a chegada do simulador automobilístico da Polyphony Digital no portátil da Sony. A pergunta que fica no ar é: valeu a pena toda esta espera? A julgar pelo conteúdo presente em Gran Turismo ??? nome simples e sem subtítulos ??? seria melhor esperar um pouco mais. O game possui uma excelente jogabilidade, tal como o uso de técnicas que tornaram o jogo bastante atraente aos olhos. Entretanto, o grande pecado cometido pela versão PSP de Gran Turismo está relacionado ao seu conteúdo. ''Gran Turismo'' sempre teve muito de tudo. Muitos carros, muitas pistas, muitas opções de customização e tuning dos veículos e, é claro, um modo carreira que sempre foi o seu grande diferencial, principalmente se compararmos com outras séries do mesmo gênero. Esta versão possui uma excelente quantidade de veículos, mais de 800, além de contar com 45 circuitos baseados em pistas reais, todos com a opção de reverse, promovendo assim o reaproveitamento de cada uma delas. Também estão presentes provas especiais que testam as habilidades do jogador, assim como era visto nos demais games da série. Mesmo contando com tudo isso, o título peca pelo simples fato de não possuir um modo carreira. Treinar para conseguir diferentes habilitações em várias categorias de direção, participar de difíceis provas e subir ao pódio depois de enfrentar habilidosos competidores em um campeonato de tirar o fôlego. Nada disso está presente nesta versão para PSP. Aquele que adquirir o game terá que se contentar com apenas três tipos de provas: Single Race, Time Trial e Drift Trial. Confessamos que, no início, foi até um pouco difícil ''aceitar'' que o game se resumia apenas a isso. Para o nosso azar isso ficou claro depois de algum tempo de jogo, além de uma rápida consulta ao manual do game. Todo o resto está muito bem representado. Seguindo a tradição da série, Gran Turismo de PSP conta com uma grande quantidade de veículos, para a alegria dos apaixonados por automóveis. As pistas, todas baseadas em circuitos reais, também são bem variadas e oferecem o desafio na medida certa durante as provas. O falta ao game é uma direção ??? com ou sem trocadilho. Qual é a inspiração de quem joga ''Gran Turismo'' no PSP? Se a grande graça destes jogos é participar de provas cada vez mais difíceis e disputadas, o que resta em um título de corrida que simplesmente não conta com um modo carreira? Além das corridas simples, que conta com apenas quatro carros simultâneos na mesma prova, o jogador pode gastar algum tempo no modo Challenge, que oferece mais de 100 desafios, dos mais variados. Este modo também está presente nos demais games da série e geralmente é utilizado no sistema de aquisição de novas licenças. O uso dele em Gran Turismo para PSP é bem mais simples. A única recompensa adquirida com a conclusão dos desafios, é a aquisição de mais e mais dinheiro. Este dinheiro, que também é adquirido na conclusão das corridas normais, serve somente para a aquisição de novos carros, e só. Podemos dizer que, pela primeira vez, tivemos a chance de presenciar o esquema de ''grinding'' em um jogo de corrida. Isso significa que o seu único objetivo é conseguir grana para comprar novos carros, criando assim um circulo que se repete até a exaustão. Neste caso, só o multiplayer pode salvar o game, não é verdade? Errado. De fato, um bom suporte a partidas online poderia ser o grande diferencial, principalmente por tratar-se de um game para uma plataforma portátil. O problema é que sequer existe multiplayer online no jogo. ?? difícil de acreditar, mas Gran Turismo conta somente com suporte a partidas via Ad-Hoc, ou seja, através de rede sem fio local. ?? notório que, em um jogo onde o único objetivo aparente é ganhar dinheiro para comprar carros, um bom modo multiplayer online pudesse fazer grande sucesso na rede online da Sony. Mais uma vez, os jogadores terão que ficar apenas na vontade, ou terão de fazer uso de métodos não oficiais de tunneling para poder participar de partidas a longa distância. Diante de tantos problemas, é difícil ressaltar algo que realmente se destaque no jogo. Podemos dizer que a jogabilidade é sem dúvidas o seu ponto forte. Mesmo com a ausência de modos de jogo mais complexos e duráveis, Gran Turismo agrada com seus ótimos controles. Mesmo com o analógico do portátil, que não possui a melhor resposta do mundo, os direcionais digitais fazem muito bem o seu papel. O mapeamento padrão dos botões também é muito bom, mas caso algo não seja do interesse do jogador, é possível mudar todo o esquema para o que for da sua preferência. Falar dos controles nos lembra outro aspecto chave de ''Gran Turismo'': a simulação. Inicialmente é até um pouco complicado controlar seu veículo, principalmente se levarmos em conta a ausência de botões analógicos, como os gatilhos do DualShock 3. O comportamento do carro nas pistas, que podem apresentar variações climáticas diversas, é bastante realista e faz jus à fama de ''Real Driving Simulator'' cunhada pela série. Entretanto, existe um pequeno problema no que diz respeito às modificações técnicas dos carros. A opção de tuning só está disponível para os veículos que estiverem na sua lista de carros favoritos. O problema neste caso é que, dentre os mais de 800 carros presentes no game, somente 30 deles podem ocupar espaço em sua lista de favoritos. Como conseqüência, o jogador acaba tendo que ceder espaço caso queira alterar as especificações técnicas de algum veículo que não esteja na lista de favoritos. Isso nos leva a outro problema. Como nesta versão não existe a divisão de categorias, é um pouco chato achar ''aquele carro'' entre outros 800 dentro da sua garagem. Os menus, de forma geral, são bastante funcionais, mas infelizmente pecam em alguns aspectos essenciais, como é o caso do filtro dos carros. Esta é uma das poucas exceções em relação à qualidade gráfica ??? e de acabamento ??? do game. O jogo é bem bonito, e sua execução técnica no portátil chama a atenção. Conforme prometido pela Polyphony Digital, Gran Turismo roda com uma taxa de quadros alta e bastante confortável. Os efeitos climáticos são um pouco limitados, mas estão presentes nas corridas, fato digno de nota. A representação em 3D dos cenários possui alguns detalhes bem interessantes, principalmente em pistas que passam pelo meio de cidades, onde é possível ver monumentos e localizações reais bastante conhecidas. O destaque, é claro, vai para a digitalização dos veículos. Todos seguem fielmente as linhas dos carros originais, tanto na forma quanto na presença de alguns detalhes físicos característicos. Porém, existem dois pequenos problemas. O primeiro, e menos grave, está relacionado à visão interna no veículo. Ela é bem pobre, a ponto de soar como desnecessária em alguns momentos. Sequer temos a representação do volante do veículo, o que dirá os demais detalhes e objetos do interior. Desta forma, fica melhor jogar com a câmera posicionada atrás do carro, mesmo que esta pareça estar perto demais. O outro problema é um pouco mais perceptível. Mesmo contando com uma ótima taxa de quadros, a sensação de velocidade do game não é muito evidente. Não é de se espantar situações onde, por exemplo, o velocímetro está marcado 150 km/h, mas a impressão é de que estamos a meros 60 km/h. O som acaba se tornando uma ferramenta essencial neste aspecto. O ronco dos carros, que é diferente para cada veículo, ajuda a passar a sensação de velocidade, por mais estranho possa parecer. O jogador ouve o motor trabalhando mais rápido e com maior potência, dando uma impressão mais natural da aceleração do seu. E este não é o único aspecto onde o som do game brilha. Os efeitos sonoros, de forma geral, são excelentes. ?? possível saber com exatidão por qual lado o seu adversário está se aproximando, permitindo que você execute uma manobra que bloqueie sua ultrapassagem. Outro ponto forte fica por conta da trilha sonora. Ela é basicamente composta por composições eletrônicas, e todas são de muito bom gosto. Sendo assim, se você espera por um Punk Rock ou um Metal tocando enquanto corre, a presença predominante de músicas mais calmas pode ser uma decepção. Fica evidente que a versão para PSP de ''Gran Turismo'' não é totalmente destituída de qualidade. A jogabilidade é muito boa, a parte gráfica é bela e a seleção musical e de trilha sonora se encaixa perfeitamente com o game. O problema, é que falta algo mais para que o título faça jus ao nome Gran Turismo. A ausência do modo carreira, e a classificação dos carros por categorias, são os principais problemas desta versão. O game acabou ficando sem um propósito, sem uma direção. Você joga por jogar, não para chegar a algum lugar. E depois de tanto tempo de espera, é natural que a reação final seja de decepção. Gran Turismo Prologue de bolso? ?? a impressão que fica, só que um pouquinho mais completo. Esperar muito tempo por um game pode ser perigoso. O hype muitas vezes pode ser uma armadilha, fazendo com que o consumidor nutra esperanças em cima de algo que, no fim, pode não apresentar o resultado esperado. A versão para PSP de Gran Turismo teve sua primeira data de lançamento anunciada para abril de 2005, ainda com o nome de Gran Turismo 4 Mobile. Apesar do anúncio, o título nunca foi lançado no mercado, tirando as esperanças daqueles que aguardavam o game de corrida no portátil. Após muito tempo de espera, finalmente pudemos contemplar a chegada do simulador automobilístico da Polyphony Digital no portátil da Sony. A pergunta que fica no ar é: valeu a pena toda esta espera? A julgar pelo conteúdo presente em Gran Turismo ??? nome simples e sem subtítulos ??? seria melhor esperar um pouco mais. O game possui uma excelente jogabilidade, tal como o uso de técnicas que tornaram o jogo bastante atraente aos olhos. Entretanto, o grande pecado cometido pela versão PSP de Gran Turismo está relacionado ao seu conteúdo. ''Gran Turismo'' sempre teve muito de tudo. Muitos carros, muitas pistas, muitas opções de customização e tuning dos veículos e, é claro, um modo carreira que sempre foi o seu grande diferencial, principalmente se compararmos com outras séries do mesmo gênero. Esta versão possui uma excelente quantidade de veículos, mais de 800, além de contar com 45 circuitos baseados em pistas reais, todos com a opção de reverse, promovendo assim o reaproveitamento de cada uma delas. Também estão presentes provas especiais que testam as habilidades do jogador, assim como era visto nos demais games da série. Mesmo contando com tudo isso, o título peca pelo simples fato de não possuir um modo carreira. Treinar para conseguir diferentes habilitações em várias categorias de direção, participar de difíceis provas e subir ao pódio depois de enfrentar habilidosos competidores em um campeonato de tirar o fôlego. Nada disso está presente nesta versão para PSP. Aquele que adquirir o game terá que se contentar com apenas três tipos de provas: Single Race, Time Trial e Drift Trial. Confessamos que, no início, foi até um pouco difícil ''aceitar'' que o game se resumia apenas a isso. Para o nosso azar isso ficou claro depois de algum tempo de jogo, além de uma rápida consulta ao manual do game. Todo o resto está muito bem representado. Seguindo a tradição da série, Gran Turismo de PSP conta com uma grande quantidade de veículos, para a alegria dos apaixonados por automóveis. As pistas, todas baseadas em circuitos reais, também são bem variadas e oferecem o desafio na medida certa durante as provas. O falta ao game é uma direção ??? com ou sem trocadilho. Qual é a inspiração de quem joga ''Gran Turismo'' no PSP? Se a grande graça destes jogos é participar de provas cada vez mais difíceis e disputadas, o que resta em um título de corrida que simplesmente não conta com um modo carreira? Além das corridas simples, que conta com apenas quatro carros simultâneos na mesma prova, o jogador pode gastar algum tempo no modo Challenge, que oferece mais de 100 desafios, dos mais variados. Este modo também está presente nos demais games da série e geralmente é utilizado no sistema de aquisição de novas licenças. O uso dele em Gran Turismo para PSP é bem mais simples. A única recompensa adquirida com a conclusão dos desafios, é a aquisição de mais e mais dinheiro. Este dinheiro, que também é adquirido na conclusão das corridas normais, serve somente para a aquisição de novos carros, e só. Podemos dizer que, pela primeira vez, tivemos a chance de presenciar o esquema de ''grinding'' em um jogo de corrida. Isso significa que o seu único objetivo é conseguir grana para comprar novos carros, criando assim um circulo que se repete até a exaustão. Neste caso, só o multiplayer pode salvar o game, não é verdade? Errado. De fato, um bom suporte a partidas online poderia ser o grande diferencial, principalmente por tratar-se de um game para uma plataforma portátil. O problema é que sequer existe multiplayer online no jogo. ?? difícil de acreditar, mas Gran Turismo conta somente com suporte a partidas via Ad-Hoc, ou seja, através de rede sem fio local. ?? notório que, em um jogo onde o único objetivo aparente é ganhar dinheiro para comprar carros, um bom modo multiplayer online pudesse fazer grande sucesso na rede online da Sony. Mais uma vez, os jogadores terão que ficar apenas na vontade, ou terão de fazer uso de métodos não oficiais de tunneling para poder participar de partidas a longa distância. Diante de tantos problemas, é difícil ressaltar algo que realmente se destaque no jogo. Podemos dizer que a jogabilidade é sem dúvidas o seu ponto forte. Mesmo com a ausência de modos de jogo mais complexos e duráveis, Gran Turismo agrada com seus ótimos controles. Mesmo com o analógico do portátil, que não possui a melhor resposta do mundo, os direcionais digitais fazem muito bem o seu papel. O mapeamento padrão dos botões também é muito bom, mas caso algo não seja do interesse do jogador, é possível mudar todo o esquema para o que for da sua preferência. Falar dos controles nos lembra outro aspecto chave de ''Gran Turismo'': a simulação. Inicialmente é até um pouco complicado controlar seu veículo, principalmente se levarmos em conta a ausência de botões analógicos, como os gatilhos do DualShock 3. O comportamento do carro nas pistas, que podem apresentar variações climáticas diversas, é bastante realista e faz jus à fama de ''Real Driving Simulator'' cunhada pela série. Entretanto, existe um pequeno problema no que diz respeito às modificações técnicas dos carros. A opção de tuning só está disponível para os veículos que estiverem na sua lista de carros favoritos. O problema neste caso é que, dentre os mais de 800 carros presentes no game, somente 30 deles podem ocupar espaço em sua lista de favoritos. Como conseqüência, o jogador acaba tendo que ceder espaço caso queira alterar as especificações técnicas de algum veículo que não esteja na lista de favoritos. Isso nos leva a outro problema. Como nesta versão não existe a divisão de categorias, é um pouco chato achar ''aquele carro'' entre outros 800 dentro da sua garagem. Os menus, de forma geral, são bastante funcionais, mas infelizmente pecam em alguns aspectos essenciais, como é o caso do filtro dos carros. Esta é uma das poucas exceções em relação à qualidade gráfica ??? e de acabamento ??? do game. O jogo é bem bonito, e sua execução técnica no portátil chama a atenção. Conforme prometido pela Polyphony Digital, Gran Turismo roda com uma taxa de quadros alta e bastante confortável. Os efeitos climáticos são um pouco limitados, mas estão presentes nas corridas, fato digno de nota. A representação em 3D dos cenários possui alguns detalhes bem interessantes, principalmente em pistas que passam pelo meio de cidades, onde é possível ver monumentos e localizações reais bastante conhecidas. O destaque, é claro, vai para a digitalização dos veículos. Todos seguem fielmente as linhas dos carros originais, tanto na forma quanto na presença de alguns detalhes físicos característicos. Porém, existem dois pequenos problemas. O primeiro, e menos grave, está relacionado à visão interna no veículo. Ela é bem pobre, a ponto de soar como desnecessária em alguns momentos. Sequer temos a representação do volante do veículo, o que dirá os demais detalhes e objetos do interior. Desta forma, fica melhor jogar com a câmera posicionada atrás do carro, mesmo que esta pareça estar perto demais. O outro problema é um pouco mais perceptível. Mesmo contando com uma ótima taxa de quadros, a sensação de velocidade do game não é muito evidente. Não é de se espantar situações onde, por exemplo, o velocímetro está marcado 150 km/h, mas a impressão é de que estamos a meros 60 km/h. O som acaba se tornando uma ferramenta essencial neste aspecto. O ronco dos carros, que é diferente para cada veículo, ajuda a passar a sensação de velocidade, por mais estranho possa parecer. O jogador ouve o motor trabalhando mais rápido e com maior potência, dando uma impressão mais natural da aceleração do seu. E este não é o único aspecto onde o som do game brilha. Os efeitos sonoros, de forma geral, são excelentes. ?? possível saber com exatidão por qual lado o seu adversário está se aproximando, permitindo que você execute uma manobra que bloqueie sua ultrapassagem. Outro ponto forte fica por conta da trilha sonora. Ela é basicamente composta por composições eletrônicas, e todas são de muito bom gosto. Sendo assim, se você espera por um Punk Rock ou um Metal tocando enquanto corre, a presença predominante de músicas mais calmas pode ser uma decepção. Fica evidente que a versão para PSP de ''Gran Turismo'' não é totalmente destituída de qualidade. A jogabilidade é muito boa, a parte gráfica é bela e a seleção musical e de trilha sonora se encaixa perfeitamente com o game. O problema, é que falta algo mais para que o título faça jus ao nome Gran Turismo. A ausência do modo carreira, e a classificação dos carros por categorias, são os principais problemas desta versão. O game acabou ficando sem um propósito, sem uma direção. Você joga por jogar, não para chegar a algum lugar. E depois de tanto tempo de espera, é natural que a reação final seja de decepção. Gran Turismo Prologue de bolso? ?? a impressão que fica, só que um pouquinho mais completo. Esperar muito tempo por um game pode ser perigoso. O hype muitas vezes pode ser uma armadilha, fazendo com que o consumidor nutra esperanças em cima de algo que, no fim, pode não apresentar o resultado esperado. A versão para PSP de Gran Turismo teve sua primeira data de lançamento anunciada para abril de 2005, ainda com o nome de Gran Turismo 4 Mobile. Apesar do anúncio, o título nunca foi lançado no mercado, tirando as esperanças daqueles que aguardavam o game de corrida no portátil. Após muito tempo de espera, finalmente pudemos contemplar a chegada do simulador automobilístico da Polyphony Digital no portátil da Sony. A pergunta que fica no ar é: valeu a pena toda esta espera? A julgar pelo conteúdo presente em Gran Turismo ??? nome simples e sem subtítulos ??? seria melhor esperar um pouco mais. O game possui uma excelente jogabilidade, tal como o uso de técnicas que tornaram o jogo bastante atraente aos olhos. Entretanto, o grande pecado cometido pela versão PSP de Gran Turismo está relacionado ao seu conteúdo. ''Gran Turismo'' sempre teve muito de tudo. Muitos carros, muitas pistas, muitas opções de customização e tuning dos veículos e, é claro, um modo carreira que sempre foi o seu grande diferencial, principalmente se compararmos com outras séries do mesmo gênero. Esta versão possui uma excelente quantidade de veículos, mais de 800, além de contar com 45 circuitos baseados em pistas reais, todos com a opção de reverse, promovendo assim o reaproveitamento de cada uma delas. Também estão presentes provas especiais que testam as habilidades do jogador, assim como era visto nos demais games da série. Mesmo contando com tudo isso, o título peca pelo simples fato de não possuir um modo carreira. Treinar para conseguir diferentes habilitações em várias categorias de direção, participar de difíceis provas e subir ao pódio depois de enfrentar habilidosos competidores em um campeonato de tirar o fôlego. Nada disso está presente nesta versão para PSP. Aquele que adquirir o game terá que se contentar com apenas três tipos de provas: Single Race, Time Trial e Drift Trial. Confessamos que, no início, foi até um pouco difícil ''aceitar'' que o game se resumia apenas a isso. Para o nosso azar isso ficou claro depois de algum tempo de jogo, além de uma rápida consulta ao manual do game. Todo o resto está muito bem representado. Seguindo a tradição da série, Gran Turismo de PSP conta com uma grande quantidade de veículos, para a alegria dos apaixonados por automóveis. As pistas, todas baseadas em circuitos reais, também são bem variadas e oferecem o desafio na medida certa durante as provas. O falta ao game é uma direção ??? com ou sem trocadilho. Qual é a inspiração de quem joga ''Gran Turismo'' no PSP? Se a grande graça destes jogos é participar de provas cada vez mais difíceis e disputadas, o que resta em um título de corrida que simplesmente não conta com um modo carreira? Além das corridas simples, que conta com apenas quatro carros simultâneos na mesma prova, o jogador pode gastar algum tempo no modo Challenge, que oferece mais de 100 desafios, dos mais variados. Este modo também está presente nos demais games da série e geralmente é utilizado no sistema de aquisição de novas licenças. O uso dele em Gran Turismo para PSP é bem mais simples. A única recompensa adquirida com a conclusão dos desafios, é a aquisição de mais e mais dinheiro. Este dinheiro, que também é adquirido na conclusão das corridas normais, serve somente para a aquisição de novos carros, e só. Podemos dizer que, pela primeira vez, tivemos a chance de presenciar o esquema de ''grinding'' em um jogo de corrida. Isso significa que o seu único objetivo é conseguir grana para comprar novos carros, criando assim um circulo que se repete até a exaustão. Neste caso, só o multiplayer pode salvar o game, não é verdade? Errado. De fato, um bom suporte a partidas online poderia ser o grande diferencial, principalmente por tratar-se de um game para uma plataforma portátil. O problema é que sequer existe multiplayer online no jogo. ?? difícil de acreditar, mas Gran Turismo conta somente com suporte a partidas via Ad-Hoc, ou seja, através de rede sem fio local. ?? notório que, em um jogo onde o único objetivo aparente é ganhar dinheiro para comprar carros, um bom modo multiplayer online pudesse fazer grande sucesso na rede online da Sony. Mais uma vez, os jogadores terão que ficar apenas na vontade, ou terão de fazer uso de métodos não oficiais de tunneling para poder participar de partidas a longa distância. Diante de tantos problemas, é difícil ressaltar algo que realmente se destaque no jogo. Podemos dizer que a jogabilidade é sem dúvidas o seu ponto forte. Mesmo com a ausência de modos de jogo mais complexos e duráveis, Gran Turismo agrada com seus ótimos controles. Mesmo com o analógico do portátil, que não possui a melhor resposta do mundo, os direcionais digitais fazem muito bem o seu papel. O mapeamento padrão dos botões também é muito bom, mas caso algo não seja do interesse do jogador, é possível mudar todo o esquema para o que for da sua preferência. Falar dos controles nos lembra outro aspecto chave de ''Gran Turismo'': a simulação. Inicialmente é até um pouco complicado controlar seu veículo, principalmente se levarmos em conta a ausência de botões analógicos, como os gatilhos do DualShock 3. O comportamento do carro nas pistas, que podem apresentar variações climáticas diversas, é bastante realista e faz jus à fama de ''Real Driving Simulator'' cunhada pela série. Entretanto, existe um pequeno problema no que diz respeito às modificações técnicas dos carros. A opção de tuning só está disponível para os veículos que estiverem na sua lista de carros favoritos. O problema neste caso é que, dentre os mais de 800 carros presentes no game, somente 30 deles podem ocupar espaço em sua lista de favoritos. Como conseqüência, o jogador acaba tendo que ceder espaço caso queira alterar as especificações técnicas de algum veículo que não esteja na lista de favoritos. Isso nos leva a outro problema. Como nesta versão não existe a divisão de categorias, é um pouco chato achar ''aquele carro'' entre outros 800 dentro da sua garagem. Os menus, de forma geral, são bastante funcionais, mas infelizmente pecam em alguns aspectos essenciais, como é o caso do filtro dos carros. Esta é uma das poucas exceções em relação à qualidade gráfica ??? e de acabamento ??? do game. O jogo é bem bonito, e sua execução técnica no portátil chama a atenção. Conforme prometido pela Polyphony Digital, Gran Turismo roda com uma taxa de quadros alta e bastante confortável. Os efeitos climáticos são um pouco limitados, mas estão presentes nas corridas, fato digno de nota. A representação em 3D dos cenários possui alguns detalhes bem interessantes, principalmente em pistas que passam pelo meio de cidades, onde é possível ver monumentos e localizações reais bastante conhecidas. O destaque, é claro, vai para a digitalização dos veículos. Todos seguem fielmente as linhas dos carros originais, tanto na forma quanto na presença de alguns detalhes físicos característicos. Porém, existem dois pequenos problemas. O primeiro, e menos grave, está relacionado à visão interna no veículo. Ela é bem pobre, a ponto de soar como desnecessária em alguns momentos. Sequer temos a representação do volante do veículo, o que dirá os demais detalhes e objetos do interior. Desta forma, fica melhor jogar com a câmera posicionada atrás do carro, mesmo que esta pareça estar perto demais. O outro problema é um pouco mais perceptível. Mesmo contando com uma ótima taxa de quadros, a sensação de velocidade do game não é muito evidente. Não é de se espantar situações onde, por exemplo, o velocímetro está marcado 150 km/h, mas a impressão é de que estamos a meros 60 km/h. O som acaba se tornando uma ferramenta essencial neste aspecto. O ronco dos carros, que é diferente para cada veículo, ajuda a passar a sensação de velocidade, por mais estranho possa parecer. O jogador ouve o motor trabalhando mais rápido e com maior potência, dando uma impressão mais natural da aceleração do seu. E este não é o único aspecto onde o som do game brilha. Os efeitos sonoros, de forma geral, são excelentes. ?? possível saber com exatidão por qual lado o seu adversário está se aproximando, permitindo que você execute uma manobra que bloqueie sua ultrapassagem. Outro ponto forte fica por conta da trilha sonora. Ela é basicamente composta por composições eletrônicas, e todas são de muito bom gosto. Sendo assim, se você espera por um Punk Rock ou um Metal tocando enquanto corre, a presença predominante de músicas mais calmas pode ser uma decepção. Fica evidente que a versão para PSP de ''Gran Turismo'' não é totalmente destituída de qualidade. A jogabilidade é muito boa, a parte gráfica é bela e a seleção musical e de trilha sonora se encaixa perfeitamente com o game. O problema, é que falta algo mais para que o título faça jus ao nome Gran Turismo. A ausência do modo carreira, e a classificação dos carros por categorias, são os principais problemas desta versão. O game acabou ficando sem um propósito, sem uma direção. Você joga por jogar, não para chegar a algum lugar. E depois de tanto tempo de espera, é natural que a reação final seja de decepção. Gran Turismo Prologue de bolso? ?? a impressão que fica, só que um pouquinho mais completo. [img]hide:aHR0cDovL2ZpbmFsYm9zcy51b2wuY29tLmJyL2ZiNC9mb3Rvcy8zLzIvMjQ0NjIzLmpwZw==[/img]
Fonte: Finalboss
marped
Enviado por marped
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Niterói, Rio de Janeiro, Brasil
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