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9.1

Análise do jogo "BioShock 2" para PC escrito por Finalboss

Escrito por Finalboss, nota 9.1 de 10, enviado por SongBird,
[b]A favor:[/b] - Rapture continua bem desenhada como sempre, com cenários de assustar; - Jogar como um Big Daddy é inovador e divertido, com possibilidade de carregar uma Little Sister própria; - Novidades no esquema de plasmids e munições das armas agradam quem espera por diferenças entre o primeiro game; - O sistema de hack foi melhorado e ficou bem mais dinâmico; - Um inusitado modo multiplayer inserido na história do universo do game, muito bem sacado. [b]Contra:[/b] - Os gráficos não evoluíram nada em relação ao primeiro game. Na verdade, parecem até ter piorado; - Aquele clima de horror e suspense de ''BioShock'' foi um pouco perdido por aqui, se voltando um pouco mais para a ação, o que pode desanimar alguns jogadores. -------------------------------------------------------------------------------- [b]Só faltou o Big Brother [/b] Na indústria dos games, quando uma nova série estreia no mercado, há sempre uma especulação posterior ao seu lançamento. "Será que vai vingar?" é a pergunta comum a se fazer. Por mais que o produto seja de alta qualidade, muitas vezes uma sequência, ou algum tipo de spin-off, não faz muito sentido, ou até faz, mas acaba não dando certo. Muitos jogos do passado, títulos com grande sucesso de crítica, até o momento não chegaram a receber um "capítulo 2", como Psychonauts, Beyond Good & Evil e Grim Fandango. Outros, contudo, por mais inesperado que seja, tiveram sua continuação produzida, e até bem produzida. Exemplos recentes são títulos como No More Heroes, para o Wii, Far Cry, que teve seu universo expandido e melhorado no segundo game e BioShock, que, não por coincidência, você lerá sobre neste texto. Lançado em 2007, o primeiro BioShock pegou a indústria de supetão. A princípio, o game chegou somente para Xbox 360 e PC, servindo até como uma espécie de portfólio para o console da Microsoft, já que apresentava gráficos estonteantes e física apurada. Mais tarde, muito mais tarde, o PlayStation 3 foi agraciado com uma edição do título, exatamente igual às anteriores - somente após a atualização. Mas, o game não era somente uma carinha bonita no mercado. A aventura apresentava uma história de qualidade, com personagens marcantes e um universo bem construído. Adicionalmente, ele herdava muitas características de System Shock, da antiga produtora Looking Glass Studios, de onde veio toda a turma que faz parte da Irrational Games, responsável pela feitoria de BioShock. O sucesso foi garantido por este somatório de qualidade e diversão. Com tudo isso, uma sequência seria inevitável, e ela chegou. BioShock 2 é o que podemos chamar de continuação, mas também pode funcionar como um ponto de partida para os novatos neste fabuloso universo. Mas, há uma questão que fica no ar, principalmente para aqueles que foram até o final do primeiro jogo. "Como se desenrola este novo game?", ou, em outras palavras "como é possível termos um 'BioShock 2'?". Confessamos que, após passar algumas boas horas na frente da TV com este novo título, não é uma dúvida muito difícil de ser sanada. Em BioShock 2, o jogador retornará à Rapture, cidade submersa que foi cenário do game anterior. Entretanto, não espere controlar Jack, protagonista do primeiro BioShock, e sim alguém, digamos, maior e melhor. Aqui, você quase que literalmente entra na pele de um Big Daddy, aquelas assustadoras criaturas que já conhecemos e aprendemos a temer. Mas não se apresse em reclamar. "Pô, um Big Daddy grande e forte, legal, mas lento e burro!", pensar assim é errado, já que seu personagem é o primeiro de uma linhagem. Subject Delta, como é chamado, foi o primeiro Big Daddy, aquele que recebeu a primeira ligação com uma Little Sister. Delta é mais rápido, mais forte e mais inteligente do que qualquer outro de seu mesmo tipo, ou raça, como queira chamar. A história do novo game começa um certo tempo antes do primeiro BioShock, quando Rapture ainda brilhava em toda a sua glória, com direito a festas glamourosas e pessoas da mais alta classe da sociedade. Nesta época também começaram os experimentos que darão origem ao plasmid e ADAM. Assim, figurinhas como Big Daddy e Little Sister começaram a surgir, a partir do Subject Delta. Na época, Sofia Lamb transformou a própria filha, Eleanor, em uma Little Sister, com o objetivo de criar seu vínculo com Delta. Mas, algo saiu errado e Delta teve de ser sacrificado, causando uma dolorosa separação com Eleanor. Algo que, anos mais tarde, teve suas consequências. Subject Delta acorda em algum momento de 1968, colocando BioShock 2 como uma sequência que ocorre oito anos depois do original, porém 10 anos depois dos eventos mostrados no início do próprio jogo. O primeiro Big Daddy começa sua jornada sem uma Little Sister em um local abandonado. A princípio, não há uma explicação clara sobre seu despertar e você inicia o game sem saber de nada, da mesma forma que seu personagem. Tudo corrobora para que se crie um clima de mistério e até desespero, já que sua única pista é você mesmo, um Big Daddy abandonado anos atrás, que agora precisa reencontrar seu caminho e tentar reaver Eleanor. Apesar de todo este climão dramático, BioShock 2 revela o primeiro de seus pequenos erros no fator tensão. Sim, o jogo ainda é bem difícil, com momentos que te deixarão tão assustado quanto um tamanduá na cidade grande, mas a temática peca pela falta de novidades. Pois, veja bem, no primeiro BioShock você era um zé ninguém que teve seu avião danificado no meio do oceano. Aquele primeiro cenário, todo em chamas, com águas escuras e um silêncio tão mortal que te deixa preocupado com qualquer movimento na água. Lembre-se que, logo em seguida, você segue pela entrada escura de Rapture e desce por um elevador que te leva a um local ainda mais aterrador. Tais momentos se repetem em diversas partes no primeiro jogo, mas não são tão constantes em sua sequência. Na verdade, BioShock 2 pendeu um pouco mais para o lado da ação, principalmente pelas mudanças na jogabilidade. Como você é um legítimo Big Daddy, ainda que mais "bombado", será possível se juntar a uma Little Sister em determinado momento. O processo é simples, muito simples, mas não fácil, pois é necessário derrotar outro Big Daddy que esteja vagando por Rapture. Após derrubar seu oponente, você receberá a opção de adotar ou colher a "pequena irmã". Vamos falar primeiro da adoção, este singelo ato realizado por muitos pais. Assim que você escolhe esta opção, a Sister sobe em cima de seu ombro e te acompanha, indicando para que lado está o corpo repleto de ADAM mais próximo. Ao chegar no alvo, você poderá enviar a pequenina para coletar a substância, mas aí a coisa complica. Splicers, aqueles comuns ??? porém "chatos" - inimigos de Rapture, virão aos montes tentar te eliminar e atrapalhar a coleta da Little Sister. Cabe a você a defesa de sua protegida, atirando para todos os lados, abusando dos plasmids e até preparando armadilhas. A sensação e medo e tensão até existe, mas é tudo mais voltado para a ação. Em outra mão, você pode apenas colher uma Little Sister, matando-a no processo. A opção é viável no momento em que você resgata uma delas de outro Big Daddy, mas é possível levá-la a um determinado local, o Vent, que é um tipo de buraco ornamentado na parede, onde há a opção de colher ou salvar a menina. Na primeira você já sabe o que ocorre, mas ao optar por salvar, você extrair o ADAM em pequena quantidade, apenas transformando-a em humana novamente, para que ela possa fugir em segurança por ali. Não que todo este esquema seja ruim ou prejudique a experiência do jogo, pois, afinal, é algo inédito que dá uma variada no game em relação ao primeiro. Mas isso colaborou para diminuir todo aquele clima de tensão constante de BioShock, é um fato. Por falar em novos elementos que colaboram para a ação, prepare-se para encarar o verdadeiro cão chupando manga, e não estamos falando de um Big Daddy. As Big Sisters são a mais nova ameaça encontrada pelo jogador em Rapture. Imagine-as como uma versão mais magra e rápida dos Big Daddies. As Sisters "de maior" têm origem desconhecida e simplesmente aparecem em Rapture sob o comando de Sofia Lamb. Os momentos mais aterradores de BioShock 2, inclusive, ficam por conta destas terríveis criaturas, que na verdade são Little Sisters crescidas. Em momentos-chave da aventura elas serão seu principal temor, ainda mais pelo fato agravante que as faz surgir possivelmente em todos os momentos que você resgatar ou eliminar uma Little Sister. Em seguida, você ouvirá um grito estridente de desespero, que indica sua proximidade. O grito vai ficando cada vez mais alto e real, de forma que, no terceiro barulho, você dará de cara com uma delas. E tenha medo, muito medo, pois as bichinhas são rápidas, pulam, se contorcem, tudo para lutar contra você da melhor forma o possível. Além disso, elas usam plasmids, assim como o Big Daddy principal, mas na verdade de um modo mais poderoso até. Além destas grandes novidades, BioShock 2 mantém boa parte de toda a jogabilidade do anterior. Os comandos continuam os mesmos de sempre, fluídos e agradáveis, e apenas algumas pequenas novidades e melhorias foram aplicadas. O sistema de hacking, por exemplo, melhorou bastante. Ao invés daquele esquema anti-climax de tubos e canos, agora você encontrará um tipo de medidor que se movimenta para a esquerda e direita. Durante esta movimentação, você deverá pressionar um botão na hora certa para atingir os indicadores verdes ou azuis, para ter um hack com sucesso e até com um bônus (no caso de atingir o azul). Em outra notável diferença em relação ao primeiro, aqui a ação não para enquanto você faz o hack, ou seja, espere precisar se defender no meio do processo. E, como de costume, você vai poder hackear sentinelas (voadoras e fixas), câmeras e máquinas de vendas de itens/cura/munição. A exploração continua forte nesta sequência, principalmente graças ao maravilhoso design dos cenários, tão grandiosos quanto no seu antecessor. As ruínas de Rapture estão ainda mais agravadas, com estágios mais destruídos do que no primeiro, com todo aquele clima pós-apocalíptico. Espere encontrar locais de festa e alegria, como restaurantes e apartamentos familiares, agora totalmente devastados e repletos de gavetas, malas, latas e lixo, completos com itens a serem coletados. Você vai perder um bom tempo vasculhando tudo, sem querer deixar algo para trás, já que não é possível voltar em determinados locais ao avançar no game. Outras novidades incluem um sistema completo de upgrades de plasmids, com a possibilidade de termos habilidades secundárias e até terciárias nestes. As armas com munições múltiplas voltaram, mas agora possuem mais opções e variedades. E, por fim, como você é um Big Daddy, é natural que seja possível sair de Rapture e passar em alguns cenários dentro do oceano, ao lado dos peixes e tubarões, graças à roupa especial de mergulho utilizada pelo personagem. Mas, uma das principais novidades fica por conta do modo multiplayer, inédito para a série. Apesar de contar com mais ou menos 10 horas de jogo, BioShock 2 carrega um completo modo multiplayer para prolongar sua vida útil. E acredite, não é apenas uma modalidade extra picareta com uma desculpa esfarrapada. O multiplayer foi inserido de forma interessante, pois se passa momentos antes do primeiro game, quando Rapture ainda estava inteira e os splicers ainda eram humanos. Assim, o jogador entra no papel de um humano usuário de plasmids que se candidata para testes biológicos durante a guerra particular entre Andrew Ryan e Atlas. Digamos que este modo explica a queda da cidade submersa, com mapas inspirados em locais do primeiro e do segundo jogo, mas ainda inteiros, pouco antes de seus habitantes se tornarem meros zumbis de plasmids. Os modos de multiplayer se dividem em sete, e são eles: Survival of the Fittest, um estilo de "tudo liberado", onde é cada um por si; Civil War, onde os jogadores se dividem em dois times para ver quem vai levar a melhor; Last Splicer Standing, modalidade em que o jogador não retorna após morrer durante a partida, que segue até sobrar somente um; Capture the Sister, o mais interessante deles, onde os jogadores deverão carregar uma Little Sister para seu campo a fim de vencer a partida; ADAM Grab, em que você deverá achar uma Little Sister pelo cenário e mantê-la como prisioneira para sugar seu ADAM; Team ADAM Grab, que é uma variação do anterior, mas com equipes, e Turf War, com os jogadores novamente divididos em times com a finalidade de capturar pontos do mapa. Com exceção de Capture the Sister, em todos os modos haverá uma armadura de Big Daddy em algum lugar do cenário, na qual um jogador poderá entrar e assumir o aterrador papel da pesada figura. Obviamente, o multiplayer possui um sistema de ranking mundial, para que os jogadores não gastem preciosas horas por nada. Graficamente, BioShock 2 não surpreende como o primeiro. Sim, apesar dos cenários terem um design bem interessante e exuberante, como falamos acima, as modelagens de muitos objetos não estão muito bem feitas. ?? possível encontrar diversas itens em baixa resolução, indicando má qualidade de produção, e não é culpa da Unreal Engine desta vez. Os gráficos não evoluíram em relação ao primeiro - ainda são bonitos, mas nada mais do que isso. Mesmo assim, o jogo sofre um pouco para carregar os cenários, já que antes de cada estágio ou nova partida, um imenso carregamento de mais de um minuto é necessário. Por outro lado, a parte sonora continua com destaque, graças às boas dublagens, sons tenebrosos e até as músicas com aquele estilo antigo que tocam em alguns momentos. BioShock 2 era um produto inesperado, mas conseguiu convencer como uma boa sequência, ainda que inferior ao primeiro em alguns aspectos. As novidades inseridas nesta versão são muito bem-vindas, como a possibilidade de jogar com um Big Daddy, resgatar Little Sisters e até a nova ameaça, as aterradoras Big Sisters. Melhorias foram sentidas, no sistema de hack principalmente, além de novas armas, tipos de munições e plasmids com habilidades secundárias e terciárias. Como manda a cartilha, o novo game apresenta um completo modo multiplayer, divertido e inserido no contexto na história, uma boa sacada da produção. Os comandos e jogabilidade em geral continuam os mesmos, com pequenas melhorias, tudo bem agradável de se controlar. Não tenha medo do escuro ??? até por que, o jogo se volta um pouco mais para a ação ??? e retorne à Rapture em mais este grande jogo. Na indústria dos games, quando uma nova série estreia no mercado, há sempre uma especulação posterior ao seu lançamento. "Será que vai vingar?" é a pergunta comum a se fazer. Por mais que o produto seja de alta qualidade, muitas vezes uma sequência, ou algum tipo de spin-off, não faz muito sentido, ou até faz, mas acaba não dando certo. Muitos jogos do passado, títulos com grande sucesso de crítica, até o momento não chegaram a receber um "capítulo 2", como Psychonauts, Beyond Good & Evil e Grim Fandango. Outros, contudo, por mais inesperado que seja, tiveram sua continuação produzida, e até bem produzida. Exemplos recentes são títulos como No More Heroes, para o Wii, Far Cry, que teve seu universo expandido e melhorado no segundo game e BioShock, que, não por coincidência, você lerá sobre neste texto. Lançado em 2007, o primeiro BioShock pegou a indústria de supetão. A princípio, o game chegou somente para Xbox 360 e PC, servindo até como uma espécie de portfólio para o console da Microsoft, já que apresentava gráficos estonteantes e física apurada. Mais tarde, muito mais tarde, o PlayStation 3 foi agraciado com uma edição do título, exatamente igual às anteriores - somente após a atualização. Mas, o game não era somente uma carinha bonita no mercado. A aventura apresentava uma história de qualidade, com personagens marcantes e um universo bem construído. Adicionalmente, ele herdava muitas características de System Shock, da antiga produtora Looking Glass Studios, de onde veio toda a turma que faz parte da Irrational Games, responsável pela feitoria de BioShock. O sucesso foi garantido por este somatório de qualidade e diversão. Com tudo isso, uma sequência seria inevitável, e ela chegou. BioShock 2 é o que podemos chamar de continuação, mas também pode funcionar como um ponto de partida para os novatos neste fabuloso universo. Mas, há uma questão que fica no ar, principalmente para aqueles que foram até o final do primeiro jogo. "Como se desenrola este novo game?", ou, em outras palavras "como é possível termos um 'BioShock 2'?". Confessamos que, após passar algumas boas horas na frente da TV com este novo título, não é uma dúvida muito difícil de ser sanada. Em BioShock 2, o jogador retornará à Rapture, cidade submersa que foi cenário do game anterior. Entretanto, não espere controlar Jack, protagonista do primeiro BioShock, e sim alguém, digamos, maior e melhor. Aqui, você quase que literalmente entra na pele de um Big Daddy, aquelas assustadoras criaturas que já conhecemos e aprendemos a temer. Mas não se apresse em reclamar. "Pô, um Big Daddy grande e forte, legal, mas lento e burro!", pensar assim é errado, já que seu personagem é o primeiro de uma linhagem. Subject Delta, como é chamado, foi o primeiro Big Daddy, aquele que recebeu a primeira ligação com uma Little Sister. Delta é mais rápido, mais forte e mais inteligente do que qualquer outro de seu mesmo tipo, ou raça, como queira chamar. A história do novo game começa um certo tempo antes do primeiro BioShock, quando Rapture ainda brilhava em toda a sua glória, com direito a festas glamourosas e pessoas da mais alta classe da sociedade. Nesta época também começaram os experimentos que darão origem ao plasmid e ADAM. Assim, figurinhas como Big Daddy e Little Sister começaram a surgir, a partir do Subject Delta. Na época, Sofia Lamb transformou a própria filha, Eleanor, em uma Little Sister, com o objetivo de criar seu vínculo com Delta. Mas, algo saiu errado e Delta teve de ser sacrificado, causando uma dolorosa separação com Eleanor. Algo que, anos mais tarde, teve suas consequências. Subject Delta acorda em algum momento de 1968, colocando BioShock 2 como uma sequência que ocorre oito anos depois do original, porém 10 anos depois dos eventos mostrados no início do próprio jogo. O primeiro Big Daddy começa sua jornada sem uma Little Sister em um local abandonado. A princípio, não há uma explicação clara sobre seu despertar e você inicia o game sem saber de nada, da mesma forma que seu personagem. Tudo corrobora para que se crie um clima de mistério e até desespero, já que sua única pista é você mesmo, um Big Daddy abandonado anos atrás, que agora precisa reencontrar seu caminho e tentar reaver Eleanor. Apesar de todo este climão dramático, BioShock 2 revela o primeiro de seus pequenos erros no fator tensão. Sim, o jogo ainda é bem difícil, com momentos que te deixarão tão assustado quanto um tamanduá na cidade grande, mas a temática peca pela falta de novidades. Pois, veja bem, no primeiro BioShock você era um zé ninguém que teve seu avião danificado no meio do oceano. Aquele primeiro cenário, todo em chamas, com águas escuras e um silêncio tão mortal que te deixa preocupado com qualquer movimento na água. Lembre-se que, logo em seguida, você segue pela entrada escura de Rapture e desce por um elevador que te leva a um local ainda mais aterrador. Tais momentos se repetem em diversas partes no primeiro jogo, mas não são tão constantes em sua sequência. Na verdade, BioShock 2 pendeu um pouco mais para o lado da ação, principalmente pelas mudanças na jogabilidade. Como você é um legítimo Big Daddy, ainda que mais "bombado", será possível se juntar a uma Little Sister em determinado momento. O processo é simples, muito simples, mas não fácil, pois é necessário derrotar outro Big Daddy que esteja vagando por Rapture. Após derrubar seu oponente, você receberá a opção de adotar ou colher a "pequena irmã". Vamos falar primeiro da adoção, este singelo ato realizado por muitos pais. Assim que você escolhe esta opção, a Sister sobe em cima de seu ombro e te acompanha, indicando para que lado está o corpo repleto de ADAM mais próximo. Ao chegar no alvo, você poderá enviar a pequenina para coletar a substância, mas aí a coisa complica. Splicers, aqueles comuns ??? porém "chatos" - inimigos de Rapture, virão aos montes tentar te eliminar e atrapalhar a coleta da Little Sister. Cabe a você a defesa de sua protegida, atirando para todos os lados, abusando dos plasmids e até preparando armadilhas. A sensação e medo e tensão até existe, mas é tudo mais voltado para a ação. Em outra mão, você pode apenas colher uma Little Sister, matando-a no processo. A opção é viável no momento em que você resgata uma delas de outro Big Daddy, mas é possível levá-la a um determinado local, o Vent, que é um tipo de buraco ornamentado na parede, onde há a opção de colher ou salvar a menina. Na primeira você já sabe o que ocorre, mas ao optar por salvar, você extrair o ADAM em pequena quantidade, apenas transformando-a em humana novamente, para que ela possa fugir em segurança por ali. Não que todo este esquema seja ruim ou prejudique a experiência do jogo, pois, afinal, é algo inédito que dá uma variada no game em relação ao primeiro. Mas isso colaborou para diminuir todo aquele clima de tensão constante de BioShock, é um fato. Por falar em novos elementos que colaboram para a ação, prepare-se para encarar o verdadeiro cão chupando manga, e não estamos falando de um Big Daddy. As Big Sisters são a mais nova ameaça encontrada pelo jogador em Rapture. Imagine-as como uma versão mais magra e rápida dos Big Daddies. As Sisters "de maior" têm origem desconhecida e simplesmente aparecem em Rapture sob o comando de Sofia Lamb. Os momentos mais aterradores de BioShock 2, inclusive, ficam por conta destas terríveis criaturas, que na verdade são Little Sisters crescidas. Em momentos-chave da aventura elas serão seu principal temor, ainda mais pelo fato agravante que as faz surgir possivelmente em todos os momentos que você resgatar ou eliminar uma Little Sister. Em seguida, você ouvirá um grito estridente de desespero, que indica sua proximidade. O grito vai ficando cada vez mais alto e real, de forma que, no terceiro barulho, você dará de cara com uma delas. E tenha medo, muito medo, pois as bichinhas são rápidas, pulam, se contorcem, tudo para lutar contra você da melhor forma o possível. Além disso, elas usam plasmids, assim como o Big Daddy principal, mas na verdade de um modo mais poderoso até. Além destas grandes novidades, BioShock 2 mantém boa parte de toda a jogabilidade do anterior. Os comandos continuam os mesmos de sempre, fluídos e agradáveis, e apenas algumas pequenas novidades e melhorias foram aplicadas. O sistema de hacking, por exemplo, melhorou bastante. Ao invés daquele esquema anti-climax de tubos e canos, agora você encontrará um tipo de medidor que se movimenta para a esquerda e direita. Durante esta movimentação, você deverá pressionar um botão na hora certa para atingir os indicadores verdes ou azuis, para ter um hack com sucesso e até com um bônus (no caso de atingir o azul). Em outra notável diferença em relação ao primeiro, aqui a ação não para enquanto você faz o hack, ou seja, espere precisar se defender no meio do processo. E, como de costume, você vai poder hackear sentinelas (voadoras e fixas), câmeras e máquinas de vendas de itens/cura/munição. A exploração continua forte nesta sequência, principalmente graças ao maravilhoso design dos cenários, tão grandiosos quanto no seu antecessor. As ruínas de Rapture estão ainda mais agravadas, com estágios mais destruídos do que no primeiro, com todo aquele clima pós-apocalíptico. Espere encontrar locais de festa e alegria, como restaurantes e apartamentos familiares, agora totalmente devastados e repletos de gavetas, malas, latas e lixo, completos com itens a serem coletados. Você vai perder um bom tempo vasculhando tudo, sem querer deixar algo para trás, já que não é possível voltar em determinados locais ao avançar no game. Outras novidades incluem um sistema completo de upgrades de plasmids, com a possibilidade de termos habilidades secundárias e até terciárias nestes. As armas com munições múltiplas voltaram, mas agora possuem mais opções e variedades. E, por fim, como você é um Big Daddy, é natural que seja possível sair de Rapture e passar em alguns cenários dentro do oceano, ao lado dos peixes e tubarões, graças à roupa especial de mergulho utilizada pelo personagem. Mas, uma das principais novidades fica por conta do modo multiplayer, inédito para a série. Apesar de contar com mais ou menos 10 horas de jogo, BioShock 2 carrega um completo modo multiplayer para prolongar sua vida útil. E acredite, não é apenas uma modalidade extra picareta com uma desculpa esfarrapada. O multiplayer foi inserido de forma interessante, pois se passa momentos antes do primeiro game, quando Rapture ainda estava inteira e os splicers ainda eram humanos. Assim, o jogador entra no papel de um humano usuário de plasmids que se candidata para testes biológicos durante a guerra particular entre Andrew Ryan e Atlas. Digamos que este modo explica a queda da cidade submersa, com mapas inspirados em locais do primeiro e do segundo jogo, mas ainda inteiros, pouco antes de seus habitantes se tornarem meros zumbis de plasmids. Os modos de multiplayer se dividem em sete, e são eles: Survival of the Fittest, um estilo de "tudo liberado", onde é cada um por si; Civil War, onde os jogadores se dividem em dois times para ver quem vai levar a melhor; Last Splicer Standing, modalidade em que o jogador não retorna após morrer durante a partida, que segue até sobrar somente um; Capture the Sister, o mais interessante deles, onde os jogadores deverão carregar uma Little Sister para seu campo a fim de vencer a partida; ADAM Grab, em que você deverá achar uma Little Sister pelo cenário e mantê-la como prisioneira para sugar seu ADAM; Team ADAM Grab, que é uma variação do anterior, mas com equipes, e Turf War, com os jogadores novamente divididos em times com a finalidade de capturar pontos do mapa. Com exceção de Capture the Sister, em todos os modos haverá uma armadura de Big Daddy em algum lugar do cenário, na qual um jogador poderá entrar e assumir o aterrador papel da pesada figura. Obviamente, o multiplayer possui um sistema de ranking mundial, para que os jogadores não gastem preciosas horas por nada. Graficamente, BioShock 2 não surpreende como o primeiro. Sim, apesar dos cenários terem um design bem interessante e exuberante, como falamos acima, as modelagens de muitos objetos não estão muito bem feitas. ?? possível encontrar diversas itens em baixa resolução, indicando má qualidade de produção, e não é culpa da Unreal Engine desta vez. Os gráficos não evoluíram em relação ao primeiro - ainda são bonitos, mas nada mais do que isso. Mesmo assim, o jogo sofre um pouco para carregar os cenários, já que antes de cada estágio ou nova partida, um imenso carregamento de mais de um minuto é necessário. Por outro lado, a parte sonora continua com destaque, graças às boas dublagens, sons tenebrosos e até as músicas com aquele estilo antigo que tocam em alguns momentos. BioShock 2 era um produto inesperado, mas conseguiu convencer como uma boa sequência, ainda que inferior ao primeiro em alguns aspectos. As novidades inseridas nesta versão são muito bem-vindas, como a possibilidade de jogar com um Big Daddy, resgatar Little Sisters e até a nova ameaça, as aterradoras Big Sisters. Melhorias foram sentidas, no sistema de hack principalmente, além de novas armas, tipos de munições e plasmids com habilidades secundárias e terciárias. Como manda a cartilha, o novo game apresenta um completo modo multiplayer, divertido e inserido no contexto na história, uma boa sacada da produção. Os comandos e jogabilidade em geral continuam os mesmos, com pequenas melhorias, tudo bem agradável de se controlar. Não tenha medo do escuro ??? até por que, o jogo se volta um pouco mais para a ação ??? e retorne à Rapture em mais este grande jogo. Na indústria dos games, quando uma nova série estreia no mercado, há sempre uma especulação posterior ao seu lançamento. "Será que vai vingar?" é a pergunta comum a se fazer. Por mais que o produto seja de alta qualidade, muitas vezes uma sequência, ou algum tipo de spin-off, não faz muito sentido, ou até faz, mas acaba não dando certo. Muitos jogos do passado, títulos com grande sucesso de crítica, até o momento não chegaram a receber um "capítulo 2", como Psychonauts, Beyond Good & Evil e Grim Fandango. Outros, contudo, por mais inesperado que seja, tiveram sua continuação produzida, e até bem produzida. Exemplos recentes são títulos como No More Heroes, para o Wii, Far Cry, que teve seu universo expandido e melhorado no segundo game e BioShock, que, não por coincidência, você lerá sobre neste texto. Lançado em 2007, o primeiro BioShock pegou a indústria de supetão. A princípio, o game chegou somente para Xbox 360 e PC, servindo até como uma espécie de portfólio para o console da Microsoft, já que apresentava gráficos estonteantes e física apurada. Mais tarde, muito mais tarde, o PlayStation 3 foi agraciado com uma edição do título, exatamente igual às anteriores - somente após a atualização. Mas, o game não era somente uma carinha bonita no mercado. A aventura apresentava uma história de qualidade, com personagens marcantes e um universo bem construído. Adicionalmente, ele herdava muitas características de System Shock, da antiga produtora Looking Glass Studios, de onde veio toda a turma que faz parte da Irrational Games, responsável pela feitoria de BioShock. O sucesso foi garantido por este somatório de qualidade e diversão. Com tudo isso, uma sequência seria inevitável, e ela chegou. BioShock 2 é o que podemos chamar de continuação, mas também pode funcionar como um ponto de partida para os novatos neste fabuloso universo. Mas, há uma questão que fica no ar, principalmente para aqueles que foram até o final do primeiro jogo. "Como se desenrola este novo game?", ou, em outras palavras "como é possível termos um 'BioShock 2'?". Confessamos que, após passar algumas boas horas na frente da TV com este novo título, não é uma dúvida muito difícil de ser sanada. Em BioShock 2, o jogador retornará à Rapture, cidade submersa que foi cenário do game anterior. Entretanto, não espere controlar Jack, protagonista do primeiro BioShock, e sim alguém, digamos, maior e melhor. Aqui, você quase que literalmente entra na pele de um Big Daddy, aquelas assustadoras criaturas que já conhecemos e aprendemos a temer. Mas não se apresse em reclamar. "Pô, um Big Daddy grande e forte, legal, mas lento e burro!", pensar assim é errado, já que seu personagem é o primeiro de uma linhagem. Subject Delta, como é chamado, foi o primeiro Big Daddy, aquele que recebeu a primeira ligação com uma Little Sister. Delta é mais rápido, mais forte e mais inteligente do que qualquer outro de seu mesmo tipo, ou raça, como queira chamar. A história do novo game começa um certo tempo antes do primeiro BioShock, quando Rapture ainda brilhava em toda a sua glória, com direito a festas glamourosas e pessoas da mais alta classe da sociedade. Nesta época também começaram os experimentos que darão origem ao plasmid e ADAM. Assim, figurinhas como Big Daddy e Little Sister começaram a surgir, a partir do Subject Delta. Na época, Sofia Lamb transformou a própria filha, Eleanor, em uma Little Sister, com o objetivo de criar seu vínculo com Delta. Mas, algo saiu errado e Delta teve de ser sacrificado, causando uma dolorosa separação com Eleanor. Algo que, anos mais tarde, teve suas consequências. Subject Delta acorda em algum momento de 1968, colocando BioShock 2 como uma sequência que ocorre oito anos depois do original, porém 10 anos depois dos eventos mostrados no início do próprio jogo. O primeiro Big Daddy começa sua jornada sem uma Little Sister em um local abandonado. A princípio, não há uma explicação clara sobre seu despertar e você inicia o game sem saber de nada, da mesma forma que seu personagem. Tudo corrobora para que se crie um clima de mistério e até desespero, já que sua única pista é você mesmo, um Big Daddy abandonado anos atrás, que agora precisa reencontrar seu caminho e tentar reaver Eleanor. Apesar de todo este climão dramático, BioShock 2 revela o primeiro de seus pequenos erros no fator tensão. Sim, o jogo ainda é bem difícil, com momentos que te deixarão tão assustado quanto um tamanduá na cidade grande, mas a temática peca pela falta de novidades. Pois, veja bem, no primeiro BioShock você era um zé ninguém que teve seu avião danificado no meio do oceano. Aquele primeiro cenário, todo em chamas, com águas escuras e um silêncio tão mortal que te deixa preocupado com qualquer movimento na água. Lembre-se que, logo em seguida, você segue pela entrada escura de Rapture e desce por um elevador que te leva a um local ainda mais aterrador. Tais momentos se repetem em diversas partes no primeiro jogo, mas não são tão constantes em sua sequência. Na verdade, BioShock 2 pendeu um pouco mais para o lado da ação, principalmente pelas mudanças na jogabilidade. Como você é um legítimo Big Daddy, ainda que mais "bombado", será possível se juntar a uma Little Sister em determinado momento. O processo é simples, muito simples, mas não fácil, pois é necessário derrotar outro Big Daddy que esteja vagando por Rapture. Após derrubar seu oponente, você receberá a opção de adotar ou colher a "pequena irmã". Vamos falar primeiro da adoção, este singelo ato realizado por muitos pais. Assim que você escolhe esta opção, a Sister sobe em cima de seu ombro e te acompanha, indicando para que lado está o corpo repleto de ADAM mais próximo. Ao chegar no alvo, você poderá enviar a pequenina para coletar a substância, mas aí a coisa complica. Splicers, aqueles comuns ??? porém "chatos" - inimigos de Rapture, virão aos montes tentar te eliminar e atrapalhar a coleta da Little Sister. Cabe a você a defesa de sua protegida, atirando para todos os lados, abusando dos plasmids e até preparando armadilhas. A sensação e medo e tensão até existe, mas é tudo mais voltado para a ação. Em outra mão, você pode apenas colher uma Little Sister, matando-a no processo. A opção é viável no momento em que você resgata uma delas de outro Big Daddy, mas é possível levá-la a um determinado local, o Vent, que é um tipo de buraco ornamentado na parede, onde há a opção de colher ou salvar a menina. Na primeira você já sabe o que ocorre, mas ao optar por salvar, você extrair o ADAM em pequena quantidade, apenas transformando-a em humana novamente, para que ela possa fugir em segurança por ali. Não que todo este esquema seja ruim ou prejudique a experiência do jogo, pois, afinal, é algo inédito que dá uma variada no game em relação ao primeiro. Mas isso colaborou para diminuir todo aquele clima de tensão constante de BioShock, é um fato. Por falar em novos elementos que colaboram para a ação, prepare-se para encarar o verdadeiro cão chupando manga, e não estamos falando de um Big Daddy. As Big Sisters são a mais nova ameaça encontrada pelo jogador em Rapture. Imagine-as como uma versão mais magra e rápida dos Big Daddies. As Sisters "de maior" têm origem desconhecida e simplesmente aparecem em Rapture sob o comando de Sofia Lamb. Os momentos mais aterradores de BioShock 2, inclusive, ficam por conta destas terríveis criaturas, que na verdade são Little Sisters crescidas. Em momentos-chave da aventura elas serão seu principal temor, ainda mais pelo fato agravante que as faz surgir possivelmente em todos os momentos que você resgatar ou eliminar uma Little Sister. Em seguida, você ouvirá um grito estridente de desespero, que indica sua proximidade. O grito vai ficando cada vez mais alto e real, de forma que, no terceiro barulho, você dará de cara com uma delas. E tenha medo, muito medo, pois as bichinhas são rápidas, pulam, se contorcem, tudo para lutar contra você da melhor forma o possível. Além disso, elas usam plasmids, assim como o Big Daddy principal, mas na verdade de um modo mais poderoso até. Além destas grandes novidades, BioShock 2 mantém boa parte de toda a jogabilidade do anterior. Os comandos continuam os mesmos de sempre, fluídos e agradáveis, e apenas algumas pequenas novidades e melhorias foram aplicadas. O sistema de hacking, por exemplo, melhorou bastante. Ao invés daquele esquema anti-climax de tubos e canos, agora você encontrará um tipo de medidor que se movimenta para a esquerda e direita. Durante esta movimentação, você deverá pressionar um botão na hora certa para atingir os indicadores verdes ou azuis, para ter um hack com sucesso e até com um bônus (no caso de atingir o azul). Em outra notável diferença em relação ao primeiro, aqui a ação não para enquanto você faz o hack, ou seja, espere precisar se defender no meio do processo. E, como de costume, você vai poder hackear sentinelas (voadoras e fixas), câmeras e máquinas de vendas de itens/cura/munição. A exploração continua forte nesta sequência, principalmente graças ao maravilhoso design dos cenários, tão grandiosos quanto no seu antecessor. As ruínas de Rapture estão ainda mais agravadas, com estágios mais destruídos do que no primeiro, com todo aquele clima pós-apocalíptico. Espere encontrar locais de festa e alegria, como restaurantes e apartamentos familiares, agora totalmente devastados e repletos de gavetas, malas, latas e lixo, completos com itens a serem coletados. Você vai perder um bom tempo vasculhando tudo, sem querer deixar algo para trás, já que não é possível voltar em determinados locais ao avançar no game. Outras novidades incluem um sistema completo de upgrades de plasmids, com a possibilidade de termos habilidades secundárias e até terciárias nestes. As armas com munições múltiplas voltaram, mas agora possuem mais opções e variedades. E, por fim, como você é um Big Daddy, é natural que seja possível sair de Rapture e passar em alguns cenários dentro do oceano, ao lado dos peixes e tubarões, graças à roupa especial de mergulho utilizada pelo personagem. Mas, uma das principais novidades fica por conta do modo multiplayer, inédito para a série. Apesar de contar com mais ou menos 10 horas de jogo, BioShock 2 carrega um completo modo multiplayer para prolongar sua vida útil. E acredite, não é apenas uma modalidade extra picareta com uma desculpa esfarrapada. O multiplayer foi inserido de forma interessante, pois se passa momentos antes do primeiro game, quando Rapture ainda estava inteira e os splicers ainda eram humanos. Assim, o jogador entra no papel de um humano usuário de plasmids que se candidata para testes biológicos durante a guerra particular entre Andrew Ryan e Atlas. Digamos que este modo explica a queda da cidade submersa, com mapas inspirados em locais do primeiro e do segundo jogo, mas ainda inteiros, pouco antes de seus habitantes se tornarem meros zumbis de plasmids. Os modos de multiplayer se dividem em sete, e são eles: Survival of the Fittest, um estilo de "tudo liberado", onde é cada um por si; Civil War, onde os jogadores se dividem em dois times para ver quem vai levar a melhor; Last Splicer Standing, modalidade em que o jogador não retorna após morrer durante a partida, que segue até sobrar somente um; Capture the Sister, o mais interessante deles, onde os jogadores deverão carregar uma Little Sister para seu campo a fim de vencer a partida; ADAM Grab, em que você deverá achar uma Little Sister pelo cenário e mantê-la como prisioneira para sugar seu ADAM; Team ADAM Grab, que é uma variação do anterior, mas com equipes, e Turf War, com os jogadores novamente divididos em times com a finalidade de capturar pontos do mapa. Com exceção de Capture the Sister, em todos os modos haverá uma armadura de Big Daddy em algum lugar do cenário, na qual um jogador poderá entrar e assumir o aterrador papel da pesada figura. Obviamente, o multiplayer possui um sistema de ranking mundial, para que os jogadores não gastem preciosas horas por nada. Graficamente, BioShock 2 não surpreende como o primeiro. Sim, apesar dos cenários terem um design bem interessante e exuberante, como falamos acima, as modelagens de muitos objetos não estão muito bem feitas. ?? possível encontrar diversas itens em baixa resolução, indicando má qualidade de produção, e não é culpa da Unreal Engine desta vez. Os gráficos não evoluíram em relação ao primeiro - ainda são bonitos, mas nada mais do que isso. Mesmo assim, o jogo sofre um pouco para carregar os cenários, já que antes de cada estágio ou nova partida, um imenso carregamento de mais de um minuto é necessário. Por outro lado, a parte sonora continua com destaque, graças às boas dublagens, sons tenebrosos e até as músicas com aquele estilo antigo que tocam em alguns momentos. BioShock 2 era um produto inesperado, mas conseguiu convencer como uma boa sequência, ainda que inferior ao primeiro em alguns aspectos. As novidades inseridas nesta versão são muito bem-vindas, como a possibilidade de jogar com um Big Daddy, resgatar Little Sisters e até a nova ameaça, as aterradoras Big Sisters. Melhorias foram sentidas, no sistema de hack principalmente, além de novas armas, tipos de munições e plasmids com habilidades secundárias e terciárias. Como manda a cartilha, o novo game apresenta um completo modo multiplayer, divertido e inserido no contexto na história, uma boa sacada da produção. Os comandos e jogabilidade em geral continuam os mesmos, com pequenas melhorias, tudo bem agradável de se controlar. Não tenha medo do escuro ??? até por que, o jogo se volta um pouco mais para a ação ??? e retorne à Rapture em mais este grande jogo. Página 1 de 1
Fonte: Finalboss
SongBird
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