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Análise do jogo "Wii Party U" para WiiU escrito por Eurogamer

Escrito por Eurogamer, nota 8 de 10, enviado por inuyasha302,
Três anos após o lançamento de Wii Party para a Nintendo Wii, a Nintendo regressa com a sequela que muitos aguardavam para a Nintendo Wii U. Se Nintendo Land foi a porta de entrada para o modelo de jogabilidade assimétrica, jogos casuais e por isso compatíveis para todo o tipo de jogadores de qualquer idade, a quase exclusividade do GamePad veio absorver algum do efeito mais prático presente nos jogos de família, onde se insere a linha de mini jogos desenvolvidos em Wii Party. De certo modo, com Wii Party U regressa em grande forma o bom velho Wii remote, em plano de igualdade com o GamePad, para um cruzamento eficaz e muito divertido. Não digo que este jogo devia ter sido aposta inicial no quadro de lançamento de jogos da Wii U. Para mim, Nintendo Land era inevitável na primeira vaga de jogos Wii U, sobretudo porque deu uma boa dimensão das capacidades do GamePad e continua a ser definido como uma firme opção para quem elege uma Wii U como sistema de entretenimento no centro da sala. Quase um ano depois, e com um intervalo significativo desde o original, Wii Party regressa agora à Wii U. Para muitos este é o jogo ideal para a época que se avizinha. Em Wii Party U voltamos a encontrar todo o tipo de jogos que marcaram o original, mas agora com uma renovação que nos leva a assumir a experiência quase como uma novidade. Compatível com momentos curtos ou mais longos de jogo, representa o escape perfeito para uma tarde de convívio com amigos e família. É verdade que para os menos experimentados, certos mini jogos podem exigir uma combinação de botões algo mais exigente, ao ponto de os deixar ligeiramente aturdidos e em desvantagem para um hardcore gamer capaz de somar sucessos em todos os desafios. Mas não perdem o sentido do divertimento. Se um minijogo se revelou complexo, o seguinte pode ser mais fácil. Ao todo os produtores reclamam mais de setenta minijogos disponíveis para quatro jogadores em simultâneo. É um número muito positivo que arrasta consigo uma ausência de repetição mesmo que estejam a jogar durante algumas tardes ou manhãs seguidas. A possibilidade de encontrarem o mesmo jogo num curto espaço de tempo é diminuta, uma vez que os minijogos são sorteados aleatoriamente quando é o computador a decidir. No caso dos jogos de mesa, os jogadores podem, nalguns casos, escolher um de entre três, mas também os minijogos disponíveis variam imenso. Além disso, os minijogos desenvolvidos para esta versão são totalmente novos, o que faz desta uma experiência ainda mais refrescante. A apresentação é especial, adorável e um mimo, bem reveladora da postura da Nintendo neste desenvolvimento de jogos. Apesar do seu aspecto minimalista, é de uma navegação muito fácil, com modos de jogo bem organizados, destacados e com uma definição clara das regras de cada minijogo, estando disponível, paralelamente, uma opção que permite aos jogadores treinarem, como forma de se adaptarem ao jogo. Wii Party U encontra-se localizado para português, o que é perfeito para algumas audiências. Desde os modos de jogo, passando pelos nomes dos apresentadores, até às regras, o texto encontra-se localizado, assim como a voz do computador (a mesma de Nintendo Land e por isso bastante familiar). Filipe e Filipa Festarola são os apresentadores, uma espécie de guias que nos acompanham em todo o momento desta viagem à feira de variedades. Estes elementos promovem ainda mais a genuinidade da experiência. Embora pareça um produto fácil e simples à luz de quem experimenta, atendendo ao seu escopo e à finalidade, revela um trabalho muito seguro e bem conseguido. Como já sucedia em Wii Party, Wii Party U está dividido por três grandes segmentos de jogos e minijogos. Mas desta vez a grande novidade é a entrada em cena do GamePad, um elemento que vem mudar a forma como os jogadores podem interagir em muitos minijogos, ora tendo uma utilização quase exclusiva e desligada do televisor (através do tal modo off TV), ora emparelhando-se com os Wii remote que voltam a ser convidados para o centro da experiência em família e o instrumento de utilização obrigatória em certos jogos. Para retirar o máximo proveito de Wii Party U, requer-se uma sala cheia e uma mesa ao meio das cadeiras para os quatro jogadores, que se deverão acomodar ao redor do televisor. Em muitos minijogos o GamePad começa por se posicionar, descansado, ao centro, mas não tarda até que vá circulando pelas mãos dos jogadores. Para além do GamePad podem conectar mais quatro Wii remotes. Em termos de longevidade, o modo Festa na TV é aquele que proporciona sessões mais prolongadas, com uma duração variável entre períodos de vinte minutos até uma hora de jogo. Constituído por 5 grandes jogos baseados nos jogos de progressão sobre tabuleiro de cartão, possuem esquemas baseados em grelhas do género monopólio, nas quais o jogador rola os dados para saber quantas casas tem de progredir. Todos estes jogos apresentam diferentes conceitos e regras, sendo que em termos de mecânicas um dos meus favoritos é o jogo Chuva de Bolas. Disputado em torno de vários encontros, os jogadores competem através dos minijogos de modo a ganharem o maior número de esferas coloridas possíveis. Quem ficar em primeiro recolhe o maior número de pequenas esferas, que são depois lançadas para uma espécie de gavetas automaticamente móveis, empurrando as que se encontram na ponta à medida que são adicionadas as novas bolas acabadas de despejar. Por cada bola que cair no saco ganhamos uma certa pontuação, enquanto que outras subtraem, como a bola que tem o desenho de uma caveira. A Praça da Moda leva os concorrentes a viajarem ao longo de um tabuleiro em forma de circuito, coleccionando peças de roupa pelo meio, através das lojas que vendem um boné, um fato de Mario, de pirata, entre outros. Quando possuírem uma indumentária ou fatos completos, os jogadores devem encaminhar-se para o palco central onde irão obter uma pontuação em função da sua apresentação. Acontece que os adversários podem sempre roubar alguma peça de roupa ou ganhar objectos extra, impedindo que obtenham uma pontuação máxima. O conceito do jogo Festa em Equipa transporta-nos para outro âmbito, o das combinações de camisolas e números nas camisolas de uma equipa de futebol. No final de cada desafio de mini jogos, o jogador melhor classificado tem o poder de escolher de uma série de jogadores de futebol (quais os que pretende incluir na equipa), em função das regras supra mencionadas. O ecrã do GamePad revela as combinações possíveis de modo a obter os melhores resultados. Ganha quem obtiver melhor pontuação. A Ilha GamePad faz parte dos jogos tradicionais de cartão. Aqui os jogadores disputam a ordem de partida em função do resultado ditado pela competição a partir do minijogo. Depois o GamePad circula entre os jogadores de modo a que estes rolem o dado tocando no ecrã do comando. Ao longo do circuito existem desvios e atalhos que encurtam a distância até à meta, mas também existem bloqueios que requerem superação através de certos desafios e quedas de pontes, entre outros imprevistos que retardam a chegada com sucesso à meta. No final, o modo Festa na TV proporciona um bom alcance em termos de progressão, competição e realização de minijogos, resultando num balanço divertido quanto à utilização dos comandos e passagem do GamePad por todos os jogadores. O modo Festa em Casa é constituído por oito minijogos, nos quais se podem conectar entre dois a quatro jogadores, por períodos de jogo mais curtos por comparação com o modo festa na TV. Aqui as regras divergem significativamente dos jogos anteriores. Muitas vezes a interacção depende dos movimentos e gestos que um jogador terá na interacção com o GamePad. Nalguns jogos pede-se apenas que haja atenção e um processo mental de memorização, o que torna mais tangível a profundidade dada aos comandos. Apesar disso, há bons momentos e boa parte destes minijogos revelam ideias bem conseguidas, promovendo até um interessante design, como sucede no sempre irresistível Restaurante Mii, onde o jogador que segura o GamePad deve anotar todos os pedidos feitos numa hamburgueria ou cafetaria dos clientes. Depois de feitos e registados os pedidos, o jogador deve distribuir pelos tabuleiros os pedidos, nomeadamente hambúrgueres, batatas fritas, uma coca-cola, um gelado, entre outras opções deliciosamente apresentadas. Se fizermos uma distribuição correcta dos pedidos, os clientes descrevem o serviço com qualidade, sentando-se à mesa para degustarem o menu. É verdade que é um jogo extremamente simples, com pouca profundidade em termos de aproveitamento das funções do GamePad, mas com uma apresentação ímpar. Em Quem vê Caras o jogador que tem o GamePad tira uma fotografia seguindo uma indicação. Em função do resultado exibido no televisor, os restantes jogadores são convidados a adivinhar que tipo de expressão era aquela. O Hora dos Rabiscos é revestido de uma particularidade fulcral. Dos quatro jogadores que têm um certo tempo para desenhar qualquer coisa a partir de uma instrução que é a mesma para três deles, os jogadores terão que descobrir quem recebeu uma diferente indicação. Na batalha de botões, os jogadores apertam os botões por ordem do instrutor. Se largarem algum botão, perdem. Nos perdidos e achados, os jogadores que não possuem o GamePad devem adivinhar onde se encontra o jogador que o segura, seguindo as suas indicações através do televisor e dos Wii remotes. Wii Party U possui um sistema de avaliação dos minijogos, na escala de uma a cinco estrelas. Depois de submeterem a avaliação, ela será partilhada on-line. É possível também desenhar e escrever uma crítica, partilhando-a no Miiverse, onde ficará disponível. Outras opções passam por Uma Questão de carácter, um jogo no qual os jogadores respondem secretamente a questões sobre quem usa o GamePad. No final os resultados podem mostrar revelações interessantes. Em Corrida com Água, tempo para movimentos. Com o GamePad afastado do televisor, os jogadores terão que encher usar os Wii remotes para retirar água do rio (do GamePad) e despejá-la nuns jarros afastados do rio. Não podia faltar o típico número de dança em círculo. Reunidos, em roda sobre o GamePad, os jogadores terão que seguir as instruções dadas através do pequeno ecrã. Há três temas à escolha, entre eles: Tetris e Super Mario Bros. Velha guarda, portanto. Por fim, o modo Festa no GamePad. Neste terceiro grande bloco de minijogos de Wii Party U, o GamePad é o meio primordial de interacção, afastando qualquer ligação com o ecrã do televisor (somente para os intervenientes, os outros podem assistir pelo ecrã da TV), ao mesmo tempo que limita o número de jogadores a dois por partida. Neste modo estamos perante algo bem diferente dos jogos anteriores. Pese embora a simplicidade de algumas regras, quase todos os conceitos geram impacto e uma boa sensação, particularmente os apelativos Percurso de Mesa e Futebol de Mesa. Este último mais parece um jogo de matraquilhos. Um jogador segura numa lateral do GamePad, enquanto que o outro segura a outra lateral. Ambos acedem ao analógico do seu lado para movimentar os jogadores à baliza, defesa, meio campo e ataque. A física está bem conseguida e podemos ter aqui partidas verdadeiramente hilariantes. Uma pequena maravilha é também o percurso de mesa. Os jogadores acedem ao analógico para deslocar um labirinto de forma a que a bola avance por um percurso até ao destino. No Beisebol em mesa os jogadores controlam o taco e o envio da bola, usando novamente os analógicos. O Puzzle em Pares, Pares Animalescos e o tradicional Mii em linha completam a lista, juntamente com os minijogos de mesa, concebidos para o GamePad e marcados por partidas rápidas em forma de cooperação e competição entre os jogadores. Existe ainda uma opção que permite aos jogadores desfrutarem da colecção inteira de minijogos, através da colecção de minijogos ou desafio livre. Outro desafio pode levá-los a percorrer uma ponte. Nas artes marciais, um jogador enfrenta 30 adversários. Para os derrotar terá que os vencer conquistando troféus nos minijogos. Havendo dúvidas sobre por que modo começar, o quadro das sugestões é sempre óptimo pois permite definir os jogos adequados ao tempo que têm disponível e em função dos parceiros dispostos a entrar no jogo. Wii Party U ostenta um design na linha do título original para a Wii. Ainda que não seja tão rico como Nintendo Land, a alta definição e mais pormenores nos minijogos, promovem uma dimensão visual mais rica e apelativa. Sobre os mais de setenta minijogos, a variedade é dominante, surpreendendo muitas vezes os jogadores pela boa física e jogabilidade simples capaz de recolher agrado dos jogadores veteranos e pouco experimentados. Neste regresso da Nintendo à esfera dos jogos em família e para todos, Wii Party U possui os condimentos necessários para singrar como a sequela que esperávamos, agora que a Wii U se aproxima do seu segundo e decisivo ano de produção. Sendo um produto que seduz jogadores novatos mas também experimentados, revela sobretudo um bom aproveitamento do potencial emergente do GamePad, em conjugação com o comando mais revolucionário, o Wii remote. Predominante em termos de experiência competitiva, cooperativa, faz sentido enquanto experiência partilhada. Só assim conseguirão obter proveito máximo. Mesmo em termos de conceitos de minijogos e modelos de jogo, Wii Party U revela que ainda há muitos espaços a preencher com originalidade, mesmo nos desafios mais simples e de jogabilidade minimalista.
Fonte: Eurogamer
inuyasha302
Enviado por inuyasha302
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