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Análise do jogo "The Last of Us: Left Behind" para PS3 escrito por Eurogamer

Escrito por Eurogamer, nota 10 de 10, enviado por Anônimo,
[t2]Last of Us: Left Behind - Análise[/t2] [img]hide:aHR0cDovL21lZGlhLnBzdS5jb20vbWVkaWEvd2FsbHBhcGVycy8xMzkwMzEwOTQ1X3Rsb3VsYi5qcGc=[/img] [t2]Bom exemplo do que deve ser "conteúdo adicional"[/t2] [img]hide:aHR0cDovL3d3dy53YWxscGFwZXJzZXJpZXMuY29tL2ZpbGVzL3RvZGF5L1RoZSUyMExhc3QlMjBPZiUyMFVzJTIwTGVmdCUyMEJlaGluZCUyMFdhbGxwYXBlci5qcGc=[/img] Não é comum ter que analisar um pedaço de conteúdo adicional ([b]DLC[/b]), ainda por cima quando se trata de uma experiência tão marcante como foi para mim [b]The Last Us[/b] no ano passado. Existe um pano de fundo emocional, um ponto de partida, não sou mais uma folha em branco por assim dizer. Também é preferível ser assim, tratando-se de um título destes, tão focado no componente narrativo. Permitam-me começar por dizer que [b]Left Behind[/b] acabou por ser uma surpresa, por ser muito diferente do que esperava de inicio. Está dividido em dois momentos alternantes, e com dois objetivos muito diferentes, isto é algo difícil de discernir de imediato, mas vão perceber quando o jogarem, um dos lados explora, o outro oferece contexto, ao mesmo tempo que marca uma posição, tem algo a dizer. Sobre o segundo vou ser o mais ambíguo possível, simplesmente porque como jogadores, merecem que vos seja dado todo o espaço para imaginar, absorver, e tentar encaixar alguns dos eventos que [b]Ellie[/b] atravessa. Sim, ela que desta vez é claramente a estrela principal, e ainda bem, sempre a achei muito superior a Joel e uma das personagens femininas mais profundas que um jogo me apresentou. Escrevi que ela era uma importante demonstração de desenvolvimento humano em condições adversas em [b]The Last of Us[/b], lembram-se da diferença entre a [b]Ellie[/b] quando conhece [b]Joel[/b] e a [b]Ellie[/b] no final do jogo? Pois, desta vez a a [b]Naughty Dog[/b] decidiu ir ainda mais longe, e mostrar-nos dois lados ainda mais contrastantes da protagonista. A corajosa e lutadora, e a criança que cresce num mundo com o qual podemos apenas sonhar. No primeiro momento é quando temos um pouco mais de [b]The Last of Us[/b], nada vou revelar sobre o que motiva a ação, mas tempos mais infectados para nos ocupar, mais ambientes para explorar, e claro, mais humanos que de humanidade já não conservam praticamente nada. As opções de combate de [b]Ellie[/b] são mais limitadas do que eram as de [b]Joel[/b], afinal, ele é um brutamontes e ela apenas uma menina, mas que com uma pistola, uma faca e um arco e flecha, se aproxima de uma mini [b]Lara Croft[/b]. Certo que continua sendo uma "aventura" linear, mas esse é o estilo da [b]Naughty Dog[/b], e algo que eles fazem muitíssimo bem, sempre numa alternância quase perfeita entre relaxamento e tensão, que desta vez é ampliada pela fragilidade que sentimos ao vestir a pele de Ellie, claramente em desvantagem perante as forças externas. Já tinha referido isto na análise ao jogo principal, o segredo deste tipo de ambientes não está na quantidade de monstros e cores negras à nossa volta, mas na perceptível desigualdade de forças em relação ao meio. Quanto ao segundo momento, este foi certamente onde os escritores da Naughty Dog se divertiram mais, ao brindar-nos com as infinitas possibilidades da imaginação de uma criança, independentemente das suas condições. Esta parte serve de prólogo ao jogo principal, e foca-se na relação de [b]Ellie[/b] com a sua melhor amiga [b]Riley[/b], quando as duas escapam do apertado controlo militar de um mundo virado do avesso. A liberdade de retratar a relação de duas crianças foi o que permitiu com que [b]Left Behind[/b] brilhe, por serem elas os seres mais livres de preconceitos, e que ao mesmo tempo, nos lembram o quão natural, quão humano pode ser o carinho, a partilha, o amor. Vão aprender muito sobre [b]Ellie[/b] nestes momentos, explorar lugares mágicos, e quem sabe, olhar para dentro no processo. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=NH2G9p2y2FI[/youtube] Tecnicamente está na linha do jogo original, é incrível a quantidade de detalhe que existe nos cenários, as expressões faciais continuam do melhor que a geração teve para oferecer, mas o que mais me impressiona, continua a ser a forma como os personagens utilizam a linguagem corporal de forma contextualizada, combinando-a com os diálogos e ampliando imenso a credibilidade das cenas. O compositor [b]Gustavo Santaolalla[/b] é mais uma vez o responsável pela trilha sonora, com um nível de qualidade elevado que acompanha sempre o ritmo da ação e nos convida a entrar na disposição emocional do momento. Consegue ser estressante nos momentos em que ouvimos ligeiros "clicks" nas redondezas, e ao mesmo tempo a batida da música começa a aumentar de intensidade. [b]Left Behind[/b] é um ótimo exemplo do que é um bom [b]DLC[/b], não tem um preço abusivo, não parece ter sido amputado da história principal para poder ser vendido mais tarde, e ao mesmo tempo que desenvolve uma das personagens, enriquece-a dando contexto a tudo que fizemos até então. Nunca fui um opositor ao conceito de [b]"conteúdo adicional"[/b], até porque nunca tive nada contra expansões ou [b]"patches"[/b] para os jogos que adorei no passado, desde que estes sejam honestos e tenham algo a acrescentar. Claro que foi inevitável saber o pouco, no total foram cerca de três horas que passaram voando, mas que me fizeram terminar com um sorriso na cara ao ver os créditos. Se tivesse que resumir a experiência sem dizer nada de concreto sobre os eventos, diria que metade foi mais do mesmo, e a outra metade me fez gostar ainda mais de [b]Ellie[/b], foi também esta metade que abanou as minhas "fundações", e que me faz recomendá-la sem pestanejar. [t2]10[/t2]/10
Fonte: Eurogamer
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