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Análise do jogo "The Crew" para PS4 escrito por Eurogamer

Escrito por Eurogamer, nota 5 de 10, enviado por inuyasha302,
[img]hide:aHR0cDovLzhiaXRjaGltcC5jb20vd3AtY29udGVudC91cGxvYWRzLzIwMTQvMDQvdGhlX2NyZXdfY2Fyc193YWxscGFwZXJfMTkyMC5qcGc=[/img] The Crew é mais uma oportunidade desperdiçada pela Ubisoft pela sua ambição irrealista de querer lançar jogos megalómanos num curto período de tempo, o que durante o mês anterior de novembro lhe prejudicou a reputação e, consequentemente, abalou a confiança dos fãs nesta editora que passou de um dia para o outro de uma das mais respeitadas a uma das mais criticadas. O problema de The Crew é algo que podia ser resolvido com mais tempo. Simplesmente precisava de ser adiado por vários meses para ser polido e refinado. Como conceito, tem imenso potencial. Nunca antes houve um jogo com um mapa tão grande como este, cuja premissa é explorar os Estados Unidos de uma ponta à outra. O factor da socialização e de estar sempre ligado à Internet também são valiosos, não fosse uma falha crucial. Para um jogo chamado The Crew, é irónico que tenha encontrado várias vezes dificuldade em formar uma Crew (equipa), uma das funcionalidades centrais do jogo e que inclusive foi usada para promove-lo. É igualmente lamentável que sejam precisos longos períodos de tempo para encontrar uma partida PvP (multijogador online). É inadmissível que um jogo chegue às lojas neste estado e que passado uma semana após o lançamento continue a ter problemas destes. A principal novidade de The Crew para os jogos de corridas é o tamanho do mapa. No resto, segue os mesmos passos de outros títulos do género. Começamos por baixo, com um carro que não dá muito gozo conduzir, e vamos subindo a escada do ranking até desbloquearmos as grandes máquinas. Para dar contexto às corridas, a Ubisoft escreveu uma história que também já vimos em outros jogos. Em The Crew somos um infiltrado do FBI num gangue (os "510") que usa automóveis para praticar todo o tipo de crimes. A nossa missão é ganhar a confiança deste grupo criminoso e subir nos rankings para ganhar acesso a informações valiosas para que o FBI possa prender os manda-chuva e desmantelar a operação, que se alastrou pelo mapa inteiro dos Estados Unidos. É a típica história que já observamos várias vezes em anteriores Need For Speed e com tragos dos filmes Fast Furious. Felizmente, se não ficarem interessados, podem sempre passar as cinemáticas à frente e ir directamente para as corridas. A alma de um jogo de corridas está sempre na condução, tudo o resto até pode ser péssimo, isto é que não pode falhar. Aprofundado mais a desilusão, conduzir em The Crew não dá uma sensação de prazer. Os carros melhores controlam-se melhor e andam mais rápido, mas a diversão e satisfação nunca chegam aos níveis desejados. Um jogo de carros tem que transmitir emoções fortes e colocar-nos a vibrar com o rondar dos motores, mas The Crew falha neste quesito. "Conduzir em The Crew não dá uma sensação de prazer" A condução parece sofrer de uma ligeira latência que atrasa a resposta dos carros e torna as curvas em momentos frustrantes nos quais não sentimos que estamos em pleno controlo da direcção. O efeito parece desaparecer ou diminuir quando trocamos para a câmera no interior do carro, o que é no mínimo estranho. À medida que vamos progredindo nas corridas e completamos desafios de condução que aparecem abundantemente pelo mapa, ganhamos acesso a várias melhorias que supostamente melhoram o desempenho e pontuação do nosso carro, mas nada disto parece importar para as corridas. Foram várias as vezes em que se tornou evidente que a IA está programada para nos ultrapassar em certos momentos das corridas, não dando importância nenhuma à velocidade do vosso carro ou à vossa habilidade de condução. [img]hide:aHR0cDovL2ltYWdlcy5ldXJvZ2FtZXIubmV0LzIwMTQvdXNnYW1lci9USEVDUkVXX01pYW1pXzAxXzEwNzc0OS5qcGc=[/img] Como se não bastasse, há colisões vergonhosas que precisavam de ser trabalhadas. O que acontece diversas vezes nas colisões frontais é o nosso carro ser desviado para o lado e continuar em frente, como se nada tivesse acontecido. É como se o outro carro ou o nosso possuísse algum tipo de escudo. Mais uma vez, isto é um erro que não pode acontecer num jogo de corridas. Mas nem tudo é mau em The Crew. Um dos momentos que mais gostei foi da exploração sem limites do mapa, e de atravessar o país desde Miami, passando por Las Vegas, até Los Angeles. Deu para perceber que o mapa não está recriado à escala real, mas ainda assim a quantidade de terreno que existe para percorrer é imensa. Mas há consequências pelo mapa assumir estas dimensões: a qualidade gráfica teve que ser muito reduzida e a quantidade de aliasing e pop-ups no horizonte até aleija os olhos. Mas ainda, há locais do mapa pobres e genéricos. a O mapa de The Crew Como o mapa é tão grande, a maioria das vezes terão que percorrer um longo caminho até chegarem ao sítio desejado. Felizmente existe uma opção de "Fast Travel", que nos transporta imediatamente para o local que queremos (desde que já tenham passado por aquele sítio anteriormente). Ou seja, a grandiosidade do mapa acaba por ser um impedimento à exploração entre corridas. Não me entendam mal, o tamanho do mapa é sem dúvida um dos pontos fortes do jogo, mas olhando para os prós e contras, acredito que seria preferível reduzir o tamanho e aumentar a qualidade visual. Às vezes menos é mais. Para quem gosta de dar o seu toque pessoal aos carros, há várias opções de personalização que permitem alterar a pintura, jantes, pára-choques frontal e traseiro, saias, retrovisores, material e cor do interior do carro, e vinyls para colocar em cima da pintura. No que toca à disposição de vinyls, não há uma liberdade tão grande quanto Forza Motorsport, mas com o devido esforço, podem criar carros com um visual único. "A Ubisoft promoveu o jogo com a camaradagem e jogar na companhia de amigos, mas na maioria das vezes acabei por jogar sozinho" A subida de nível em The Crew é recompensada com o acesso a novas corridas e pontos para desbloquear Perks, que pouco ou nada influenciam a jogabilidade. Um exemplo da insignificância dos Perks existentes é "o teu carro trava 1 porcento melhor". Os pontos podem ser gastos até cinco vezes nas várias categorias de Perks, e no caso do exemplo dado, poderia investir pontos até aos 5 porcento, mas ainda assim, parece um esforço em vão. [img]hide:aHR0cDovL2NkbjQuZHVhbHNob2NrZXJzLmNvbS93cC1jb250ZW50L3VwbG9hZHMvMjAxNC8wOC9DcmV3UHJvbW9fMDEuanBn[/img] The Crew é um jogo que ultimamente falha no seu objectivo. A Ubisoft promoveu o jogo com a camaradagem e jogar na companhia de amigos, mas na maioria das vezes acabei por jogar sozinho porque as funcionalidades de modo cooperativo falhavam na maioria das vezes. A maior parte das corridas conta com a opção de jogar com companhia (opção essa que surge em primeiro), mas fui forçado a optar quase sempre pelo modo a solo. Para terminar, volto a rematar: The Crew é uma oportunidade desperdiçada. O conceito tem asas para mais e poderia ter sido um jogo com impacto no género, mas tem demasiadas falhas, algumas das quais bem graves tendo em conta o seu propósito. É curioso que no passado fim-de-semana a EA tenha oferecido Need For Speed Most Wanted para a PS Vita. Descarreguei o jogo e logo de imediato deu-me mais diversão do que The Crew, apesar de ser mais antigo e com um mapa muito menor. A diferença é que um está acabado, o outro parece que ainda não saiu da beta. 5 / 10
Fonte: Eurogamer
inuyasha302
Enviado por inuyasha302
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