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Análise do jogo "Need for Speed: The Run" para PC escrito por Eurogamer

Escrito por Eurogamer, nota 8 de 10, enviado por Senseidosjogos,
Need for Speed: The Run - Análise 3000 milhas de pura adrenalina. Need for Speed: The Run marca o regresso da produtora Black Box à série, que esteve ausente durante um período de dois anos. Embora tenha sido esta mesma produtora que nos trouxe os populares Underground (e sequela) bem como Most Wanted. Mas os seus últimos títulos, ProStreet e Undercover, provaram que os anos consecutivos a produzir a série Need for Speed tinham desgastado a Black Box. Agora que já teve um bom descanso, a Black Box parece ter refrescado as ideias e conseguiu pensar em algo original. Need for Speed: The Run é algo fresco na série, pois leva-nos para uma corrida que atravessa os Estados Unidos, desde São Francisco até Nova Iorque. Um lindo costa-a-costa. Adicionalmente, o jogo aposta numa estória e para variar, a personagem principal tem uma cara e um nome. No decorrer desta corrida, em que o prémio para o vencedor é de $25,000,000, controlamos Jack Rourke. Os seus motivos para participar na corrida são simples, escapar a uma sociedade de crime organizado que o persegue. A estória nunca assume um nível profundo, nem é explorada tanto quanto poderia ser, o que cria alguma desilusão, mas ainda assim, consegue oferecer elevados níveis de adrenalina. As QTEs, algo completamente novo para a série, vêm ajudar neste efeito. Estas são apenas usadas quando Jack se encontra em alguma situação de perigo e fora do seu carro. Se falharem um botão, não é "gamer over" direto, as animações continuam e temos outra oportunidade. Esta corrida de 3000 milhas está dividida em várias etapas e distribuída por vários tipos de eventos, portanto, não vão conduzir verdadeiramente durante 3000 milhas. Haverá a oportunidade de visitar os quentes desertos em redor de Las Vegas (e a própria cidade), uma montanha gelada e até uma bela floresta. Nos eventos, terão que ultrapassar um determinado número de adversários, recuperar tempo perdido, correr contra rivais e escapar à polícia. Para trocar de carro, a Black Box decidiu que não podemos simplesmente escolher um novo carro para cada evento, o que até faz sentido. Se quiserem trocar de carro, terão que esperar que apareça uma bomba de gasolina num dos eventos. Mas a própria estrutura do jogo dará outras oportunidades para escolherem outro carro. Ao longo da corrida, Jack espatifa vários carros, e será nessas ocasiões que surgem novos carros. Quando chegamos ao final, o jogo refere que demoramos cerca de duas horas a completar esta "longa" corrida. Mas isto não quer dizer que são duas horas reais no ambiente e estória. Pois muitas vezes, junto com as cut-scenes, saltamos de cidade em cidade e horas. Mas mesmo assim, o número duas horas é enganador, porque apenas refere o tempo passado literalmente a jogar, sem cinemáticas, sem a navegação pelos menus e escolha dos carros. Na verdade, o tempo necessário para chegar ao final deste modo é cerca de cinco horas. Para quem quiser repetir a experiência e procurar um maior desafio, no final é desbloqueada a dificuldade "extreme". Como já podem antever pelo nome, não será fácil vencer nesta dificuldade e provavelmente terão que repetir os eventos várias vezes até que consigam ser vitoriosos. Algo sempre necessário num Need for Speed, são grandes máquinas. E The Run cumpre nesse aspeto. Há carros para todos os gostos, desde aqueles mais comuns que vemos no dia-a-dia, como o Volkswagen Scirocco ou Ford Focus, até carros super-exclusivos como o Pagani Huayra e Lamborghini Sesto Elemento. O tuning foi completamente deixado para trás, e para além de escolher a cor dos carros e uns body kits simples, nada mais podem alterar. A jogabilidade permanece arcade, mas não tanto elevada como em Hot Pursuit. Na condução, os carros são bem diferentes de controlar. Na sua seleção, somos informados do handling de cada um, velocidade máxima e tempo de aceleração dos 0 aos 100 Km/H. Por norma, os muscle cars apenas são bons para andar em linha reta, enquanto que os exóticos, como os Porsches são bastante ágeis (e rápidos também). Os diferentes pisos da estrada também se fazem sentir. O gelo é escorregadio, e na terra, sentimos uma maior dificuldade na aceleração do carro. O motor de Battlefield 3, o Frostbite 2.0 da DICE, é que proporciona vida a Need for Speed: The Run. E o resultado é fantástico. Os carros têm um aspeto fantástico, mas o que mais impressiona, são as pistas. No deserto conseguimos ver a poeira a pairar sobre a estrada, e na floresta, os raios de sol a passarem por entre as árvores é algo espantoso. Outra das vantagens em utilizar o Frostbite 2.0 é a destruição, que permite que qualquer parte do carro fique danificada. Após terminarem a estória, o modo challenge garante mais horas de diversão. Neste modo vamos competir por medalhas de bronze, prata, ouro ou platina nos vários circuitos do jogo. É basicamente o mesmo oferecido por Hot Pursuit no ano passado. Mas o que mais prende neste modo, é a competição com os amigos. Depois de uma estreia em Hot Pursuit no ano passado e de ter sido utilizado em Shift Unleashed 2, o Autolog está de volta. Agora sabemos sempre, durante a corrida, o quão distantes ou o quão à frente estamos do melhor tempo naquele circuito na nossa lista de amigos. Se quiserem ser o melhor dos vossos amigos, então preparem-se para horas a tentar bater aquelas décimas de segundo à frente do vosso tempo. No online uma das funcionalidades que agradará mais aos vossos ouvidos é que não existem tempos de espera. A Black Box tornou possível que se juntem a uma corrida em qualquer momento. Embora possam não ganhar, e até começar em desvantagem (na última posição), o argumento usado é que é melhor jogar e ganhar alguma experiência do que ter que esperar. E de facto, é bem melhor. Nas corridas multijogador, há vários objetivos para cumprir. O cumprimento destes objetivos tem como incentivo o desbloqueio de novos carros. Quanto ao tipo de corridas em que poderão participar, existe um conjunto de playlists como Supercar Challenges, Exotic Sprint, Muscle Car Battles, entre outras, que requerem o uso de carros específicos. No que toca à banda sonora, The Run aposta em artistas como Black Keys e Black Rebel Motorcycle Club, só para mencionar alguns. O seu propósito é cumprido na perfeição, aumentado ainda mais o prazer e a vontade de conduzir. Os ingredientes utilizados em Need for Speed: The Run não diferem daqueles usados em jogos anteriores: carros rápidos e corridas perigosas continua a ser o atrativo principal. O modo estória, mesmo sendo curto e com uma estória simples, proporciona doses elevadas de adrenalina. E enquanto estamos a conduzir, é tudo o que importa. 8 / 10
Fonte: Eurogamer
Senseidosjogos
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