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Análise do jogo "Medal of Honor: Warfighter" para PC escrito por Eurogamer

Escrito por Eurogamer, nota 5 de 10, enviado por JoaoManoel15,
Para muitos esta é a geração dos chamados First-Person Shooters. Há uma quantidade colossal deste género de jogos, coisa que não faria prever há uns anos atrás, principalmente nas consolas. É um género que teve o seu reinado nos PCs, mas que as produtoras rapidamente se encarregaram de o transportar para as massas, para os milhões de compradores de consolas. Quando a quantidade é muita, há sempre o risco da existência de produtos onde a qualidade é no mínimo duvidosa, que pouco acrescentam ao que já foi elaborado no passado. Estamos perante um jogo que tem a sua história, não fosse a franquia Medal of Honor uma das mais amadas, principalmente no passado. Recentemente, a EA iniciou um esforço em fazer renascer a série, na tentativa de lhe voltar a dar a qualidade que já teve em produções anteriores. Medal of Honor: Warfighter chega até nós um pouco na sombra de Battlefield 3, onde tenta aproveitar algumas das suas potencialidades, mas não passa disso, de uma tentativa. [img]hide:aHR0cDovL2ltYWdlcy5ldXJvZ2FtZXIubmV0LzIwMTIvYXJ0aWNsZXMvL2EvMS81LzIvMy82LzIvNC9NT0hXXzIwMTJfMTBfMjRfMjBfMjFfMzJfMTIuYm1wLmpwZy9FRzExL3Jlc2l6ZS84MDB4LTE=[/img] Em primeiro lugar, temos a campanha para um jogador com um enredo recheado de conspirações, a luta eterna contra os grupos extremistas do Médio Oriente, onde as forças da Tier-One percorrem várias locais, como o Paquistão, Filipinas, Somália e Bósnia. Neste campo não há nada que surpreenda, mas também nem sempre existe a necessidade de surpreender, basta que seja convincente, e que o jogador a consiga acompanhar. Mas não é o caso. Em certos momentos não sabemos bem o que estamos a fazer e qual a verdadeira relação de cada missão com os respetivos eventos. Os saltos temporais na história são demasiados, e numa campanha de apenas seis horas tudo acontece à velocidade da luz, é uma confusão de todo o tamanho. De facto, a campanha de Warfighter é, e vou repetir o que muitas vezes digo, mais do mesmo em todos as suas diversificadas componentes. Seja a história, a jogabilidade, o formato das missões e dos mapas. É tudo demasiado linear, não há liberdade para fazer o quer que seja, temos que seguir sempre um caminho preestabelecido, onde a nossa função é apenas matar os inimigos que vão aparecendo e avançar. Não existe um único esforço de fazer diferente, que pelo menos nos faça sentir que algo foi tentado. Os inimigos são no mínimo caricatos, sabem sempre onde nos encontramos, e têm uma tendência macabra para disparar sempre contra nós, apesar de estarmos no terreno acompanhados por outros elementos. Os nossos camaradas também não são dotados de muita inteligência, pois mesmo com o inimigo a poucos centímetros muitas vezes nem uns tiros são capazes de dar. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=HqUV27kwmHA[/youtube] Não há muito a dizer sobre esta campanha, são três pares de horas penosas que nunca mais acabam. É um jogo demasiado medíocre e básico para os parâmetros atuais. A única coisa que se salva do meio de tamanha futilidade é o motor do jogo, o Frostbite 2. Continua a impressionar, principalmente no primeiro nível do jogo, com o seu detalhe e poder técnico. Mas com o avançar do jogo testemunhamos que nunca consegue atingir o que foi alcançado em Battlefield 3. O desenho dos locais que percorremos demonstra algum descuido, com muita falta de imaginação na construção dos cenários e na elaboração dos percursos. Os edifícios estão muitas vezes mal acabados, onde faltam pormenores que dariam uma atmosfera mais real. Com esta campanha single-player, a vontade de olhar para o multiplayer não é muita. Talvez a melhor opção seja deixar de lado e passar diretamente para o MP. Mas também aqui não há nada que faça mossa a jogos como Call of Duty e Battlefield 3. A primeira experiência não foi a melhor, pois mal entrei no primeiro servidor o jogo crashou quando a ronda ia iniciar. Um mau prenúncio para o que viria a seguir? O jogo também utiliza o Battlelog, onde podemos verificar o nosso perfil, os servidores, as estatísticas, informações sobre as nações e as respectivos ranking, e a nossa contribuição para essa tabela. Aqui não há nada a apontar, está como deveria estar, muito similar ao Battlelog de Battlefield 3. O problema é quando entramos no jogo, pois os menus são muito confusos, com demasiadas informações ao mesmo tempo, e com um sistema de personalização também ele capaz de esgotar a paciência ao jogador mais pacífico. Como é óbvio, existe a progressão por rankings das diversas classes, Spec Ops (Operações especiais), Sniper (Atirador furtivo), Assaulter (Assalto), Demolitions (Demolições), Heavy Gunner (Artilheiro), e Point Man (Batedor), que nos vai permitir desbloquear as imensas personalizações que existem para as armas e não só. [img]hide:aHR0cDovL2ltYWdlcy5ldXJvZ2FtZXIubmV0LzIwMTIvYXJ0aWNsZXMvL2EvMS81LzIvMy82LzIvNC9NT0hXXzIwMTJfMTBfMjVfMjNfMzZfMjZfMjcuYm1wLmpwZy9FRzExL3Jlc2l6ZS84MDB4LTE=[/img] O jogo oferece vários modos de jogo, são todos nossos velhos conhecidos, como Team Deathmatch, Hotspot (colocar e desactivar bombas), Home Run (levar uma bandeira até um ponto especifico para ganhar pontos), Sector Control (controlar bandeiras para ganhar pontos), Combat Mission (detonar um explosivo e avançar para o próximo). Não há aqui nada de muito diferente ao que já temos em outros jogos, infelizmente. Os mapas disponíveis, oito, também poderiam ser melhores, alguns são confusos e difíceis de memorizar, e outros tem um aspeto que não faz juízo ao motor de jogo utilizado. [t1]"Medal of Honor: Warfighter não consegue ganhar o seu espaço, tal como a versão de 2010, nem irá manter grande parte dos compradores do jogo."[/t1] Warfighter apela muito ao trabalho de equipa, pois em todos os modos somos colocados em campo com um companheiro, as equipas são formadas por vários duos. Durante o desenrolar do jogo, e sempre que morremos, temos a possibilidade de reaparecer junto ao nosso companheiro, mas apenas se este não estiver debaixo de fogo inimigo. Por vezes esta opção é muito positiva, mas várias vezes somos surpreendidos por inimigos que nos apanham pela retaguarda. O multiplayer pode ser muitas vezes frustrante, devido às inconsistências no balanceamento das killstreaks. Temos também problemas relacionados com a jogabilidade/movimentação e bugs que vão fazendo a sua aparição. Juntando tudo, o multiplayer parece uma trapalhada de ideias, não há uma linha definida, não se consegue saber o que realmente foi idealizado. Com o que foi feito, é impossível conquistar jogadores aos suspeitos do costume, Battlefield 3 e Call of Duty. Há que elevar a fasquia, um jogo quando é projetado tem que ter como objetivo principal igualar ou superar a concorrência. Medal of Honor: Warfighter não consegue ganhar o seu espaço, tal como a versão de 2010, nem irá manter grande parte dos compradores do jogo. Depois da experiência arrebatadora vivenciada em Battlefield 3 não se consegue compreender o que foi feito em Warfighter, são vários passos para trás, para o lado, e nenhum em frente. Mas apesar de tudo, o multiplayer impede que este novo rosto da série Medal of Honor seja um perfeito desastre. Infelizmente, estamos perante mais um jogo que não consegue atingir a qualidade dos seus antecessores, principalmente os primeiros títulos da série. Medal of Honor está doente, apesar da insistência da EA, a morte da série parece eminente. É um pouco triste passar por estas experiências videojogaveis, testemunhar em primeira mão o penoso caminhar de uma franquia para a uma morte silenciosa. Quem sabe algum dia renasça das cinzas...
Fonte: Eurogamer
JoaoManoel15
Enviado por JoaoManoel15
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