.
76

Análise do jogo "Saint Seiya Senki" para PS3 escrito por E-Zine/MyGames

Escrito por E-Zine/MyGames, nota 76 de 100, enviado por Anônimo,
[img]hide:aHR0cDovL20ubXlnYW1lcy5wdC9NZWRpYUNlbnRlci9tZWRpYS9pbWFnZXMvZXppbmU0L3NhaW50LXNlaXlhLXNiLW1nLWFuYS1pbWcxLmpwZw==[/img] A nossa infância é uma das alturas de ouro da nossa vida. É nessa altura que não temos de nos preocupar com muita coisa além da escola e dos trabalhos de casa, tudo o resto "aparece feito". Isto dava muito mais tempo para podermos brincar e dedicar àquilo que mais gostávamos, bonecos, carrinhos, jogos e desenhos animados. Desde que a televisão existe, cada uma das muitas gerações teve direito a uma série de desenhos animados. Os nossos pais emocionaram-se com Heidi e Marco, duas séries que faziam chorar as pedras da calçada, irmãos mais velhos com Conan o Rapaz do Futuro, e daí em diante, com o Bocas, o Dartacão, o Capitão Tsubasa, Dragon Ball, Tartarugas Ninja, Motorratos, etc. Hoje em dia existem os Gormities e o Ben 10 e toda esta geração actual perdeu alguns clássicos valentes. Porém um jogo como Saint Seiya Sanctuary Battle é uma boa forma dos mais novos conhecerem uma série icónica da nossa infância, e dos mais velhos poderem reviver as aventuras de Seiya e de todos os cavaleiros de bronze. Embora os Cavaleiros do Zodíaco (como era conhecido em Portugal) sejam uma série bastante grande, a Namco Bandai e a Dimps, resolveram isolar a saga dos cavaleiros de Ouro para este novo jogo. Por isso mesmo, vão reviver a história tal como ela foi, com Athena a ser alvejada por uma flecha dourada que promete ceifar a sua vida em 24 horas. Cabe a Seiya e aos seus amigos passar por todas as casas dos cavaleiros de Ouro e pedir ao Pope que salve a pobre Saori. [img]hide:aHR0cDovL20ubXlnYW1lcy5wdC9NZWRpYUNlbnRlci9tZWRpYS9pbWFnZXMvZXppbmU0L3NhaW50LXNlaXlhLXNiLW1nLWFuYS1pbWcyLmpwZw==[/img] Sem sacrificar muito, Saint Seiya Sanctuary Battle consegue recriar bastante bem cada um dos confrontos vividos na casa dos 12 cavaleiros, assim como o caminho feito entre cada um dos templos. A Dimps deu-se à liberdade de incluir um ou outro personagem em situações distintas, como o aparecimento dos cavaleiros negros que marcam presença entre grande parte das casas. De resto, todos os confrontos tentam passar para o jogo a emoção e repercussões de cada combate, embora com limites óbvios, criados em parte pelo motor gráfico que não permite grandes alterações nas personagens ou nos cenários além da queda de colunas ou pedras provocados por alguns ataques. Em termos de sequência, Saint Seiya Sanctuary Battle não foge muito à sua linearidade, ou seja começam por ter de derrotar uma enchente de inimigos ao estilo Dynasty Warriors ao longo de um caminho linear ao estilo de um corredor, e no final desse corredor derrotam um mini-boss antes de entrar no templo do próximo cavaleiro, para ter então um derradeiro confronto. Embora seja bastante repetitivo, não era nada que Saint Seiya Sanctuary Battle pudesse evitar ou contornar pois a série foi desenhada dessa forma, mesmo assim, é aconselhável que não joguem tudo de enfiada para não correr o risco de enjoar. Em termos de jogabilidade, Saint Seiya Sanctuary Battle não está muito longe de um Dynasty Warriors um pouco mais complexo. Para atacar podem usar uma combinação entre ataques fortes e fracos, fazer um poder básico, um intermédio e um super poderoso. Além do ataque directo, podem sempre defender, correr mais depressa, e activar o 7th Sense, uma habilidade que coloca o Cosmo do vosso cavaleiro em ebulição, abrandando o tempo e deixando o inimigo mais vulnerável. Por muito simples que o combate possa parecer, a verdade é que ainda oferece uma boa variedade, especialmente tendo em conta que cada cavaleiro usa os poderes que podiam ser vistos na série. [img]hide:aHR0cDovL20ubXlnYW1lcy5wdC9NZWRpYUNlbnRlci9tZWRpYS9pbWFnZXMvZXppbmU0L3NhaW50LXNlaXlhLXNiLW1nLWFuYS1pbWctY2VudGVyLmpwZw==[/img] ponto baixo deste combate fica preso ao facto de todas as personagens usarem exactamente os mesmos botões e combinações para libertar os seus poderes, não existem combos específicos nem diferenças especiais, o que é uma pena, pois até Dynasty Warriors Next já oferece alguma variedade nesta área. Depois, os combates não obrigam a que usem grande estratégia, basta activar o Cosmos e ir dando golpes ao adversário. Se repetirem está estratégia, podem ganhar em 85% dos casos, o que o distância de um jogo como Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm, em que todas as personagens utilizam os mesmos combos, mas não podem fiar-se apenas sempre no mesmo ataque, sendo necessária alguma estratégia. Embora a estratégia em combate não seja o ponto forte de Saint Seiya Sanctuary Battle, este até ganha alguma dimensão fora dele, pois após cada zona ou combate, podem distribuir pontos de Cosmos para aumentar as habilidades de cada cavaleiro. Além disso podem gastar estes pontos em vários items que melhoram as capacidades de cada personagem. É uma pena que isto seja feito após cada combate e não antes, pois desta forma nunca sabemos, da primeira vez, quem vamos usar de seguida, o que nos faz gastar CP em personagens que só usamos mais tarde. Isto podia ter sido colmatado com a liberdade de colocar pontos em qualquer uma das personagens após ou antes de cada combate. O modo campanha não dura mais que umas cinco a seis horas a terminar, mas quando o terminam, vão desbloquear novas histórias essencialmente dedicadas aos fãs, como a fuga de Aiolos do templo com a pequena Saori. Estas histórias repetem muito os cenários do jogo, por isso, é algo que só mesmo os fãs vão querer explorar a fundo. Além da campanha existem ainda alguns modos para explorar, como o modo Single Challenge, que vos coloca em vários desafios dentro dos combate da história, usando os vossos resultados para competir contra outros jogadores em rankings mundiais, o Tag Challenge, em que precisam de derrotar uma sequência pré-definida de templos, sozinhos ou acompanhados por um amigo, e por fim, o Survival, onde vão ter de derrotar todos os cavaleiros de seguida e tentar sobreviver enquanto fazem um bom resultado para os Rankings. Mesmo que não seja um esplendor visual como Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm, Saint Seiya Sanctuary Battle também não é um jogo feio, com um desenho bastante bom para as personagens, embora que simplistas e algo rígidos nos seus movimentos, especialmente nos diálogos entre personagens. Os cenários tentam recriar grande parte dos caminhos e templos, mas infelizmente, muito do que existe nos cenários é mais bonito e vistoso fora da área de jogo que dentro dela. Um ponto altamente positivo vai para os ataques das personagens que foram recriados com exactidão e com movimentos bem próximos da série. Em termos sonoros, Saint Seiya Sanctuary Battle também prova ser um jogo bastante bom, com presença de algumas músicas da saga, entre várias criadas de propósito que encaixam bem no tema de Saint Seiya. Quanto às vozes, todas elas foram cedidas pelos actores japoneses que deram voz nas sagas mais recentes como o capítulo de Hades. Em relação aos efeitos sonoros, estes também não foram esquecidos e estão presentes, sem esquecer os sons dos golpes mais violentos ou dos ataques especiais. Não posso deixar também passar o facto das personagens estarem constantemente a dialogar ao longo dos combates, o que torna tudo mais intenso, só é pena que os combates mais complicados não deixem tempo livre para poder ler, pois estando todas as vozes em japonês, só a ler é que podem perceber alguma coisa. Mesmo com alguns pontos fracos, Saint Seiya Sanctuary Battle prova mais uma vez que é possível criar um bom jogo baseado numa série de Anime, que consegue agradar aos curiosos e ser indispensável para os grandes fãs da série que não perdiam um episódio de Cavaleiros do Zodíaco quando eram mais novos. Por isso vamos lá...todos juntos! "Na demanda coooooooontra o mal!...."
Fonte: E-Zine/MyGames
label