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Análise do jogo "Diablo III" para PC escrito por E-Zine/MyGames

Escrito por E-Zine/MyGames, nota 92 de 100, enviado por Anônimo,
[img]hide:aHR0cDovL20ubXlnYW1lcy5wdC9NZWRpYUNlbnRlci9tZWRpYS9pbWFnZXMvZXppbmU0L2RpYWJsby0zLXJldi10b3BwLmpwZw==[/img] Diablo 3 ficou no forno durante 10 anos, e os jogadores que esperaram ansiosamente pelo lançamento deste novo capítulo da mítica franquia da Blizzard já quase davam em doido. A verdade é que, de acordo com a Blizzard, o jogo já se encontra produzido desde há dois anos atrás, sendo que estes restantes dois anos adicionais que tivemos de esperar permitiram à Blizzard dar um polimento ainda maior à versão final. Depois de estarem praticamente todos os planetas alinhados, foram-se fazendo vários testes no ano passado e neste ano, com uma versão Beta, que dava acesso a um dos primeiros bosses do jogo, e uma pequena secção do jogo. Mas agora o que interessa é que o jogo já se encontra disponível nas lojas. Ao contrário dos jogos anteriores da série, Diablo 3 está cada vez mais ligado ao Battle.net, de tal maneira que vamos precisar de fazer log-in para jogar até o modo campanha a solo, o que significa que se não tivermos uma conexão constante à internet, não iremos desfrutar do modo mais básico do jogo, e sem falar que se tivermos problemas de ligação, vamos sofrer com o lag mesmo na campanha. Apesar de ser compreensível no que toca à pirataria de uma certa forma, e visto que maior parte das pessoas hoje em dia tem internet, isto não deixa de ser um pouco ultrajante. Mesmo assim, não existem qualquer tipo de mensalidades para este jogo. Ainda antes de passar para o jogo em si, seja de notar que a Blizzard teve sérios problemas no lançamento, visto que o número excessivo de jogadores causou uma sobrecarga e desligamento dos servidores, deixando esses mesmo sem a possibilidade de jogar durante horas. Diablo 3 continua a ser o famoso RPG de acção ou dungeon crawler que jogámos há alguns anos atrás, onde a nossa demanda para derrotar os males que tentam destruir Sanctuary serão complementadas com uma mecânica incrivelmente viciante e acessível, deixando o jogador a saciar por loot e experiência. Obviamente que a Blizzard não se deixou ficar por aqui, no qual adicionou alguns aspectos, mas também deixou outros de lado. É possível ver que este jogo encontra-se com uma estética e mecânica mais simplificada, que apesar de ser mas fácil no que toca à personalização e e evolução da nossa personagem, retiraram muitos das complexidades que as acompanhavam. Fiquem então com o resto da análise para descobrirmos ao pormenor, como é que Diablo 3 se encontra. Sanctuary encontra-se mais uma vez em perigo, e isto porque uma misteriosa estrela caiu do céu, libertando um enorme mal e ameaçando destruir tudo o que toca. Cabe-nos então a tarefa de tentar dissipar o mal que reina em Sanctuary, e para isso vamos ter que escolher a nossa personagem de uma das cinco classes disponíveis. Barbarian é típico guerreiro que limpa caminho com as suas armas, sendo o detentor de uma força bruta e uma enorme resistência. Monk é também um guerreiro, mas prefere usar as artes marciais para atacar com uma velocidade estonteante e deixar os nossos inimigos a coxear com os golpes mortíferos. Wizard é basicamente a muito conhecida classe dos jogos anteriores de nome Sorcerer ou Sorceress, no qual o seu forte centra-se na invocação de magias dos vários elementos da terra para destruir os seus inimigos. Demon Hunter é uma das novas classes, e mistura classes como Amazon e Assassin, ou seja, os nossos ataques serão executados a alguma distância com o nosso arco e flecha e não só. Por último, Witch Doctor também é uma nova adição ao jogo, sendo uma classe mais estilo Necromancer, onde a invocação de mortos para combater ao seu lado, ou então de afectar os inimigos com vários estados é o seu ponto forte. Como podem esperar, Diablo 3 continua a ser o famoso RPG de acção, ou então chamado por fãs desta série como um dungeon crawler, onde maior parte das nossas acções como andar e atacar, serão feitas com o rato, enquanto que o teclado será usado para usarmos outros tipo de acções e habilidades que irão ser desbloqueadas, dando uma maior vertente estratégica ao jogo. Pouco disso mudou, mas houve também algumas adições como a possibilidade de ficarmos permanentemente quietos com o simples premir dum botão, o que nos dá a possibilidade de atacarmos em qualquer direcção sem termos que carregar obrigatoriamente num inimigo. A barra principal que está na parte inferior do ecrã mantêm-se também de uma certa forma intacta quando comparada com a de Diablo 2, sendo que vamos ter em cada extremidade duas bolas de vidro, uma que mostra a nossa vida e outra que mostra outra característica da nossa personagem, como por exemplo Fury para a classe Barbarian, ou Mana para outras personagens como o Witch Doctor. Esta característica serve para ataques especiais, sendo que a gastamos a cada ataque. Na parte central da barra vamos colocar as habilidades especiais que serão desbloqueadas sempre que a personagem chegar a um certo nível, e que podem ser usadas com as teclas numerais do nosso teclado, pré-definir poções que queremos usar, chamar um Town Portal para teleportar-nos para a nossa cidade rapidamente e não só A personalização da nossa personagem é um dos aspectos mais importantes do jogo, no qual vamos ter que escolher o melhor equipamento ou que mais se encaixa com o nosso estilo de jogo e que baseia-se em armas, armaduras, amuletos e afins. Cada uma destas peças irá reforçar uma das partes do corpo, e podem ser apanhadas como loot, compradas ou mandadas fazer. Para além das armas e armaduras terem as suas características como o DPS - Damage per Second - ou então a sua capacidade de defender, estas podem possuir efeitos secundários que podem afectar tanto os nossos inimigos como a nós, adicionando magia, outros efeitos aos nossos ataques ou então dando-nos a possibilidade de regenerar a nossa vida muito devagar. A Skill Tree existente em Diablo 2 desapareceu, dando lugar a um conjunto de skills pré-definidas que podem ser escolhidas, melhoradas, adoptando também um sistema muito mais ergonómico. Podemos usar também a Auction House para vender ou comprar todo o tipo de items a outros jogadores à volta do mundo, não sendo necessário estarmos sempre dependentes de loot ou NPCs vendedores. Este maneira de adquirir items irá ser muito usada, visto que de vez em quando poderemos encontrar aquela armadura ou arma que encaixam na nossa personagem que nem uma luva. Cliquem aqui para ver mais imagens de Diablo 3 Em Diablo 3, a nossa progressão será definida principalmente pela história e pelos NPCs que participam activamente nela. Em cada Acto do jogo, vamos começar numa simples aldeia, com alguns mercadores, ferreiro e não só, e a partir do momento que iremos desempenhar missões, vamos descobrir o imenso terreno que temos ao nosso dispor e cheio de inimigos para matar. Com o desenrolar de missões vamos acabando por desvendar no nosso mapa certas zonas que não conhecíamos anteriormente, e da maneira como o jogo está feito, parece que inconscientemente o jogador sabe bem onde fica o sítio da próxima missão. Sempre que morremos no meio de uma missão, voltamos para um checkpoint mais próximo e o nosso armamento recebe 10% de dano, mas sempre que chegarmos a uma zona bastante longínqua vamos encontrar Waypoints, portais azuis que são activados assim que carregamos nele, para que não seja necessário percorrermos duas vezes o mesmo caminho. Espalhados pelo mundo estão também caldeirões que restabelecem o HP da nossa personagem, e algumas torres misteriosas que nos dão atributos bastantes úteis ou então virar algumas pedras, cadáveres, outros objectos ou mecanismos para encontrar loot perdido pelo cenário. Tal como nos anteriores jogos da série Diablo, grande parte das nossas missões também se irão desenrolar em dungeons - ou masmorras em Português - com alguns pisos, estando estas bastante munidas de todo o tipo de monstros, loot e não só. Por vezes iremos encontrar algumas bastante simples e lineares, requerendo apenas que limpemos o nosso caminho dos inimigos que aparecerem, enquanto que outras são tão grandes que quase nos obrigam a percorrer cada canto para descobrirmos o nosso objectivo devido às varias secções que esta tem. Adicionaram também algumas armadilhas interessantes, e que se baseiam em usar o cenário para matar os inimigos, como uma parede em decadência ou então um candelabro de velas mal preso. Felizmente estas dungeons não adoptam uma vertente mais "labirintesca", o que impede que isto se torne numa tarefa enfadonha rapidamente. Ao chegarmos no final duma dungeon, por vezes encontramos uma torre que nos transporta para o início, evitando assim que tenhamos de nos deslocar a pé até o princípio. No nosso caminho também iremos encontrar missões extra, onde maior parte destas são requisitadas por NPCs com problemas pessoais, e poderão passar desde o salvamento de pessoas, até descobrir o paradeiro destas, oferecendo mais variedade pelo meio. Os NPCs não são os únicos que irão dar-nos uma pausa do nosso rumo, e para além de podermos encontrar algumas mini-dungeons pelo caminho, vamos encontrar também uma Timed Dungeon, dungeon esta que afirma abrir a cada mil anos, e basicamente assim que entrarmos, um contador aparece em contagem descendente, e nós precisamos de descobrir o loot raro que lá se encontra antes do tempo acabar, evitando muitos inimigos que nos tentam atrasar pelo caminho. Desta maneira, a Blizzard conseguiu manter o modelo tradicional de missões criado nos jogos anteriores, visto que são bastante viciantes e acessíveis para novos jogadores e quando algo resulta durante anos, dificilmente se altera. Preparem-se também para encontrar alguns inimigos clássicos e que estão desta vez ainda mais fortes, como é o do mítico Butcher do primeiro Diablo. Um outro ponto muito forte de Diablo 2 era o seu online, e apesar de estar bem incluído neste jogo, veio com menos opções, onde algumas destas subtracções poderão irritar alguns dos fãs mais fervorosos da série. Sempre que fazemos o modo história, podemos abrir o nosso jogo para todo o mundo ao carregar na opção Open Game to Public do menu principal do jogo, o que fará que entrem até mais 3 jogadores para acompanharem-no nesta aventura. Podemos também convidar amigos da nossa lista de amigos da Battle.net, e é algo que aconselhamos vivamente, visto que aumenta exponencialmente o factor divertimento do jogo. Não foram detectados problemas de ligação nem algo do género, mostrando-se simples e cumprindo bem a sua função. Oque muitos podem não gostar é o facto da Blizzard não ter adicionado servidores PvP para que jogadores pudessem combater entre si ou em equipas. A companhia já se pronunciou sobre este assunto, e afirmou que este será lançado no futuro, por isso, não desesperem. Passamos então para uma das partes mais delicadas do jogo, a apresentação, e isto porque apesar de possuir uma direcção artística e ambiência incrivelmente espectacular, a qualidade desta poderá franzir as testas dos que aproximarem a cara do ecrã com maior atenção. Assim que criamos a nossa personagem, vamos reparar que a qualidade dos modelos está um pouco estranha e algo "quadrada" em certas partes do corpo da personagem, mas as animações e detalhes estão lá e conseguem de uma certa forma disfarçar o que estamos a ver. Os cenários estão incríveis! Não precisamos de entrar numa caverna para repararmos a atenção que a Blizzard deu aos pormenores e alguns detalhes no cenário, estando estes vivos e bem arquitectados. Para demonstrar alguma da violência do jogo, reparamos que alguns destes estão bastante macabros, como por exemplo, com criaturas completamente abertas ao meio e penduradas, enquanto as entranhas secam no chão, ou então alguns efeitos de magia enquanto magos executam rituais. Até os seres vivos e insignificantes que vagueiam pelo cenário como ratos, cobras, etc, podem ser pisados pela nossa personagem enquanto caminhamos, explodindo que nem tomates. Pequenos pormenores que fazem a diferença. Agora sempre que matamos um inimigo, não vamos ter uma simples animação pré-definida deste a cair morto no chão para todos os inimigos desse tipo, por isso preparem-se para ver corpos a voar partidos em vários bocados numa direcção, armaduras para o outro, onde os cadáveres e partes destes possuem físicas próprias só para este feito, e até mesmo a nossa personagem é vítima dessas mesmas físicas. Mesmo assim, a falta de qualidade em geral no que toca aos modelos, e em certos pontos dos cenários, poderá dever-se ao facto da companhia querer fazer com que o jogo corra num maior número de PCs. Como seria de esperar, a sonoridade mantêm-se num patamar épico, com uma banda sonora que anda de mãos dadas com todos os momentos do jogo, possuindo até um tema mais moderno da aldeia de Tristram ainda com a típica guitarra clássica. Os efeitos de som mantêm a mesma qualidade, onde em certas zonas do jogo deveria ser considerado crime não estar equipado de uns bons headfones para criar aquela envolvência a ambiência negra de Diablo 3. Será que valeu a pena esperar todos estes anos pelo lançamento de Diablo 3? Eu diria que sim. Agora, será que se admite algumas das exclusões ou falta de polimento em alguns aspectos dos gráficos ou falta de servidores PvP? Aí já tenho de dizer não. Mesmo assim, a verdade é que Diablo 3 continua o mesmo jogo de sempre que conhecemos desde os seus primórdios, no qual a idade pouco ou quase nada afectou a mecânica principal do jogo. Este continua a ser a referência para jogos RPG de acção ou dungeon crawlers. Nunca a pesquisa por loot e a vontade de evoluir e personalizar a nossa personagem foi tão gratificante, e aí é onde Diablo 3 prima em grande. Os problemas que afectaram o jogo no início tiveram um efeito insignificante no produto, sendo que de momento encontra-se perfeitamente jogável e as vendas provam que o sucesso foi instantâneo, mas não se ficará por aqui. Um conselho, descarreguem um Authenticator para aumentar a segurança da vossa conta, porque os hackers já começaram a atacar, e apesar de me terem roubado um punhado de items, poderão roubar coisas bem piores a vocês. Em conclusão, o ano de 2012 ainda vai a meio, mas Diablo 3 poderá ser o concorrente mais forte para RPG do ano, e provavelmente melhor jogo do ano. A série não passou de moda, a mecânica não ficou afectada pela idade, e este terceiro capítulo veio provar mais uma vez que a série está muito longe de morrer. Os seus pontos fracos não causam moça quase nenhuma ao produto final, e se são dos poucos que estão curiosos pelo jogo, façam um favor a vocês próprios e comprem o jogo, ou então arranjem um token de uma versão experimental para testarem este grande Diablo 3.
Fonte: E-Zine/MyGames
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