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8.5

Análise do jogo "Need for Speed: Most Wanted" para PC escrito por Tecmundo Games

Escrito por Tecmundo Games, nota 8.5 de 100, enviado por rbmarques,
[b]Prós: [/b] Sistema de perseguições emocionantes junto a inúmeros carros personalizáveis. A presença do Speedbreaker é estranha porém funcional. Gráficos bonitos com ambientes distintos. [b]Contras:[/b] Inteligência artificial imprevisível. Gráficos com efeitos exagerados, principalmente nas cutscenes. [title][b]Perseguições em uma cidade menos underground estão reservadas nesta seqüência da franquia Need for Speed.[/b][/title] Após a retomada de fôlego da série Need for Speed com as corridas ilegais dos últimos títulos Need for Speed Underground 1 e 2, surge uma seqüência que diverge um pouco dos cenários noturnos e no foco das corridas pois, além dos duelos com pilotos, o jogador deve escapar da polícia. Ora, sempre houveram aqueles que se questionaram: ???Onde estão os policiais em uma cidade de bandidos como esta????. Críticas à parte, o jogo é muito bom, inovador e coerente com o espírito Need for Speed. [b]Mas uma aventura do herói sem rosto[/b] Como nos antecessores, persiste o modo carreira em que o jogador deve ultrapassar os mais diversos obstáculos para terminar o jogo. Quanto ao enredo, o protagonista é um corredor que acaba de chegar em Rockport, uma cidade repleta de corredores entretidos em disputas que desafiam a lei e, conseqüentemente, a polícia a todo instante. Na apresentação inicial com cenas em flashback, vários pilotos são derrotados pelo protagonista provocando assim insatisfação e inveja. Eis então que um piloto enquadrado em uma lista na qual existem somente feras, a chamada blacklist, é desafiado. O que seria uma corrida fácil passa a ser um pesadelo. Após sabotar o seu carro, o desafiante Razor Callahan vence a corrida e com isso, segundo as regras da prova, tem o direito de tomar posse de seu veículo. Assim, qualquer um se pergunta: ???como ele (o protagonista) pôde deixar tudo isso passar em branco? Com um indivíduo bancando o perverso e vil trapaceando-o???? Sim, em vários momentos do jogo tem-se a vontade de insultar o personagem incorporado, afinal ele não diz uma palavra, não mostra o rosto e não tem nenhuma reação diante de tanta safadeza. A situação só fica pior com a prisão que se segue à derrota. Enfim, nem tudo está perdido. Sem um carro como prova do crime, Sargento Cross (que irá ser um incômodo o jogo inteiro) fica obrigado a te libertar. Quando tudo parece perdido, a bela Mia Townsend indica um local seguro para manter o carro não modificado, sua única arma que fornecerá a oportunidade de vencer toda a blacklist e assim recuperar sua honra e o carro sabotado, uma BMW M3. O modo Carreira conta com diversas corridas já presentes nas versões anteriores: Sprint (desafios longos que primam pela alta velocidade em um trajeto de um ponto a outro oposto), Lap Knockout (a cada volta da corrida, o último colocado é eliminado), Drag Race (arrancada) e Circuit Races (vence quem completar em primeiro lugar). Para desalento de alguns, estão ausentes os modos Drift, Race X e Underground Race League. As novidades ficam ao encargo do modo Tollbooth e Bounty: no primeiro a meta é alcançar determinados checkpoints em um tempo pré-estabelecido, e no segundo deve-se achar armadilhas espalhadas pelos mapas para despistar os policiais que estão no seu encalço. Bônus são concedidos caso viaturas e propriedades públicas sejam danificadas. O mesmo vale para infrações de trânsito. O dinheiro aumentará com o número de corridas vencidas e perseguições bem sucedidas. [b]Rockport, um bom lugar para se correr[/b] Lembrando NFSU2, existe uma grande e variada cidade a ser explorada, Rockport. Constam ali diversas lojas para incrementar o visual, a performance e adquirir novos veículos. No menu principal existe a opção de ir para sua casa rapidamente (Jump to Safe Home) e de lá ir para qualquer corrida, o que economiza bastante tempo. Uma pena que o mesmo não ocorra com as lojas, já que neste caso é necessário viajar até o local desejado.Tal fato contudo, é justificável já que caso isso ocorresse, não haveria espaço para as perseguições e encontros-surpresa com os policiais. O jogo, como se pode deduzir pelo título (Most Wanted) tem como atração principal as perseguições. Elas possuem várias peculiaridades já que além das armadilhas que despistam ou destroem as viaturas se tornam mais quente a medida em que o heat level sobe. Este parâmetro, controlado pelo avanço e quantidade de infrações no jogo, define quantos policiais e quais serão as táticas implementadas para interceptar o seu veículo. Além de cerco em grupo, helicópteros e dispositivos que furam o pneu do carro, nas últimas missões será o próprio Sargento Cross que irá lhe perseguir, na posse de um veloz Corvete C6 especial. As cutscenes são interessantes, ambientam constantemente o jogador na história e apresentam doses de humor muito peculiares à série, apesar de ficarem escassas no meio da carreira. A soma da atuação não convincente de atores reais ??? jovens com poses de homens machões ou garotas fúteis e estereotipadas ??? com um cenário 3D acabam provocando, não raro, risos, em vez de temor ou apreensão. A inteligência artificial é mais um dos pontos negativos, pois não está bem coordenada, pendendo entre o fácil e o extremamente difícil, sem lógica aparente. Jogando numa das primeiras partidas utilizando o Golf Gti, logo após ganhar do primeiro rival da blacklist, vi o oponente arrancar com uma velocidade incrível. Estranhamente, quando tudo parecia perdido, ele parecia estar dando chance, ficando muito mais lento e às vezes errando tentando pegar caminhos obstruídos. As pistas estão bem feitas, tendo extensões variadas e possibilidade de um jogo no melhor estilo arcade. Existem diversos atalhos, agora mais difíceis de serem detectados, exigindo freadas bruscas, que são compensadas por um corte considerável do trajeto. O clima varia constantemente, sendo possível presenciar chuvas torrenciais e entardeceres belíssimos. No geral, reina uma sensação de outono bastante relaxante em contraste com a adrenalina da velocidade. [b]Speedbreaker, matrix para um jogo de corrida?[/b] Outro estilo de jogo possível é o modo Challenge. Aqui, pequenas missões são pré-estabelecidas das mais diversas formas, como escapar da polícia em determinado tempo, causar uma quantidade específica de dano aos carros policiais ou simplesmente cumprir uma rota em certo tempo. A cada vitória, outras pistas são liberadas, cada uma delas com carros novos. Uma possibilidade de testar veículos inacessíveis no modo carreira e saber sua performance antes de adquiri-los, portanto. Speedbreaker é mais uma novidade. Este elemento especial pára o carro repentinamente em câmera lenta, permitindo curvas mais fechadas e o acesso aos atalhos mais difíceis. As perseguições também são intrincadas, exigindo o conhecimento do mapa, da ameaça policial de cada região e de locais onde é possível acelerar o tempo de Cooldown (período em que os policiais não sabem onde você está mas permanecem procurando-o). O visual do carro e o progresso no jogo interferem também no quanto você está sendo procurado, portanto é prudente mudar a cor e o carro de vez em quando para despistá-los. [b]Muito pós-processamento[/b] Como é de costume na série, os gráficos estão ótimos. O cenário é completo e tem um visual bastante agradável, distante das noites solitárias dos títulos Underground. As texturas realmente fazem o jogador ter um pouco da sensação de estar dirigindo um dos inúmeros supercarros do jogo. Lamborghini, Porsche, Mercedez, Mustang estão entre os mais de 30 veículos licenciados. A engine da Electronic Arts dá uma gama grande de detalhes, permitindo que os donos de computadores mais antigos usufruam deste game. Entretanto, as animações possuem uma quantidade excessiva de noise reduction/anti aliasing (redutores de imperfeições), imperando aqui o mal gosto. O blur gritante nos momentos de velocidade também é um fator que pode incomodar os que primam pelo realismo. A trilha sonora, ao que parece, está cada vez mais em segundo plano para a Electronic Arts. Não existem faixas memoráveis dentre as músicas licenciadas, com exceção de uma remixagem do Jamiroquai. No geral, os estilos predominantes são o rap, o techno (mais especificamente drum and bass) e alguma faixa de rock pesado. Não são destaques porém, de maneira alguma tiram o mérito do jogo. Nas perseguições podemos ouvir nitidamente aquelas típicas trilhas de perseguições televisivas estadunidenses tensas e dramáticas, contribuindo para a emoção do momento. Isso sem falar na escuta da rádio dos policiais, onde é possível ouví-los tramando qual artimanha irão usar para lhe deter. O som dos veículos tem um sabor especial, variando a cada mudança de carro, peças de performance e terreno percorrido. O ronco do motor acaba, por fim, sendo a melodia almejada. Tendo-se em conta toda a série, quantidade de veículos e possibilidades de corridas, Need for Speed Most Wanted é sem dúvida o melhor título de todos eles. A riqueza de possibilidades do modo perseguição, a variedade de veículos e uma cidade cheia de desafios e caminhos ocultos são mais do que suficientes para muitas horas de jogo.
Fonte: Tecmundo Games
rbmarques
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