A Entertainment Software Rating Board (ESRB), entidade que regula a classificação de jogos eletrônicos nos Estados Unidos, causou um verdadeiro furor esta semana lá fora ao proibir todas as peças publicitárias – online e offline – de Fallout 3.
O problema todo começou quando uma pessoa reclamou da publicidade ao ver um anúncio em um ponto de ônibus. A peça mostrava Washington, a capital dos EUA, devastada após um ataque nuclear. Não contente em remover do mobiliário urbano e dos outdoors as peças do game, a ESRB resolveu estender a proibição à internet, chegando ao cúmulo de proibir que sites de games publicassem o vídeo.
Sites como o GameTrailers rapidamente publicaram mensagens contrárias à proibição (já que usam sistemas de verificação etária) e responderam à altura, criando seus próprios trailers. A ESRB, afinal, tem direito de aprovação de peças criadas pelas produtoras e distribuidoras de games, mas os veículos desfrutam de liberdade de imprensa. Ou não – já que a ESRB rapidamente pressionou a Bethesda Softworks, dona de Fallout 3, que foi obrigada a conversar com os sites e solicitar a remoção desses conteúdos.
O apedrejamento público da instituição está em curso em fóruns, sites e basicamente em qualquer agrupamento de fãs. E com razão. Nada contra a proibição em lugares públicos, mas em sites de nicho, com sistema de verificação etária e contrariando todos os princípios de liberdade de expressão? A ESRB está comprando uma briga perigosa…
Em outra notícia sobre o jogo, também no Japão Fallout 3 está sendo censurado. Novamente, por uma questão de sensibilidade. Uma das fases paralelas, que inclui uma bomba atômica detonada através de um lançador batizado “Fat Man”, foi retirada. O nome é o mesmo da bomba que explodiu em Nagasaki, Japão, em 9 de agosto de 1945. Péssima idéia… apesar de ter razão no caso anterior, aqui simplesmente não há como defender a Bethesda Softworks.
O game já está disponível para PC, Xbox 360 e PlayStation 3.