Apesar de ter seguido a vontade do público ao anunciar que o Xbox One não irá mais restringir os jogos usados, nem exigir conexão à internet para todos os jogos, a Microsoft não poderá mais oferecer alguns dos recursos que podiam ser boas inovações no console. É o caso, por exemplo, do compartilhamento dos jogos pela nuvem entre 10 contas da Live.
Sem poder mais se conectar à internet a cada 24 horas para checar a atividade do usuário, o Xbox One não permitirá mais que o usuário instale um jogo na nuvem e usufrua dele em outros consoles sem a necessidade do disco original. Agora os jogos só rodarão com o disco inserido no Xbox One, a não ser, é claro, quando se trata de uma cópia digital.
Da mesma forma, o recurso que permitiria que o usuário compartilhasse um jogo com até 10 pessoas “da família” teve que ser eliminado.
Mas o vice presidente da Xbox Live, Marc Whitten, explicou ao site [iurl=https://www.polygon.com/2013/6/19/4446308/xbox-one-family-sharing-plan-cloud-library-price-cut-plans]Polygon[/iurl] que a Microsoft ainda pretende aproveitar os recursos da nuvem e da distribuição digital pelo Xbox One. Um exemplo disso: quando o usuário instalar um jogo no Xbox One de um amigo, mas levar o disco de volta para sua casa, o amigo poderá se conectar à Xbox Live e comprar uma reativação do jogo, sem a necessidade de baixá-lo novamente, já que os dados serão mantidos no HD.
Os recursos de computação da nuvem – que podem servir para gerar parte do jogo remotamente, aumentando o poder de processamento do Xbox One – também continuam válidos, e obviamente eles exigirão uma conexão constante à internet.
Embora a decisão de mudar as políticas de uso do Xbox One – e tirar a trava regional do console – tenha como objetivo anular as vantagens do concorrente PlayStation 4, a Microsoft não parece interessada em reduzir o preço do console para equipará-lo com o aparelho da Sony. “No preço sentimos fortemente que estamos entregando um valor imenso em jogos e entrenimento”, disse Whitten.
O Xbox One sai em novembro custando US$ 499, US$ 100 a mais que o PlayStation 4.
