A Microsoft está estudando uma maneira bastante peculiar de inserir publicidade em videogames. Um novo pedido de patente da empresa descreve um sistema capaz de identificar momentos considerados seguros durante uma partida para interromper temporariamente a interação do jogador e apresentar anúncios.
Batizado de “Contextually Aware Management of Interactive Software Application Access”, o pedido foi publicado nos Estados Unidos em 3 de setembro de 2026 sob o número US 2026/0260258 A1. O documento atual dá continuidade a uma tecnologia cuja prioridade remonta a maio de 2023.
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Como o sistema de anúncios funcionaria
A tecnologia é descrita pela própria Microsoft como “context aware”, ou seja, sensível ao contexto do que está acontecendo na tela. O funcionamento central gira em torno do que a patente chama de sistema de “ad credit”: o jogo monitora constantemente os chamados “trigger events”, momentos específicos reconhecidos como períodos de inatividade do jogador, e é nesses instantes que um anúncio é exibido, pausando temporariamente o jogo.
Os exemplos citados no documento incluem telas de carregamento, telas de fim de rodada e o momento imediatamente após a conclusão de uma missão ou quest. A lógica é parecida com o que já existe em vários free-to-play mobile: o sistema tenta identificar as janelas em que o jogador não está ativamente interagindo com o game para encaixar o conteúdo patrocinado. O crédito de tempo sem anúncios funciona em blocos, quando cada bloco expira, o conteúdo promovido volta a aparecer.
Conexão direta com o Xbox Game Pass
Embora a aplicação prática da patente ainda seja incerta, ela não surge num vácuo. A Microsoft já vinha testando uma camada de publicidade no Xbox Cloud Gaming antes mesmo desse registro. Além disso, um rumor recente apontou que a empresa estaria trabalhando numa camada mais barata do Xbox Game Pass com suporte a anúncios, algo inédito para o serviço de assinatura.
Questionada sobre o assunto, a Microsoft não negou diretamente: a empresa afirmou que “regularmente testa diferentes ofertas do Game Pass e avalia o que funciona melhor para os jogadores em diferentes mercados”.
A resposta vaga alimenta a especulação. Se por um lado a patente não garante que o produto chegará ao mercado nessa forma, por outro, o conjunto de movimentos da companhia, testes em cloud gaming, declarações evasivas e agora um registro formal de propriedade intelectual, sugere que a ideia está bem além do estágio de brainstorming.
Para os assinantes do Xbox Game Pass, a grande questão que fica é se um eventual plano mais barato com anúncios coexistiria com os tiers atuais ou se representaria uma reestruturação mais ampla do serviço.
Fonte: Eurogamer
