The Blood of Dawnwalker não terá modo de performance nas versões de PS5/PS5 Pro e Xbox Series S|X. O estúdio Rebel Wolves confirmou oficialmente, por meio de um vídeo divulgado em seus canais, que o jogo chegará ao console com apenas duas opções gráficas: Qualidade e Balanceado.
A ausência de um modo que alcance os 60 frames por segundo acendeu o alerta de parte dos jogadores, mas há razões técnicas e criativas que ajudam a entender a decisão. As opções confirmadas pelo estúdio funcionam da seguinte forma:
- Qualidade: 4K dinâmico, mirando os 30 FPS
- Balanceado: 4K dinâmico, mirando os 40 FPS
À primeira vista, as duas modalidades parecem quase idênticas e a diferença de 10 quadros por segundo pode soar pouca coisa. Mas a chave para entender a distinção está justamente no conceito de resolução dinâmica. Isso significa que o jogo não rodará constantemente em 4K nativo em nenhuma das duas opções.
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A resolução sobe ou desce conforme o necessário para manter a taxa de quadros-alvo estável. No Modo Qualidade, a prioridade recai sobre a fidelidade visual e a resolução; no Modo Balanceado, o motor vai sacrificar resolução e outros elementos visuais para sustentar os 40 FPS. Vale destacar que o PS5 Pro terá melhorias próprias aplicadas aos dois modos.
Por que não há 60 FPS — e por que isso pode não ser um problema
O Rebel Wolves não detalhou publicamente os motivos pelos quais descartou um modo de performance tradicional a 60 FPS, ausência que se aplica inclusive ao PS5 Pro. A hipótese mais plausível envolve uma combinação de fatores: a natureza ambiciosa do jogo, que é um RPG de mundo aberto, e o porte relativamente enxuto do estúdio diante da escala do projeto.
Como o diretor criativo de The Blood of Dawnwalker, Mateusz Tomaskiewicz, já havia revelado anteriormente, o Rebel Wolves conta com cerca de 150 desenvolvedores. A diferença em relação à antiga casa de muitos deles, a CD Projekt RED (que possui mais de 500 profissionais, é considerável. Entregar um mundo aberto denso com uma equipe dessa dimensão já é, por si só, uma tarefa de peso.
Existe, porém, um argumento que vai além dos recursos técnicos: o ritmo do próprio jogo. Segundo o Areajugones, após quatro horas de gameplay, a impressão é a de que The Blood of Dawnwalker não é um título de ação frenética.
O pacing mais cadenciado da experiência faz com que a ausência dos 60 FPS seja, na prática, menos impactante do que seria em um jogo de ação puro. Isso não invalida a preocupação de quem já se acostumou com o padrão de fluidez desta geração, mas coloca a discussão em perspectiva.
A resposta definitiva para se a decisão vai ou não comprometer a experiência em console virá com o lançamento do jogo, marcado para 3 de setembro.
Fonte: Areajugones