A Bungie que o mundo conhece hoje, reduzida a um esqueleto operacional, com as atualizações de Destiny 2 encerradas e a recepção morna de Marathon, poderia ter sido uma história completamente diferente.
Segundo um novo relato do jornalista Jason Schreier, da Bloomberg, o estúdio tinha entre 5 e 6 jogos em desenvolvimento antes, durante e após a aquisição pela Sony por US$ 3,6 bilhões. A maioria nunca chegou ao público.
As informações vieram à tona em um novo vídeo publicado por Jason Schreier no YouTube, no qual ele detalha o colapso da iniciativa de jogos como serviço do PlayStation. De acordo com ele, o portfólio de projetos da Bungie era parte fundamental do interesse da Sony na aquisição.
Leia Mais
“Como parte dessa aquisição, a Bungie também tinha um monte de outros jogos como serviço em desenvolvimento que a Sony queria ver lançados nos anos seguintes, além, claro, de Destiny 2, que é o grande projeto contínuo da Bungie”, explicou o jornalista. No entanto, “por uma variedade de razões”, a maior parte desses projetos não sobreviveu.
Jason Schreier não revelou quais eram todos os títulos, mas é possível montar o quebra-cabeça a partir de informações já divulgadas anteriormente. O mais visível deles é Marathon, o shooter que ainda está em desenvolvimento e que recebeu uma recepção bastante fria desde seu anúncio. Há também o Destiny: Rising, jogo para dispositivos móveis que chegou ao mercado em 2025.
Outro projeto, conhecido internamente como Project Gummy Bears, foi absorvido diretamente pela Sony e segue em desenvolvimento em algum grau, embora não se saiba exatamente em que estágio está. Já o Project Sunspot, um spin-off de Destiny, foi cancelado em 2023. O Project Payback, um jogo com inspirações claras em Warframe, teve o mesmo destino, sendo encerrado em 2024.
O contexto por trás dos cancelamentos não é difícil de entender. A Sony desembolsou US$ 3,6 bilhões para adquirir a Bungie e naturalmente esperava um retorno proporcional ao investimento. Projetos que não demonstravam potencial suficiente para gerar receita em escala provavelmente foram descartados por não atenderem às expectativas financeiras da companhia. O fato de o Project Gummy Bears ter sido transferido para um time interno da Sony indica que, ao menos nesse caso, havia algo de valor que justificava a continuidade.
O resultado de tudo isso é um estúdio que, hoje, opera com uma equipe enxuta, bem distante do que foi no auge de Destiny e da era Halo. O que poderia ter sido uma das maiores apostas no modelo jogos como serviço da geração acabou se tornando um dos casos mais emblemáticos de como esse segmento do mercado pode desmoronar rapidamente.
Fonte: GamesRadar