O diretor de DOOM: The Dark Ages, Hugo Martin, usou o episódio mais recente da série de streams Slayer Club Live para rebater diretamente os rumores de que a id Software teria sido devastada após as demissões em massa promovidas pelo Xbox. Segundo ele, o estúdio conta hoje com o mesmo número de pessoas que tinha durante o desenvolvimento de DOOM de 2016.
As declarações surgem em um momento delicado para o estúdio. Os cortes recentes chegaram a eliminar aproximadamente 73,5% do quadro de funcionários do escritório-sede da id Software em Richardson, Texas, um número que acendeu o alerta entre fãs da franquia e levantou dúvidas sérias sobre o futuro do estúdio. Diante da repercussão, Martin decidiu ir a público mais uma vez.
“Há relatos de que nossa equipe foi reduzida drasticamente e agora temos apenas 50 pessoas. Isso não é verdade. Temos o mesmo tamanho de equipe de quando fizemos DOOM de 2016 e a IDTech está muito ativa e bem. É importante entender que temos engenheiros tanto em Frankfurt quanto na MachineGames. A IDTech está lá, a equipe de DOOM está aqui, e estamos ansiosos para compartilhar com vocês mais detalhes sobre o que estamos desenvolvendo no futuro, assim que for aprovado.”
Além de tratar do tamanho da equipe, Hugo Martin deixou claro que tem um desejo pessoal de continuar a narrativa do personagem. Ele citou a ambição de conduzir a história até o que chamou de “o Sarcófago”, indicando que há um arco maior planejado para o Slayer além do que já foi mostrado em DOOM: The Dark Ages e no DLC DOOM: The Dark Ages – Revelations, lançado recentemente.
“A porta está aberta para poder… eu adoraria poder completar essa história até o Sarcófago”, disse o diretor, sinalizando que as intenções criativas do estúdio seguem intactas apesar do cenário adverso.
A menção à MachineGames e ao escritório de Frankfurt como braços do ecossistema da IDTech é relevante, pois ela indica que o motor proprietário da id Software, que impulsiona tecnicamente os títulos da franquia DOOM, não depende exclusivamente do escritório texano para seguir em desenvolvimento.
Hugo Martin também agradeceu o suporte da comunidade tanto em relação ao momento difícil do estúdio quanto ao desempenho de DOOM: The Dark Ages. O game foi descrito pelo diretor como crítica e comercialmente bem-sucedido, superando as próprias projeções internas.
“E olha, o fato de termos feito um jogo que as pessoas gostam, que é aclamado pela crítica e um sucesso comercial, e como eu disse, que está indo muito bem em relação às previsões e tudo mais… Isso é bom para todos: para as pessoas do estúdio, para as pessoas de quem, infelizmente, tivemos que nos despedir.”
“Acho que isso ajuda a todos, e nós realmente apreciamos o apoio de vocês. O apoio esmagador de todos que foram afetados pelas demissões, a divulgação e o apoio à arte, que vocês já faziam antes e continuam fazendo agora, é simplesmente incrível. Então, parabéns.”
A comunidade, no entanto, ainda mantém um ceticismo compreensível. Declarações de executivos e diretores criando de que “tudo está bem” após cortes desta magnitude raramente convencem sem evidências concretas. A confirmação real do estado da id Software provavelmente só virá quando o próximo projeto do estúdio for revelado ao público.
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Fonte: Wccftech
