O debate em torno do suposto monopólio da PS Store ganhou mais um capítulo com a participação de Gordon Thornton, ex-vice-presidente da loja digital da PlayStation. Em entrevista exclusiva ao Insider Gaming, Thornton saiu em defesa da companhia e argumentou que a Sony não exerce controle sobre os preços dos jogos comercializados em sua plataforma, uma das acusações mais recorrentes no debate sobre o fim do formato físico, marcado para janeiro de 2028.
“Com relação às alegações de monopólio e fixação de preços, o PlayStation opera sob um modelo em que a distribuidora atua como fornecedora. Como o preço de varejo é determinado pela distribuidora, a Sony não controla essas estruturas de preços, o que contradiz completamente a sugestão de que ela define os preços unilateralmente”, declarou Thornton.
Quando um jogo chega à PS Store com uma etiqueta de 80 euros, essa decisão parte da publicadora responsável pelo título, seja ela Konami, Capcom ou qualquer outra. A Sony, nesse modelo, funcionaria como uma intermediária comercial, não como a parte que dita o valor final ao consumidor. Thornton ainda reconhece que os descontos digitais frequentes criaram um comportamento específico no público: “Os constantes descontos digitais levaram muitos jogadores a esperar por uma oferta especial antes de comprar um jogo.”
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Por mais válido que seja o raciocínio de Thornton sobre a precificação, o cerne da polêmica está em outro lugar. O problema levantado por jogadores e pela indústria não gira em torno do valor cobrado pelos títulos na loja digital, mas sim da eliminação da liberdade de escolha do consumidor. Ao decretar o fim das mídias físicas, o PlayStation não está apenas mudando um canal de distribuição, está fechando alternativas que existiam há décadas.
Com o formato físico fora de cena, desaparecem junto as lojas especializadas, o mercado de segunda mão e a possibilidade de revender ou emprestar um jogo. A PS Store passa a ser o único caminho para acessar qualquer título do catálogo. Sem concorrência real nesse espaço, o monopólio se configura de maneira bastante concreta, independentemente de quem define o preço de cada jogo.
O prazo de janeiro de 2028 ainda dá tempo para que o debate ganhe mais vozes, e, quem sabe, force algum tipo de reconsideração por parte da Sony.
Fonte: Areajugones
