A Sony divulgou seus resultados financeiros do último ano fiscal e, junto com os números, veio um alerta: a empresa projeta uma queda nas vendas de hardware do PlayStation 5 nos próximos 12 meses. O culpado, segundo a própria fabricante, é a escassez global de memória impulsionada pelo boom da inteligência artificial generativa.
No relatório oficial, disponível no site corporativo da Sony, a empresa detalha na página 13 que antecipa uma “diminuição nas vendas unitárias” entre abril de 2026 e abril de 2027. A justificativa vem logo em seguida.
“Planejamos basear nossas vendas de hardware do PS5 no ano fiscal de 2026 no volume de memória que conseguirmos adquirir a preços razoáveis e esperamos que a lucratividade do hardware seja essencialmente a mesma do ano fiscal de 2025.”
A escassez de memória não é um problema exclusivo da Sony. A explosão da demanda por chips e componentes de memória para alimentar sistemas de inteligência artificial generativa tem pressionado toda a cadeia produtiva de eletrônicos de consumo, e a indústria de games está sentindo o impacto direto. A Valve, por exemplo, recentemente atribuiu a queda no estoque do Steam Deck exatamente à mesma causa, além de ter anunciado o atraso do Steam Machine por razões semelhantes.
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O cenário se estende a outras gigantes. A Apple já indicou que espera que os problemas de fornecimento persistam por tempo indeterminado. Do lado da concorrência direta, a nova CEO do Xbox, Asha Sharma, sinalizou que os custos de memória podem afetar tanto o preço quanto a disponibilidade dos consoles de próxima geração da Microsoft. A Nintendo, por sua vez, anunciou recentemente um aumento de preço para o Switch 2.
Nem tudo no relatório foi motivo de preocupação. No mesmo slide em que projeta a queda nas vendas de hardware, a Sony também prevê um aumento nas vendas de jogos first-party durante o ano fiscal vigente.
Fonte: Eurogamer
