Os novos jogos de Call of Duty deixaram de ser um benefício automático do Xbox Game Pass, mas a franquia não vai sumir do serviço de assinatura da Microsoft tão cedo. Segundo um relatório do PC Gamer, a estratégia da empresa para preencher essa lacuna passa por um caminho nostálgico, que seria trazer os títulos mais antigos da saga para o catálogo do Game Pass.
A mudança de rota foi anunciada pela nova CEO da Xbox, Asha Sharma, que também confirmou a redução no preço do Xbox Game Pass Ultimate. A decisão de retirar os lançamentos de Call of Duty day-one do serviço representa uma virada considerável, já que o acesso imediato aos novos jogos da franquia era um dos principais argumentos de venda do pacote desde a aquisição da Activision Blizzard por quase $70 bilhões pela Microsoft.
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O que ainda está no Game Pass
Atualmente, desconsiderando o Warzone, há seis jogos da franquia disponíveis no Game Pass:
- CoD: Modern Warfare (2019)
- CoD: Modern Warfare II
- CoD: Modern Warfare III
- CoD: WWII
- CoD: Black Ops 6
- CoD: Black Ops 7
O mais antigo desse grupo é CoD: WWII, lançado originalmente em 2017. Ou seja, há uma janela de mais de uma dúzia de jogos ainda fora do serviço que poderiam ser incorporados ao catálogo. O relatório do PC Gamer aponta que os títulos mais antigos da franquia são os candidatos mais prováveis para preencher o espaço deixado pelos novos lançamentos.
A lista de jogos que poderiam integrar o Game Pass inclui:
- Call of Duty (2003)
- Call of Duty 2 (2005)
- Call of Duty 3 (2006)
- CoD 4: Modern Warfare (2007)
- CoD: World at War (2008)
- CoD: Modern Warfare 2 (2009)
- CoD: Black Ops (2010)
- CoD: Modern Warfare 3 (2011)
- CoD: Black Ops 2 (2012)
- CoD: Ghosts (2013)
- CoD: Advanced Warfare (2014)
- CoD: Black Ops 3 (2015)
- CoD: Infinite Warfare (2016)
- CoD: Vanguard (2021)
Na prática, é improvável que todos esses jogos cheguem ao serviço de uma vez. A aposta mais razoável recai sobre as três primeiras entradas da franquia, Call of Duty (2003), Call of Duty 2 e Call of Duty 3, justamente os títulos com uma pegada mais retrô e que não se encontram representados em nenhuma forma no catálogo atual.
O raciocínio faz sentido quando se olha para o histórico da saga. A partir do CoD 4: Modern Warfare, de 2007, a franquia tomou a forma que conhecemos até hoje. Foi aquele jogo que catapultou Call of Duty ao status de fenômeno cultural, estabelecendo o template de multiplayer e progressão que definiria os anos seguintes. Tudo que veio depois, de certa forma, é uma variação daquela fórmula.
A questão que fica é: quanto esses clássicos realmente compensam a ausência do título mais recente? Quem assina o Game Pass pensando em jogar o novo Call of Duty no lançamento provavelmente não vai se contentar com um jogo de mais de vinte anos. Por outro lado, aqueles que já se acostumaram a não comprar o lançamento anual da franquia por saber que ele chegaria ao serviço podem simplesmente esperar um ano, já que a promessa é que os novos títulos ainda chegarão ao Game Pass, só não mais no day-one.
Ainda assim, há um argumento genuíno de valor aqui. Da mesma forma que fãs veteranos de DOOM apreciam ter acesso às diferentes versões daquele shooter icônico dentro do Game Pass, há um público de Call of Duty que certamente gostaria de revisitar as campanhas dos primeiros jogos da saga.
Fonte: Wccftech