Campeão de Pokémon GO é desclassificado por “comemorar demais” e contesta decisão

Os juízes do evento avaliaram que a celebração era "antidesportiva" e revogaram o triunfo

O jogador conhecido como Firestar73, campeão desclassificado do Pokémon de Orlando de 2026, se manifestou oficialmente sobre a decisão que lhe custou o título. Em uma declaração publicada no X, ele defendeu sua comemoração, classificou a punição como um “erro de boa-fé” e anunciou que já acionou formalmente The Pokemon Company pedindo a reversão do resultado.

O caso veio à tona no início de abril, quando um vídeo da comemoração de Firestar73 após sua vitória no torneio foi publicado online e viralizou. Os juízes do evento avaliaram que a celebração era “antidesportiva” e revogaram o triunfo, derrubando toda a campanha do jogador no campeonato regional. A decisão gerou reação imediata da comunidade, que se mobilizou em defesa do competidor e pediu que a Play Pokémon reconsiderasse a punição.

Na declaração publicada no X, Firestar73 começou agradecendo o apoio recebido: “Praticamente todos vocês, se não todos, disseram que discordam da decisão. Sou extremamente grato pelo apoio público que vocês demonstraram.” Ele confirmou ter “enviado um ticket de suporte para The Pokemon Company pedindo que revertam a decisão”, mas fez questão de detalhar os motivos pelos quais acredita que o julgamento foi equivocado.

O argumento central de Firestar73 é duplo. Primeiro, ele sustenta que a comemoração estava dentro do histórico da comunidade competitiva de Pokémon Go: “Minha comemoração não foi antidesportiva no contexto da história da nossa comunidade; foi o tipo de celebração que a própria Play Pokémon encorajou repetidamente.” Para reforçar o ponto, ele citou casos anteriores de comemorações semelhantes que não resultaram em qualquer penalidade, incluindo um episódio em que uma celebração derrubou o celular do adversário no chão sem que nenhuma punição fosse aplicada.

O segundo argumento ataca a proporcionalidade da punição. Mesmo que a comemoração pudesse ser interpretada como antidesportiva, ele defende que a infração não se enquadraria no tipo de conduta que, segundo o próprio regulamento da Play Pokémon, justifica a perda de uma partida: “Mesmo que você assuma que minhas ações cruzaram a linha para o antidesportivismo, elas ainda não seriam o tipo de ação que as regras da Play Pokémon dizem que pode resultar em perda de uma partida.”

“A decisão deles foi um erro de boa-fé, mas ainda assim um erro claro. Essa é a conclusão unânime de centenas, senão milhares, dos treinadores de Go mais dedicados e engajados do mundo todo. Não seria uma ofensa ao organizador do torneio reverter a decisão; seria simplesmente um reconhecimento de que alguém que provavelmente não conhecia tão bem a história da nossa comunidade foi colocado em uma situação difícil, tentou tomar a decisão certa e simplesmente errou.”

Até o momento da publicação desta matéria, a Play Pokémon não se pronunciou sobre o caso.

Fonte: Dexerto

 


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