Netflix, Disney e Crunchyroll intensificam ofensiva global contra pirataria de animes

Gigantes do streaming apertam o cerco e miram grandes sites de pirataria de animes

Netflix, Disney, Crunchyroll e outras gigantes do entretenimento voltaram a apertar o cerco contra a pirataria de animes no streaming. As empresas conseguiram uma nova e abrangente decisão judicial que mira dezenas de sites ilegais, reforçando uma estratégia cada vez mais agressiva para conter a distribuição não autorizada de conteúdo.

A ação foi movida por integrantes da Alliance for Creativity and Entertainment (ACE) e da Motion Picture Association (MPA) e descreve os sites como uma rede hidra, capaz de se multiplicar rapidamente mesmo após bloqueios. O Tribunal Superior de Déli, na Índia, aceitou os argumentos e emitiu mais uma ordem contra plataformas de pirataria de anime, a segunda em um curto intervalo de tempo.

Entre os títulos citados no processo estão Mob Psycho 100 (1ª temporada), da Warner Bros., Romantic Killer e Lookism, da Netflix, além de The Angel Next Door Spoils Me Rotten, distribuído pela Crunchyroll. Segundo os estúdios, essas obras vinham sendo hospedadas e transmitidas sem qualquer autorização.

Documentos apresentados à Justiça apontam diversos sites conhecidos do público, como variações do 9anime, AnimeSuge, Anime Salt, Anikoto, Anime Academy, Anime World, Anitown e Anime Lords. A acusação é de que essas plataformas vinham hospedando, reproduzindo e distribuindo séries e filmes protegidos por direitos autorais, mesmo após notificações formais de remoção enviadas em dezembro de 2025.

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Como os conteúdos continuaram disponíveis, as empresas pediram uma resposta urgente. Após analisar provas como capturas de tela mostrando streams e downloads ativos, o tribunal concluiu que havia fortes indícios de infração e risco de prejuízo financeiro irreversível para os detentores dos direitos. A decisão determina que registradores de domínio, incluindo empresas internacionais como GoDaddy e Namecheap, suspendam e bloqueiem os sites identificados em até 72 horas após o recebimento da ordem. Provedores de internet na Índia também foram obrigados a impedir o acesso às páginas em todo o país.

Além disso, os registradores terão de fornecer dados dos responsáveis pelos domínios, como informações de contato e registros de IP, dentro de um prazo de quatro semanas. A medida eleva consideravelmente a pressão sobre quem opera essas plataformas. Um dos pontos mais relevantes da decisão é seu caráter “Dynamic+”, que permite que os estúdios incluam automaticamente novos espelhos, redirecionamentos ou variações dos sites já citados, sem a necessidade de abrir novos processos. A iniciativa tenta combater uma prática comum da pirataria: trocar de endereço sempre que um domínio é derrubado.

Apesar disso, o cumprimento das ordens segue irregular. De acordo com o TorrentFreak, alguns grandes registradores e até autoridades responsáveis por certos domínios internacionais ainda não estariam cooperando totalmente, o que mantém parte dos sites no ar.

Fonte: CBR

 


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