“Rage” promete uma experiência diferente dos FPS’s atuais

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“O mundo está infestado por uma praga que não para de se multiplicar, com versões cada vez piores. Algumas até são diferentes, mas no fundo todas foram originadas do mesmo local. Para reverter essa ameaça, apenas uma pessoa pode salvar: quem começou com isso tudo.” Não, essa não é a história do jogo deste preview e sim do estado em que o mercado de games está quando o assunto é jogo de tiro em primeira pessoa.

Nos últimos dez anos, você deve ter jogado dezenas de títulos de tiro ” boa parte deles em primeira pessoa. Esse é um gênero que cresceu muito nessa atual geração que processa gráficos incríveis e tem como ícone a série “Call of Duty”. Só que, tirando os grandes nomes, o que mais realmente presta? O que consegue inovar? Difícil, né? A brincadeira no começo do texto tem um fundo de verdade: só quem começou com essa enxurrada pode ajudar a mudar um pouco esse cenário de altos e baixos. Ou pelo menos tirar proveito disso.

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A iD Software, como você bem deve saber, é a criadora dos maiores clássicos do gênero de tiro em primeira pessoa, como “Wolfenstein”, “Doom” e “Quake”. Quando a iD disse que estava trabalhando em uma série inédita, todos pararam para ver o que era. E se tratava de Rage, jogo mostrado na E3 de 2010, extremamente elogiado por toda a crítica ” ganhando até mesmo alguns prêmios de melhor jogo da feira.

Por mais genérico que o nome e as imagens pareçam ser, “Rage” é um FPS que merece (muito) sua atenção. Apesar de ter uma história e ambientação muito parecidos com o que já vimos em “Fallout” e “Borderlands”, ele aposta no primor técnico da nova engine que a iD Software produziu e estreia justamente com esse lançamento.

O iD Tech 5, como é chamado o novo motor gráfico, começou a ser desenvolvido em 2007 e está pronto para mostrar ao mundo o que é capaz de fazer. “Rage” é quase que uma comprovação de como a iD sabe o que faz quando desenvolve uma tecnologia ” essa, aliás, é uma das principais características dela.

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Vamos falar do jogo

“Rage” é um jogo de tiro que mistura elementos de RPG. Em um cenário apocalíptico, todo cuidado é pouco. Criaturas monstruosas estarão vagando pelo enorme mundo aberto que você poderá explorar à vontade. Você controla um membro da Ark, um movimento mundial que pega cientistas e demais pessoas importantes e congela todo mundo debaixo da terra em equipamentos ultra-modernos para que eles possam reconstruir a Terra.

Assim que desperta, o protagonista percebe que o Ark não funcionou como deveria e ele é o único sobrevivente. Ou seja: você estará sozinho em um mundo que nunca viu e, provavelmente, sem amigos para ajudar.

O elemento principal na jogabilidade que promete diferenciar “Rage” é a customização de armas e de munição. São dezenas de combinações diferentes que resultam em várias formas de derrotar os adversários exigindo, em alguns casos, usar a forma correta para ganhar vantagem. Isso significa usar um tiro eletrificado para assassinar vários inimigos que estão dando sopa dentro de um rio, por exemplo.

O mundo aberto traz outras boas oportunidades: os veículos. Esses são essenciais na hora de se locomover pelo enorme mapa e protagonizam lutas ao bom estilo “Twisted Metal”. Gostou desta novidade? Ã bom, porque ela é a principal atração dos modos online.

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Sem Deathmatch

A iD é uma das responsáveis por todo jogo de tiro ter um modo onde duas equipes precisam se matar em arenas fechadas. O famigerado Deathmatch está presente em 99% dos modos multiplayer dos FPS. “Rage”, ao contrário do que você pode imaginar, faz parte do outro 1%.

Não dá para esconder a surpresa ao sabermos que Rage não teria um “mata-mata”. Mas pior foi quando soubemos que no lugar dele a iD colocou uma modalidade de combate com os veículos.

Os produtores não queriam fazer algo apenas por fazer. Eles dizem que Rage tem um modo single-player magnífico por si próprio e querem entregar algo diferente nas partidas multijogador. E, com isso em mente, fizeram um modo em que até seis (sim, apenas seis) jogadores precisam destruir os carros dos adversários em cenários bem grandes.

Não temos dúvidas que essa nova modalidade pode ser um sucesso, mas já não temos tanta certeza se não foi um erro a iD não ter adicionado ao menos uma modalidade onde possamos andar a pé e dar headshots. E pelo jeito, isso não vai acontecer.

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O que esperar?

“Rage” será um primor técnico. Em todas as demonstrações que apareceu, ainda em desenvolvimento, ele já rodava em altas resoluções com uma taxa de quadros por segundos altíssima e constante, o que garante uma fluidez enorme. Por mais que esses detalhes técnicos pareçam irrelevantes para você que só gosta de pegar o controle e jogar, são eles que determinam qual jogo é mais divertido ou melhor que o outro quando você faz comparações ” mesmo que, conscientemente, não leve isso em consideração.

Além disso, a equipe da iD é muito experiente em criar games divertidos que deixam a gente com vontade de jogar: “Doom” e “Quake” são exemplos que não nos deixam mentir. A aposta do modo online é arriscada, mas só pela coragem merece nossa atenção.

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