Preview – Catherine

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Dos mesmos criadores da série Persona, o bizarro Catherine (lançado no Japão dia 17 de fevereiro) dará as caras nos Estados Unidos em 26 de julho, para PS3 e Xbox 360. Finalmente a softhouse Atlus, responsável por séries cultuadas como Shin Megami Tensei, Trauma Center e Etrian Odyssey resolve estrear – de forma original e com estúdio próprio, nada de localizações – nos consoles HD.

Longa foi a espera dos fãs por este momento, mas Catherine é insólito demais, por assim dizer, para ser aquilo que estes mesmos esperavam. A princípio não, não se trata de um jogo de RPG (ponto forte da empresa), mas sim de uma mistura de solução de quebra-cabeças, interação social e horror erotizado.

Você assume o papel de Vincent Brooks, um cara nos seus 25-30 anos, namorando a tímida e bela Katherine. Os dois vivem uma relação saudável – o cara até pretende pedi-la em casamento – até Vincent conhecer a devassa e sensual Catherine. Vincent, infelizmente, se entrega as graças da garota voluptuosa e passa uma noite com ela.

Somado a isso estão os bizarros (é, vou usar muito esta palavra no texto) acontecimentos que acometem a pacata vizinhança local: homens em plena mocidade da vida simplesmente morrem enquanto dormem e trazem em suas expressões traços de pânico e terror. Com peso na consciência pelo adultério, o canalha passa a ter pesadelos esquisitíssimos e começa a temer pela sua vida, pois associa isso tudo às mortes dos outros jovens.

Dentro de todas as bizarrices expostas, a jogabilidade será dividia em duas partes. Durante o dia, Vincent gasta seu tempo num bar perto de casa, onde encontra os amigos, a namorada, envia mensagens de texto pelo celular e por aí vai. Mas a coisa pega mesmo a noite, dentro dos pesadelos do canastrão.

Nestas viagens oníricas, Vincent, vestindo somente aquelas cuecas do tipo samba-canção, tem que tentar entender que diabos está acontecendo ali. Diversos outros homens com cabeça de ovelha parecem “dirigir” o lugar. Vincent tem de resolver uma série de quebra-cabeças que envolvem reposicionamento de cubos enormes para assim conseguir subir cada vez mais em uma espécie de pirâmide que se forma conforme as coisas acontecem.

Nesta pirâmide, armadilhas impedem o avanço de Vincent, e também arrancam dele “vidas”. Ã, o jogo volta com o – para os padrões de hoje – arcaico sistema de vidas. Caso seja pego por alguma surpresa desagradável pelo caminho, ou caia dos blocos penumbra adentro, é óbito certo. E se todas as vidas acabarem, será necessário começar tudo de novo. E o que te espera no fim de cada, digamos, fase? Um chefe no mesmíssimo nível de bizarrice do jogo com um todo. Coisa fina.

Não se culpe por achar tudo muito estranho. Essa é mesmo a intenção dos caras que fizeram o game. Enquanto continuamos esperando sentados por um Persona 5 ou um bom demais para ser verdade Shin Megami Tensei IV, Catherine vai fará um ótimo papel apaziguando os nervos. Ou os hormônios.

Catherine parece único o bastante para atrair até mesmo os mais incrédulos, já que o mercado encontra-se saturado e suplicando por novidades. Além de, claro, ser um game da Atlus. Isso por si só já carregada um significado enorme.

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