Jogos musicais tentam se reinventar para sobreviver pelo menos por mais uma temporada

Será mesmo que criar uma legião de fanáticos nem sempre é bom? Presos nesse dilemas temos duas produtoras: Activision e Harmonix, por conta dos seus fatídicos jogos musicais.
Depois de centenas de jogos lançados no mercado, as duas franquias principais do gênero se encontram em um dilema shakespereano: não podem sair dos trilhos para não desagradar sua larga base de adeptos, mas também não podem ficar estagnados. Ã preciso justificar a continuidade dos lançamentos. Dentro desta dualidade, cada uma encontrou um caminho bem particular, que você confere a seguir.

Rock Band 3
Em “Rock Band 3” principal mudança está em acabar com a reclamação de muitos fãs: a de que os jogadores deveriam usar o tempo para estudar um instrumento de verdade ao invés do simulador. E como fazer isso? Criando periféricos que possibilitam o aprendizado.
A guitarra do kit é a mais realista até agora, uma replica perfeita da Fender Mustang, que também pode registrar arquivos em MIDI. Ela possui dezessete pontos de fricção ao longo do braço e seis pontos de vibração, sendo muito mais que um simples brinquedo de plástico. Por consequência, o preço também é muito mais salgado: US$ 150.
Outra novidade é o teclado de duas oitavas, também com funcionalidade MIDI. Os dois instrumentos foram pensados para o modo Pro, que testará as reais habilidades musicais dos gamers. Caso você já tenha uma bateria ou teclado de verdade, pode comprar o adaptador PRO-Midi, que possibilita usá-los dentro do game.
à uma vertente bem diferente, a deixar no título um ar ambíguo de game sério, hardcore e educacional. Mas será que “Rock Band” ainda pode ser chamado de game?
Guitar Hero: Warrior of Rock
A série da Activision preferiu uma aposta perigosa. A mecânica do próximo “Guitar Hero” é a mesma do quinto jogo da série – não muito diferente do primeiro, com cinco anos de idade. O grande diferencial será a temática fantasiosa e ênfase na história, narrada pelo guitarrista do Kiss, Gene Simons. Ã o legado de “Brutal Legend” nos videogames!
Cenários e personagens novos são legais, mas se você já jogou qualquer outro título da franquia que popularizou o gênero, já sabe exatamente o que esperar de “Warriors of Rock”.
Parece que a expressão “mais do mesmo” cai como uma luva. Talvez tenha chego a hora de “Guitar Hero” passar a tocha. Ou não. Um jogo com identidade também é importante.
