E cá estamos mais uma vez. Nessa parte eu vou mostrar as raças que se espalham por toda Eora, e falar sobre algumas de suas características. Após contar a história e falar sobre as guerras, já estava na hora de esclarecer quem era quem não é mesmo? Haha.
Não se preocupem, pois este será um texto bem curto, apenas para que conheçam todos os povos e fique mais claro quais povoam cada colônia.
Povos e Culturas
Uma mistura diversificada de raças povoa Eora. Suas características de separação são mais aparentes em um nível cultural, com as fronteiras raciais não apresentando obstáculos nem vantagens em qualquer relacionamento entre homens e mulheres civilizados. Um elfo de uma das tribos Glanfathan, por exemplo, compartilharia mais parentesco com um anão de uma tribo vizinha do que com um elfo do Império Aedyrano. A única certeza é que as raças de Eora podem procriar apenas com seus semelhantes, e as uniões entre raças divergentes nunca provaram ser bem sucedidas desse ponto de vista.

Aumaua
Os aumaua são uma grande raça que se originaram e normalmente vivem em ilhas oceânicas de clima quente. Embora eles não sejam o grupo racial mais viajado do mundo (essa distinção pertence tanto aos humanos calbandranos quanto aos anões aptapo), eles vêm explorando e se estabelecendo continuamente pelo mais longo período de tempo, mais de 20.000 anos.
Os aumaua tem duas etnias amplamente divergentes que estão geograficamente separadas por milhares de quilômetros, provavelmente devido a uma enorme migração que ocorreu há mais de 15.000 anos. Os aumaua não são encontrados em grande número em nenhuma cultura heterogênea, mas quando se integram em culturas não aumaua, tendem a se assimilar completamente. Eles são ocasionalmente encontrados em Dyrwood, nas Repúblicas Vailianas, Readceras e, raramente, em Aedyr. Eles são mais frequentemente encontrados em ou perto de cidades portuárias. Eles são fisicamente distintos de outras raças devido ao seu tamanho imponente, um físico de “triângulo invertido”, coloração e texturas estranhas de pele e cabelo e seu formato de cabeça. A expectativa de vida de um aumaua fica entre 70 e 115 anos de idade.
Aumauas das Ilhas

A forma mais comum de não-aumauas diferenciarem essa raça, são através dos aumauas do sul (aumauas das ilhas) e os aumauas do norte (aumauas costeiros). Os aumaua do sul são fisiológicamente semelhantes de diversas maneiras, mas possuem uma coloração que é muito diferente da de seus parentes nortenhos. Como seus apelidos sugerem, os aumauas das ilhas se originaram em um grande arquipélago a centenas de milhas ao sul das Repúblicas Vailianas.
Apesar de ainda serem incomuns em Dyrwood e seus arredores, os aumauas das ilhas são mais fáceis de se encontrar que os aumauas costeiros, que são um tanto raros. Quando encontrados em Dyrwood, eles são geralmente trabalhadores do campo, pescadores ou marinheiros.
Aumauas Costeiros
Habitando principalmente no hemisfério norte, os chamados aumauas costeiros vivem em uma região continental conquistada, principalmente ao longo da costa. As culturas de aumauas costeiros são mais centralizadas e urbanas do que suas contrapartes do sul, embora ainda estejam envolvidas na navegação.
Apesar de não ser correto pensar nos aumauas das ilhas como pacíficos e os aumauas costeiros como agressivos, é exatamente assim que alguns povos de Dyrwood os enxergam.
A razão para isso está ligada à antiga campanha de guerra em que os aumauas expulsaram as comunidades thyrtan, natlan e orlan de vários territórios. Como essa série sucessiva de guerras permitiu que os aumauas reassentassem as terras do norte, isso é vagamente lembrado na mente de muitas pessoas. Os aumauas costeiros são mais comuns em Aedyr do que Dyrwood e suas redondezas, e quando são encontrados, geralmente são mercenários, guarda-costas ou soldados.
Anões
Anões e orlans são igualmente comuns em Dyrwood, apesar de anões serem geralmente encontrados nas colônias, e não no interior de florestas. A maioria dos historiadores acreditam que os anões se originaram em algum lugar do Hemisfério Sul e se espalharam rapidamente em algumas centenas de anos, quase sempre por terra. Muitas culturas dos anões são notadas entre os colonistas terrestres mais agressivos do mundo. No entanto, essas expedições coloniais falham com mais frequência do que são bem-sucedidas, e as ruínas coloniais anãs estão espalhadas por todo o mundo.
Fisicamente, os anões são reconhecidos por sua baixa estatura e corpos largos e grossos. Eles tendem a ser resistentes, o que é normalmente relacionado ao fato de terem vivido por centenas de anos em regiões rochosas, que eram mais agradáveis para bodes e cabras do que humanos. Sua estimativa de vida fica entre os 110 e 190 anos de idade.
Anões das Montanhas – Aptapo
Os anões das montanhas se originaram nos continentes ao leste de Dyrwood, mas se espalharam por muitas outras áreas com o tempo, com várias evidências encontradas em cadeias de montanhas. Como todos os anões, os aptapo (“pessoas cabras”, em vailiano) sempre foram menores que os humanos. Diferente dos orlans, que são frequentemente subjugados, os aptapo sempre lutavam por suas terras e fortificavam seus territórios ao invés de seguir em frente. Também diferente dos orlans, os anões das montanhas são fortes e durões para o seu tamanho.
Os anões das montanhas são comumente encontrados nas Repúblicas Vailianas e são incomuns em Dyrwood e Readceras. Eles raramente são encontrados em Aedyr, e quando são, geralmente estão acompanhando caravanas ou navios comerciantes vailianos.
Anões Boreais – Enutanik
A maioria dos anões boreais vivem na remota ilha de Naasitaq, onde eles compartilham a rochosa tundra e as florestas cobertas de neve com elfos pálidos em migração, e com os navios aumauas que passam pela região. Alguns poucos também vivem nas apertadas e imponentes cidades de Aedyr, entre os agressivos exploradores que atravessaram o oceano para colonizar Dyrwood. Assim como seus primos do norte, os enutanik (“povo da tundra”, em sua língua própria) partilham de uma incansável vontade de viajar longas distancias e descobrir novas terras.
Os anões boreais são extremamente raros em Aedyr, mais comuns nas Repúblicas Vailianas, e pouco encontrados em Dyrwood ou Readceras.
Elfos
Elfos são a segunda raça mais comum em Dyrwood e populam uma grande parte de colônias fundadas por Aedyr, assim como as partes mais profundas de Eir Glanfath. As culturas dominadas por elfos estão entre as menos expansivas e colonialistas, com os aedyranos sendo uma notável exceção (apesar de ter ganhado essa fama após sua fusão com um reino humano). Fisicamente, os elfos são conhecidos por sua velocidade. Eles tendem a ser 10% menores que os humanos e serem mais leves em constituição.
Elfos das Florestas – Sceltrfolc ou Cythwod
Os elfos das florestas se originaram a aproximadamente 3.500 milhas ao norte da atual Aedyr, ao sul de onde os thyrtan podem ter vivido um dia. Eles progressivamente migraram para o sul através das florestas em um ritmo similar aos thyrtan, e agora cobrem a maior parte do continente, até o sul através do equador.
Em adição, acredita-se que vários elfos sceltrfolc (“povo abrigado”, em hylspeak) migraram através do mar para Eir Glanfath em alguma era pré-histórica. Os elfos glanfathan são fisiologicamente idênticos àqueles de Aedyr, mas não compartilham nenhuma cultura em comum. Sua estimativa de vida fica entre 200 e 310 anos de idade.
Seu nome que eles usam entre si na língua hylspeak, “sceltrfolc”, contém as palavras “folc”, homófona de “folk” (“povo”, em português), um nome comum dado aos humanos. Em várias formas, os sceltrfolc de Aedyr tem mais em comum com um grupo humano próximo deles (os thyrtan) do que com os outros elfos.
Elfos Pálidos – Glamfellen
Ainda não está claro há quanto tempo os glamfellen (“moradores do crepúsculo”, em sua língua própria) vieram para as regiões polares no sul do mundo, mas eles vivem lá há pelo menos 12.000 anos, baseado em seu constante contato com os aumauas comerciantes. Eles aparentam estar entre os grupos étnicos mais estacionários do mundo, migrando entre as regiões polares, mas raramente se aventurando para o Norte. Eles são raros em praticamente todas as ilhas do norte, e a maioria das pessoas os consideram exóticos.
Algumas semelhanças entre as línguas glamfellen, aedyrano e hylspeak sugerem que estes elfos viveram no hemisfério norte há muito tempo atrás e provavelmente se originaram nas tribos sceltrfolc.
Humanos (“Folk”, ou “Povo”)
De todas as raças em Dyrwood, humanos são os mais abundantes. Eles correm no meio do caminho quando se trata de proezas físicas – mais fortes que orlans, mais fracos que aumauas – e sua estimativa de vida fica entre 60 e 100 anos de idade. Os humanos tiveram origem em várias partes diferentes de Eora, apesar da maioria ter se estabelecido por perto do equador.
Povos do Prado – Thyrtan
Os povos do prado se originaram no extremo Norte, mas migraram para o Sul (por razões desconhecidas) na direção do equador há aproximadamente 10.000 anos atrás. Agora eles estão estabelecidos fixamente por perto do equador há mais ou menos 2.000 anos. Eles tradicionalmente vivem à beira das terras sceltrfolc, trabalhando nas planícies abertas.
Os thyrtan (“justos”, em aedyrano) são os humanos mais comuns em Aedyr, Dyrwood e Readceras. Eles também podem ser encontrados em pequenos números nas Repúblicas Vailianas.
Povos do Oceano – Calbandra
Os calbandra (“anel quente”, em vailiano) se originaram perto do equador no outro lado do mundo. Acredita-se que eles migraram fortemente graças a sua rápida expansão cultural nos últimos 2.000 anos. A maioria das culturas reconhecem que os calbandra são atualmente a etnia humana mais predominante nessa parte do mundo.
Os povos do oceano são a cultura dominante nas Repúblicas Vailianas, apesar de também serem comuns em Dyrwood. Eles são raros em ambas Aedyr e Readceras.
Povos da Savana – Natlan
Os natlan (“origem” ou “originais”, em katl) se originaram no Sul do equador, ao Norte de Readceras. Apesar de eles terem migrado fortemente para o Norte, a maior parte deste grupo étnico se estabeleceu fixamente no seu local de origem por mais de 10.000 anos. Existem algumas indicações culturais e antropológicas de que os natlan eram próximos da cultura Engwithan em algum momento no passado, mas os próprios natlan afirmam não ter registros de tal proximidade.
Os povos da savana são incomuns em Dyrwood e nas Repúblicas Vailianas. Eles são comumente encontrados em Readceras e são muito raros em Aedyr.
Orlans
Os orlans são relativamente pequenos (50% a 60% menores que os humanos) humanoides. Fisicamente, eles são notados por sua pequena estatura, corpo coberto de pelos, peles de duas cores e orelhas excepcionalmente grandes e peludas. Eles também possuem, por natureza, hábitos noturnos, apesar de muitos orlans que vivem com outras raças se adaptarem ao hábito diurno.
Devido ao seu tamanho, os orlans são muitas vezes foram marginalizados e vitimizados pelas raças com quem tiveram contato. Como resultado, é raro encontrar grandes comunidades deles, e muitos se mudaram para o interior de florestas pelos últimos séculos.
Muitas comunidades de orlans também adotaram táticas de guerra brutais, incluindo o uso de armadilhas mortais e venenos ao redor do seu local de vida. Graças a isso, até mesmo os orlans que nascem e vivem em centros urbanos com outras raças são tratados com desdém, e possuem uma má reputação.
A estimativa de vida de um orlan fica entre 50 e 80 anos de idade.
Orlans da Lareira
Assim chamados por causa de sua natureza relativamente sedentária, os orlans da lareira se originaram no mesmo lugar que seus parentes selvagens: as partes florestais do continente ao Norte de Readceras. Enquanto os orlans selvagens ficaram nas profundezas das florestas e selvas do continente, os orlans da lareira progressivamente se mudaram para perto das ilhas dominadas por outras raças e estabeleceram comunidades permanentes. As diferenças não são apenas culturais; os orlans da lareira são muito menos peludos do que os orlans selvagens, e são geralmente mais aceitos por outros povos por causa disso.
Eles são comumente encontrados como escravos em Readceras e nas Repúblicas Vailianas, e ocasionalmente em Aedyr. Um dos termos tratados entre Dyrwood, orlans e os elfos de Eir Glanfath foi a liberação dos orlans escravizados. Isso foi honrado, mas muitos dos orlans da lareira que continuam vivendo em Dyrwood são servos contratados, ou simplesmente escravos.
Enquanto os orlans selvagens são temidos por sua tenacidade e violência, os orlans da lareira são temidos por sua habilidade de esconder sua hostilidade. Os termos “da lareira” e “selvagens” são usados por outras raças para separar os orlans e discutir seu papel em suas comunidades, mas entre as tribos orlans, o uso destes termos é extremamente reprovado.
Orlans Selvagens
Os orlans selvagens são raramente encontrados em comunidades estabelecidas. Eles são os orlans “originais”, que continuaram a viver nas densas florestas e selvas entre os trópicos. Orlans selvagens só foram realmente separados dos orlans da lareira por algumas centenas de anos, mas devido ao curto período de vida dessa raça, diferenças genéticas entre eles apareceram rapidamente.
A mais óbvia das diferenças é que os orlans selvagens são praticamente totalemente cobertos de pelos. O rosto e o pescoço dos orlans selvagens são cobertos por pelos tão grossos quanto qualquer outra parte de seu corpo. Isso, e a sua xenofobia com outras raças no geral, foi o motivo de serem apelidados de “selvagens”.
Os orlans selvagens são mais comuns nas partes mais isoladas de Eir Glanfath, ao lado de muitos sceltrfolc. Eles também podem ser encontrados (mesmo que pouco) em Dyrwood, ou em Readceras e outras ilhas como escravos, normalmente vendidos por comerciantes vailianos.
Divinos
Os divinos são os filhos dos kith que foram abençoados (ou amaldiçoados, dependendo do ponto de vista pessal ou social) com a manifestação física de uma centelha divina concedida pelos deuses. Os divinos manifestação sua herança em várias formas diferentes – asas, chifres, marcas de nascença estranhas, olhos estranhos – mas sempre manifestam de alguma forma. Embora suas aparências variem, eles são inconfundivelmente sobrenaturais quando alguém os vê claramente.
Algumas vezes, a reação apresentada por uma pessoa ao ver um divino é muito positiva. Mas na maioria das vezes, sua reação é extremamente negativa. Para melhor ou pior, a característica física que marca uma pessoa como um divino sempre vem acompanhada de uma benção (ou maldição) sobrenatural de si mesma.
Os divinos são igualmente incomuns em todo o mundo. Nenhuma região parece apresentar uma concentração maior dessa raça em comparação à outra. A sua expectativa de vida tende a ser semelhante à da raça da mãe e do pai. Todos os divinos são estéreis. Eles são incapazes de se reproduzir com alguém de sua própria raça, ou de uma raça diferente. Este fato muitas vezes influencia a forma como as culturas os consideram e seus papéis na sociedade.
Variedade de Divinos
Não é correto dizer que existe apenas uma etnia de divinos, pois cada pessoa dessa raça é fundamentalmente única. Mesmo que existam semelhanças fisiológicas entre dois divinos, as circunstâncias de seu nascimento e criação significam que essas semelhanças não significam muito.
Existem apenas duas constantes para divinos. Primeiro, a forma de suas cabeças é distinta e obviamente diferente de qualquer outro kith. É virtualmente impossível para eles esconder sua natureza sem chamar muita atenção. Segundo, os membros dos divinos estão sempre cobertos por algum tipo de crescimento (escamas, penas, garras, etc.) ou energia que obviamente não é como os outros kith. Isso não os impede de usar qualquer tipo de roupa, mas se seus membros estiverem expostos, sua natureza é óbvia para qualquer um que os veja.
Os elfos se aproximaram de nós após o nascer do sol. Suspeito que só os vimos porque eles permitiram, com o branco infinito cobrindo-os de camuflagem. O vigia notou um par de olhos pálidos pairando no espaço. Ele descreveu uma figura crescendo em definição, cabelos soltos e armaduras como fragmentos glaciais. Pensando ser uma miragem da Cavaleira Pálida, ele fugiu para os conveses inferiores e rezou até que o cozinheiro do navio o despertou e levou sua história.
Cem figuras se juntaram ao guerreiro no gelo abaixo. Eles parecem entender nossos chamados, mas não vejo esperança em sua relutância em responder. Acho que muitos deles não viram um navio como o nosso antes. O capitão está formando um grupo de ligação para encontrar esses icelings cara a cara e mostrar a eles que somos apenas pessoas que precisam de comida, calor e um lar melhor do que nossa embarcação quebrada.
Posso identificar uma dúzia deles da minha vigia. Quão alto eles estão. Quão imóvel. Se esta é a recepção dos Glamfellen, então o frio realmente combina com eles.
– Registro do navio de Halcyon Widow, escrito pela última vez pelo Primeiro Imediato Haedrith Galyon (recuperado no centenário do desaparecimento da expedição)
E aqui se finaliza mais uma parte. Como disse, foi bem curto, e peçoo perdão pela demora ao postar a nova parte, mas tive alguns problemas que atrasaram um pouco. Na próxima parte falarei sobre as alianças que foram formadas, sejam para se fortalecer nas guerras ou para darem uma vida melhor para seus vilarejos.
Espero que tenha sido uma leitura proveitosa para todos, e aqui me despeço.





