Estação Retrô: Splatterhouse

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Splatterhouse é uma daquelas séries nas quais realmente não são feitas propagandas enganosas, pois o nome diz tudo. A franquia começou em 1988 nos arcades, para orgulho do célebre José Mojica Marins, O Zé do Caixão, e de todos os outros adoradores da violência nua e crua.

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Todo esse grau elevado de desmembramentos, decapitações e monstros empalados tem justificativa: Rick, o protagonista, teve sua namorada sequestrada, assim que os dois adentraram uma casa abandonada com o intuito de fugir de uma tempestade. Apesar de acordar no calabouço da mansão, Rick percebeu que o motivo de ter permanecido vivo era um artefato maia conhecido como “Hell Mask” (Máscara do Inferno ou Máscara do Terror, em algumas versões).

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Possuído pelo objeto poderoso, Rick fica mais forte e sai em busca de Jennifer, enquanto prepara e executa simultaneamente sua vingança pessoal contra monstros gosmentos para nenhum “Uma Noite Alucinante” ou “Sexta-feira 13” botar defeito! Aliás, o protagonista lembra (até demasiadamente) o vilão Jason Vorhees. Talvez por esse motivo a máscara foi recebendo mudanças constantes.

Se nos fliperamas a Namco ” produtora do game ” obteve êxito foi nos consoles que ela arrebentou. “Splatterhouse” foi lançado para o TurboGrafx 16, console pouco conhecido aqui no Brasil, mas muito popular no Reino Unido. Mas o topo da série foi no Mega Drive, sendo que os últimos dois games foram lançados com exclusividade para o console da Sega.

Curiosa mesmo é a versão lançada para o Famicom (o Nintendinho japonês), “Splatterhouse: Wanpaku Graffiti” chegou em 1989 e foi duramente criticado. Afinal, se o marco de uma série com “splatter” nome é realmente os altos níveis de sangue, como é que um console da sempre conservadora Nintendo poderia receber um game da franquia, que não perdesse suas principais características?

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A resposta nunca foi conquistada e, de fato, somente a trilogia conseguiu o “estrelato”. “Splatterhouse” é um game de bons movimentos, boas oportunidades de escolha, por seu caráter menos linear e, principalmente, um game desafiador. Antes de jogar, é necessário se preparar psicologicamente para enfrentar os mesmos monstros diversas vezes, principalmente após perder vidas.

Os monstrengos também fornecem um espetáculo a parte, sendo explodidos, arremessados, queimados, entortados ou qualquer outra coisa que envolva a dor alheia. Apesar da beleza do conceito, por vezes os controles e os movimentos de Rick vão te fazer lamentar por tantas limitações e impossibilidades. Ã triste ver socos e chutes tão pouco eficazes em certos momentos ” talvez decisivos.

Mas o fator-chave da série da Namco sempre esteve presente na série (menos no NES, claro!): o clima de filme de terror de 5ª categoria; para os games isto é fabuloso. ÔSplatterhouse” é um daqueles games que fazem entender rapidamente o porquê de os tempos dos 16 bits serem chamados de “A Era de Ouro dos Games.”

Se você é um dos muitos que aguardam com ansiedade pela nova versão da franquia ” a ser lançada nas plataformas Xbox 360 e PlayStation 3 ” não deixe de encontrar algum meio de curtir partidas dos primeiros games.

https://www.youtube.com/watch?v=D6YjcAXR4po

Você pode ver a seção dedicada ao game clicando aqui Splatterhouse está agendada para sair ainda em 2010.

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