O diretor da gigante dos jogos, EA foi demitido após uma colega americana se queixar de assédio sexual durante uma conference call em que ele disse que a empresa não deveria discutir sobre “quem tem o p** maior”
O diretor de uma das maiores desenvolvedoras de jogos foi demitido por falar a uma colega que questões internas não deveria ser sobre “sobre quem tem o p** maior”, disse à Alta Corte.
Ele foi demitido exatamente seus meses após aceitar o cargo de €160,000 por ano na Electronic Arts, dona das franquias mais populares, incluindo FIFA.
A americana estava em uma teleconferência com ele e prestou queixa devido aos comentários.
Advogados de Jean Philippe Grenet, de Galway, disseram ontem à Alta Corte que seu comentário “desajeitado” era que ele não queria entrar em uma disputa mesquinha e não estava de forma alguma tentando fazer um comentário sexual.
Ele fez essa “lamentável” observação a uma colega por telefone em vídeo conferência nas últimas semanas e foi rapidamente demitido, disseram seus advogados à Alta Corte.
O francês de 56 anos de idade alega que a colega norte-americana, mencionando á no tribunal como “SrTa. S”, queixou-se que ela apresentava “uma conduta negativa” em relação a ele “desde o começo” e estava de olho no cargo de 160.000 por ano, o ouviu a Corte.
O Sr. Grenet recorreu a Alta Corte em uma tentativa de reverter a sua demissão e esperar retomar o seu cargo o mais rápido possível.
Ele já garantiu uma liminar para impedir que a empresa o demitisse – ou nomear alguém para seu cargo – enquanto seu caso está em andamento.
Outra colega na empresa citada no caso, alegou que ele falou a SrTa. S, a qual se encontra no Texas, que ele “não iria botar o p** na mesa… e ver que tinha o p** maior”.
Mas o Sr. Grenet, que teve uma “longa e bem sucedida carreira” até agora, afirma que ele realmente comentou que ele não estava “fazendo uma comparação com a sua genitália” com a outra colega em questão. Ele diz que foi demitido pela primeira vez em 14 de novembro, tendo admitido que usou a palavra “P**” durante a videochamada em 9 de novembro.
A velocidade e a natureza de sua demissão equivaliam a uma “violação perturbadora da justiça natural”, disse Quinn SC ao juiz Tony O’Connor.
O comentário de Grenet não é “de fazer piadas propositalmente e tal qual como essa”, e não foi dirigido à própria SrTa. S, explicou o Sr. Quinn.
O seu cliente estava de fato tentando ilustrar para a SrTa. S que “ele não queria entrar uma disputa mesquinha com uma colega”, explicou o Sr. Quinn.
O Sr. Grenet, “o homem mais importante da empresa na Irlanda”, garantiu o emprego aqui depois de um processo de recrutamento de quatro meses e quer ficar aqui com sua esposa e filhos, foi ouvido.
Ele “trabalhou muito duro para estabelecer uma reputação”, ouviu o Corte.
Mas ele foi submetido a um processo que levou uma questão de dias, “quase uma Inquisição Espanhola”, e ele foi considerado culpado por “má conduta”, disse Sr. Quinn a Corte.
Esse é um “tipo de rótulo tóxico para atribuir a qualquer um”, apontou o Sr. Quinn.
Foi errado que “a única mensagem apresentada ao público é a que ele disse algo errado”, afirmou Quinn.
“Ele está querendo voltar ao trabalho… Ele está substancialmente preocupado com sua reputação e está tentando justificar isso”, acrescentou Quinn.
O Sr. Grenet se mudou para a Irlanda porque não havia um emprego de natureza semelhante disponível na França, e ele teria “dificuldades substanciais para obter emprego alternativo” se sua proposta de demissão for confirmada, disse Quinn ao juiz.
A empresa alega que tem o direito de demitir o Sr. Grenet, que assistiu da parte de trás do tribunal ontem.
