Batman: Arkhan Asylum

Por que tão sério?

Dá para contar nos dedos (de uma mão?) os bons games com personagens de quadrinhos. Não estamos aqui falando de jogos inspirados em filmes com super-heróis das HQs, veja bem. Qual o motivo disso acontecer? Sabe-se lá. As razões são muitas como possível desconhecimento dos personagens, generalização de suas histórias, pouca profundidade entre vários outros motivos. Mas, de vez em quando, parece surgir uma luzinha no fim do túnel. Este facho agora leva o nome de Batman: Arkham Asylum, o mais novo game do Homem-Morcego que sai no segundo semestre de 2009.

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Ok, e o que esse jogo tem de tão especial e diferente? Bem, você já viu as screenshots e os trailers? Então, antes de conversarmos, dê uma olhada aí no menu ao lado e veja as imagens e os trailers. A gente espera. Viu? Pois então, as imagens impressionam logo de cara. Visual sombrio, um tanto quanto sujo, cheio de lugares lúgubres, movimentação boa e tal. Aí você vai dizer: ah, mas isso tudo é tirado dos CGs, o que não representa o que são os gráficos na realidade. Sim, mas nos trailers também há imagens do game mesmo, do jogador no controle do Morcegão e o visual é tão bom quanto.

Tudo é cheio de detalhes e parece ter sido feito como se fosse um filme mesmo do personagem, algo que poderia ser visto no cinema, já que tem uma história adulta, um roteiro bem pensado e representações realistas dos protagonistas. Ou seja, algo feito sob medida para combinar com a atual encarnação do Batman no cinema. Até o Coringa parece ter traços psicóticos como o que é interpretado por Heath Ledger em Batman ” O Cavaleiro das Trevas. Mas, já vamos deixar claro aqui: não há relação alguma deste Arkham Asylum com o que se viu no cinema e nem com alguma aventura das HQs. Apesar disso, a Eidos e a Rocksteady recrutaram o pessoal da WildStorm ” selo da DC Comics ” para cuidar do visual dos personagens e garantir que tudo ficasse plausível e agradável para os fãs dos quadrinhos.

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O que chama a atenção também é o visual do uniforme do próprio Homem-Morcego. Ele não é um colante como o dos quadrinhos (embora, nas HQs, só tenha o visual de um colante, mas é praticamente uma armadura disfarçada), e sim uma couraça ” cinza com detalhes em preto ” feita de material superresistente (Kevlar). Inclusive parece que a vestimenta é feita de placas, já que há até uns rebites unindo as peças. A luva é um troço que mete medo só de ver e há um prolongamento dela que reveste o antebraço. Quer dizer, o cara que se meter a atacar o meninão terá que estar muito bem equipado se quiser sair minimamente ferido. Apesar de toda sua proteção, Batman não é imortal e sua roupa não resiste a todos os tipos de armas.

DENTRO DO ASILO

A história por trás do jogo ” escrita por Paul Dini, roteirista conhecido dos quadrinhos ” é até simples: Batman, uma vez mais, captura o Coringa e o leva para o Asilo. Antes disso, o vilão botou fogo na Prisão Blackgate e fez com que vários prisioneiros fossem transferidos provisoriamente para o Arkham. Claro que tudo isso é parte de um plano saído da mente doentia do Palhaço do Crime. Assim, Arlequina ” com um visual bem diferente, mais sombrio ” abre todas as portas das celas e o inferno está criado. Para piorar, o Coringa escapa da mão dos guardas. Agora, o Morcegão tem de se embrenhar dentro do enorme asilo para restaurar a ordem, só que no meio do caminho terá de encarar bandidos comuns e outras ameaças não tão comuns assim.

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Para seu combate, Batman tem alguns gadgets saídos diretos de seu cinto de utilidades como o Batarangue, que serve tanto para atordoar os inimigos e também para acabar com algumas armadilhas deixadas pelo caminho. Há também o gancho que o herói usa para se balançar de um lado para o outro. A capa também vira um instrumento importante na hora em que é preciso planar. Ele usará ainda alguns outros equipamentos também, mas não haverá vários novos surgindo ao longo do jogo. Em vez disso, cada vez que um oponente é eliminado você ganha uma espécie de Power-up que faz com que seus gadgets sofram melhorias.

Além de seu equipamento tradicional, o Cruzado Embuçado (gostou do nome?) também pode contar com a força física, afinal de contas o cara é mestre em várias artes marciais. Daí, fica fácil de quebrar braços, pernas e espinhas dos manes que aparecem pela frente.

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E, quem lê os quadrinhos sabe: o Homem-Morcego tem os gadgets e luta como ninguém, mas não fica por aí. O cara é conhecido como “o maior detetive do mundo” e o jogador vai perceber isso rapidinho, já que é preciso solucionar vários puzzles. Você também terá de se valer da mente do Batman para analisar a melhor maneira de lidar com uma determinada situação, por exemplo. Todo esse lance detetivesco é acionado pelo Detective Mode que, quando você aperta um botão, faz com que uma visão tipo Raio-x surja e exiba os objetos importantes do lugar e que podem ser usados para ajudar a encontrar um jeito alternativo de encarar um problema.

SÃ ENCRENCA

O simples nome do Asilo Arkham já significa problema para Batman. Nesse jogo, então, nem se fala. Ele vai enfrentar muita gente má que vai dar uma trabalheira total. Para manter o suspense não foram revelados ainda todos os adversários que estarão presentes, mas já se sabe de alguns como Killer Croc e Szasz, além de dos já citados Coringa e Harlequina (esta última surge, aparentemente, apenas nas cenas em CG), é claro. Outros inimigos vão dar as caras com certeza, mas a Eidos e a Rocksteady não abrem a boca sobre quem serão, o que é compreensível.

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O fato é que Batman: Arkham Asylum está com uma cara muito boa e vem deixando felizes os fãs dos quadrinhos que, até prova em contrário, terão um belo game para se divertir.

P.S.: Para quem nunca ouviu falar do Asilo Arkham, cabe uma explicaçãozinha: o lugar é um sanatório especializado em criminosos que tenham distúrbios mentais. O lugar abriga vilões de Gotham City e alguns outros do universo DC em geral também. O Coringa, por exemplo, bate cartão lá.

O asilo aparece ou é citado em diversas histórias do Homem-Morcego e o cara já passou poucas e boas por lá. Em 1991 saiu no Brasil a graphic novel (HQ de luxo) chamada Asilo Arkham e é uma das aventuras mais marcantes do Batman em todos os tempos. Aqui, os internos, comandados pelo Coringa, fazem uma rebelião e exigem a presença do herói. Assim, ele passa a ser perseguido e torturado física e mentalmente. O roteiro é do sensacional Grant Morrison e os desenhos ficam por conta de Dave McKean, outro cara não menos incrível. Vale a pena dar uma procurada em sebos e comic shops. Ah, o Asilo também foi citado, por exemplo, no filme Batman – O Cavaleiro das Trevas. Quem sabe o sanatório não apareça no próximo longa, né?

Basta esperar e ver no que vai dar né pessoal.

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