O Atari foi um marco na história dos videogames. Com preço acessível e uma grande variedade de jogos – o que não existia antes, já que a plataforma era o próprio jogo -, o console foi o pioneiro do milionário mercado de games atual.
Quando se fala no Atari, poucos pensam em como os jogos eram produzidos, em como era a tecnologia por trás desse console que desperta tanta nostalgia. Ã exatamente isso que “Racing the Beam” – ainda sem tradução em português – se propõe a fazer.
Ao autores fazem uma análise técnica e cultural sobre a produção de jogos para o console. O livro faz uma análise crítica da relação entre plataforma (que podemos chamar, a grosso modo, de tecnologia) e da expressão criativa.
Os autores são dois pesquisadores de tecnologia e cultura: Nick Montfort, professor assistente de Mídias Digitais no MIT, e Ian Bogost, professor associado na Escola de Literatura, Comunicação e Cultura do Instituto de Tecnologia Geórgia, e sócio fundador da Persuasive Games LLC.
O livro examina em detalhes seis jogos do Atari: Combat, Adventure, Pac-Man, Yars? Revenge, Pitfall! e Stars Wars: The Empire Strikes Back. São mostrados detalhes da produção, inovações em jogabilidade e conceitos que permanecem até hoje, como a noção de espaço maior do que a tela (o que permite ao jogador explorar um cenário virtual, como em Grand Theft Auto atualmente).
Para quem quiser comprar o livro, por enquanto só temos na gringa. Deixo duas opções: a MIT Press (https://mitpress.mit.edu/catalog/item/default.asp?ttype=2&tid=11696) editora do livro e do instituto onde trabalha um dos autores, e a Amazon (https://www.amazon.com/Racing-Beam-Computer-Platform-Studies/dp/026201257X)
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