O começo de outubro foi marcado por mais um rumor sobre a Apple: desta vez, a companhia americana autorizaria a fabricação do iPhone na fábrica da taiwanesa Foxconn localizada em Jundiaí, interior de São Paulo. A história foi alimentada pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, que, em junho, afirmou que a produção seria iniciada em agosto (junto com a dos tablets iPad), garantindo a chegada dos dispositivos até o final do ano. É mais provável, contudo, que a fabricação local do smartphone fique para 2012.
De acordo com Bruno Freitas, analista de mercado do IDC, é pouco provável que os aparelhos cheguem a tempo para o Natal. "As negociações nessa área devem ocorrer muito cedo. Para que esses iPhones cheguem às lojas no período estipulado, os aparelhos já deveriam estar nas mãos das operadoras", afirma o especialista.
"Por ora, o que sabemos, é que a fábrica ainda está sendo preparada para a produção. Além disso, engenheiros estão visitando a China para aprender os processos de fabricação dos dispositivos", completa o analista.
Um detalhe importante: a Foxconn ainda não recebeu a licença do governo para produzir os iPads por aqui com redução de impostos. Além disso, ninguém ainda falou uma palavra sobre a capacidade de montar smartphones em Jundiaí, ou mesmo sobre as centenas de funcionários que batem cartões todos os dias após passar pela pequena Rua Steve Jobs, uma singela homenagem ao fundador e força criativa por trás da Apple, que morreu no último dia 5.
A Apple costuma envolver suas estratégias em camadas de mistério. Não seria diferente no Brasil.