Jogos de Fórmula 1 se confundem com a própria história dos games. Como categoria mais popular do automobilismo, a F1 serviu de inspiração para desenvolvedores no mundo inteiro definirem as mecânicas de competição e jogabilidade que conhecemos até hoje como um dos mais populares gêneros do mundo: os jogos de corrida.
É claro que este artigo não tem a menor pretensão de falar sobre todos os jogos de Fórmula 1 já lançados, pois isso é tema fácil para um livro exclusivo sobre o assunto, o privilégio foi de alguns que ganharam mais destaque.
Na pré-história? F1, da Namco, foi o sinal verde da categoria no mundo interativo. Lançado em 1976, o game contava com um gabinete com volante, ao estilo Night Driver, o primeiro jogo de corrida da história, lançado pela Atari apenas alguns meses antes. O título ficou eternizado em uma cena do clássico filme de terror Despertar dos Mortos (1978), de George A. Romero.
No final da década das discotecas ? e dos zumbis ?, a Sega resolveu entrar na corrida com Monaco GP para arcades e, honrando a tradição do grande prêmio monegasco cravou seu nome para sempre na história dos games de Fórmula 1 (e de corrida). O game recebeu uma sequência, Pro Monaco GP, foi portado para o SG-1000 nos anos 80, um console antigo da Sega que serviria de base para o popular Master System.
O rei de Mônaco O grande momento da série seria o saudoso Super Monaco GP, lançado para o Arcade e Mega Drive, que traziam um sistema de pilotagem robusto, visual bem acabado, um modo carreira memorável e, o melhor de tudo: a visão interna do cockpit.
Como o game não era licenciado, todos os nomes de pilotos, equipes, motores e grandes prêmios era genérico, como A. Picos (provável equivalente de Nelson Piquet) e o imbatível G. Ceara (Ayrton Senna), que é contratado por uma das equipes durante a temporada e se torna o rival a ser batido. Fazer isso é tão difícil, que diversos tutoriais na internet oferecem estratégias para vencer o maior de todos.
O "maior de todos", que também atende pelo nome de Ayrton Senna, fatalmente se tornou o protagonista, garoto-propaganda e consultor da Sega na sequência do game de corrida, lançada para os consoles da empresa em 1992. Ayrton Senna's Super Monaco GP II contava com pistas mais reais e foi um dos trunfos dos anos 90, a melhor e mais variada década no lançamento de jogos de Fórmula 1, com títulos que carregavam nomes de pilotos como Nigel Mansell, Michael Andretti e, até os japoneses Satoru Nakajima e Aguri Suzuki.
Mas o grande lançamento baseado no circo mundial naquela década não tinha o nome de nenhum piloto e sim do programador britânico Geoff Crammond.
World Circuit Formula One Grand Prix (F1GP) trazia a temporada completa de 1992 licenciada, com pilotos, circuitos, equipes e motores oficiais. O grande trunfo do título, porém, era o perfeccionismo de Crammond, um bacharel em física obcecado em trazer o realismo e os detalhes da F1 para as telas do PC. Estava dada a largada a disputa de simuladores da categoria que, até hoje, regem os principais jogos do circo da Formula 1.
O jogo da extinta MicroProse gerou spin-offs estilo manager de F1 e sequências, inclusive, o melhor jogo da categoria em todos os tempos ? ao menos na opinião deste humilde autor que vos fala ? pertence a série: Grand Prix 2 (GP2), baseado na temporada de 1994, marcada pelos acidentes que vitimaram Ayrton Senna e Roland Ratzenberger em Ímola. GP3 (2002) e GP4 (2004) fecharam a série, ao menos por enquanto, contando inclusive com atualizações anuais em cada nova temporada da Formula 1.
Duelo de gigantes A década de 90 também marcou a disputa entre Nintendo 64 e PlayStation pela supremacia e o coração dos jogadores. O duelo também foi para as pistas e ambos os games contaram com seus títulos exclusivos de F1.
No console da Nintendo dois cartuchos baseados na categoria foram especiais: F1 Pole Position, um título estilão arcade e não-licenciado que testava a potência dos 64-bits, e F-1 World Grand Prix, primando pela simulação e que usou tão bem a licença da FOA (Formula One Administration), FOCA (Formula One Constructors' Association) e FISA (Fédération Internationale du Sport Automobile), que usava até a mesma identidade visual das transmissões para aumentar o realismo.
Já o sistema da Sony contava com a série Formula One, produzido pela Psygnosis. A preocupação não se focava somente na simulação da temporada completa, mas oferecia modos mais arcade nos games da série, para quem só estava a fim de curtir a sensação de pilotar um carro de F1, sem atenção à mecânica e ao rendimento técnico dos bólidos.
A desenvolvedora britânica se saiu tão bem que foi incorporada pela Sony, virou SCE Studio Liverpool, e continuou trabalhando em jogos de F1 para a família PlayStation inclusive na época em que a fabricante japonesa detinha os direitos exclusivos da categoria.
Retorno às origens A Papyrus sempre foi uma produtora tradicional em jogos de corrida para PC (IndyCar Racing e Nascar Racing), mas nunca havia se aventurado em categorias do automobilismo fora dos EUA. Sua estréia, porém, certamente cravou o nome da empresa na história da F1 com Grand Prix Legends. Como o nome sugere, o game não era simplesmente baseado na categoria, mas em uma temporada clássica dela, 1967.
Naquele ano disputaram o campeonato pilotos lendários como Jim Clark, Jack Brabham, Graham Hill, Jochen Rindt e Jacky Ickx. O jogo permitia, além de dividir as pistas históricas de Mônaco, Nurbugring, Silverstone e outras, pilotar clássicos das equipes Lotus, Ferrari e BRM. Enfim, tudo estava lá, nos mínimos e simulados detalhes, o que significa que controlar um dos carros era tarefa para poucos e bravos pilotos virtuais.
Até hoje Grand Prix Legends é cultuado pelo mundo, com atualizações, novas variações de pistas e fãs apaixonados. Infelizmente a falência da Papyrus deixou só a esperança de novos games trazendo outras temporadas clássicas, como 1989, por exemplo?
Fim do multiplataforma Na virada do milênio, a EA era a maior desenvolvedora do mundo e, nunca tinha dado muita atenção a jogos de F1 até então. Em 1999 a empresa adquiriu as licenças necessárias e entrou no circo com F1 2000, um dos raros jogos da categoria lançados antes da temporada começar.
Este foi o primeiro de uma série de games da EA Sports baseado na categoria, os próximos foram F1 Manager, F1 Championship Season 2000, F1 2001, F1 2002 e F1 Challenge 99-02, este último incluía um modo carreira robusto, com testes de equipes, salários e glamour dos circuitos, o que acabou se tornando um padrão nos futuros títulos da Fórmula 1.
Esses foram os últimos games oficiais multiplataforma da F1, antes da exclusividade da Sony, que perdurou entre 2003 e 2007, resultando em seis lançamentos para PlayStation 2 e 3, além do PSP. Os jogos eram competentes, mas falhas na Inteligência Artificial (IA) comprometiam o realismo e geravam situações inusitadas, como é possível conferir no video abaixo. De qualquer forma, a década foi marcada pelo completo domínio dos simuladores baseados na categoria.
Realismo extremo A busca por simular as emoções e dificuldades da vida de um piloto sempre foi uma veia vital da Codemasters em jogos de corrida. Quem jogou as séries Colin McRae, Dirt, TOCA Touring Car e Grid já conhece o perfeccionismo da produtora britânica. Quando assumiu as rédeas da licença da Fórmula 1, em 2008, todo o conhecimento aplicado a carros de rali e GT, além da famosa engine EGO para produzir os jogos mais realistas baseados na categoria.
Era bom essa época, não existia criterio de grafico ou coisa parecida era só diversão. Eu ainda tenho guardado o GP2 que eu jogava no K62 do meu avô era 133mhz, 16mb ram, 10gb de HD, uma placa onboard de 4mb e MUITA velocidade!!
Grand prix 2 foi o mais da hora que joguei...
a jogabilidade era muito boa e bem real...
se vc batesse em algum carro mesmo que fosse de leve ja quebrava alguma parte do carro...e se ficasse na brita ja era não voltava mais era muito loko...
Uma coisa que nunca entendi era o jogo do Senna para os consoles da Sega e a mesma Sega patrocinava o Prost. O primeiro jogo de F1 ou "pelo menos parece" quando comecei a gostar de F1 foi o Pole Position do Atari, depois viciei no World Gran Prix do Master System e depois Super Monaco Gps do Mega mas pra mim até hj uq marcou foi o primeiro F1 do Playstation 1 lembro até hj do narrador japonês da fuji television era tb o narrador oficial da F1 na época só aquela narração já emocionava!
N podemos nos esquecer do NES! o F1 da nintendo, concerteza que todos aqui jogaraum ele
tb n podemos esquecer do F1 da epoca do psone! naquela epoca garanto a vcs que o brasil era mais ligadao da F1 do que hj em dia! lembro que parávamos ao domingos para assistir as corridas, era soh passar domingo de manha nas padarias que tinha mta gente assistindo F1! O tempo bom que n volta mais!
Não sou muito fã de games de corrida mas... Me traz ótimas lembranças como o F1GP da extinta MicroProse. Muito realista para a época, game ficou bastante conhecido.
O Super Monaco GP para MegaDrive também foi épico. Eu jogava quando era pequeno. Como era embassado pegar as equipes mais rápidas...
"Minha humilde opinião"! Gp 2 3 e 4 (Microprose), são os mais completos - a dinâmica do tempo (3 e 4), as quebras, tudo... "o mais próximo do real que já experimentei" até o momento não vi nenhum que me agradasse tanto quanto esses!("Na minha ótica!") - E o AS's Super Monaco GP II - me diverti demais com esse jogo!!
Bem eu so pequei do Gran turismo 1 para frente.Mas conheco todos ali :) Atualemte e Rfactor e GTR2,mas vo pega o f1 2011 hoje pra jogar na casa de um colega meu.
danviopi
Isso ae , ele ganhou aquele trofeo no Gp da Europa de 93 ,aquele que ele passou o Hill,Schumi,Prost e Wendlinger :)
Não tem 1 dia que eu não lembre do Senna dez que conheci sua existencia :).Sempre gostei de corridas mais de um modo meio cego so olhando qual carro era mais bonito mais em 2009,vi Senna no Top Gear e me interresei , des de entam e pegando fotos e corridas de qualquer modalidade de carros , caminhoes e motos o dia inteiro todo santo dia :)
Pra quem gosta do Senna recomendo o canal no Youtube do AndersonSenna ,tem algumas corridas completas em PT-BR Suzuka 88,91 e por ai vai :)