Foi o próprio diretor, Seth Luisi, quem disse: SOCOM 4 é um jogo que se baseia no espírito dos fuzileiros navais da marinha norte-americana. Do companheirismo, do trabalho em equipe. De todos chegarem a salvo ao fim de uma missão bem-cumprida. A aplicação do There is No "I" in "Team".
Se estamos falando de videogame, a forma mais óbvia de conseguir isso é com os modos online, uma vez que a rede a todos conecta " uma vez que você tenha conexão de banda larga e, opcionalmente, uma assinatura Gold da Xbox Live. Mas estamos falando de um exclusivo de PlayStation 3 e isso significa uma coisa boa e outra ruim. A boa (primeiro, porque somos otimistas), é que você não precisa assinar nada para jogar. A ruim (porque a vida é assim mesmo) é que a Playstation Network está fora do ar desde antes da Páscoa. Justamente no mesmo período em que colocamos as mãos no novo jogo da Zipper Interactive.
Sem companheiros de verdade para lutar a boa luta, precisei me contentar com os companheiros artificiais que, apesar de não implorarem para serem estapeados a cada três segundos, são marines que morreriam afogados instantes depois de saírem do barco " porque você não mandou eles respirarem.
Justiça seja feita, entretanto: SOCOM 4: U.S. Navy Seals não é um jogo ruim, e a falta de PlayStation Network também não o torna ruim. Na verdade, ele é um game de tiro tático bem divertido, mas com seus próprios probleminhas. O fato de a PSN estar fora do ar é uma infelicidade para a Zipper e todos os usuários do PS3. Mas já que temos que encarar a guerra desse jeito, que seja: essa é a vida de um fuzileiro solitário. Emocionante, dura e um pouco frustrante.
O mesmo Luisi fez questão de ressaltar algumas vezes que seu jogo não era Call of Duty. Isso, em termos práticos, quer dizer que se você andar sem prestar muita atenção vai acabar sendo cercado e morto vergonhosamente depois de tomar uns quatro tiros. Não há muito tempo para apreciar a tela cheia de geleia de framboesa " é pá, pum, chão.
Como resolver esse problema? Antes de qualquer coisa, lembrando do que está escrito na parte de trás caixinha: SOCOM é um jogo de "tiro tático". Ser tático aqui significa prestar atenção no cenário, identificar possíveis barreiras para se esconder, prestar atenção nos lugares por onde os inimigos devem sair, posicionar as suas equipes de acordo, respirar fundo e então avançar.
Você controla o "OpsCom", o Comandante da Operação sem nome, mais duas duplas de soldados " um especializado em combate à curta e média distância, outro de média a longa distância. Escopetas e rifles de precisão, respectivamente, com uma pitada de metralhadora pra adocicar a vida.
Enquanto anda e atira por vontade própria, você pode (deve, na verdade) usar os direcionais digitais para dar ordens aos dois esuadrões. Apontar a retícula para um ponto no cenário e apertar o botão direito, por exemplo, faz com que os soldados da equipe dourada andem para lá. Se a mira estiver posicionada em um inimigo, significa que você quer o safado morto instantaneamente.
O ritmo do jogo é basicamente esse: andar com calma, encontrar posições, acertar a mira e avançar. E é muito divertido, embora os cenários não tenham uma riqueza visual, nem sejam inesquecíveis.
à divertido porque é uma mistura boa entre tático e "arcade". O jogo não é tão exigente assim e permite algumas burradas antes que você se recomponha ou morra. Todas as fases têm diversas possibilidades de caminhos a seguir e maneiras de atacar, a ação é boa e a mecânica dos times funciona bem na maioria das vezes. Na maioria das vezes. O problema é que não são todas.
Existem aquelas vezes em que a sua equipe está perfeitamente escondida e você manda que ela avance para a próxima cobertura. O que faz com que ela desfile na frente das balas inimigas para tentar chegar do outro lado. Ou aquele momento em que os seus snipers cismam em não efetuar um delicioso headshot alegando "falta de ângulo", quando o céu está completamente sem nuvens. Essas falhas não arruinam a experiência, mas irritam. De qualquer forma, existem piores.
A campanha " terminada aqui em cinco horas e meia, com um excelente indicador de porcentagem já no menu inicial " tem missões de time completo e missões solo, na qual a Tenente Park, vulgo "Quarenta e Cinco", tem que se infiltrar sozinha, durante a noite, para sabotar tanques, plantar rastreadores e matar inimigos sem ser vista. As tarefas são intereessantes, mas um pouco restritivas demais: mesmo com cenários enormes, o marcador de objetivo sempre indica o melhor caminho.
Os guardinhas, por sua vez, frequentaram a mesma escola de vigilantes do elenco de Metal Gear Solid, meio surdos e meio cegos. Se existe uma sombrinha, você não precisa se preocupar, basta caminhar como se estivesse em uma avenida sem trânsito. Nessas fases, ser visto conta como se você tivesse morrido, o que obriga a repetir algumas sequências (curtas, inclusive) até traçar o caminho certo.
O que nos leva a um outro pequeno problema clássico de "dois pesos, duas medidas". Nessas fases de infiltração, você só é visto quando denuncia sua presença. Nas normais, qualquer guerrilheiro com um estilingue enxerga a sua equipe a pelo menos 327km de distância sem que você possa sequer ter ideia de onde ou como ele viu sua tropa. Faz sentido que você não esteja sempre em posição de vantagem, mas uma falha dessas, para um jogo que se diz preocupar com a tática, deveria ser motivo de guerrilha armada pelas ruas em um país sério.
Depois que isso acontece, há um outro tropeço no aspecto "tático" do jogo: é comum ver os inimigos correndo em fila para cima do seu time ou ficando expostos às suas balas sendo que há uma sempre uma imensa diversidade de coberturas à disposição. Assim, a estratégia fica servindo mais para se proteger do que para procurar jeitos inteligentes de atacar. Ã como se os inimigos não tivessem sido avisados de que SOCOM 4 é um shooter tático.
E uma pequena reclamação, que na verdade é mais um pedido: a ação tática funciona e é bacana. Seria muito legal mesmo se fosse possível passar alguma missão sem disparar nenhuma bala, só se escondendo e sabendo se movimentar. Sem paradas obrigatórias para enfrentar outra maquininha de soldados. Pense nisso, Zipper.
Em sua entrevista, o diretor de SOCOM 4 disse que era fãs de RPG e de boas narrativas, e isso é bem visível aqui. O roteiro, apesar de seguir a linha clássica do "esquadrão ninja" dos filmes de ação, traz elementos interessantes envolvendo os personagens. Mais especificamente, a relação entre o Comandante e a 45. Antes que você perceba, acabou criando um laço com os dois e se importa com o que acontece a eles. E isso é muito bacana, principalmente nesse gênero que dificilmente preza por algo desse tipo. Luisi e sua equipe fizeram um bom trabalho.
Dos RPGs o jogo ainda traz um sistema de experiência para as armas. O que ele diz é que, quanto mais você usa determinado equipamento, mais níveis ganha, liberando mais "MODs" " peças como silenciadores e miras telescópicas. O problema é que o gerenciamento desses upgrades é falho, feito através de um menu pouco intuitivo e ainda menos explicativo. As armas são divididas por categorias, o que facilita a organização, mas os "mods" parecem ter sido contaminados pelo estilo "stealth": difíceis de entender e de localizar.
Sepultadas as cinco horas e meia da campanha, o que fazer? Com a PlayStation Network fora do ar, o que resta é o único outro modo disponível, a "campanha personalizada": você pega versões das missões que já enfrentou, muda alguns parâmetros (como número de inimigos) e volta para o campo de batalha. Não há nenhum objetivo especial ou contagem de pontos. Apenas mais missões e a chance de, com isso, destravar mais peças para as suas armas.
Um modo mais robusto, como o Special Ops de Modern Warfare 2, por exemplo, seria bem vindo. Ou um Firefight, de Halo, ou um Horde, de Gears of War. Qualquer coisa para aumentar o tempo útil do jogo com um pouco de criatividade.
SOCOM 4 fica ali no meio da troca de tiro entre arcade e estratégia, fazendo as duas coisas razoavelmente bem, mas ao mesmo tempo falhando em pontos fundamentais. Não é imperdível e pode se tornar monótono em alguns cenários, mas pelo menos cumpre a missão. Só falta os companheiros de verdade voltarem para os confrontos online.
Eu comprei o meu so esperando chegase for pelas notas ninguem compra mesmo eu vou pelo meu gosto nao sou piolho que vai pela cabeça dos outros.tenho pc xbox360 e ps3 e nao fico nessa briguinha de mulheres por causa de console
Esse baaldetito só joga por nota, ele deve jogar somente dois ou 3 jogos por ano, que é a média de jogos com nota alta por ano...E ainda fica limitado por não ter a plataforma que mais tem jogos com nota alta...
Este jogo ta file demais......este jogo ta muito parecido com o ...desert storm do ps2....sao 14 fazes...eu estou agarado na 3 faze ate hoje....cada faze tem 18 objetivos vale muito apena comprar o socon pra joga off......