A Activision acusa a Electronic Arts de ter aliciado Jason West e Vince Zampella a abandonarem a Infinity Ward.
O conflito entre a Activision e os principais responsáveis pelos estúdios de desenvolvimento da Infinity Ward (despedidos em março de 2010, de forma surpreendente) conhece um novo capítulo e um novo interveniente legal. A Electronic Arts parecia afastada da polêmica, mesmo tendo "acolhido" Jason West e Vince Zampella na recém-formada Respawn Entertainment, mas a Activision acaba de juntar a companhia ao processo, alegando que esta "aliciou" a dupla a rescindir os seus contratos.
A Activision já tinha feito referência a uma "viagem secreta" de jato privado, organizada por um agente de Hollywood, que teria levado West e Zampella a uma reunião com executivos da sua "maior concorrente", na primeira versão do processo, mas agora concretizou as acusações colocando a EA "debaixo de fogo". Ã possível ler na nova versão: "Com início no dia 30 de Julho de 2009, a Electronic Arts e os dois produtores (West e Zampella), com total conhecimento de que estes tinham contrato e estavam ligados à Activision por mais dois anos, conspiraram a criação de uma companhia independente".
O documento continua, referindo: "A conduta ilegal veio diretamente dos mais altos cargos da Electronic Arts, onde se incluem o diretor-executivo John Riccitiello e o director de operações John Schappert, com o apoio direto da agência de talentos Creative Artists Agency e até de um antigo advogado e membro da direção da Activision". A companhia cita algumas afirmações presentes em e-mails trocados por praticamente todas as partes do processo para sustentar as suas acusações e refere que West e Zampella chegaram mesmo a prejudicar a equipa da Infinity Ward que deveriam liderar, ao não avançarem com os nomes daqueles que tinham direito aos prêmios monetários decorrentes da versão Wii do primeiro Modern Warfare.
Assim, a Activision acusa a Electronic Arts de ter sido a principal responsável pelo comportamento insubordinado da dupla de produtores (numa clara tentativa de forçar a saída) e exige agora 400 milhões de dólares de indemnização por danos causados, custos gastos na reestruturação da Infinity Ward e atrasos e lucros que teriam sido uma realidade não fosse a interferência da EA. A Electronic Arts ainda não emitiu qualquer comunicado oficial de resposta.