Sexta, dia 08, aconteceu em São Paulo o primeiro dia da turnê 2010 do Video Games Live, no HSBC Hall. GameVicio esteve lá e contamos agora tudo sobre o show de game-music mais esperado do ano.
Não é todo dia que um gamer brasileiro tem a oportunidade de ir a um evento que trata sobre games e tudo que o envolve. Seja por questões financeiras, geográficas ou a falta deste tipo de evento no país. Quando há uma oportunidade, é bom não perde-la. Ã o caso do Video Games Live (carinhosamente chamado de VGL), que apresenta sua turnê no Brasil desde 2006.
Caso você não saiba o que é o VGL, basta começar dizendo que ele é organizado por Tommy Tallarico (veterano na indústria dos games, que carrega na bagagem a produção de block busters como a série Halo, do X-Box e X-Box 360). O VGL já se tornou famoso entre os gamers e entusiastas, ao unir temas clássicos dos games e orquestras sinfônicas, juntamente com exibição de imagens e videos, sendo, segundo o site oficial do evento, "Uma proposta de entretenimento [...], reunindo amantes dos games, da música pop e da música clássica".
Sem mais delongas, vamos ao que interessa:
A chegada - e alguns problemas a serem considerados
Este ano o show foi marcado para uma sexta-feira, véspera de final de semana prolongado (feriado de Nossa Senhora Aparecida), no HSBC Hall. Para quem é de São Paulo (capital) e tem um carro disponível (ou pais com um carro e tempo disponível para te levar até o show), o maior problema seria o trânsito, já que muita gente estava de saída para o feriado, congestionando a Marginal Pinheiros, principal via de acesso ao local do evento.
Além disso, o HSBC Hall tem um pequeno problema de localização para quem não possui um veículo próprio, já que o meio de transporte coletivo mais próximo (fora ônibus, é claro) é a Estação Santo Amaro, que liga a linha 5 (lilás) do metrô com a linha 9 (esmeralda) do trem metropolitano. Ambas as linhas funcionam até meia noite, então se o show acabasse depois, ou mesmo pouco antes, quem dependesse do tremou metrô ia perder a última viagem ou o resto do show.
Para essa cobertura, não precisei contar com o transporte público, mas fiquei preso no trânsito de São Paulo, desde a entrada da cidade até a Marginal Pinheiros (e todo seu odor característico), o que quase me tomou mais de três horas (nem no planejamento mais pessimista esperava tanto tempo de trânsito). Ã esperar que nossos políticos de São Paulo consigam dar um jeito nisso.
Política de lado, cheguei ao HSBC Hall 21:00 horas em ponto, horário previsto para início do show. Estaciono na rua mesmo, na primeira vaga que acho. Havia a opção de pagar estacionamento, mas quem é de São Paulo sabe o preço que são os estacionamentos por hora, ainda mais de noite. Do lado de casa de show então...
O prédio, para quem não conhece, é a cara de uma casa de shows, com iluminação que lembra os gráficos de amplitude sonora (aqueles que têm na maioria de dos micro-system ou CD players automotivos, que ficam subindo e descendo).
Na portaria, seguranças de terno e gravata, pedindo que apresentassem o ingresso. Como a maioria do público já estava dentro, não teve fila ou qualquer problema com o ingresso ou segurança.
Assim que entro, a primeira coisa que salta à vista são os estandes de games, com Mario Kart e Guitar Hero. Do outro lado do saguão, a mesa de lembranças do show. Mais adiante, três monitores no sistema Eyefinite da Ati. Infelizmente, ou estavam desligando o sistema, ou estavam com algum problema, pois só o que vi foi uma tela branca com algo escrito e alguns gráficos. Não importa, o show ia começar e ainda tínhamos que achar o camarote.
Atravessando o saguão, havia a entrada para a pista e setor vip e outra entrada para os camarotes, frisa e cadeira alta. Como os camarotes ficam num nível acima do palco, pego a entrada que levava até as escadas, onde ainda encontro mais gente correndo atrás da sua vaga. Por sorte, contei com a ajuda de atendentes muito educadas e que me mostrou o meu camarote, onde outros gamers já esperavam o início do show. Luzes apagadas e a orquestra Villa Lobos em posição. O show vai começar.
Ato I - Surpresas e Novidades.
Foi sentar na cadeira do camarote que o show começou. Para quem esperava o Medley Clássico, com várias músicas dos games antigos, como nos anos anteriores, uma surpresa. O show começou direto com o Medley de Sonic, símbolo máximo da Sega.
Impossível não gritar "Sega" junto com o coro da orquestra, ainda mais se tratando de um game que fez a geração de muita gente, inclusive a minha. Da composição, nada diferente dos anos anteriores, o que não significa algo ruim. Do vídeo exibido junto, muitas novidades, como a inclusão dos games mais recentes - inclusive Sonic Episode 4, recém lançado, o que arrancou gritos de empolgação do público.
A música encera e todos vibram com a abertura da turnê. Emmanuel Fratianni, maestro do show (substituindo Jack Wall, de férias do VGL por enquanto), agradece o público e fala um pouco da sensação de estar no Brasil. Elogia a cidade e sua beleza (que arrancou risadas irônicas da platéia) e a dedicação e talento da orquestra Villa Lobos. Disso, ele chama o anfitrião da noite: Tommy Tallarico. Mais vibração da platéia.
Tommy surge no palco, carregando sua guitarra e conversa com o público. Começa falando que é bom estar de volta ao país e que sentiu a falta dos gamers brasileiros. Também diz que o show desta noite deverá cumprir com a expectativa de todos e que trará músicas que nunca foram tocadas antes em nenhum show do VGL. Sim, o Brasil teria estréias mundiais do VGL. Por fim, termina dizendo que na noite também teríamos a presença de convidados ilustres e surpresas. Desnecessário dizer que daí para frente foi só delírio do todos os presentes.
Tommy convoca todos a continuar o show e eis que surge no painel ao fundo do palco a introdução clássica de Mega Man. Pelo jeito, o show seguiria a seqüência cronológica dos games, saindo dos clássicos para os games mais recentes.
Eu, sinceramente, só consigo me lembrar da música que toca após a seleção de fases quando o assunto é Mega Man. Mas como sou gamer old school acabo curtindo a apresentação de todo modo. Até porque Mega Man já salvou minhas tardes de tédio várias vezes...
Assim como Sonic, a composição de Mega Man não sofreu alterações se comparada com o ano anterior, deixando as novidades para o vídeo exibido. Quem esperava Mega Man X no vídeo (como eu), uma decepção: o vídeo não mostrou a série X, como no ano passado, ficando centrada na saga mais caricata do robô azul da Capcom. Mas tudo bem, afinal, o importante é curtir a música e a presença de palco do Tommy.
Terminada a apresentação, Tommy faz comentários sobre o show e a idéia por trás do evento, dizendo sobre a forma como músicas e games podem transmitir emoções, em especial músicas executadas ao vivo, com uma orquestra. Ele faz, então, referência ao próximo game que será exibido e como sua história e emoções podem se tornar ainda mais fortes com a música. O game em questão é Assassin's Creed II.
Essa foi a primeira grande surpresa da noite. Acho que ninguém esperava Assassins Creed no set list, até porque o game não possui uma trilha sonora consolidada, se comparada aos clássicos de Mario ou Zelda, por exemplo (longe de querer menosprezar o trabalho da Ubisoft e demais envolvidos). Mas isso é apenas uma análise que não faria muita importância, já que a platéia vibrou com o anúncio e o início do vídeo.
Tommy deixa o palco e surge a figura de Laurie Robinson, esposa de Frattiani. Ao que tudo indica, ela será a solista do show. E, de fato, a música começa e Laurie não decepciona no vocal. O vídeo exibido é do trailer de lançamento do game, onde Ezio assassina seu alvo no meio de uma festa de máscaras na praça, sendo perseguido por guardas. Para quem já assistiu o trailer e depois assiste a apresentação fica claro: Tommy tinha razão em como música ao vivo de uma orquestra pode fazer a diferença e transmitir emoção. Não é por acaso que a platéia vibrou quando o coral começou a cantar em conjunto com Laurie.
Terminada a apresentação, Laurie deixa o palco e Tommy surge novamente, dessa vez propondo as, já clássicas, interações com o público. Dessa vez o desafio era dois sortudos (ou sortudas) jogarem Frogger, o clássico de Atari durante 1 minuto e somarem a maior quantidade de pontos possível. Não o suficiente, a orquestra seguiria em tempo real a jogatina, reproduzindo a música conforme o game era exibido nas telas. Tommy escolhe duas pessoas da área Vip (mais próxima do palco) e a jogatina começa.
Meu Deus, como jogam mal os dois! O primeiro não consegue levar o sapo até o outro lado da rua uma única vez, somando míseros pontos antes do game over. O segundo, consegue o feito uma única vez, mas também leva o game over antes do tempo de um minuto acabar. A platéia, claro, riu da falta de habilidade de ambos. Tommy, então, resolve mostrar como é que se faz e passa da primeira fase sem morrer uma única vez.
O
s dois inabilidosos jogadores descem do palco levando consigo vergonha, a oportunidade de estar lado a lado com Tommy e Frattiani e prêmios de consolação. Segundo Tommy, entre o prêmio estava um cartucho do Frogger para treinarem em casa.
Depois dessa pausa entre as músicas, o show recomeça com mais uma grande surpresa: Uncharted 2, aclamado game do PS3. Essa era a primeira vez que a composição era executada fora dos EUA. Assim como Assassin's Creed, a apresentação aborda um lado mais emotivo que o game consegue transmitir, com uma composição harmônica, digna de filme (coisa que Uncharted 2 consegue ser sem muito esforço).
Após a bela composição de Uncharted 2, Tommy surge no palco novamente e fala sobre a próxima música, que é uma composição de Frattiani, do game Advent Rising. Tommy fala mais sobre Fratianni e sobre o game, até passar o microfone para o próprio Fratianni.
Fratianni agradece a oportunidade que Tommy deu a ele, de substituir Jack Wall e agradece a oportunidade de trabalhar com a orquestra Villa Lobos. Também chama a esposa Laurie de volta ao palco, para que juntos executassem a música de Advent Rising, lançado para PC e Xbox.
Talvez essa seja a música menos conhecida pelo público, já que é um game que não fez muito alarde na mídia. Entretanto, a composição é muito boa, principalmente para quem sentia falta de composições com maior presença de vocais. Aliás, se alguém ainda duvidava da capacidade e do talento de Laurie, as dúvidas acabaram aí. Deus, como a mulher canta! Infelizmente, a bateria da câmera acabou no meio da apresentação e não pude registrar a música até o seu fim.
Ao fim da apresentação, Tommy volta ao palco e começa a falar que a próxima musica vem de um game que virou filme. Aí começou as conversas sobre o que viria, afinal, a lista de games que viraram filmes é curta - para a alegria de muito gamer traumatizado com fiascos de bilheteria. Aliás, Tommy parecia ser um desses gamers traumatizados: Ao falar sobre o fato do game ter sua versão cinematográfica, brincou implorando que o seu remake seja bom, pois foi um game e filme que ele admirou muito quando criança. Era de Tron que Tommy falava.
Misturando imagens do game e do filme clássico com imagens do filme a ser lançado, a apresentação de Tron foi uma viagem na história. O primeiro filme que usou computação gráfica de maneira mais intensa, um game que ainda possui muitos fãs e uma homenagem a este marco no entretenimento.
Infelizmente, estava na caça atrás das pilhas reservas para a câmera e perdi essa apresentação também, mas nada como contar com mais gamers e suas câmeras e celulares. E, claro, ao Youtube...
Passada a nostalgia, Tommy convida alguém que eu torcia muito para estar na turnê desse ano: Martin Leung, mais conhecido como Video Game Pianist (ou "o japonês que toca no piano Mario de olhos vendados"). Eu esperava que ele fosse tocar Mario, como é de costume, mas Tommy não deu nem tempo. Convidou Martin a subir no palco para tocar um medley de composições de Nobuo Uematsu. Para quem conhece, sabe que ele se referia a Final Fantasy, e aí a galera vibrou de vez. Nada melhor que um medley de uma franquia de sucesso para retomar o gás do show, depois de composições menos conhecidas.
O Medley, é claro, foi no piano, sendo executada sem nenhum vídeo ou acompanhamento. Eu nunca fui muito fã de RPGs nipônicos, então fiquei perdido nas composições, mas a julgar pela vibração do público, a coisa era nostálgica e emocionante mesmo. Por sorte, já tinha a câmera em mãos, funcionando e gravando tudo.
Terminado o solo de Leung, mais um RPG - ou quase isso para alguns - entra em cena: The Legend of Zelda. Essa apresentação já é conhecida de quem acompanha o VGL de outros tempos. Nada mudou: nem o vídeo, nem a composição. Alguns até reclamaram da falta de originalidade, mas, como fã da série, não tenho do que reclamar. O tom épico da composição realmente empolga. Destaque para o momento em que cenas de Ocarina of Time foram exibidas, onde a platéia vibrou, deixando claro que o game é referência até hoje.
Agora um dos momentos mais altos do show: Tommy volta ao palco e fala sobre os shows no Brasil e como as pessoas gostam do público brasileiro. Pessoas como Gerard Marino, compositor da trilha sonora de God of War. Nisso, um vídeo é exibido, com Gerard dando uma entrevista, onde fala sobre o público brasileiro e como ele gosta da participação e apoio que os gamers brasileiros dão ao seu trabalho.
Desnecessário dizer que o público vibrou como ainda não tinha feito.
Mas havia mais: Tommy, então, convida o próprio Gerard a subir no palco. Mais vibração e gritos de apoio. Tommy e Gerard conversam sobre a possibilidade de Gerard reger a música de God of War para o público brasileiro, coisa que obviamente foi aceita por todos. Os dois ainda brincam sobre o fato de Gerard estar com duas batutas, em referência ao fato de Kratos usar duas armas ao mesmo tempo (Blades of Chaos).
Conversas de lado, Gerard assume a posição de Fratianni frente à orquestra Villa Lobos e começa a apresentação. Se a música de God of War já é impactante e forte desde o começo, com a presença de Gerard como maestro só tornou as coisas melhores. Laurie também surge no palco para cantar a primeira metade da composição.
Não bastasse todo o frenesi que a presença de Gerard causou, o mesmo ainda lançou suas batutas para o público ao final da sua apresentação. Ã nessas horas que sinto muito por ter escolhido o camarote... Sorte para quem estava no meio da área Vip.
Intervalo - Tempo para fazer contatos e outras coisas mais...
Com o fim do primeiro ato, o show faz um pausa de uns quinze minutos, sendo representado por uma tela de loading nos painéis. Tempo para fazer minha visita no saguão e ver o que temos de interessante.
Para sair do camarote - ou seja lá onde estivesse - eu deveria apresentar o ingresso, caso contrário não poderia voltar e ficaria preso no saguão. Felizmente o segurança me avisou antes de sair, caso contrário estaria em apuros...
Ao chegar no saguão, o Eyefinite que vi na entrada já não estava mais lá, o que era uma pena. Os estandes de games estavam lotados de gente querendo jogar uma partida grátis de Guitar Hero, Mario Kart e outros games. Mais ao fundo, a loja de lembranças do show era dominada por gamers. E, claro, para lá que fui, pois não pretendia sair de mãos abanando.
à nessas horas que ter orçamento limitado dói. A lembrança mais barata para se comprar era um chaveiro de dez reais. Finjo que sou rico e compro mesmo assim algumas coisas. Tinha de camisas do evento até Blu-Ray do show que teve nos EUA.
Converso com alguns gamers que perambulavam pelo local. Muitos esperam no segundo ato músicas de Metal Gear, Metroid, Halo e Mario. Uns ainda falavam sobre a apresentação de Marino, outros comentam sobre a falta de cosplays no show (de fato, eram poucos). Em conversa com um grupo, citei que estava cobrindo o evento para o GameVicio. Foi muito boa a recepção deles a respeito do site, com elogios sobre as traduções, em especial as de Call of Duty 4 e Modern Warfare 2. Não nego que fiquei com o ego um pouco inflado ao ouvir elogios sobre o site que colaboro.
Volto para o andar do camarote, porque o tempo passa rápido e a fila para o banheiro nem tanto... De volta ao camarote, espero o show começar. Quando a barra de "loading" chega perto do fim, um vídeo com games clássicos é exibido, arrancando suspiros e gritos de apoio conforme alguns games eram exibidos. Após essa exibição, volta a tela de "loading", mas dessa vez com um pedido de que todos batessem palmas para que o show continuasse.
Segundo Ato - Mais surpresas e momentos épicos.
As luzes se apagam e do nada as luzes acendem, com Tommy pedindo a todos que o acompanhassem, pois era o início do segundo ato, com Castlevania.
Sempre fui fã da série, em especial do game Symphony of the Night, para PS1 e Saturn, e ver alguns temas clássicos serem executados ao vivo, logo na abertura do segundo ato, já foi o suficiente para esquecer da breve pausa que tive há pouco. O Medley de Castlevania é forte e empolgante, o que justifica ele ser executado como abertura do segundo ato.
Mais uma surpresa: Bioshock é anunciado como próxima apresentação. Até então o game nunca tinha sido representado no VGL brasileiro. Foi uma agradável surpresa e a música seguiu o tema macabro do game, enquanto as imagens do mesmo eram exibidas. Repetindo o que foi feito com Assassin's Creed e Uncharted 2, Bioshock foi executado com o objetivo de mergulhar o público (sem nenhuma alusão ao ambiente do game) no clima do game e nas emoções que este passa.
Continuando, Tommy volta ao palco e diz que a próxima apresentação é de World of Warcraft. Mas não será executada uma música em especifico, mas sim um Medley com diversos temas de mapas que são vistos no game.
Um momento que vale ser registrado é o grito "For the Horde!" que algum gamer soltou durante a explicação de Tommy, o que fez o próprio perder o rumo do que falava e o público aplaudir o grito. Outro momento que vale ser registrado é a exibição de vídeos do Brewfest, que, cá entre nós, deu uma sede...
Agora o momento que considero o mais alto do show.
Tommy volta ao palco mais uma vez e chama Martin Leung para tirar a prova que, de fato, o chinês (ele não é japonês) sabe tocar Super Mario de olhos vendados. Para quem não entendeu, saiba que Martin virou um hit no Youtube após ter postado um vídeo onde ele executa o tema de Super Mario de olhos vendados num piano, além de tocar outros temas do encanador, inclusive o Athletic Theme acelerado.
Martin posiciona-se no piano e Tommy amarra uma venda em seus olhos. Antes de começar, Tommy ainda pergunta se Martin tem algo a dizer. O que ouvimos foi um "Olá, São Paulo!" mais desajeitado e cheio de sotaque dos últimos tempos, o que arrancou gritos de apoio do público. Daí para frente foi mágica: Martin fez o que muita gente já viu ele fazer na internet, mas ao vivo.
E melhor. Ao contrário dos anos anteriores, ao encerrar o tema de olhos vendados, Martin não partiu para o Athletic Theme de uma vez. Executou mais músicas do italiano bigodudo, indo do Underground Theme de Super Mario Bros 3 até o Swmming Theme do primeiro Super Mario Bros. Só depois de tudo isso que fomos brindados com o Athletic Theme, que, como padrão, começou no ritmo normal e só depois acelerou para um ritmo alucinante, muito mais rápido que o visto na internet. Aliás, a cada ano que passa, Martin parece ser mais rápido neste tema. Desnecessário dizer que o delírio foi geral.
Quando Martin acabou (e depois de ser aplaudido de pé), Tommy surge novamente e o faz continuar no palco. Para quem já viu outras apresentações, normalmente Martin toca o tema de Tetris nessa hora, o que eu também queria muito ouvir e ver (basta ver meu avatar). Entretanto, Tommy começa a falar que eles têm um segredo: Uma composição especial, que nunca foi tocada em nenhum outro show em nenhuma outra turnê do VGL e que, portanto, seriamos os primeiros a ouvir tal composição. Os aplausos e gritos foram inevitáveis.
Tommy continuou explicando, dizendo que todo ano os brasileiros pedem que fosse colocada na turnê a música de um determinado game, que nem mesmo ele tinha ouvido falar, até porque não foi um sucesso fora do Brasil. Sabendo disso, as expectativas e suposições começaram a pipocar entre o público. Já dava para ouvir gente falando de International Superstar Soccer, outros de Perfect Dark e até mesmo de Conker's Bad Fur Day enquanto Martin tomava seu lugar ao piano. Tommy manteve o mistério, dizendo que era uma surpresa e a música não estava marcada no set list.
Tommy falava de Top Gear, clássico absoluto do Super Nintendo.
Daí não teve jeito, foi tanto grito de delírio e surpresa que só deixou claro como Tommy e toda a organização do evento acertou em ouvir os pedidos dos gamers brasileiros. Martin, então, começou a tocar o piano em meio dos gritos do público, que vibrava a cada nova canção do Medley executado pelo chinês.
No final do Medley, todos estavam de pé, aplaudindo e ovacionando o pianista, merecidamente.
Depois de tanta emoção, mais um momento de interação com o público: Tommy convidou o vencedor do campeonato de Guitar Hero ao palco, para tocar Jump, de Van Halen no palco. Caso conseguisse atingir uma boa pontuação, o guitarrista levaria para casa um prêmio.
De início, Tommy propôs a dificuldade Hard para o gamer, que não se intimidou e pediu o nível máximo, coisa que o público também queria. Tommy, então, atendeu o pedido e emendou: "Nos EUA pedem para diminuir a dificuldade: 'posso jogar no easy'". Risadas e aplausos seguiram a declaração antes do desafio começar.
O guitarrista conseguiu atingir um bom score e levou uma sacola cheia de prêmios para casa, além de aplausos do público, que vibrou quando o mesmo conseguiu passar pelo solo da música.
Mais nostalgia e exclusividade a seguir: Tommy pede que todos curtam a música a seguir, pois trata-se de um game que ele admira e gosta muito, além de ser a primeira vez que ela é executada numa turnê do VGL: Street Fighter II.
Ao som do tema de Guile, Ryu e Ken, Tommy e a orquestra Villa Lobos relembraram um clássico da geração 16 bits. Destaque para as cenas em que Blanka surge lutando contra Guile, Ryu e Ken, com a platéia torcendo pelo compatriota verde.
Infelizmente, a memória da câmera acabava ali, ao término do Medley de Street Fighther. Agora tudo o que eu podia fazer era torcer para que mais gamers gravassem o show. O que não era muito difícil. Bastava olhar em volta e você veria de celulares a filmadoras apontadas para o palco.
Tommy continuou no palco e chamou mais um convidado ilustre para o show: Akira Yamaoka, compositor de Silent Hill. Mais gritos e aplausos dominam o HSBC Hall. Tommy ainda diz que Yamaoka viajou mais de 12 horas para chegar ao Brasil, o que foi confirmado com o balançar de cabeça do japonês, que entrava no palco, carregando consigo uma guitarra. E não pensem que era apenas uma guitarra. Tommy pediu que uma das câmeras desse um close nos botões. A guitarra de Yamaoka continha a bandeira do Brasil encravada em cada um dos botões de volume dos captadores. Mais gritos e aplausos.
à claro que Yamaoka não viajou horas de avião só para mostrar que gosta do Brasil e ser aplaudido. Ele veio para tocar Silent Hill para o público. O vídeo começa, mas a guitarra do japonês esta sem som. Tommy pede para tudo parar e depois de alguns segundos apertando botões dos pedais da guitarra, o som surge e Tommy convida Yamaoka ao "take 2". A música escolhida é Theme of Laura, de Silent Hill 2.
Ao som da guitarra de Yamaoka e da orquestra Villa Lobos, o público foi brindado com uma performance inesquecível de um dos maiores games de horror da história. Mas havia mais.
Ao terminar a sua performance, Yamaoka foi convidado a permanecer no palco com Tommy e, juntos, tocariam a música que, provavelmente, a maioria do público esperava ouvir naquela noite: One Winged Angel, de Final Fantasy VII. A cena de dois ícones da música gamer juntos, tocando uma das músicas mais famosas de um dos games mais aclamados pelo público só pode ser definido como "épico".
As luzes apagam ao término da apresentação e nada mais acontece. Quem já foi em outros shows (não necessariamente do VGL) sabe que essa hora é a hora do "bis". Tommy volta ao palco e pede que todos liguem seus celulares, DS's e PSP's e acenem com eles enquanto cantam o tema de Super Mario, formando uma "galáxia", em referência ao Super Mario Galaxy.
As luzes acendem e Tommy pede que não parem de acenar, pois agora ele tocaria um Medley de Chrono Trigger/Cross. Deu para perceber que o game possui muitos fãs ainda, dada a vibração do público. Mas a maior surpresa foi a aparição de Gerard Marino e Akira Yamaoka durante o final da apresentação. Juntos, os três executaram o tema central de Chrono Cross (e ficaram na frente do pobre violinista solo). Se a cena de Yamaoka e Tommy tocando One Winged Angel já era épica, os três juntos tocando Chrono Cross deve ser eternizada.
As luzes apagam novamente. Gritos de "Encore" tomam a platéia e durante poucos minutos nada acontece. Ã claro que Tommy não deixaria o show acabar assim, sem dar uma última surpresa ao público. Ele volta ao palco mais uma vez, agora acompanhado de Laurie.
Os dois sentam-se em cadeiras no centro do palco e Tommy diz que esta música é mais uma composição inédita e lembra todos que logo depois do show haverá o Meet and Greet, onde todos poderão ter seus dois minutos frente a frente com ele e todos os grandes nomes que passaram pelo placo na noite. Era o sinal que o show realmente estava acabando.
Os telões exibem o encerramento de Portal e gritos de surpresa e - principalmente - de "The Cake is a Lie" ecoam no HSBC Hall. Laurie começa a cantar Still Alive, tema de encerramento do game, acompanhada pela guitarra de Tommy. Ã claro que Laurie foi acompanhada pelo coro de todos os presentes, que cantaram a bem humorada canção de GlaDos. Vale ressaltar a brincadeira com Duke Nukem durante a música.
Era o fim de exatas três horas de show. Tommy chama ao palco Martin, Gerard e Yamaoka, além de pedir que a orquestra Villa Lobos se levante também, para serem ovacionados pelo público uma última vez.
Meet and Greet - "GameVicio! Rock On!"
Correria nos corredores. Todos queriam pegar os primeiros lugares na fila do Meet and Greet. Chego na fila a tempo de ainda estar dentro das muretas que fizeram no saguão. O negócio é passar o tempo conversando com aqueles que estavam na minha frente e "pescoçar" conversas paralelas e ouvir a opinião geral do show.
Ficou claro que teve decepções por parte de alguns, que queriam ouvir Metal Gear (eu era um dos casos), Metroid e Halo. Outros tentavam aparecer na TV, que filmava e entrevistava alguns dos poucos cosplayers que estavam presentes. Entretanto, qual era a emissora que filmava era um mistério. Havia quem dissesse que a TV Cultura havia passado pelo local, com a equipe de reportagem do programa Vitrine.
Olho para trás e vejo que menos de cinco minutos a fila já havia dobrado de tamanho e chegava até a área Vip da platéia. Ainda bem que o meu camarote ficava perto das escadas e ainda tenho pique em corridas curtas...
Depois de alguns minutos, surgem no meio do povo - e cercados por seguranças - Tommy, Martin, Gerard, Laurie, Frattiani e Yamaoka, dirigindo-se para as cadeiras do Meet and Greet. Significa que e hora de preparar a caneta e o que eles forem autografar.
Mais alguns minutos e chega a minha vez. Antes de ficar frente a frente com eles, um dos seguranças avisa que é para evitar prolongar muito a conversa e não pedir para tirar fotos abraçado ou algo do tipo. Como não quero tumultuar ou ficar com a imagem feia, aceito sem reclamar.
O primeiro da fila é Gerard Marino. Simpático, ele pergunta para quem deve autografar. Respondo "GameVicio" e ele não entende. Como já previa isso, só peço que ele passe o autógrafo e tudo certo. Também peço que ele repita "GameVicio" para o que restou de memória da câmera, que ele faz sem pestanejar, mas em tom de pergunta. O rapaz que estava na frente explica que GameVicio é um site sobre games e ficamos por isso mesmo: a fila continua andando e os seguranças e direção do evento estão me apressando. Anotação pessoal: Levar um cartão institucional do site ano que vem, apresentando o site e seu objetivo.
Depois de Gerard é a vez de Akira Yamaoka. Infelizmente acho que ele não entendeu muito bem o meu inglês (fora o barulho no saguão), mas também conseguiu repetir "GameVicio" para a câmera, meio que sem jeito, dado o sotaque. Para não passar vergonha com o meu inglês, fico por isso mesmo com Yamaoka e passo para o próximo na mesa: Martin Leung.
Martin ainda estava conversando com o rapaz que estava na minha frente na fila. Escutando a conversa, Martin diz que é chinês e não japonês, algo que pouca gente deve saber. Na minha vez, ele autografa a papelada que entrego para ele, mas já sou obrigado a partir para o próximo na fila. Meet and Greet ta sendo corrido.
A próxima na fila é Laurie Robinson. Infelizmente não consigo pedir que ela repita os dizeres "GameVicio", assim como aconteceu com Martin. Mas com ela pelo fato da mesma estar filmando a fila e toda a aglomeração de gente. Pelo menos aceno para a filmagem dela, dando um "tchau".
Na seqüência, Emmanuel Fratianni. Elogio o show e peço que repita o nome do site para a câmera. Ele sorri e repete o "GameVicio", com um sotaque italiano característico. Simpático, ele agradece os elogios e diz que ano que vem quer estar de volta.
Por fim, Tommy Tallarico. O rapaz na frente ainda conversava com Tommy e pude escutar algo interessante: Tommy quer voltar ano que vem, com mais surpresas e, talvez, voltar com Metal Gear no set list. Ok, mas agora era a minha vez de falar com "o cara". Assim como fiz com Emmanuel, elogio o show e ele me devolve os elogios com um pergunta. Quer saber qual foi a melhor parte. Tudo o que pude dizer foi "Todas", o que arrancou risadas de quem parecia adivinhar a resposta. Assim como os demais, peço que repita o nome do site para a câmera. Com toda a simpatia característica, Tommy manda um "Rock on!" junto ao nome do site.
Pois é, eu trago algo a mais do show para vocês, leitores do site. Durante o intervalo entre o primeiro e segundo ato, comprei um DVD do show realizado este ano, nos EUA, filmado pela rede de TV BBC. O DVD conta com mais de três horas de bônus, como entrevistas e bastidores do evento, além de, é claro, o show na íntegra. Tommy ainda foi bem humorado ao dizer que "não quero ver esse DVD nos Torrents amanhã!".
Mas não se trata de um DVD como qualquer outro. O folder do CD conta com o autógrafo de Tommy, Akira Yamaoka, Martin, Emmanuel Fratianni e Gerard Marino.
Para concorrer a este DVD, não tem segredo: Você terá do dia 18/10/2010 até o dia 01/11/2010 para postar na seção ARTIGOS um artigo de sua autoria (artigos copiados serão desclassificados). Os três melhores avaliados pelo público (segundo a ferramenta de avaliação disponível no final da matéria) até o dia 21/11/2010 serão os finalistas, onde eu e demais moderadores escolheremos o vencedor ou vencedora. Com isso, moderadores não poderão participar da promoção.
Os critérios que usaremos na escolha do vencedor(a) são:
Relevância: Se o artigo aborda um tema interessante, tem uma visão sobre um assunto inovador ou diferenciado, ou se é mais do mesmo;
Redação: Se o artigo foi bem escrito, sem erros gramaticais, com um texto coeso e de bom tamanho, ou se é algo sofrível de ler, com tags erradas e outros erros.
O vencedor ou vencedora será divulgado dia 22/11/2010, na própria seção Artigos e será notificado(a) via Mensagem Particular do ClubVicio.
Para todos os concorrentes, boa sorte.
Matéria maravilhosa! A VGL é muito show, eu sonho em ir um dia, parabéns Gamevício! As músicas são muito lindas, você volta completamente no tempo, da vontade de ficar preso no passado. Me Arrepiei demais aqui ^^
Faltou um dos melhores trechos da nova versão da One Winged Angel, mas o cara é foda, mandou muito bem... Em relação ao evento, de 1° linha hein, nem parecia no BRASIL :S!
Realmente... o cara mandou MUITO na musica do Top gear... Putz cara, meus dedos doeram aqui de aflição. Sentí arrepio e emoção aqui quando ouví ahuahauah
??tima matéria, eu sou um dos que queria ter chance de concorrer, mas como moderadores não podem concorrer =/ Mas como já tinha te dito, parabéns por tudo.
"Mais adiante, três monitores no sistema Eyefinite da Ati. Infelizmente, ou estavam desligando o sistema, ou estavam com algum problema, pois só o que vi foi uma tela branca com algo escrito e alguns gráficos."
Nuuoossa!! o show foi exelente, mostrand os classicos games lançado na época, infelismente teve uns ali que nem cheguei a ver, mas um dos que mais me impressionou foi o Mega man, só não gostei de não terem apresentado a série Mega Man X, que pramin foi a melhor séri ja lançada. Gostei muito da apresentação de God of War, Slent Hill, Sonic que chegueia jogar na minha infancia, nunca me esqueço, Assassin's Creed 2, tem tambem o que eu gostei da musica do penultimo video, eu ahco, que teve uma composição muito boa, afinal todo o show foi muito legal, gostei de rever a maioria dos games nesse show. Eu achei muito engraçado pe que tinha muita gente que não entendia nada doq ue ele estavam falando e só ia no embalo do grito dos que entendia haushaushauh moh engraçado. Parabens ao que fez cobertura do evento realmente ficou muito bom, eu vi todos os videos e li tudo atéo final, pramin valeu a pena. Eu me senti no show vendo e lendo a news, pude imaginar as partes escritas, parabens ótima cobertura. Vou jogar uma idéia pra vc que fez a cobertura, ja que tem uns que não gosta de ler afinal isso não deixa cego, muito elo contrario faz alimenta a mente, vcs poderia narrar com voz nun video a cada intervaldo de musica cantadas o que vcs escreveram ali, acho que isso daria uns 3 ou 4 videos de cobertura do evento, é isos ai, muito bom ate mais.
Não se emocionar com o video do uncharted, ou você nunca jogou ou não é realmente um gamer, serio mesmo como falaram a baixo não tem como não se emocionar vendo esses videos, vi todos e li tudo. Otima materia, parabéns!
teste pra gamers hardcore se ver todos os videos e naum sentir um pingo de emoção eh melhor vc parar de jogar.
sobre o TOP Gear recomendo tambem a versão do ozielzinho(youtube) guitarrista brasileiro com muita tecnica e bem jovem elogiado por Kiko Loureiro grande guitarrista brasileiro