Apple, HP e Dell investigam mortes na Foxconn na China
Desde Janeiro suicidaram-se já 11 trabalhadores da Foxcoon por não conseguirem aguentar as duras condições laborais.
Os fabricantes americanos de computadores Hewlett-Packard (HP), Apple e Dell anunciaram ontem que estão a investigar as condições de trabalho na fábrica chinesa de um dos seus fornecedores, a Foxconn, que emprega 420 mil pessoas e onde na quarta-feira se suicidou mais um trabalhador, sendo este já o décimo primeiro caso desde Janeiro.
Depois de a Apple, um dos principais clientes da Foxconn, ter anunciado há dois dias que estava a investigar a situação na fábrica onde é produzido o novo iPhone, ontem foi a vez de a Dell e de a HP tomarem idêntica atitude. "Analisamos todas as informações sobre condições de trabalho deficientes na cadeia de fornecedores da Dell e, se necessário, tomamos as medidas adequadas", disse um porta--voz da empresa, acrescentando que a companhia espera que os seus fornecedores respeitem os mesmos padrões adoptados nas suas próprias unidades. Também a HP afirmou estar a investigar "as práticas da Foxconn que possam estar relacionadas com os trágicos acontecimentos", enquanto na quarta-feira a Apple declarava a sua "firme decisão" de garantir que os trabalhadores da sua rede de fornecedores são tratados "com respeito e segurança".
Estas reacções surgem depois de um jovem chinês, de 23 anos, Ma Xiang Quian, que trabalhava na fábrica do grupo taiwanês Hon Hai Precision Industry, em Shenzhen, no Sul da China, se ter atirado de uma varanda do sétimo andar de um dos dormitórios do complexo, o que resultou em mais uma morte. A onda de suicídios na Foxconn, designação comercial da Hon Hai, já fez dez vítimas mortais em Shenzhen desde Janeiro e outra numa fábrica do grupo no Norte da China, enquanto dois operários sobreviveram, com ferimentos graves, a tentativas frustradas.
As organizações de defesa dos trabalhadores são unânimes em culpar a Hon Hai, defendendo que estas mortes reflectem as difíceis condições de vida de milhões de operários na China, sujeitos a longas jornadas de trabalho, salários miseráveis e intensas pressões psicológicas, vivendo muitas vezes em condições desumanas, longe das suas famílias.
Em resposta, o presidente do grupo, Terry Guo, um dos três homens mais ricos de Taiwan, com uma fortuna avaliada em cinco mil milhões de euros, disse ontem que vai transferir parte da produção do Sul para o Oeste da China, onde é recrutada a maior parte dos operários, para que fiquem mais perto de suas casas e se evitem mais suicídios.
O plano envolve um quinto dos 420 mil trabalhadores em Shenzhen e foi anunciado após uma visita de Terry Guo à fábrica, onde fez um pedido público de desculpas por não ter conseguido prevenir as mortes.
por
Humanultra
Tá certo, os "trouxa" tinham que trabalhar pra comer e sustentar familias, mas se eles tinham que sustentar familias pra que se matar e deixar a familia??? Sendo que isso não resolve nada, pelo contrário, só piora a situação?? Isso indica que eles são TROUXAS mesmo