Gráficos revolucionários, controles perfeitos e violência extrema numa época em que os videogames eram dominados por Sonic, Mario, Bubsy e outros bichinhos "fofos". Este é Doom, um game que mudou conceitos, revolucionou um gênero e chacoalhou os anos 90.
Se você vibra com Modern Warfare, perde dias jogando Crysis e não tem mais vida social devido a Killzone 2, um dos maiores responsáveis pela sua insanidade mental e sede de sangue atende por John Carmack. E por este "pecado", John Carmack será homenageado na 2010 Game Developers Choice Awards, levando um prêmio especial pelo conjunto de sua obra. Mas enfim, você não conhece esse nome, certo? Vamos refrescar a memória então.
Carmack foi um dos fundadores da iD Software e criador de séries como "Wolfenstein 3D", "Quake", "Commander Keen" e de sua obra mais famosa "Doom", que simplesmente terminou de fazer o serviço polêmico que Mortal Kombat tinha começado anos atrás. Além de redefinir o FPS e mexer muito com o mundo gamer de 1993 até hoje.
Para ver o impacto de Carmack e seu Doom, vamos dar uma de Cissa Guimarães e voltar no túnel do tempo, vendo game a game o porquê de tanto estardalhaço.
Doom (1993): do lado de Street Fighter II, Doom foi um dos games mais "clonados" da história. Inúmeros jogos de FPS com monstros e violência surgiram após Doom, até a sua "reinvenção" com os FPS de guerra como Medal of Honor, até os dias de hoje, com uma variação de títulos tremenda. E assim como os guerreiros mundiais, Doom também não é o primeiro da sua espécie, Wolfstein já existia e foi obra da própria iD Software.
Mas Doom tinha um "algo mais". A desculpa para mandar todo mundo pro inferno, chamada no game de "história", rola em torno de um fuzileiro espacial preso em Marte, junto com milhares de "marcianos demoníacos", uma ideia original - estamos em 1993, galera! - e que foi motivo mais que suficiente para ser o sucesso que foi.
Claro que o sucesso também foi culpa dos controles precisos, do visual 3D que engatinhava por aqueles tempos e, principalmente, pela violência oferecida. Se muitos ficaram de cabelo em pé com o Fatality de Mortal Kombat, depois que viram um alien sendo explodido com um tiro de .12 tiveram um enfarto. Claro que tal sucesso fez com que Doom desse as caras nos videogames, mas nunca superando o PC.
O Playstation recebeu uma versão especial com visual parecido dos Pentium"s. O Saturn recebeu uma porcaria enquanto o N64 ganhou uma versão "borrada" como todos os seus jogos, porém muito divertida, por causa de seu controle. Pra fechar com chave de ouro, uma versão muito bacana de Game Boy Advance, que deu show em muito console grandão por aí.
Doom II: Hell on Earth (1994): o mais esperto dos produtores, quando sabem que estão lançando um sucesso, já tem na manga a sua continuação natural. E Doom recebeu sua continuação apenas um ano depois. O inferno na Terra, com história tão importante quanto num filme pornô, continuou a saga com mais monstros, mais armas, o mesmo clima tenso e o que os fãs mais queriam: MAIS violência ainda. Se os "pais defensores dos bons costumes" ficaram doidos com MK e tiveram um enfarto em Doom, Doom II foi o fator que fizeram os mesmos pais se retorcerem de pavor.
Doom 3 (2004): um game que com um vídeo de 15 minutos ganha 5 prêmios da E3 2002, tem uma cópia em desenvolvimento vazada pela internet e inclui o alternativo Linux entre as versões lançadas não reproduz tão bem o espírito revolucionário da série? Pois foi o que aconteceu, quando em 2001 foi anunciado o remake de Doom, que foi batizado de Doom 3 em 2003.
O game se trata de um remake, mas com um foco melhor na história, pois agora já estamos em 2004 e Metal Gear Solid, Final Fantasy e Xenogears já forçavam mais a inteligência do gamer, no qual matar por matar não tinha mais tanto sentido. Matthew Castello foi o responsável pelo roteiro, que foi muito bem aceito pela "comunidade Doom" e garantiu mais um sucesso, além da sua ótima conversão para o Xbox original.
Doom 4 (?): já temos notícias falando sobre "o melhor FPS de todos os tempos", vídeos revolucionários já rondam a internet, porém nada de data ou outras informações mais sólidas. Tudo o que sabemos é que Doom 4 sai. Um dia.
Mas, para quem ficou 10 anos esperando uma continuação, ainda joga o original e aprecia a série como um bom vinho, vai querer pressa pra quê? Deixa eles fazerem o "melhor de todos" em paz, que quando sair será apreciado com mais gosto ainda.
# viviwerneck Opa, agora percebi quem é você, adoro o site "Girl of War" também.
Relembrando o Mortal Kombat, ele também era um jogo excelente, e ainda o mais violento até hoje, transforma muito jogo novo por ai em contos de fada de tão violento, o jogo me assusta até hoje, "Doom" também porque são excelentes jogos
He he he foi meu primeiro FPS, D+, depois dele fiquei viciado em games no pc, e guardo com maior cuidado, tenho todas as versões (Doom, Doom II, Final Doom, Doom 64 e Doom 3). Bons tempos 3dfx Voodoo.
Amigos, uma News dessa é sempre bem vinda não só por relembar um jogo antigo e apresentá-lo a quem não conhece , mas porque Doom é CLÁSSICO e definitivamente faz parte da história dos games. Muito melhor do que a News sobre aviso de morte ou os anúncios massivos sobre GOD of WAR III ( e olha que eu sou fã do game). Aliás , essa " avalanche " sobre God of War 3 só pode ser anúncio pago...não têm outra explicação.
Doom é realmente como um bom vinho. Se bem que eu ja deve ter enchido a cara uma par de vezes, pq só o doom 3 eu fechei 9 vezes e depois parei de contar ehheheh, deu até vontade de instalar novamente...
Foi dizer como surgiu doom: um amigo de Karmack falou: 'duvido que fassa algo que te fassa ser lembrado por uns 200 anos apos sua morte' foi ai que Karmack teve a ideia de faser o doom...
eu sei eu sei, a historia nao tem graça e nem é oq aconteceu, oq eu kis dizer é que doom é foda, e que eu nao duvido q daki 200 anos, alguem ainda vai gostar de jogar doom 1...
Tá meio vago isso aí hein... A Id Software foi criada apenas por Carmack? DOOM 3 não fez tanto sucesso assim? DOOM de N64 é borrado? Cara, tem certeza que você sabe o que é DOOM e da onde veio? A matéria tá legal mas tem detalhes muito zero a esquerda.
E galera que curte jogar DOOM (1 e 2). Quem quiser jogar DOOM com mouse e teclado, no estilo dos jogos atuais, olhando pra cima, pra baixo, atirando nos inimigos abaixando a arma ou levantando e trocando as armas usando o scroll do mouse além de muitos outros movimentos até ativar a habilidade de pular(DOOM antigo não pula), baixem o DOOMSDAY engine, que modifica e altera efeitos de luz e sombras no jogo. Eu uso e o velho DOOM fica com outra cara.
Uma coisa que não vo me esqueçe nunca foi eu ter ficado uma semana tentando vira aquele Doom demo que não tem final. hauhauahuahuahauah
Fiquei tentando até codigo pra passa daquele final. Fui descobri que não dava de passa muito tempo depois.
O doom com o melhor som era do do 3DO, quem tiver curiosidade, é só procurar no youtube "Doom 3do Music" grande parte das músicas foram instrumentalizadas. com destaque pra "hiddind the secrets"
Do tempo que a diversão vinha antes dos gráficos fotorealistas.
Falou pouco, mas falou bonito!
Mais pura verdade! =D
Bah, mas reparem nas fotos! As gotas de sangue eram um quadradinho!!! um pequeno pixel!! auhauuha!! Caramba...
Alguém já tentou jogar algum desses jogos com um monitor grande de alta resolução? Poxa, que diferença brutal... São quadrados caminhando e atirando!!! Eu olhando e pensando com meus botões:
"Bah, gráficos toscos pra caramba que chega a duer os zóinho e eu me divertia feito louco... Eu não me divirto tanto assim com os jogos atuais!"
Wolfenstein jogava no Super Nintendo e no PC, realmente para o Snes era um jogo completamente diferente de tudo que tinha naquele tempo.
Depois chegou DOOM para Snes naquela fita vermelha, uma concepção bem original, que dava o tom do jogo hehe. Era demais, mas sempre claro, gostava mais de jogar no PC, pois a versão era bem superior, mas os ports para o super nintendo apesar da limitação de hardware foram muito bons. O do N64 e do Saturn, ambos consoles que eu tive, também não ofereciam toda aquela suculenta sensação de jogar o DOOM original. Mas ainda sim, quebrava um galhão, matava um pouco a carência por um novo DOOM.
O DOOM 3 ainda acho um jogo super atual, até hoje. Foi revolucionário na parte gráfica para época, e ainda hoje, compete com muito jogo que tem por aí. Mas claro, não foi só gráficos, o jogo todo foi feito com muita maestria, e para mim é um clássico digno do nome da série que revolucionou os jogos.
Cara, esse jogo era muito bom!!! Adorava causar confusão entre os monstros e soldados até eles se matarem!!! Era muito engraçado ouvir os sons de tiros, bolas de fogo e mordidas.
Lembrando sempre que um jogo, acima de tudo, é feito com o intuito de "divertir" e não apenas "entreter". Os chatos de plantão podem reclamar da "violência" do jogo à vontade, mas todos os Dooms, Quakes e Wolfensteins da ID sempre foram, acima de tudo, muito divertidos. Sem falar no código das engines que sempre roda redondo, e quando licenciadas, dão origem a vários outros jogos. A "ousadia" de Carmack ao criar o conceito de engines customizáveis para FPS incentivou a criação de outros motores gráfics e novas sagas como Half-Life, Soldier of Fortune, DeusEx, Fallout e por aí vai. Hoje quando estou lá me acabando no Mass Effect e no Crysis eu sempre lembro de onde tudo começou. Homenagem merecida.
Uma das minhas franquias favoritas. Joguei todos e nenhum deixou a desejar. Doom 3 eu zerei várias vezes. Doom 4 é junto com o novo Max Payne os jogos que eu mais aguardo para esse ano.