A série de animação televisiva mais destrambelhada dos últimos 20 anos dispensa apresentações. The Simpsons é um sucesso à escala planetária que continua a deliciar os mais novos e mais velhos. Na verdade, a série está longe de ser destinada a um público infantil e aqueles que eram jovens na sua estreia, são hoje adultos com família própria. Certo é que Homer continua gordo e mais esfomeado que nunca, a bebé Maggie continua??? bem, um bebé, e Marge mantém aquele cabelo de algodão doce azul. E o que dizer de Bart e Lisa? O oposto um do outro!
O universo criado por Matt Groening teve este ano a sua longa-metragem, muito bem recebida pela crítica e fãs da série. The Simpsons continua a ser o tal fenómeno, tendo já atravessado gerações. Em relação a videojogos, vários títulos têm sido editados nestas duas últimas décadas, com o primeiro a remontar mesmo aos velhos tempos do Spectrum. Recentemente, a licença de adaptação passou das mãos da Vivendi para a Electronic Arts. A gigante americana prepara-se assim para lançar o primeiro jogo, não apenas visando o filme e a série, mas sobretudo o mundo dos jogos. Como dizem os autores, trata-se a uma sátira aos videojogos.
O jogo foi produzido em estreita ligação com os autores da série, incluindo o próprio autor que escreveu muitas das linhas de diálogos hilariantes, assim como o guião principal. As diversas sequências animadas são igualmente fiéis, com o traço característico, criado pela Film Roman, que dá vida às personagens na série. E claro, como não poderia deixar de ser, todo o elenco foi trancado no estúdio de gravação de vozes, para garantir total fidelidade dos protagonistas! D'oh!
Temos assim um jogo totalmente virado para os fãs de The Simpsons, com todas as animações e piadas, partidas e exageros característicos da série. Somem a isto muitas piadas à indústria lúdica, onde a própria gigante americana é alvo fácil! Ver Bart sair de uma loja chamada "Sequel Stop" com uma cópia de um jogo que imita GTA ou descobrir todos os clichés lúdicos espalhados pelos níveis, tais como "caixotes de madeira destrutíveis" são apenas alguns exemplos hilariantes.
O jogo apresenta-se numa estrutura de episódios, 16 no seu total, separados em quatro actos. A cidade de Springfield funcionará como uma espécie de hub de acesso aos episódios, que podem ser revisitados a qualquer altura para descobrir todos os seus segredos e extras.
Desta forma, as versões que recebemos para PlayStation 3 e Xbox 360 permitiram-nos ver a estrutura do jogo. Estamos perante um jogo de plataformas, até dois jogadores em simultâneo em formato cooperativo. Se não tiverem um amigo presente, a inteligência artificial ficará encarregue de controlar a outra personagem, com quem podem alternar a qualquer altura. Existem tarefas que apenas podem ser superadas a dois, como activar alavancas de interruptores temporários, ou utilizar certas passagens.
Algo em que o jogo se baseia são as plataformas milimétricas, sendo parte integral de vários puzzles. Por outro lado, os níveis desenrolam-se com o resto do elenco em suporte, sendo por vezes necessário interagir com os mesmos.
Cada personagem tem o seu leque de ataques. Homer utiliza os "gases intestinais" a seu favor, além de se poder insuflar de ar, transformando-se numa bola saltitona. Lisa pode utilizar o seu saxofone, e Bart a sua fisga e os poderes de super-herói para planar. Todas as personagens podem variar os seus poderes circunstancialmente, quando recolhem um poderoso manual de instruções de um videojogo e serão aplicados normalmente, em situações específicas.
Por outro lado, a máxima deste jogo é "tudo à estalada" e isto aplica-se a todas as personagens, cujos golpes passam por murros e pontapés. A interacção com o cenário será importante, utilizando os objectos em redor a nosso favor. A maior parte deles podem ser partidos, escondendo muitas vezes itens para recolher.
Graficamente o jogo encontra-se muito fiel à série, com um aspecto cel shading na composição dos cenários e personagens. Esperem assim muita cor, elementos bizarros nos cenários e muitos objectos para partir. A câmara nesta fase não é automática, significando que temos de a gerir em pleno com o analógico direito. Por vezes temos de ultrapassar locais com saltos milimétricos, o que poderá tornar-se um pouco aborrecido, caso se torne uma prática constante. No campo sonoro, já falei dos actores, mas a banda sonora está igualmente fidedigna à série, incluindo a música do genérico.
The Simpsons parece ser um jogo de plataformas divertido, muito fiel à série, e capaz de agradar aos fãs. Vamos deixar para a versão final uma apreciação mais profunda.
Fonte:PTGamers
por
himaru10