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Sem fundos para bancar Six Days in Fallujah, Atomic Games dispensa funcionários

por Markos Two, fonte Finalboss/Uol, data  editar remover


Em junho, a última informação oficial sobre Six Days in Fallujah, o polêmico game baseado nos eventos da Guerra do Iraque, era de que a sua produtora, a Atomic Games, continua com a produção no aguardo de uma publisher. Originalmente, o game seria publicado pela Konami, mas após analisar o possível impacto negativo causado pelo proposto conteúdo do jogo - que se passa na ainda recente e traumática guerra no Iraque - resolveu cancelar seu contrato.

E ao que tudo indica, Six Days in Fallujah pode não ver a luz no final do túnel. A Atomic Games confirmou que está sem "fundos de grande escala" para tocar o projeto e começou a diminuir seu elenco. Segundo uma nota oficial, os 75 empregados do estúdio continuarão trabalhando normalmente esta semana, porém uma quantidade não-revelada será dispensada na semana que vem.

A produtora ainda assegura que os vários fuzileiros veteranos que gastaram centenas de horas no projeto permanecem no navio, porém os prognósticos não são nada positivos. Ainda sem um acordo com outra distribuída, a tendência é que o título acabe sendo cancelado.

Polêmica nos EUA

Six Days in Fallujah é inspirado pelos eventos da segunda batalha em Fallujah, na Operation Phantom Fury, ou Al-Fajr (respectivamente, Fúria Fantasma e A Alvorada), acontecidos entre 6 e 23 de dezembro de 2004, onde os EUA liderou um ataque contra a insurgência iraquiana na cidade de Fallujah. Originalmente, o título foi anunciado para PS3, Xbox 360 e PC.

Veteranos de guerra criticaram a proposta do jogo, dizendo que a ideia era de "julgamento pobre e de mau gosto", e o jogo "glorifica" a violência e "a enorme quantidade de vidas perdidas" na guerra que ainda acontece. Na ocasião, Anthony Crouts, executivo da Konami, afirmou que a empresa não tratava seu jogo como uma declaração política, e sim "uma envolvente experiência de entretenimento".

Vale notar a época dessa inclusão foi uma das que mais rendeu baixas ao exército americano: 137 soldados mortos e 1.427 feridos. Além disto, outra polêmica: supostamente, os americanos usaram fósforo branco como arma contra os insurgentes; isto foi inicialmente negado pelas autoridades, mas posteriormente confirmado como "arma padrão" de unidades de artilharia. No entanto, um documento de 1995 do Pentágono a classifica como "arma química" após o ex-ditador Saddam Hussein tê-la usado em um ataque à cidade de Halabja em 1998, matando entre 3.000 e 5.000 cidadãos com gás venenosos.

Por fim, representantes da Stop The War Coalition criticaram o evento que inspirou o game em declaração feita ao site de tecnologia TechRadar: "o massacre conduzido pelos exércitos americano e inglês em Fallujah em 2004 é o pior dos crimes de guerra em uma guerra ilegal e imoral".

por Markos Two, fonte: Finalboss/Uol

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4 comentários | 445 visualizações | 3 avaliações

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KillerST
O bacana é que na 2ª guerra, muito explorada por jogos, não morreu muita gente né? é cada um que me aparece.Da até raiva...
rbmarques
# rbmarques
Gostaria que esse jogo não seja lançando, e sim abandonado pela produtora do jogo, pois se trata de uma guerra que ainda não foi terminada.
xavier3d
Não e´gáz mostarda não ?
Astherot
# Astherot
Lamentavél! O ser humano ainda tem uma mentalidade muito mediocre,e extremamente obscura! vai se auto dezimar,muito mas depressa do que qualquer crença religiosa,ou estimativa científica se continuar a trilhar esse caminho...
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