Um jogo baseado em uma das mais sangrentas batalhas ocorridas no Iraque foi
classificado como "grosseiro e insensível" por parentes e por soldados
veteranos que estiveram no conflito, na terça-feira (7).
"Six Days In Fallujah", criado pela gigante de games japonesa Konami, é
descrito pela empresa como um "horror de sobrevivência" (estilo de game no qual
predominam esses temas). O título está disponível para os games Xbox 360, PC e
PlayStation 3.
Uma das primeiras imagens divulgadas de "Six Days in Fallujah"; previsto
para 2010, lançamento irrita veteranos
Segundo o jornal "The Telegraph", o game foi desenvolvido com a colaboração de
veteranos da Marinha dos EUA --que emprestaram seus vídeos, fotos e diários aos
designers. O jogo de ação tem lançamento previsto para o ano que vem.
Um alto coronel do Exército britânico e o pai de um soldado morto na batalha do
Iraque teceram críticas ao jogo, e pediram que a sua comercialização seja
proibida.
"Lançar um jogo sobre uma guerra que ainda está acontecendo é demais. E é uma
resposta extremamente impertinente a um dos mais importantes eventos da
história contemporânea", disse o coronel Tim Collins, do 1º Batalhão Real do
Regimento Irlandês. "Ã particularmente insensível a o que aconteceu em
Fallujah, e eu certamente vou me opor ao lançamento desse jogo."
Reg Keys, cujo filho Thomas foi morto em junho de 2003, endossa a fala do
coronel. "Considerando a enorme perda de vidas na Guerra do Iraque, glorificar
isso em um game demonstra pouco espírito crítico e mau gosto. Ã particularmente
grosseiro quando se considera o que aconteceu em Fallujah."
Keys afirma que os eventos devem ser limitados "aos anais da história", não
trivializados e reproduzidos para "caçadores de emoções" brincarem sem qualquer
tipo de limites.
"Vou solicitar que este jogo seja proibido. Caso não haja restrição mundial, ao
menos no Reino Unido."
"Six Days In Fallujah" se inspira na segunda batalha de Fallujah, também
conhecida como "Fúria Fantasma". Estima-se que 1.500 insurgentes foram mortos,
além de 38 soldados das tropas norte-americanas.
John Choon, da Konami Digital Entertainment, defende o game. "Os soldados
quiseram contar suas histórias completas para o jogo, porque cresceram
jogando."
Em 2003, a Sony foi forçada a abandonar os planos de lançamento do game "Shock
an Awe", também baseado na Guerra do Iraque, depois da reação negativa dada
pela esfera pública. Mais tarde, a empresa admitiu que a ideia foi "mal
avaliada".
o que mais tem é jogo e filme baseado na 2ªguerra e quer dizer que isso é sensível? não conseguiram pensar em uma desculpa menos idiota para dar não?