O fundador do Megaupload, Kim Dotcom, acusou investigadores dos Estados Unidos de plantar evidências no caso que levou ao desligamento do site no ano passado. As provas foram utilizadas para provar que os administradores do site mantinham arquivos com direitos autorais em seus servidores conscientemente, diz Dotcom. Segundo ele, foram 36 arquivos mantidos pela empresa para satisfazer as exigências do governo. As informações são do site Arstechnica.
Os domínios do Megaupload foram apreendidos pelos federais americanos há um ano.
De acorco com o Arstechnica, em junho de 2010 funcionários do governo informaram o Megaupload que 39 cópias de filmes cujos direitos autorais eram violados estavam em servidores alugados pela empresa na Carpathia Hosting. Em novembro de 2011, 36 desses arquivos continuavam sob poder do Megaupload.
A "armadilha", segundo Dotcom, começou com outra investigação, em que o governo investigava um "usuário do Megaupload" - não o próprio site, segundo o empresário diz que foi "levado a acreditar". Nessa investigação, o Megaupload teria mantido os arquivos para colaborar com a investigação sem levantar suspeitas de que o usuário, cujo nome não foi revelado, estava sendo investigado.
"O Megaupload foi fiel ao desejo expresso do governo, em ordem do juiz e por instruções da Carpathia em nome do governo para assegurar que as provas ficariam preservadas e que os usuários permaneceriam sem saber da investigação", afirma o Dotcom em comunicado.
Dotcom diz que o governo usou o mandado de junho de 2010 para coletar provas contra o Megaupload num caso aparentemente separado que levou ao desligamento do site em janeiro de 2012.
Segundo a Wired, o mandato à Carpathia foi emitido no dia 24 de junho de 2010. Arquivos do processo que foram tornados públicos graças à ação de um usuário do Megaupload que ppossuía arquivos prórprios no site desativado mostram que a investigação que culminou no desligamento começou no dia 25 de junho de 2010.
Uma nova versão do Megaupload deve ser lançada na próxima semana.