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Review de Dragon's Crown para PSVITA de GameTV

por inuyasha302, fonte GameTV, data  editar remover




Que tal um beat'em up com mais ou menos 20 horas de duração para o first run, multiplicado por cinco para as demais classes, elementos de RPG, um modo cooperativo funcional, novas dificuldades e missões a cada new game plus, 99 níveis para evoluir, PvP e itens no geral, muitos deles. Dragon's Crown tem a pegada de um D&D (aquele clássico dos arcades), mas agrega ao gênero suas próprias inovações e tem um visual próprio reminscente de outros trabalhos da VanillaWare.

Um poder para governar o mundo

A lenda diz que existe um dragão antigo e muito poderoso, indestrutível, por isso, transformado em ossos e colocado em um estado dormente em uma outra dimensão. E aquele que estivesse de posse da Dragon's Crown, artefato mágico que possibiliataria o controle da criatura, governaria o mundo. Seja você um guerreiro, anão, elfa, amazona ou feiticeiro(a), o seu dever é encontrar o artefato mágico e/ou destruir a criatura lendária.

Se você é desses que experimentou os primórdios da VanillaWare com Princess Crown, de Sega Saturn, ou veio de uma época mais madura, com a sua obra prima Odin Sphere, para PlaySation 2, já tem uma leve ideia do que vai encontrar pela frente. Não tão complexo como o que foi visto no game das Valquírias, o que nos é apresentado é mais um jogo de ação com poucos elementos resgatados dos clássicos RPGs.

Os seis personagens tentam manter-se exclusivos em suas respectivas classes, mas semelhanças aparecem aqui e ali. Deixando a elfa de lado, as classes tendem a carregar certas semelhanças entre si, ao mesmo tempo que tentam explorar suas diferenças através das habilidades adquiridas à medida que novos níveis são alcançados. A elfa só escapa desse carma devido ao fato dela ser a única portadora de um arco.

Diário de bordo de Dragons Crown #01



Como mago, investi todas as minhas horas de jogo no aprendizado do seu estilo de combate, um pouco mais estratégico devido ao fato de praticamente todos os seus golpes requererem pontos de MP. Seus golpes são repletos de efeitos especiais grandiosos, com explosões, blocos de gelo, furações e tempestades elétricas. E tudo jogado ao mesmo tempo com os inimigos e os demais membros do seu grupo, sem a queda do framerate como acontecia nos demais jogos da empresa.

Ok, às vezes as coisas oscilam um pouco, mas nada que atrapalhe como em Odin Sphere, por exemplo. Essa variação de framerate normalmente ocorre quando estamos jogando o cooperativo online, mas repito, não chega a ser um problema real ou que estrague a experiência. A única coisa é que a versão do Vita conta com um pouco mais de variações de framerate que a sua contraparte de PS3, já que o hardware do portátil é mais humilde.

A quantidade de fases pode não agradar muito, já que são, de certa forma, diminutas. Elas variam bastante, de catacumbas a um navio pirata ancorado. Os inimigos também são característicos a cada passagem, com zumbis, homens dragão, ogros e cavaleiros malignos. A parte boa é que da metade do jogo para frente (e isso no 'first run'), Dragon's Crown assume uma forma completamente diferente do inicial, com combates em fases aleatórias e tudo acontecendo online - se você preferir.]
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A busca pelos nove talismãs místicos capazes de derrotar o dragão, impossibilitam o jogador a escolher a fase através do mapa mundi, dando vazão a uma experiência mais parecida com um speed run. Daqui em diante, o famoso "grind" - acumular nível em determinadas parte do jogo - torna-se uma tarefa um pouco mais difícil que cinco minutos antes da cutscene que dá início a busca dos talismãs. É preciso pagar por uma visita específica em determinada fase, e esse valor aumenta de acordo com o seu uso.

É nessa hora que o modo online fica disponível também. E fica tudo mais fácil, em partes, diga-se de passagem. A inteligência artifical do computador para guiar os demais companheiros do seu grupo não é das melhores. Funciona bem em combate - bater até que o inimigo desapareça - mas não se dá bem com estratégias e suporte. Online a coisa muda de figura, possibilitando o encontro com jogadores tão experientes quanto você (ou não) e de classes distintas. Participar de um grupo com mago, feiticeira, guerreiro e elfa deixa a aventura bem mais fácil.

Nesse finalzinho os chefes de fase que você já enfrentou, também sofrem um upgrade e nivelam-se à sua experiência adquirida durante essas horas passadas. Novos golpes um desafio à altura diminuem o tédio da repetição - será preciso realizar a mesma fase algumas vezes em determinadas ocasiões - e qualquer vacilo pode mandá-lo direto ao cemitério.

Diário de bordo #02 - Os heróis



São seis classes disponíveis para a escolha - e elas não mudam com o decorrer do jogo. O guerreiro, focado em um combate corpo a corpo, é ágil e causa um dano considerável. Dentre suas habilidades mais requisitadas estão suas magias de defesa. O anão não foge muito do padrão encontrado com o guerreiro, mas suas habilidades especiais são focadas em arremessos e o uso de bombas e outros artifícios. A amazona tem uma habilidade especial que quanto mais ela ataca, mais forte fica. Os dois feiticeiros se diferenciam pelo sexo (um homem e uma mulher) e em suas habilidades de ataque. O homem ataca com magias de área poderosíssimas, enquanto a mulher serve ao grupo como suporte, com magias brancas de cura e defesa. Por fim, a elfa ataca a longa distância e suas flechas elementais são úteis quando não existem magos presentes.

Eles podem parecer iguais, mas com o tempo, evoluindo suas habilidades especiais, cada um dos personagens vai se tornando mais e mais individual. E trabalhando em equipe tornam-se ainda mais úteis em suas funções. Você um mago, com um time inteiro lhe protegendo enquanto os encantamentos do ataque de meteoros não surtem efeito, é um prazer para poucos - apenas magos. E a recompensa é para todo mundo, sério.

Terminando a história uma vez, uma nova dificuldade é habilitada, assim como novos níveis de cada um dos personagens (o máximo é 99 para o Infernal, a última dificuldade). Um modo PvP também pode ser acionado, e aí é cada um por si mesmo.

Diário de bordo #03 - Itens



E como tem pilhagem em Dragon's Crown! Dos tradicionais baús de tesouro, inimigos derrotados e pequenas indicações espalhadas pelo cenário, tem muita moedinha escondida. E após a derrota de cada um dos chefes, novas armas podem ser descobertas a todo instante. No entanto, é preciso checá-las antes de obtê-las, e para isso gasta-se um dinheirinho extra (o famoso appraising).

As armas variam em poder, atributos e certos requisitos para empunhá-las (nível de experiência). Assim a diversão não é desestabilizada com o descobrimento de uma arma muito poderosa em um momento muito cedo do game (isso acontece quando começamos a jogar online). Os demais acessórios seguem a linha, e podem ser equipados desde que um tipo apenas por personagem - duas luvas, por exemplo, não podem ser

Além da trama principal, a Guilda dos Aventureiros fornece uma infinidade de novos desafios. No geral, não muito criativos, mas como recompensa uma ilustração inédita para os colecionadores de plantão. Vale pelo 'grind'.



Uma ferramenta bastante útil durante a aventura é a manipulação das runas. Escritos escondidos nas paredes do cenário, quando tocados (no Vita, literalmente tocados) acionam encantamentos que podem ajudá-lo na maioria dos momentos. Invencibilidade, power-ups, escudos elementais, tesouros secretos, a quantidade de combinações é vasta.

Lado a lado, jogar Dragon's Crown no Vita e no PS3 têm suas próprias vantagens. Uma tela maior, menos quedas de framerate e um online com mais pessoas à disposição. Pelo Vita, a tela sensitiva auxilia a navegação através dos cenários (caso contrário, utiliza-se a outra alavanca do dualshock) e a portabilidade é uma vantagem imensurável.

E vale lembrar que Cross-Buy ou Cross-Play não são válidas para as versões de Dragon's Crown no PS Vita e PS3. O único recurso disponível é o Cross-Save, com a possibilidade de realizar o upload do seu save no serviço da Atlus e baixá-lo em um dos dois aparelhos.



E nem mesmo a pseudo polêmica envolvendo o estilo gráfico do designer mais antigo da casa, George Kamitani - que também é presidente da VanillaWare - cujo as propriedades físicas dos personagens saltam aos olhos de forma ímpar - a feiticeira tem um peitão na real - é digna de menção ou infimamente suficiente para o decréscimo em sua nota. Sem dúvida alguma você pode apresentar Dragon's Crown aos seus pais e conhecer a família dele também. Casamento garantido.




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