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Review de Theatrhythm Final Fantasy para 3DS de E-Zine/MyGames

por texugo15, fonte E-Zine/MyGames, data  editar remover




Um jogo pode ter gráficos vistosos, uma grande jogabilidade e uma história de sonho, mas já experimentaram imaginar os vossos videojogos favoritos sem a música de fundo? No caso de Final Fantasy, imaginem a morte da Aerith em Final Fantasy VII sem música de fundo, ou a invasão da Dollet de Final Fantasy VIII.
Se há algo que não pode faltar a um jogo é música, e muitas vezes esta passa ao lado de quem está agarrado ao comando.

A celebrar os seus 25 anos de existência, a série Final Fantasy tem vindo a ser homenageada de diversas formas, mas é com a Theatrhythm Final Fantasy para a Nintendo 3DS, que a Square-Enix resolveu fazer uma viagem à memória dos fãs, com um jogo de ritmo capaz de agradar até a quem não é fã da série, enquanto glorifica um dos pontos altos da sua história.

Theatrhythm Final Fantasy é um projecto que pretende recriar alguma da história dos episódios principais através de alguns minijogos de ritmo divididos por vários modos.
Preparem-se para visitar cada um dos treze primeiros episódios, assistindo a momentos clássicos de cada um, com várias imagens de jogabilidade e cinemáticas a servir como pano de fundo.
A história fala sobre um cristal musical que precisa de ser alimentado e protegido contra as forças do mal, algo que só pode ser feito através dos esforços de alguns valentes guerreiros. Como podem imaginar, esses guerreiros são as personagens principais de cada um dos jogos Final Fantasy, dos quais podem escolher uma equipa de quatro e partir à aventura.



Sendo um jogo de ritmo, Theatrhythm Final Fantasy exige apenas duas coisas, destreza e capacidade rápida de resposta. Toda a jogabilidade é feita através do toque do estilete da consola no ecrã inferior, recriando acções que vão do simples toque, a manter o ecrã pressionado ou em outros casos, deslizar o estilete na direcção pedida. Embora pareçam poucas tarefas, algumas músicas são bastante exigentes, e à medida que a dificuldade aumenta, vão ser cada vez mais rápidas e com muito mais notas para tocar.

A vossa prestação estará sempre a ser calculada consoante as notas que acertam, podendo ir do Bad quando falham ao Cristal quando acertam em cheio. O objectivo passa sempre por tentar acertar o máximo possível e de forma consecutiva, sem perder a série de notas acumuladas. Isto resulta normalmente em mais experiência, items, objectos raros e pontos de Rhytmia para o Cristal.



Ao jogar o modo Series, vão encontrar cada um dos treze episódios, divididos em cinco segmentos, existindo um prelúdio, três estilos de música diferentes e os créditos. Enquanto o prelúdio e os créditos pedem ao jogador para acertar nas notas consoante estas tocam no cristal, os outros três funcionam de formas diferentes consoante o estilo de jogabilidade.
O BMS é o evento que recria um combate onde cada nota certa é um golpe, o FMS coloca a personagem em movimento enquanto as notas vão surgindo com altos e baixos espalhados pela pauta e por fim, o EMS é o modo onde a linha de notas está sempre em constante movimento pelo cenário, sendo necessário tentar seguir a mesma e perceber para onde vai curvar de seguida.

O modo Series é onde começam a jogar, mas após terminar alguns dos capítulos vão desbloquear os modos Challenge, o qual permite tocar todas as músicas terminadas no Series sem ser necessário jogar tudo de seguida, e assim, aperfeiçoar os vossos dotes nos vários níveis de dificuldade. Por fim existe o modo Chaos Shrine onde vão ter realizar vários desafios obtidos através das Dark Notes, pautas que oferecem encadeamentos variados e níveis de dificuldade diferentes.



Vindo de uma série RPG, Theatrhythm Final Fantasy também não deixa de tentar oferecer a sua dose de evolução, embora com algumas falhas e sem grande alma em diversos casos. As personagens evoluem com a experiência obtida após cada música concluída, ganhando mais estatísticas e habilidades, que podem ser atribuídas através do menu de personalização da personagem. Curiosamente, além do HP acumulado que permite errar mais vezes, não se sente uma grande diferença entre uma personagem a nível 50 ou a 10, e para mais, tendo em conta que é um jogo de ritmo, um verdadeiro "pro" consegue terminar todas as músicas sem perder uma única vez.

Para quem quiser explorar tudo o que Theatrhythm Final Fantasy tem para oferecer ainda vai precisar de gastar umas boas dezenas de horas, afinal, existem mais de 70 músicas para desbloquear, cartas coleccionáveis, mini-clips, Dark Notes e algumas personagens para desbloquear, o que só pode ser feito encontrando fragmentos de cristais raros durante as músicas.

Além da amena exploração da vertente RPG, este é um jogo que está longe de ser perfeito, especialmente por em causa o seu sistema de jogo com algumas limitações da consola e detecção do ecrã. Dei por mim a falhar notas ao deslizar apenas porque o ecrã não detectou o deslize, ou a falhar segmentos de pressão apenas porque o Stylus bateu numa das pontas do ecrã táctil o que o impediu de continuar (talvez não aconteça numa Nintendo 3DS XL. Além disso, em dificuldades mais elevadas, as notas aparecem com tanta velocidade que algumas chegam a ficar tapadas entre as letras que surgem no ecrã, o que se torna frustrante.

Visualmente, Theatrhythm Final Fantasy não tem muito a ver com os jogos em que se inspira, usando um visual extremamente cartoon e com personagens desenhadas ao estilo Chibi. Uns vão gostar, outros nem tanto, mas não há dúvida que tudo corre a uma boa velocidade, com menus bonitos e sequências musicais que puxam bem pela nostalgia. Infelizmente algumas imagens aparecem escritas em japonês em vez do nosso alfabeto, ou outras mais antigas ainda sofrem de uma distorção por terem sido redimensionadas.

Sonoramente, o único ponto negativo a apontar é a ausência de algumas músicas que representariam muito melhor cada um dos jogos, mas dizer algo deste género é quase um sacrilégio pois estamos a falar de uma compilação de dezenas de músicas intemporais, e do melhor que já se fez até hoje em qualquer tipo de média, por isso, seja a jogar ou a passear pelos menus, vale a pena meter a música bem alto ou jogar com phones.

Theatrhythm Final Fantasy é um jogo pouco vulgar e uma união improvável entre Final Fantasy e um qualquer jogo de ritmo, porém, funciona extremamente bem, sendo também um jogo divertido e viciante por mérito próprio. Se são fãs de Final Fantasy ou de jogos de ritmo então não o devem deixar escapar, se são apenas fãs de um dos dois, vão ficar surpreendidos pela qualidade da jogabilidade e pela homenagem que foi feita a uma das sagas mais emblemáticas dos videojogos.


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