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Review de The Last Story para Wii de E-Zine/MyGames

por kojuro, fonte E-Zine/MyGames, data  editar remover




A Nintendo Wii é mesmo uma caixinha de surpresas. Ainda no ano passado disse que The Legend of Zelda Skyward Sword era bem capaz de ser o canto do cisne da consola da Nintendo e surge Xenoblade Chronicles, um RPG de acção que conseguiu mostrar que o Oriente ainda está cá para as curvas no que toca ao género.

Agora, em 2012 a Nintendo Wii promete manter a chama acesa com mais dois grandes RPG orientais, The Last Story e Pandora's Tower. Mas com Pandora's Tower ainda no horizonte, o ano começa com The Last Story, mais um RPG original saído dos estúdios da Mistwalker, nada mais, nada menos que o quartel general de Hironobu Sakaguchi, o criador da série Final Fantasy.
Será que o criador da série lendária da Square ainda consegue trazer a magia dos RPG ocidentais à Nintendo Wii?

The Last Story pode ser uma obra do mesmo criador de Final Fantasy, mas embora utilize muitas das ideias fundamentais, este está bem longe da era de combates por turnos e invocações de criaturas mitológicas. Este é um jogo que tem tanto de familiar como de novo, fundindo as linhas de forma frequente.




Tal como qualquer bom RPG ocidental à moda antiga, The Last Story conta uma história épica recheada de personagens bem diferentes, e de um mundo que precisa de ser salvo de uma ameaça eminente.
Apanhados no meio disto está um grupo de mercenários, do qual faz parte Zael, a nossa personagem principal. Ao contrário da má fama, este grupo de mercenários luta pela justiça e pelo bem, o que lhes dá a hipótese de proteger o palácio no dia de recepção aos convidados para o casamento da princesa Calista que se avizinha.

Claro que isto é só o mote para o grande início da aventura, quando Zael descobre que uma rapariga que ajudou na cidade é na realidade Calista e que o castelo é atacado por uma força externa, os impiedosos Gurak.

Cabe a Zael e aos seus amigos tentar ajudar Calista e evitar que o reino enfrente um possível extermínio.



The Last Story mistura uma boa dose de exploração com combates em tempo real. A início estes dois elementos parecem algo estranhos dado a jogabilidade criada pela Mistwalker, mas esse sentimento acaba por dissipar com o passar do tempo e à medida que jogam mais um bocado, vão acabar por perceber que não existe assim tanta liberdade quanto isso.

Mesmo que não exista um mundo enorme para explorar, The Last Story apresenta a cidade de Lazulis como zona central. Aqui vão poder encontrar de tudo um pouco, com inúmeros vendedores de itens e equipamentos, além de ser possível interagir com alguns habitantes e recorrer ao Inn da cidade para embarcar na próxima missão.

Não quero com isto dizer que a aventura não vai além desta cidade, e a verdade é que existem muito mais zonas para visitar.



A aventura não vos pede regularmente para que se movam até à zona da missão, em vez disso, depois de terem feito todas as preparações, precisam de falar com um dos vossos colegas de equipa para activar a próxima missão. Isto é feito ao estilo de escolhas em diálogos, que surgem também para situações de conversa com outras personagens. Estas opções de diálogo não são algo que altere o rumo da história, funcionando muito mais como oportunidades de comédia, do que decisões que vão por em causa o destino do mundo.

Eu não sou muito de dar grande destaque às personagens nas minhas análises, preferindo que o jogador as conheça por si próprio, porém, é impossível não falar das mesmas em The Last Story. Não que estes mercenários sejam mais carismáticos e com mais história que uma personagem de Mass Effect,

mas a equipa de Zeal é realmente um conjunto de personagens divertidas e simpáticas com as quais vão conseguir criar uma grande empatia, quer através dos seus diálogos ou da sua atitude. O meu destaque vai para as mulheres do grupo, composto por Calista, Syrenne e Mirania, três personagens deslumbrantes que oferecem muito ao jogo.

Passando então para o sistema de combate, preparem-se para algo totalmente diferente no género RPG.
The Last Story podia muito bem ser considerado um RPG de acção, mas a verdade é que também podem vê-lo como um TP(S)RPG.
Afinal, todo o sistema permite que se movam livremente pelos cenários, assim como que incentiva que usem um sistema de cobertura como um ponto de vantagem, sendo possível abrigar atrás de uma rocha, caixa ou esquina, além de poderem rebolar por cima

de superfícies mais baixas para entrar em confronto directo com o inimigo ou fugir para procurar por abrigo.

Para atacar, apenas precisam de se aproximar do alvo e este inicia automaticamente, mas podem sempre desviar-se dos contra-ataques com o rebolar de Zael.
Além disso, têm ao vosso dispor um arco e flecha que podem usar para atacar à distância e "puxar" um inimigo para realizar emboscadas, é algo que acrescenta mais alguma estratégia, mas cria situações ridículas onde um inimigo fica confuso mesmo depois de vos ter visto a esconder atrás da cobertura.
À medida que a aventura avança, vão acabar por ganhar novas habilidades que tiram melhor partido da cobertura ou dos ataques directos, assim como desenvolver a capacidade de dar ordens aos vossos aliados durante o combate para criar estratégias de ataque.



Mas a habilidade mais importante do combate de The Last Story, é o Gathering, uma espécie de magia que Zael aprende e que lhe permite ganhar mais vantagem durante os confrontos. Quando activam o Gathering, todos os inimigos vão ser alertados para a vossa presença, mas

a partir deste momento, por cada ataque que fazem, Zael recupera vida, além disso, consegue também ressuscitar os aliados até cinco vezes por combate e aumentar a velocidade a que os vossos feiticeiros aliados activam uma magia.

Após cada combate, vão recuperar toda vida, recarregar os marcadores de vida, receber experiência e aumentar o nível das personagens que funciona de forma automática. Quanto ao dinheiro e equipamento deixado pelos inimigos, estes surgem no chão após o final da luta e são distribuídos de forma aleatória.

Falando em equipamentos, estes surgem em quatro tipos, arma de curto alcance, longo, armadura superior e inferior.

Cada elemento que alteram em cada personagem altera as suas estatísticas e faz com que a sua aparência mude, o que é algo que vai agradar aos fãs de personalização, ainda para mais tendo em conta que podem mudar a cor de cada peça.

Sendo um RPG algo diferente do estilo clássico, isso permitiu que a Mistwalker criasse um modo multijogador online para The Last Story. Neste modo, vão poder jogar com outros jogadores num modo cooperativo contra o computador e, surpreendentemente, num modo competitivo que coloca jogadores contra jogadores. Este modo competitivo funciona bastante bem e aproveita de forma inteligente a jogabilidade dos combates para um jogador. Confesso que a início o sistema de combate parece algo desengonçado para um modo online, mas com alguma prática, logo se apanha o jeito.


Visualmente, The Last Story é um jogo bonito, embora que algo mais escuro e menos apelativo que Xenoblade Chronicles ou The Legend of Zelda Skyward Sword. Porém, as personagens foram bastante bem trabalhadas, embora os seus gestos sejam algo rijos e pouco fluídos fora de combate.
A direcção artística também está bastante bem trabalhada, com alguns modelos de armas, armaduras e inimigos bastante bem feitos. De qualquer forma, por muito bom que esteja, não está muito melhor em termos de cenários que um bom jogo da era das 128 bits.

Sonoramente, The Last Story é um verdadeiro colosso, com uma banda sonora de luxo composta nada mais, nada menos, do que pelo lendário Nobuo Uematsu, criador da música de grande parte dos primeiros Final Fantasy. Por isso mesmo podem contar com uma boa dose de músicas épicas e inspiradoras.

Embora falte a opção para colocar as vozes em japonês, a Nintendo fez um trabalho soberbo com a localização ocidental feita em Inglaterra que dá uso a uma série de sotaques fenomenais para as várias personagens, só é pena que estes se repitam tantas vezes em combate, ou que não correspondam ocasionalmente às animações e bocas dos seus intervenientes.

Eis The Last Story, mais um RPG que comprova que o Oriente ainda consegue criar grandes aventuras dignas de estarem entre os melhores do género. É verdade que um pouco mais de polimento e trabalho feito no sistema de combate, mais liberdade e uma longevidade maior, podiam ter levado The Last Story ao patamar de quase perfeição.

Com uma boa história, personagens e um online que prova que os RPG podem dar cartas neste departamento, espero bem que The Last Story seja tão final, tal como foi Final Fantasy na sua época.


7 comentários

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Alex_Kidd
# Alex_Kidd
Belo review amigo, mas me entristece.

Se eu não tivesse ficado desempregado compraria no lançamento (em agosto), mas pelo jeito vai demorar... (meu Wii é bloqueado).
Fabioas
# Fabioas
Para jogar bons JRPGs só no console da Nintendo mesmo, nos outros consoles este gênero esta extinto.
itinho2
# itinho2
So mais zelda Skyward Sword Walkthrough
dimav
# dimav
Ainda prefiro o zelda do super nintendo.
juniosalles
# juniosalles
Otimo game
sawlyn
# sawlyn
Esse jogo foi um dos unicos rpg do WII, que conseguiu explorar o maximo da console, eu ja joguei e recomendo, fantastico!!!!...
Hug0RoD
# Hug0RoD
JRPGs pra vida toda
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