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Review de The Elder Scrolls V: Skyrim para X360 de Eurogamer

por !!ilpere, fonte Eurogamer, data  editar remover


Perder a noção do tempo é fácil em The Elder Scrolls V: Skyrim. Este RPG da Bethesda parece ter a capacidade de nos sugar por completo para o seu mundo incrível e de proporções gigantescas. Depois de várias horas a jogar por dia, só o cansaço do corpo me impedia de continuar a aventura. E mesmo quando não estava a jogar, pensava no jogo.

Skyrim é o quinto capítulo na saga The Elder Scrolls, e a Bethesda tem vindo a aperfeiçoar a formula ao longo dos anos. Naturalmente, Skyrim herda muito do capítulo anterior, Oblivion, mais especificamente nas mecânicas e estrutura de jogo. De resto, tudo é novo, um novo mundo para explorar, uma nova estória para conhecer e muito, muito mais.
Após termos criado a nossa personagem, e isto implica escolher a raça e visual (cabelo, barba, tatuagens, entre muitas outras coisas), somos despejados na imensidão de Skyrim como um "zé ninguém". Somos apenas um dos habitantes que está prestes a ser executado pelo Império. Coincidência ou não, exatamente no mesmo momento em que o carrasco vai cortar a nossa cabeça, um dragão sobrevoa pelo local destruindo tudo no seu caminho.



É assim que a aventura começa. Percebemos de imediato que os dragões desempenham um papel importante e que nosso personagem está de alguma forma relacionado com o seu regresso. Pelo meio, existem outros acontecimentos que dão forma às side-quests. Os nórdicos querem expulsar o Império do seu território e acabar com o seu domínio, os feiticeiros estão a fazer uma escavação onde encontram um objeto misterioso, e para além destas, existem muitas outras quests ligadas às várias fações de Skyrim.
Se não quiserem cingirem-se à história principal, há uma quantidade inimaginável de coisas para fazer. A história principal demora cerca de 20 horas para completar (isto em linha reta), mas é um desperdício total jogar Skyrim e ficarem-se apenas por aí. Explorar o mundo é uma das melhores sensações e traz também recompensas. Dentro das grutas e masmorras, há mistérios para descobrir, itens raros e desafios a ultrapassar.


Este mundo criado pela Bethesda é na sua grande maioria um local inóspito. O terreno é bastante acidentado, com montanhas enormes espalhadas pelo mapa, e a neve/gelo é um dos elementos abundantes. No meio disto, estão monumentos enormes feitos em pedra que nos fazem curvar perante a sua grandiosidade. Mas nem tudo é grande em Skyrim, havendo também pequenas aldeias para descobrir.
Todo os elementos de Skyrim juntam-se para criar algo épico no completo sentido da palavra. No ar está sempre presente essa sensação, sentimos que estamos a fazer parte de um conto inacreditável e que ficará marcado para sempre. Tudo isto culmina nos confrontos contra os dragões. Estas criaturas míticas surgem dos céus gritando de tal forma que até ficamos arrepiados e sobrevoam sobre nós cuspindo fogo. Estes confrontos, que prolonga-se durante minutos a fio, culminam connosco a absorver a alma do dragão.



Esta nossa capacidade de absorver a alma do dragão deve-se à nossa personagem ser aquilo a que chamam "Dragonborn" ou "Dovahkiin" na linguagem dos dragões (sim, a Bethesda deu-se ao trabalho de criar uma linguagem e escrita própria para os dragões). Graças a sermos um "Dragonborn", somos capazes de realizar "Shouts", ataques poderosos com base na linguagem dos dragões.
Através dos "Shouts", temos acesso a habilidades espantosas como cuspir fogo, andar a grandes velocidades durante breves segundos ou até abrandar o tempo. Isto são apenas alguns exemplos, porque existem mais para serem descobertos. Para os dominarmos na sua totalidade, necessitamos de aprender três palavras, e estas encontram-se espalhadas por Skyrim inscritas em construções em pedra. Mais uma das razões que encoraja à exploração.

Além dos "Shouts", estamos munidos de outras capacidades (Perks). Ao início é intimidante ver a quantidade enorme de aspetos que podemos melhorar, mas rapidamente percebemos que não há necessidade de melhorar tudo. Só as capacidades que usamos é que poderão ser melhoradas. Alguém que use somente magias em combate, irá ganhar bastante experiência nessa área, e quando subir de nível, ganhará um ponto para desbloquear um perk do seu agrado (desde que tenha experiência suficiente na área desse corpo). Basicamente, somos compensados por jogarmos ao nosso agrado. Eu por exemplo, prefiro ter uma arma numa mão, e uma magia na outra. Outros poderão preferir magias em ambas as mãos ou então uma espada e um escudo, ou apenas uma espada. As possibilidades são mais que muitas.



vossa decisão refletir-se-á no combate. As magias permitem combates espetaculares, repletos de efeitos visuais. Por outro lado, o combate com armas é mais monótono e requer que se cheguem perto dos inimigos, o que nos dragões não é lá muito boa ideia, a não ser que tenha uma armadura realmente fenomenal e se defendam bem (isto se tiverem escudo).
Os mais dedicados, poderão ir além de melhorar a sua personagem e forjar as suas armas, armadura e encantá-las com feitiços. Claro que isto envolve encontrar os materiais corretos, o que em si implica exploração. Se não quiserem dar-se ao trabalho, ao longo da vossa aventura poderão roubar, encontrar ou comprar equipamentos cada vez melhores.

O feito mais impressionante de Skyrim, é que o seu mundo está vivo, e esta sempre foi uma ambição nos jogos de mundo aberto. Mais que criar um mundo detalhado, a Bethesda deu-lhe uma estória. Nas cidades e aldeias, as pessoas cumprem com os seus quotidianos e interagem mais dinamicamente connosco, fornecendo informações sobre o local e por vezes dando origem a side-quests. Nas florestas ou montanhas, vemos lobos, raposas, carneiros, veados ou mesmo mamutes a passar por nós. O tempo muda dinamicamente. Embora não exista chuva (pelo menos nunca esteve a chover enquanto joguei), subam uma montanha e começará a nevar. Nas regiões mais frias, o nevoeiro nunca passa e não permite ver mais que uns metros para a frente.

É por esta razão que, que quando se começa a jogar, perde-se facilmente a noção com a realidade. Naquele pequeno DVD, está um mundo enorme que deseja e está pronto para ser descoberto. E esse mundo é fantástico e criado de maneira tão cuidadosa e pormenorizada, que parece existir realmente.
Conseguir criar tal obra como Skyrim nas consolas atuais, tem as suas limitações é claro. Aproximem muito de qualquer objeto e toda a sua beleza desvanece sendo substituída por texturas fracas. Mas isto é facilmente desculpável quando olhamos para a dimensão do jogo, que vai para além da dimensão do mapa, existindo também os interiores de todos os edifícios, grutas e outras construções espalhadas por Skyrim.



A física também sofre do mesmo problema. Com um mundo tão grande, não seria de esperar incrivelmente realista. A perspetiva na terceira está um pouco melhor que Oblivion, mas os saltos são absolutamente ridículos. Quem prefere jogar nesta perspetiva poderá ficar desiludido. No entanto, o jogo foi feito para ser jogado na primeira pessoa. Assim, poupam-se ao tormento de ver as animações da vossa personagem.

Skyrim não está isento dos típicos erros que afetam os jogos da Bethesda. Durante a minha aventura, não fiquei preso em nenhum lugar manhoso, mas a consola bloqueou várias vezes. Quando o jogo for lançado, é provável que outros jogadores encontrem muitos outros erros. Mas mais uma vez, é algo compreensível olhando para as dimensões do jogo.




Para acompanhar um jogo épico, a Bethesda teve que criar uma banda sonora ao mesmo nível. E fazer melhor era impossível. A banda sonora é tão épica quanto o resto do jogo. Mas palavras para quê? Desfrutem aqui do tema principal que constitui esta delicia para os ouvidos.

O que dizer de The Elder Scrolls V: Skyrim que já não tenha sido dito? Bem, este é mesmo um daqueles jogos em que se fosse mencionado tudo aquilo que oferece e tudo aquilo que dá para fazer, dava quase para escrever um livro. Mas creio que a ideia que queria transmitir ficou clara. Skyrim é um jogo épico em todos os sentidos, não há outra palavra para descrevê-lo. É um dos melhores e maiores RPG de sempre. Uma maravilha videojogável. Agora se me dão licença, tenho que ir jogar a minha dose diária de Skyrim.




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